Buscapé (Alexandre Rodrigues) é um jovem pobre, negro e muito sensível, que cresce em um universo de muita violência. Buscapé vive na Cidade de Deus, favela carioca conhecida por ser um dos locais mais violentos da cidade. Amedrontado com a possibilidade de se tornar um bandido, Buscapé acaba sendo salvo de seu destino por causa de seu talento como fotógrafo, o qual permite que siga carreira na profissão. É através de seu olhar atrás da câmera que Buscapé analisa o dia-a-dia da favela onde vive, onde a violência aparenta ser infinita.
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Cidade de Deus, filme brasileiro dirigido por Fernando Meirelles e que entra em circuito nacional dia 30 de Agosto em 100 salas, e em 50 salas norte-americanas. É Baseado no romance Cidade de Deus de Paulo Lins. O filme conta, através da visão de Buscapé (Alexandre Rodrigues) o crescimento do crime organizado no bairro carioca Cidade de Deus, entre os anos 60 e o início dos anos 80. A história é baseada em histórias reais. Cidade de Deus é uma injeção de ânimo para quem se interessa pelo cinema brasileiro. Pois mostra que é possível se fazer um cinema de qualidade no Brasil. O filme possui uma história que pode até parecer banal, ou melhor, um assunto que ultimamente vem sendo banalizado, a violência. Porém de banal não há nada, o filme é poético, não cai no ponto comum dos demais filmes que tratam do assunto, ele sabe prender a atenção do espectador não permitindo em nenhum momento o desvio de olhar. Cidade de Deus começa a diferenciar-se dos demais pela fotografia, onde já se pode notar uma característica do seu diretor, de formação publicitária, ele leva essa sua experiência para a telona, e o efeito é excelente aos olhos do expectador. A fotografia é limpa, sem risco, câmera é firme, não treme, passando assim uma segurança. Porém está característica não é de agrado geral, há quem reclame, falando que um filme de tal assunto não deveria possuir tal fotografia, deveria ser mais suja, a câmera deveria balançar mais. A montagem de Cidade de Deus é também de encher os olhos, pois ela possui uma quebra de linearidade, fazendo assim um jogo com a cabeça do espectador, forçando-o a manter total atenção aos acontecimentos e nomes. O elenco novato, que possui como único nome conhecido o de Matheus Nachtergaele (Sandro Cenoura). A curiosidade no elenco é que grande parte dele foi escolhido entre garotos que vivem em diversas favelas e comunidades do Rio de Janeiro, e que não tinham tido qualquer contato com atuação. É tanto que após a escolha do elenco, a produção do filme passou cerca de quatro meses em laboratório com esses atores. Fazendo com que existisse uma integração entre eles, como se eles realmente se conhecessem há muito tempo, tivessem crescido juntos, ou criando rivalidades. Com a finalidade de que ao final tudo isso fosse passado com grande maestria para a telona, convencendo o espectador do que ele estava assistindo. Uma passagem que pode ser citada, sem que se estrague a surpresa do filme, é o do Caixa Baixa, um grupo de crianças com idade entre seis e doze anos que cometem pequenos assaltos, ao vê-los juntos, em um assalto, você realmente acredita na irmandade que há entre eles, dando at! é a impressão de que são amigos de longa data, e estão acostumados a cometerem delitos juntos. Interessante também é que muitos podem criticar o fato de que Cidade de Deus utiliza-se muito de palavrões em diálogos, além da mostra de pessoas usando drogas. Dando a impressão de que o diretor fez uso desses com intuito de tentar chocar ao espectador. Mas não é isso que ocorre. Esses são elementos que integram ao contexto, não estão jogados no ar. E a atenção do espectador fica tão presa aos fatos, que palavrões e uso de drogas, passam como fatos normais, integrantes da temática. A narração do filme, feita por Buscapé, que vai explicando determinados acontecimentos, e porque eles ocorreram pode irritar a alguns espectadores do filme. Alegações de que não havia tal necessidade, que já estava vendo, e não precisava ser guiado. Só que este artifício utilizado pelo diretor se encaixa ao filme, pois dá ao filme um ar meio que documental, o de que uma história está sendo contada, explicações devem ser dadas, fatos relembrados. Um fato que pode não parecer aos olhos de todos, é a lembrança ao filme Pixote, a lei do mais fraco. É uma semelhança muito discreta, que somente remete ao filme de Hector Babenco. Não chega nem a ponto de se dizer que Fernando Meirelles teria se inspirado no filme antecessor. O que há na verdade é somente uma ponte, uma ligação de lembranças entre os filmes, que possui a violência tão presente na vida de jovens sem opção. Cidade de Deus é sem dúvida um filme que merece ser visto e revisto, comentado, onde o público deve responder a convocação e ir ao cinema, prestigiar o trabalho brasileiro. E o espectador que for assistir a esse filme estará vendo a um épico. E o cinema brasileiro com esse filme, torna verdadeira a velha máxima que diz: “O GUERREIRO ESTAVAFERIDO, MORTO JAMAIS”." |
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Excelente! Mais uma vez Fernando surpreende com um filme de primeira categoria. A fotografia é linda e o roteiro emocionante. Uma obra de arte que vale a pena ser conferida." |
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"Cidade de Deus" mostra mais uma vez a grande fase que vive o Cinema Nacional. É realmente animador ver filmes como esse e saber que trata-se de uma produção nacional. Nesse filme temos todos ingredientes de um grande filme: uma boa história, uma direção correta e principalmente uma crítica social. "Cidade de Deus" é verdadeiro, nos mostra uma realidade nada bonita e nos faz olhar para onde nunca olhamos e por um outro ponto de vista. O que vemos na tela é um retrato da nossa realidade, a sensação que temos durante o filme é bem conflitante. Em um primeiro momento determinadas cenas são chocantes, mas no decorrer do filme vamos nos acostumando e o pior é que na vida funciona da mesma forma. O grau de violência em que chegamos já foi considerado algo inadmissível, mas se tornou algo tão comum que nos acostumamos. "Cidade de Deus" tem o mérito de retratar a realidade de uma parte do povo que se encontra desamparada e sem voz e hoje, quando ouve-se falar em poder paralelo, talvez nós possamos entender que a responsabilidade desse tipo de evento se deu por conivência do poder público e, acima de tudo, porque essas comunidades nunca receberam atenção de nossos governantes e acabaram vivendo uma “realidade paralela”. "Cidade de Deus" é muito verdadeiro e talvez por isso não haja mocinhos e bandidos, o que há são personagens de nossa realidade." |
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Este filme é uma obra-prima e, ao mesmo tempo, um soco no estômago. Mostra de forma natural, sem exageros e sem censura, a realidade das favelas brasileiras, usando técnicas muito bem aplicadas. Um filme de orgulhar, mostrando uma realidade que é difícil de se orgulhar!" |
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O filme faz despertar sentimentos de revolta e culpa. É devastador e direto. Não se preocupa em agradar, dessa forma, retrata o que talvez muitas pessoas não gostariam de saber e, principalmente, ver. É tenso e caótico, porém muito bem argumentado." |
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Achei o filme uma maravilha, pois mostra o que acontece de verdade. O realismo foi ao extremo com os artistas iniciantes, tirando todo o possível de cada um e mostrando para todos que tiveram o privilégio de ver, além de um ótimo filme, o que acontece e porque acontece aquilo na favela." |
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Agora posso sentir orgulho em dizer que o filme que mais gostei é brasileiro, esta obra prima foi um presente do cinema nacional para todo brasileiro. A trama nos deixa perplexos diante da realidade da violência humana e da banalização da vida. Mas o formato como isso é apresentado nos deixa estasiado pela qualidade e pela clareza visceral das cenas. O elenco é maravilhoso, nos dando a impressão de que todos ali são reais e não personagens apenas. O modo como se concatenou todas as idéias e as histórias de cada personagem merece elogios, pois são poucos os filmes em que todos os personagens principais se mostram completos e como ja disse, tão reais. A colocação das músicas foram sempre muito bem oportunas, nos preparando para próxima emoção. Enfim, toda a violência foi muito bem abordada pelo diretor, sem nenhuma gota de sensacionalismo, com o humor certo na hora apropriada e o mais importante, sem omitir a realidade. Trata-se de uma obra de arte." |
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Devemos assistir esse filme de alma purificada e com um olhar frio diante da história, se não nós nos envolvemos tanto ao ponto de trazer energias negativas e obcessoras. Isso é para termos noção do grau de profundidade da história e do talento dos atores." |
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Este filme é surpreendente pelo fato de abordar um dos assuntos mais "comuns" do Brasil, a vida na favela, a vida do crime... "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come"... esse slogan foi perfeito e bem pessado, ninguém se dá bem no crime. O elenco por não ser de atores muitos conhecidos, exceto por Matheus Nachtergaelle, é que dá um tom verídico à história... Cidade de Deus não só foi sucesso em Cannes como será, esperamos, o nosso Oscar. Ingresso bem pago." |
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Excelente avanço para o cinema brasileiro. Campeão de bilheteria e muito aclamado em vários festivais importantes no exterior, Cidade de Deus é motivo de orgulho para todos. Além de ter uma trama super envolvente e um tema super interessante, o filme agradou a todos! Adorei!" |
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Cidade de Deus Brasil, 2002. Direção : Fernando Meirelles & Kátia Lund Logo na primeira cena desta obra surpreendente, um galináceo em fuga identifica-se, emocional e simbolicamente, com o narrador da história. Ao som da frase publicitária que está associada à distribuição do filme (“se correr ,o bicho pega. Se ficar, o bicho come”), vemos um garoto encurralado entre duas fileiras de pessoas armadas. De um lado, os traficantes. Do outro, os policiais No meio desse confronto, a população “inocente” da favela. Este será o dilema recorrente desta peça magistral da cinematografia moderna :o impacto devastador das escolhas realizadas por alguns desses “inocentes”, quando se encontram diante de dois (ou mais) grupos de antagonistas que se utilizam de métodos instrumentais semelhantes. Ao contrário, no entanto, do que é feito em boa parte das obras cinematográficas que tematizam a problemática do tráfico de drogas, a população é retratada aqui como principal responsável e mantenedora das mazelas sociais a que estão vinculadas: é a coletividade pobre quem leva os botijões de gás roubados para casa .São os moradores da favela que escondem e aceitam os favores dos traficantes .São esses mesmos moradores que defendem formas espúrias de discursos anti-governamentais e medidas que pregam a “justiça pelas próprias mãos”. Ou seja, quando acontece algum (anti-)milagre, este é sempre de responsabilidade puramente divina, estando os moradores isentos de qualquer culpabilidade. Será mesmo assim? Esta pergunta encontra uma possibilidade atordoante de resposta através de outra recorrência marcante no filme, a onipresença de animais .Em quase todas as seqüências, encontramos espécimes animais, que vão desde a galinha perseguida no início até as vacas e cavalos que percorrem as ruas da favela, passando pelos peixes que são vendidos pela família do narrador. Entretanto, o animal que mais aparece é o cachorro. Representações mistas de dependência, fidelidade e agressividade reativa, as aparições caninas neste filme denotam que os seres humanos retratados estão imersos num estágio pouco evoluído do ‘état de nature’ descrito pelo antropólogo Claude Lévi-Strauss. Em outras palavras: os instintos animais (nem “bons” nem “maus”, meras técnicas de sobrevivência) determinam os comportamentos das pessoas que vivem em Cidade de Deus, associando-se porém ao conformismo e à resignação, típicos do ‘état de culture’, para configurar definitivamente o círculo vicioso do crime que pred omina até hoje, muitos anos depois da conclusão temporal do filme. A imparcialidade valorativa do roteiro deve ser destacada. Apesar de o narrador Buscapé ser apresentado como um sobrevivente “do bem”(o que viabilizaria de imediato a afeição do espectador a este personagem), seus comportamentos vocacionais não diferem bastante daqueles que ele considera como “maus”. Tanto Buscapé quanto policiais, traficantes e jornalistas fazem as mesmas coisas (bebem, comem, transam, fumam maconha...).Com exceção do viciado em cocaína Thiago, eles se referem ao tráfico quase sempre por cima (aspectos relativos ao poder), esquecendo a participação definitiva dos consumidores de drogas no enraizamento dos conflitos desenrolados. Ao se observar a crescente imbricação de atitudes similares entre os mais diferentes personagens deste filme, pode-se afirmar (em termos de sociologia previdente) que a caótica situação aqui apresentada só deixará de existir quando todos os envolvidos na enorme teia do tráfico (que vai do Presidente da República ao pai moralista q ue espanca o filho viciado) aceitarem quotas individuais de sacrifícios realizados em nome da Humanidade. No entanto ,para que as conseqüências nocivas do autotelismo ambicioso de Zé Pequeno, do colaboracionismo amigável do “paulista legal prá caramba” e da corrupção de alguns membros execráveis do corpo policial ganhem visibilidade pedagógica, torna-se imprescindível maior conscientização social por parte da Imprensa e dos meios de comunicação em geral. Estes, através da espetacularizacão da violência, fomentam os desejos de “publicidade intocável” dos desorientados vilões de nossa sociedade midiocrática. Como o final do filme parece indicar, os funcionários da Imprensa têm o dever e a responsabilidade de apresentar ao público todas as facetas (positivas e negativas) de um mesmo conflito, irrelevando as inferências dolorosas de ordem puramente hipotética .Como afirma o já citado slogan do filme, mais cedo ou mais tarde os indivíduos terão que responder pelas conseqüências ( diretas e indiretas) de suas atitudes ,não sendo aconselhável perseguir os descaminhos covardes de condutas morais individualistas e descontextualizadas. Deixando de analisar os aspectos sociológicos do filme, que demonstraram êxito inquestionável, vale ressaltar suas belíssimas inovações ‘kinezthetikas’ ,atingidas graças à comunhão perfeita entre cacoetes publicitários, elementos “cinemanovistas”e recursos típicos do cinema de ação norte-americano. O elenco homogêneo é indefectível, com destaque para a excelente composição de Phelipe Haagensen como o bandido “responsa” Bené. A seleção musical, bastante variada, é igualmente sublime, tendo uma função bastante econômica na construção de algumas seqüências dramáticas. Por fim, merece destaque a qualidade substancial do roteiro, que consegue ser ao mesmo tempo pungente e humanista, incluindo de maneira bastante sutil toques de “humor cinza”(tachar o inegável senso cômico deste filme como “humor negro” seria, no mínimo, um apelo à inverosimilhança), como a excelente seqüência em que duas mulheres da favela falam sobre sexo. Tal conjunto de fatores faz desta obra um híbrido cinem atográfico de primeira grandeza, fundamental para a evolução artística contemporânea e para a conscientização do público midiático. Não é à toa que o filme estrutura sua narrativa a partir de círculos paradigmáticos que obedecem (em sua maioria) a um rigoroso sintagma cronológico. Por falar em círculos, é simplesmente notável o modo como, logo na primeira cena desta obra surpreendente, um galináceo em fuga identifica-se, emocional e simbolicamente, com o narrador da história.!." |
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Apos ter lido a obra de Paulo Lins, fiquei extremamente satisfeita com a adaptacao para o cinema. Sai com uma sensacao de orgulho do cinema nacional que , talvez por nao conhecer tao bem, nunca havia sentido. Apesar de um ou outro personagem cortado ou 'fundido'em outro, entendi que pelo tamanho da obra era necessario fazer mudancas para manter o conteudo, e este foi muito bem feito. Apesar de ja ter ouvido boas criticas antes de assistir ao filme, nao tinha me interessado mas nao resisti de ao menos ler o livro e desde as primeiras folhas ja me decidir a ver o filme pelo fascinio que , no fim, ambos me proporcionaram. Espero que o publico nao apenas entenda a causa que o filme apresenta, mas tambem que apos uma obra nacional tao bem feita sobre um tema tao abordado e ate saturado, se realize que nosso cinema passa por uma fase promissora e que merece todo tipo de apoio, sobretudo o nosso, do publico. E fim ao preconceito contra a producao cinematografica brazuca!" |
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O filme dá um show nos enlatados americanos. Uma produção de dar inveja nos gringos e atuações mais convicentes não poderia ter. Em suma, o filme quebra aquela barreira cética que diz que o cinema brasileiro não tem qualidade internacional." |
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O filme é excelente. Retrata de forma simples e bem-humorada a vida num local violento, sem maiores análises sociológicas e psicológicas. A escolha de atores desconhecidos (com exceção do Matheus Nachtergale) deu veracidade à trama, confundindo a ficção com realidade, fazendo parecer um documentário." |
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O filme é muito bom. É muito difícil um filme brasileiro me agradar, mas "Cidade de Deus" fica longe da pornochanchada sem um final decente dos filmes brasileiros. "Cidade de Deus" é surpreendente, a história de uma favela aqui da minha cidade contada desde o início até o fim. Vale muito a pena ver, pois você morre de rir, se comove e até fica satisfeito com o final. Esse filme é o melhor já feito aqui no Brasil, lógico, fora os Trapalhões. Fiquei muito satisfeito, acho que no Brasil estão começando a aprender a fazer filme de verdade, pois já estava de saco cheio de ver os mesmos atores que eu vejo todos os dias na Rede Globo aparecerem também na tela do cinema. "Cidade de Deus" é um sucesso a parte, na minha opinião recomedto a todos verem este filme e nao irão se arrepender. Nota 10." |
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“Assistir a Cidade de Deus é um dever cívico.” Tenho que começo a falar do filme com o comentário de Zuenir Ventura. Cidade de Deus não é apenas uma diversão, um James Bond ou algo do tipo. Também não é um filme de ação ou um policial americano. Está muito longe disso tudo. Cidade de Deus ultrapassa todos esses níveis. O filme não tem nenhum problema: o roteiro é envolvente, a montagem e a fotografia mudam de acordo com a narrativa, os atores estão perfeitos, a direção une todos esses elementos num filme forte e preciso. Mas não é por isso que CDD se torna obrigatório. O filme não pode, não deve ser encarado como simples diversão. Nunca antes um trabalho conseguiu restituir a ascensão do tráfico de drogas de forma tão chocante e realista. Toda essa realidade está calcada na obra de Paulo Lins que viveu na favela, fez uma pesquisa etnográfica quando estudante, escreveu o livro, participou do roteiro e imprimiu no filme “o interior dos personagens, evitando a visão de fora, uma visão pequeno-burguesa.” Cidade de Deus deve incomodar os hipócritas por que não julga e executa seus personagens. O filme não se preocupa em fazer marcações rígidas e foge do clichê entre o bem e o mal. Na vida real essa divisão é muito tênue. É muito fácil apresentar o vilão como uma pessoa que apanhava dos pais, que cresceu sem amor, que teve a vida distorcida, que vive na miséria. Se apenas 10% da população das favelas fossem de marginais a vida no Rio seria insuportável. O personagem Zé Galinha entra para o crime depois de um trauma, mas e os outros por que entraram? Você sabe como se forma um assaltante, um traficante? Eu não sei e o filme tampouco. O trio formado por Paulo Lins, Kátia Lund e Fernando Meireles se preocupa em contar a história da comunidade chamada Cidade de Deus em pouco mais de duas horas. Muito pouco para narrar três décadas de crime e ainda tirar tempo para julgar alguém. O público pode tirar suas próprias conclusões, ou pode também sair do cinema e partir para o bar comentar a vitória do Flamengo. O grande mérito do filme é questionar o papel e a responsabilidade de todos. Para Kátia Lund “a violência e o tráfico é um problema social e não policial.” O filme cumpre seu papel social de todas as formas possíveis. Apenas um ator profissional foi usado, os outros são jovens selecionados entre mais de dois mil candidatos. Quarenta foram selecionados e tiveram aulas de interpretação e fizeram oficinas para encarnar seus personagens. Alguns filmes surgem como divisor de águas dentro da indústria cinematográfica e outros marcam a imagem de uma sociedade. A política americana é pregar que a violência só acontece nos países do terceiro mundo (esse termos ainda pode ser usado?) mas e New Jack City? Quando foi lançado esse filme irritou alguns críticos americanos. E Cidade de Deus teve o mesmo efeito. Criticar é muito difícil, mas alguns acham muito fácil. Realmente deve ser fácil criticar parado no sinal, dentro do seu carro de luxo importado e com o ar ligado e xingando os moleques que querem lavar os vidros com água suja. Algumas críticas que foram escritas sobre o filme são válidas por que ajudam a esquentar a discussão. Mas outras são tão agressivas que se tornam inacreditáveis. Um pseudocrítico do Jornal do Brasil chegou a dizer que o filme não tem cuidado com a ética. Qual ética? A ética da classe média que pode ser ofendida com as imagens de CDD? Realmente perder espaço em jornal para escrever sobre como a fotografia em sépia do filme deveria ser usada em comercial de refrigerantes e não para representar a década de 60 é ajudar a alienar o público. É fazer o caminho inverso ao filme. É criar um julgamento superficial das questões. Cidade de Deus cumpriu seu objetivo. É um bela realização cinematográfica e ainda gera um furacão por onde passa. Se os diretores erraram em alguns pontos, eles erraram fazendo. Só os teóricos e críticos superficiais acreditam que um projeto pode ser 100%, atingir a totalidade de suas idéias. Cidade de Deus existe. E o que críticos como Nelson Hoineff acrescentaram a sociedade? O que eles produziram para justificar suas agressões ao filme? “Assistir a Cidade de Deus é um dever cívico.” Fico com Zuenir Ventura.." |
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Espetacular. Chocante. Uma tentativa de "cirurgia" visual para uma sociedade que insiste em continuar cega. É um filme que lembra que não é preciso ir longe para se sensibilizar com mortes, injustiças e guerras. Existe uma guerra civil tão cruel e gritante quanto a todas outras pelo mundo afora. Mas até quanto noticiar Kosovo, Palestina, Ruanda e outras, renderá mais dinheiro e irá transparecer uma imagem mais intelectual, politizada?" |
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O melhor filme brasileiro de todos os tempos! Brilhante. O filme apresenta ao cinema brasileiro a linguagem contemporânea, incorporando numa única obra influências do cinema independente, Quentin Tarantino, filmes coming-of-age e cinema de ação hollywoodiano, passando por referências que vão de Gláuber rocha a The Matrix. Edição ágil ao estilo de David Fincher, som ,trilha e interpretações impecáveis. Direção irrepreensível. Um filme imprescindível. Nota dez e meio ;-)" |
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Sinto-me privilegiada em poder acompanhar esse amadurecimento tão bonito e intenso do cinema Brasileiro. Cidade de Deus é um marco, uma obra prima do cinema nacional, um verdadeiro balde de água fria na cabeça das pessoas que teimam em considerar o nosso cinema ruim e medíocre. Parabés às pessoas q participaram direta ou indiretamente da concepção dessa obra, especialmente Matheus Nachtergaele( como sempre, perfeito) e aos atores que desceram dos morros para nos mostrar que nas favelas tem sim muita gente talentosa." |
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Cinema da mais alta qualidade, esta é a primeira conclusão que podemos chegar ao sair do cinema. E digo mais, não há um só filme americano em cartaz superior a esse. Esqueça qualquer tipo de preconceito contra a produção nacional e assista este filme. Não adianta apenas se divertir assistindo comédias americanas idiotas, é preciso ver um filme como esse e refletir sobre a atual situação do nosso país. Posso estar sendo apressado mais depois da ótima recepão de Cidade de Deus em Cannes acho que dessa vez o Brasil consegue a tão sonhada estatueta de melhor filme estrangeiro em 2002. Se isso ocorrer ótimo, apesar de que não é necessário um Oscar para atestar a qualidade de um filme." |
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Gostei muito do filme. Acho que um novo passo para o cinema nacional. O filme não é assitido, ele nos assiste. O jogo de câmera, a edição. A maneira que o diretor explora cada take, cada cena, é incrível. O filme sem dúvida, é um dos melhores do cinema nacional." |
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Mostra a realidade nua e crua do poder paralelo que está tomando conta de locais, onde o governo é totalmente ausente. Em relação aos atores, eles mostram para o nosso país, que nós realmente temos grandes atores/revelações, e não o padrão global, onde "malhação" para eles é o local onde saem nossos "grandes atores/revelações"." |
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Após ter visto este filme no dia 08/Set/2002, fiquei feliz, pois, o mesmo veio à prova-me, que realmente o cinema brasileiro esta caminhando para algum lugar, graça a competência de pessoas sérias e que efetuam o seu trabalho, visando o reconhecimento do público. Este filme esta realmente muito bem estruturado e contém uma história, que foi muito bem retratada,ainda, sem esquecer que ele possui uma narrativa diferente e que foi incrivelmente bem efetuada. As pessoas que participaram deste projeto, estão de parabéns pelo trabalho realizado." |
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O filme Cidade de Deus nao tem parametros para ser comparado com alguns filmes nacionais. Aliás, filme brasileiro explora a sensualidade onde nao tem. Como se a nossa capacidade criativa girasse em torno do SEXO. Mas nao, temos atores, diretores, roteiristas ótimos que sabem fazer bons filmes. Gostei muito do filme pois mostra a exclusao e a invasao da violencia nas grandes cidade. Numa cena o narrador diz que a Cidade de Deus nao tem nada a ver com os cartoes postais do Rio. É verdade, pois, a arte e a cultura da cidade existe para poucos que podem pagar. Em nenhum momento se ve os cartoes postais da cidade. Adorei isso. A PLIN-PLIN usa e abusa da imagem do Rio nas novelas e seriados, mas escracha no JN. Isso é desonesto, desleal e corrupto. Eu acho que a prefeitura da cidade e a populaçao deveria cobrar por isso. É um paradoxo. O Cidade! de Deus demonstra a dura realidade que ninguém quer ver, que muitos ignoram e que as autoridades já deixaram de lado há muito tempo. Quantos Dadinhos estao sendo formados agora pelo tráfico. Tim Lopes foi executado enquanto cumpria seu dever, enquanto trabalhava. Porém, muitos jovens têm morrido antes de completar 18 anos e sem direito a dizer nada : CALADOS! CALADOS! e CALADOS! Viva o Meirelles que trouxe para as telas a realidade de pessoas CALADAS." |
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Definindo em poucas palavras um filme tão complexo. simplesmente "cidade de deus extrapolou os limites da cinematografia e tornou-se um verdadeiro manifesto social que tem que servir de alerta à necessidade da sociedade brasileira abrir os olhos para o que o Brasil está se transformando... O Brasil está cheio de "zé pequenos" e "cenouras", alguns estão presos mas outros não(embora,hoje,isso não faça diferença... mas onde estão as crianças que não são mais crianças... são assassinos desgorvenados que matam sem saber direito pq o fazem... são os herdeiros de um mundo novo... um mundo assustador e cruel... a cidade de deus... O BRASIL... O BRASIL." |
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Ótimo filme! Com uma bela fotografia e inteligente montagem, o filme também é muito bem interpretado. Mesmo mostrando uma realidade cruel e pertubadora, Cidade de Deus abre os nossos olhos para além das grades de (in)segurança dos condomínios." |
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Como bem disse Arnaldo Jabor, "não é você quem assiste o filme, e sim o filme que assiste você". Cidade de Deus é mais que um filme com uma mensagem, é um tapa na cara em forma de filme. Esse maravilhoso trabalho mostra um pouco da realidade do nosso país, uma verdade nua e crua de nosso cotidiano fora dos cartões postais do Rio de Janeiro. Uma obra-prima. Parabéns." |
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Esté é *o filme brasileiro*. Na opinião do Arnaldo Jabor, o filme foi *extraordinariamente bem produzido, bem dirigido, bem fotografado. Uma obra-prima*. Não dá para não concordar com ele. A impressão que tenho é de que instalaram câmeras escondidas pela favela e editaram depois, de tão reais que são os diálogos. Destaque para as crianças. O que mais surpreende é que a maioria do elenco foi forjada em oficinas de interpretação, com atores não profissionais de diversas comunidades cariocas que vivem em realidades muito próximas daquelas retratadas pelo filme." |
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Cidade de Deus mostra a realidade, o cotidiano de quem nasce e cresce em favelas e não tem outra opção a não ser o trafico. Na minha opinião é um dos melhores filmes brasileiros dos últimos tempos. Com um elenco escolhido dentro das comunidades, conseguiu superar muitos atores de nome, acho que não seria tão perfeito fossem atores consagrados. nota 10 para os atores que interpretaram Zé pequeno (criança e adulto). Finalmente, não tenho palavras para expressar o quanto gostei do filme... parabéns." |
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Deus está em todo lugar, até na cidade de Deus, por incrível que pareça. "Cidade de Deus" tem alma e, principalmente, emoção. Os atores, apesar de amadores, cumprem a jornada para qual foram destinados. A montagem e fotografia são surpreendentes. Esse não é o momento para falar que o cinema brasileiro melhorou. Isso já passou. O Brasil é excelente em cinema desde o poético Central do Brasil. Cidade de Deus é incrível, parece ilusão, mas é puro cinema." |
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O filme é sensacional! Os atores, mesmo sem experiência, dão um show de interpretação, mostrando a realidade nua e crua na tela do cinema. Na minha opinião Cidade de Deus é o melhor filme brasileiro dos ultimos tempos." |
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O filme "Cidade de Deus" confirma a idéia de que o cinema brasileiro tem seu valor. Mostrando a realidade do país, o seu lado mais trágico e deprimente, faz com que as pessoas despertem para uma realidade. Muito bom." |
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Um filme maravilhoso, digno de ser visto mais de uma vez. E o que surpreende é que não foi necessário ter atores famosos e experientes para realizar tão bem sucedida obra." |
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Melhor filme do ano! A fotografia é excelente, o atores dão banho de realismo, a sequencia do roteiro impecável e pra ganhar um dez a música de Cartola fecha com chave de ouro. Sem mencionar o carater social amplamente abrangido. Nota DEZ!" |
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Quando entrei na sala no cinema para assistir Cidade de Deus, não imaginei que ia me deparar com tanta qualidade. Fomos em 8 pessoas ao cinema e nós todos só temos que elogiar este trabalho de Fernando Meirelles, Braulio e de todos aqueles que ajudaram no nascimento desta grande obra. Parabéns a vocês, produtores, diretores, co-diretores, autores, atores. Vocês merecem todo o sucesso possível." |
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Decepção total. Um dos piores filmes que já assisti. Propaganda do crime organizado nestes dias tão difíceis para nós, pessoas de bem. Incita a violência, mostrando bandidos como se fossem heróis. Ótimo instrumento para ser usado por marginais quando quiserewm recrutar membros para suas ações. Definitivamente, este filme é uma infelicidade gigantesca, na minha humilde opinião! Obrigado." |
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O filme ficou excelente, retrata a realidade da favela as agressões sofridas pelos morradores, o código de honra dos malandros e a proteção dos marginais locais para com os moradores da CDD. O filme foi muito bem dirigido, com um elenco de alto nível, mesmo tendo como ator "conhecido" somente o Matheus." |
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Uma obra-prima! O filme foi muito bem produzido e o roteiro é excelente. O filme me lembrou "Pulp Fiction", sendo que o ritmo não cai como neste. O grande mérito do filme está no trabalho de edição: perfeito!" |
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"Cidade de Deus" é ruim de invadir, nós com Fernando Meirelles vamos nos divertir". Parabéns, o filme foi sensacional! Acreditar no cinema brasileiro é algo aindo muito difícil, mas você é uma pessoa de fibra e merece o OSCAR. Felicidades!!!" |
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Uma palavra não é suficiente para descrever esta obra-prima brasileira. Nunca um filme mostrou com tanta clareza e tão bem o tema das favelas. Ao mesmo tempo chocante e inteligente." |
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Uma obra-prima de Fernando Meireles. Mostra a cruel realidade das favelas do Rio de Janeiro e a marginalidade que as crianças do filme têm que conviver todo dia. Simplesmente surpreendente. Nota dez em todos os aspectos." |
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NÃO SE PREOCUPA EM SER UM FILME BONITINHO, QUE NAO SUJE A IMAGEM DO BRASIL NO EXTERIOR. É UM RETRATO FIEL DE COMO É O DIA-A-DIA DAS PESSOAS NAS FAVELAS E DE COMO, ATÉ MESMO PESSOAS BOAS, ACABAM POR CORROMPER-SE EM VIRTUDE DO MEIO SOCIAL EM QUE VIVEM. NÃO POUPA DO CHOQUE ÀQUELES QUE PREFEREM FECHAR-SE EM SUAS CASAS E ALIENAR-SE, ACHANDO QUE TUDO ESTÁ MUITO BOM COMO ESTÁ... ÕTIMA PRODUÇÃO, ROTEITO MARAVILHOSO, TRILHA SONORA NACIONAL (AO CONTRÁRIO DO QUE FOI VISTO NA PRODUÇÃO DE "O QUINTO DOS INFERNOS"). NÃO POSSO NEGAR QUE FIQUEI ORGULHOSA DO POTENCIAL DO CINEMA BRASILEIRO!!!" |
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Esse filme para mim, é simplesmente impressionante, pois há momentos que parecem ser apenas uma ficção e de derrepente em uma daquelas reviravolta caimos em sí e percebi que aquelas cenas que me chocava não eram ficção e não totalmente verdadeiras e poderia ter cenas piores que aquelas na favela. Cidade de Deus é muito interessante pelo simples fato de se saber uma parte de como agem e como é dentro de uma favela." |
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''Cidade de Deus foi o melhor filme que eu já vi, adorei de verdade, se pudesse daria nota 1000, fazem duas semanas que assisti e parece que foi agora pouco , falo nele o dia inteiro, quando alguém fala que quer ir assisti só falta eu arrastar a pessoa para o cinema, confesso que no começo eu fiquei um pouco confussa com aquele monte de histórias, mas ao decorrer do filme fui entendendo tintin por tintin... Posso pedir uma coisa? Meu maior desejo é conhecer o pessoal que fez o filme (buscapé,zé preto e principalmente o bene)... Por favor me mandem um e-mail Tenho 18 anos, e queria muito conhecer eles, se for possivel, lógico." |
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No geral é muito bem feito, tem uma edição criativa e é bastante didática. A primeira metade do filme é uma obra de arte, um marco na nossa cinematografia. Já a segunda metade começa a ficar um pouco repetitivo. As constantes cenas de tiroteio chegam a cansar. Também questiono se o filme não pode eventualmente aumentar o estigma de que só tem bandido na favela. Não é muito perceptível que Cidade de Deus é um bairro como outro qualquer no sentido de que 99% dos moradores são honestos. Acho que faltou maior ênfase sobre como a vida bandida entra nos poros daquelas pessoas abandonadas à sua própria sorte. Quanto ao elenco, nota dez!" |
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Adorei o filme! O cinema brasileiro está ficando cada vez melhor. Atuação perfeita de Bené, Zé Pequeno e Buscapé, mereciam o oscar. E olha que eles, antes de fazer o filme Cidade de Deus, nem atores profissionais eram. Uma grande revelação para o cinema." |
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Excelente filme! Realmente está no nível dos melhores filmes já feitos no mundo todo. Já faz parte dos meus preferidos! O filme conseguiu mostrar com muita realidade o surgimento de uma favela e do crime que está no coração dela. Parabéns ao cinema nacional! Chega de pornochanchadas!" |
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Um filme de muito bom gosto;uma ótima fotografia, atores afiados na interpretaçâo e um roteiro que nao poderia ser melhor. Cidade de Deus é um filme que mexe com diversos sentimentos dos espectadores; assistindo o filme o espectador ri, chora, torce, se emociona. Este é o chamado filme viceral, digno de ganhar o Oscar, não só de melhor filme como também em outras categorias." |
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Excelente! No decorrer da narração Buscapé ensina como funciona a linha de montagem das drogas e a hierarquia dos traficantes que vai desde o “aviãozinho” até se tornar o “dono da boca de fumo” ou transformá-lo em um estabelecimento mais rentável através da venda de cocaína. Dentre muitas dificuldades o protagonista tenta crescer na vida sem precisar entrar no mundo do crime através do seu trabalho como fotógrafo, e nesse sentido, o fato de conviver com o perigo lhe facilitou a colher imagens e informações ao jornal pra quem prestava serviço. Outro aspecto importante abordado no filme é a mudança de personalidade dos personagens a depender dos acontecimentos nas suas vidas. Esse é o exemplo de um cobrador de ônibus, que impulsionado pelo estupro da mulher e o assassinato de um parente, cria um sentimento de fúria e vingança e lhe transforma em um matador. O que não transforma o filme em apenas violência e excesso de sangue, são as doses de humor e principalmente a certeza de que infelizmente tudo aquilo mostrado na ficção também acontece na realidade. A linguagem se caracteriza por diálogos espontâneos utilizando gírias e palavrões sem interesses obscenos, mas com o intuito de insultar. A fotografia, os efeitos e a trilha sonora composta por músicas disco, funk e rap são outros atrativos do filme que nada fica a dever às produções estrangeiras. Dentre as curiosidades do filme está o fato de que grande parte do elenco foi escolhida entre garotos que habitam nas periferias cariocas e que jamais tiveram a oportunidade de atuar, o que possibilitou a revelação de muitos atores que agora têm maiores possibilidades de seguir carreira. Não se pode dizer que o filme usa a violência como espetáculo, todavia a cena em que uma criança é assassinada na frente da outra é bastante chocante e transforma em show uma situação insuportável, forçando um silêncio na platéia que procura assimilar a brutalidade da ação. O filme que seduz e assusta ao mesmo tempo, chamou a atenção dos críticos internacionais durante sua exibição no Festival de Cannes, além de causar debates entre artistas, empresários e políticos. O longa-metragem é baseado em fatos reais e promete entrar pra história do cinema nacional, com grandes chances de receber prêmios por transformar questões reais e dramáticas em entretenimento, porém de maneira consciente." |
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O filme retrata a REALIDADE nua e crua da nossa miséria e de toda a violência gerada pelo mundo das drogas. E ao depararmos com essa realidade mal nos damos conta de que ela está tão perto de nós. E é por isso que foi um dos melhores filmes que já vi." |
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Um filme brasileiro destacável. Mostra exatamente a realidade das favelas brasileiras. Nos mostra porque existem certos bandidos e traficantes. Dá um tiro na cabeça de quem diz que para acabar com o trafico é necessário matar todos os bandidos. Uma lição de vida!!!!" |
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Com certeza, um dos melhores filmes feitos até hoje no mundo. Mostra a realidade nua e crua. Uma boa oportunidade para os nossos governantes analisarem o estado critico em que vive nossa sociedade! Espetacular!" |
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INTERESSANTE E NECESSÁRIA A INFORMAÇÃO E EXPOSIÇÃO À TODA SOCIEDADE O INTRINSECO E CURIOSO AMBIENTE EM UMA COMUNIDADE CARENTE, MAS INFELIZMENTE PECOU PELO SENSACIONALISMO, VENDERAM A IMAGEM DE UM BRASIL TAL QUAL UMA MISTURA DE "COLÔMBIA + FILME DE RAMBO"." |
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Sem dúvida o melhor filme que já assisti. Pode se esquecer de todos os clichês e de qualquer conceito hollywoodiano, o filme traz a linguagem que maioria dos brasileiros conhece e estava esquecida, quando nos enganavam com padrões de galãs, que não são a nossa realidade. Fico muito feliz em saber que vem mais por aí, é só a ponta do iceberg. |
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Cidade de Deus foi um dos melhores (se não o melhor) filmes brasileiros que já assisti. A forma não linear de contar a história de Fernando Meirelles não deixou a desejar para nehum Quentin Tarantino. Tudo parecia tão real que ao sair do cinema tive a sensação de ter vivido tudo aquilo. Os atores foram maravilhosos, atuaram de uma forma tão espontânea que a ausência dos grandes nomes da constelação global no elenco não fez falta nenhuma. É claro que abro uma exceção aqui para o grande ator Matheus Nashtergale (é assim que se escreve?), que com a humildade que lhe é peculiar conseguiu captar a essência dos meninos e passar a mesma verdade na atuação. Cidade de Deus está de PARABÉNS! |
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Penso que este filme é mera especulação. Todos conhecemos a realidade brasileira. Não necessitamos imagens além das reais, das tão presentes nas vidas do povo brasileiro. Estas grandes comunidades necessitam uma boa política social, igual que o resto do país que também sofre fora das favelas. Drogas, violência, assassinatos, e que diríamos das "BALAS PERDIDAS"?? Não necessitamos um filme que retrate as tragédias do grande CIRCO chamado Brasil, sem a mínima intenção de ofender aos cidadãos que desejam um país melhor. Até hoje fico perplexo quando soube que um irmão de uma amiga perdeu vida na parada do ónibus por uma bala sem destino. NÃO SENHORES!! CIDADE DE DEUS, ajuda a confirmar a ideia que os países desenvolvidos têm de nós. Favelas, miséria, violência... e para os que vivemos fora do Brasil este filme só contribui a aumentar nossa vergonha de um pa ís que com filme ou sem ele, a imagem é a mais deplorável possível. Algum dia teremos a ilusão de saber que o Brasil vende ao exterior algo de positivo?? Já não sobra nada neste país que mereça a pena? Ou será que ficaremos só na ilusão? Seguiremos sendo como nos chamam na Europa de REPÚBLICA BANANEIRA?? Está claro que o Brasil deve resolver seus próprios problemas, e que estes já são conhecidos nos quatro cantos da terra. Cidade de Deus, não tem nada mais que contar. Mera especulação e única forma de vender com a eterna violência do Brasil. Seria de melhor critério retratar a política brasileira, desde seu núcleo, a través de um filme que mostrasse a falta de respeito, de humanidade, de empatia, de falta de progresso e um sem fim de podridões que é a política nacional e a través dos carniceiros que estão no poder. Finalmente, os segundos são a causas e os primeiros as consequências. |
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Mesmo com uma grande evolução técnica nos últimos anos (Filmes como O XANGÔ DE BAKER STREET e BICHO DE SETE CABEÇAS), boa parte do público brasileiro mantém um preconceito injustificável e sem fundamentos com o cinema nacional. Por isso, o crescimento da sétima arte em nosso país segue limitado e afastado dos multiplex da vida. Mas é com filmes como esse CIDADE DE DEUS que o preconceito deve sumir. Aplaudido no festival de Cannes (Mesmo não estando em competição), o filme de Fernando Meirelles (DOMÉSTICAS) é um grito em busca de alerta e liberdade, não só do grupo habitacional que dá nome ao filme, como de todo Brasil. Mas as qualidades do filme não são apenas na parte social, da qual voltarei a falar mais tarde - Meirelles constitui uma linguagem com espectador desde o início empolgante, que lembra muito OS BONS COMPANHEIROS e CAMINHOS PERIGOSOS, ambos de Martin Scorsese - Alguém que conta a história de um banho de sangue que durou décadas, como um dos poucos sobreviventes com sucesso na vida. A narrativa e formação do roteiro também é diretamente ligada a um grande nome de Hollywood - Quentin Tarantino. Assim como em PULP FICTION, cenas são cortadas para serem explicadas no decorrer da projeção, divisões de tela aparecem com intenções de facilitar a vista do público em cenas de contexto mais complexo ou com forte importância no geral da fita. Nada disso soa como modismo na história real de todo o conjunto habitacional Cidade de Deus, criado pelo governo para "dar casa a quem não tem onde morar", que só serviu para aumentar a violência e criar estereótipos na sociedade pobre - Guerras de facções, sonhos destruídos e a interminável violência são mostradas a partir de Buscapé - Um jovem que se recusa a entrar no mundo do crime e acaba se apaixonando pela fotografia - Algo muito peculiar no lugar em que ele vive. Conhecemos então muitos personagens, alguns muito interessantes (Como ZÉ PEQUENO e SANDRO CENOURA - Os dois comandantes do tráfico na favela que vivem se enfrentando e causando centenas de assassinatos) e outros nem tanto (Como os integrantes do Trio Ternura, que servem ainda de introdução). Mas a primeira personagem que realmente é mostrada é uma simples galinha, fugindo de facas afiadas e da possibilidade de se transformar em churrasco - Uma metáfora nada sutil para toda a sociedade atual, que vive com medo do crime e da violência, constantes não só na favela. Outro acerto evidente de Meirelles é dar espaço para a construção de Bené - Um sujeito que, mesmo sendo submetido ao cargo de braço direito de Zé Pequeno, nunca deixou ser corrompido e se transformou em uma das figuras mais carismáticas e adoradas da favela - Mesmo sendo um pouco odiado por Buscapé quando começa a ter destaque, sempre procurou fazer o bem e reverter as situações - Causando uma das cenas de maior impacto do filme. Aliás, cenas de impacto também não faltam. A violência é o ponto que praticamente une o filme de Meirelles às obras de Scorsese e Tarantino - Assim como em PULP FICTION e OS BONS COMPANHEIROS, presenciamos diversos assassinatos, estupros, cenas de sangue totalmente inescrupulosas - Tudo como uma forma natural e até singela de contar uma história. Isso porque o real veneno de CIDADE DE DEUS, ou seja, a verdadeira forma de causa polêmica, não está nas cenas de violência e exploração, e sim na construção social do filme. A idéia passada (E que todos que abrem os olhos sabem que é verdade) é que Zé Pequeno não é bandido porque quer, nem mesmo Cenoura ou qualquer outro - O termo "bandido", muito repetido na projeção, acaba sendo extremamente subjetivo e, se for analisado de forma concreta e eficiente, remete apenas ao governo, que não deu dignidade às pessoas que vivem na favela - As opções foram limitadas e obrigaram a maioria das pessoas a se unirem ao tráfico, como forma de subsistência. Meirelles ainda filma com extrema precisão, usando câmera tremida como forma de lembrar um vídeo amador, típico da comunidade que se explora (O maior investimento cinematográfico atualmente é nesse tipo de comunidade, mesmo que escasso) e uma homenagem ao sonho de Buscapé, que passa de utópico a real no piscar de olhos que é o filme. Destaque também para o elenco, principalmente Leandro Firmino Da Hora, que pode ir longe se mantiver o nível - Sua interpretação é uma das poucas que causa ódio nos últimos anos, mesmo com o filme deixando claro que sua posição é natural e extremamente justificável (O paralelo final, traçado com as crianças, é a maior prova disso). Portanto, CIDADE DE DEUS é um filme obrigatório tanto para quem gosta do bom cinema de entretenimento, já que conta uma história gostosa e fascinante de forma precisa e com uma ácida crítica social, rara no cinema dos últimos anos, que tende a tratar o público como alienado e estúpido. |
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O filme é excelente!!!! Com certeza tem um ponto de vista bem diferente em relação ao tema, muito bem retratado! E com certeza é um avanço para o cinema brasileiro, que anda meio caído. Muito bom o filme!!!!! Adorei! |
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Sem dúvida o melhor filme brasileiro que vi até agora, o cinema brasileiro está de parabéns, o filme mostra a realidade que se passa nas favelas brasileiras, sem fantasiais. E nos faz pensar como um pessoa pode fazer a diferença. |
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Para fazer a crítica do filme “Cidade de Deus”, tomamos como base as observações feitas pela socióloga Alba Zaluar na entrevista dada à Folha de S. Paulo de 30/08/02. As pesquisas orientadas pela socióloga deram origem ao livro de Paulo Lins e, posteriormente, ao filme. Segundo Alba, o bairro “Cidade de Deus”, ao contrário do que o filme sugere, não é habitado apenas por bandidos. Na verdade, as pesquisas mostraram que grande quantidade de trabalhadores lá reside. Por outro lado, o filme faz supor uma predominância absoluta de pessoas negras, o que, segundo a socióloga, não ocorre. A pesquisadora observa que o filme apoia-se mais nos estereótipos dos guetos das cidades dos Estados Unidos do que na realidade brasileira. Essas observações são muito importantes porque no filme não aparecem trabalhadores (os personagens são todos bandidos) e quase todos os bandidos são negros. Se todos nas periferias e nas favelas fossem bandidos, como é que as grandes cidades funcionariam? Fábricas, hospitais e toda sorte de serviços dependem do trabalho de pessoas que habitam essas áreas. Na primeira parte do filme, aparece o bairro, chamado “Cidade de Deus”, em fase de implantação. Nessa etapa, segundo o roteiro, ainda existem trabalhadores como o pai do protagonista, enquanto o seu irmão ainda hesita entre o banditismo e o trabalho. Há aí uma crítica ao governo por ter despejado os moradores nesse bairro distante sem nenhuma infra-estrutura. A segunda parte retrata o bairro atual, onde o trabalho e o trabalhador simplesmente desaparecem. A polícia é uma extensão da delinqüência. A única opção para os jovens é o tráfico e parece que a comunidade é movida por ele. Pode ser que numa projeção pessimista para o futuro isso venha a ocorrer nas cidades da América Latina, e muitos desses elementos já estão dados (o da polícia, por exemplo), mas não é de forma alguma, a realidade atual. O trabalho ainda não foi abolido, como também não foi a sua exploração. A impressão que fica é que essa situação-limite apresentada no filme é um artifício usado pelo cineasta para melhor aterrorizar a classe média. O brilhantismo das imagens com a construção de várias histórias de vidas que se entrecruzam, o ótimo desempenho dos atores, o enredo muito bem amarrado, o ritmo alucinante das ações, tudo isso ajuda a reforçar, através da dramatização, o aspecto ameaçador daquela população periférica. Já a falta de um nível maior de complexidade na abordagem do problema (a história fica circunscrita ao bairro, não havendo inter-relação com a sociedade como um todo) prejudica enormemente a qualidade do filme. Se já observamos uma tendência, em boa parte da população, de viver entre muros, temerosa da invasão dos bárbaros da periferia, com uma visão superficial dos problemas sociais, esse filme, certamente, contribui muito para reforçá-la." |
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Esse filme tem muito o que mostrar para as pessoas que não passam e finge que passam só para se fazer das pessoas esse filme e auto critica do cotidiano brasileiro !!! Parabéns Cineasta e Grande Elenco do Cidade de Deus vc foram o máximo." |
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Cinema é uma das minhas paixoes, mas confesso nunca realmente ter assistido um filme brasileiro que tenha me agradado por completo, pois sempre achei que a producao deixava a desejar. Até assistir essa semana a Cidade de Deus. Nao vou nem mencionar que foi o melhor filme nacional que já vi, e sim que definitivamente foi um dos melhores filmes (se nao O melhor) do ano. Acho que dessa vez podemos levar o Oscar." |
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Adorei, pois as pessoas são muito convincentes e fala de uma coisa real e que até mostra partes verdadeiras. É o melhor filme que já assisti, inclusive os atores são lindos. O Phellipe, o Jonathan, eu gamei neles. Se alguém tiver como ter contato com eles me escreva urgente." |
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É impressionante a magnífica fase por que passa o cinema latino-americano. Países como México , Argentina e Brasil vêm nos dando , freqüentemente , grandes filmes , que acabam reconhecido mundo afora. Vide o excepcional "Amores Brutos" , "E Sua Mãe Também" , "Abril Despedaçado" , "O Filho da Noiva" , "O Crime do Padre Amaro" , etc. E o mais novo representante dessa safra é o nosso "Cidade de Deus". O diretor Fernando Meirelles e sua colaboradora Kátia Lund , "recrutaram" todo o elenco para o filme do projeto "Nós do Morro" , que já vinha sendo realizado nas favelas há um bom tempo , justamente no intuito de descobrirem esses novos talentos. E é impressionante a capacidade demonstrada por esses jovens amadores , estreantes no cinema. O rapaz que interpreta o "vilão" Zé Pequeno , Leandro Firmino da Hora , tem um talento de dar inveja em muito astro consagrado que arrecada milhões por aí. "Cidade de Deus" foi lançado , fora de competição , em Cannes. Foi eleito , quase unanimamente , o melhor filme do festival. Foi um grande marketing para a produção , que passou a ser distribuida pela Miramax no exterior. No Brasil o filme também foi grande sucesso de público e de crítica , tornando-se a maior bilheteria nacional desde a "retomada" , ocorrida em 1994 com "Carlota Joaquina - A Princesa do Brasil". A Ancine (Agência Nacional de Cinema) inteligentimente escolheu-o como representante brasileiro no Oscar. E o prêmio da Academia parecia inevitável , ainda mais depois que o aclamado (e fantástico) "Fale com Ela" , de não foi nomeado pelos espanhóis para a maior premiação do cinema mundial. "Cidade de Deus" foi indicado ao Globo de Ouro de filme estrangeiro , foi muito aplaudido durante a cerimônia , e perdeu o prêmio para o filme de Almodóvar , o que era esperado. Mas o "careca dourado" seria nosso , todos tinham certeza. Mas veio o anúncio dos nomeados , e cadê o nosso filme ? De fora novamente ? Pois é , não foi dessa vez. Mas se formos analisar bem , era até esperado que a conservadora Academia de Artes e Ciências Cinematográficas preterisse "City of God". Preconceito puro , e nosso cinema continua não sendo reconhecido pelos norte-americanos. Lamentações à parte , com Oscar ou sem Oscar , "Cidade de Deus" continua sendo uma realização magnífica , forte , chocante , e o melhor de tudo : brasileiríssima. A trama mostra o surgimento do conjunto habitacional Cidade de Deus (ou CDD para os mais íntimos) , através dos olhos de Buscapé (Alexandre Rodrigues) , um jovem morador do local que sonha em ser fotógrafo. Sob sua ótica , vamos conhecendo a história do tráfico de drogas no Rio de Janeiro. A estória começa nos anos 60 , mostrando um período mais romântico do crime , e o "trio ternura" , que rouba para ajudar a comunidade. Mas junto com os 3 anda Dadinho (Douglas Silva) , um garoto ambicioso e cruel. E na década seguinte ele estará de volta , agora como o já citado Zé Pequeno , que passa a dominar grande parte do tráfico na região , mas tem que enfrentar a concorrência de Sandro Cenoura (Matheus Naschtergaele , um dos únicos profissionais do elenco). E são eles que protagonizarão uma histórica guerra na favela. Meirelles dá um ritmo frenético ao filme , algo nunca visto em nosso cinema antes. "Cidade de Deus" me lembrou muito o magnífico "Os Bons Companheiros" , do mestre Martin Scorsese , com umas pitadas de "Pulp Fiction" de Quentin Tarantino , mas também com toques de samba. E para manter esse ritmo , temos um fantástico trabalho na edição , de Daniel Rezende. O diretor também merece aplausos por não ter usado de violência desnecessária , apelativa. Ela é mostrada do jeito que devia ter sido mesmo , com realismo e sinceridade. Já destaquei o trabalho dos atores , mas vale a pena voltar a fazê-lo. Firmino da Hora é disparado o melhor do elenco , entrega uma atuação visceral , impressionante ! Tem um promissor futuro , basta escolher bem seus próximos trabalhos. E para isso , talvez Leandro deveria ter como inspiração seu companheiro de set , Matheus Naschtergaele. Esse já vem demonstrando ser o melhor ator nacional há muito tempo , e aqui volta dar show , mesmo com um personagem relativamente pequeno. Douglas Silva , que interpreta Dadinho , também aparece muito bem. No geral todos aparecem surpreendentemente bem , mas são esses 3 que merecem maiores comentários mesmo. Ao seu término , "Cidade de Deus" deixa uma enorme sensação de satisfação , de esperança em relação ao nosso cinema. Mostra que este vem evoluindo a cada dia. Talvez o próximo passo seja parecer de realizar enormes besteiras como "Xuxa e os Duendes". E quem sabe , após isso , não podemos pensar no sonhado Oscar ...." |
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Dizem que não temos chance de ganhar o Oscar do filme "Cidade de Deus", os americanos não aceitam que o Brasil seja tão violento como mostra o filme. Mostramos ao mundo atraves do filme o que passamos diariamente. O que eles querem? A beleza, a mentira, a única guerra que eles aceitam é a deles e nenhuma outra. O Brasil não pode parar de fazer filmes como este, apesar de serem violentos. Não temos nenhum Homem-Aranha ou X-Men para nos proteger, temos apenas o cinema e a nossa garra para demonstrarmos as nossas idéias, a nossa opinião sobre o mundo em que vivemos." |
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UM DOS MELHORES FILMES QUE JÁ ASSISTI !!! QUANDO FUI AO CINEMA NÃO ESPERAVA QUE O FILME IRIA ME SURPREENDER TANTO QUANTO ELE ME SURPREENDEU. CENARIOS EXCELENTES , MOSTROU MUITO BEM A TRAJETORIA DA FAVELA EM EPÓCAS ATRÁS , MAS QUE ATÉ HOJE É IMPOSTA PRA TODOS OS CIDADÃOS." |
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Nota 10 é pouco! Esse filme merece todos os prêmios. Roteiro, direção, fotografia, música, efeitos, realismo, enfim, um filme completo. Quem não gosta, com certeza acredita no Jornal Nacional, assina Veja, e pensa que é intelectual. Todos os ganhadores do Oscar 2003 são inferiores ao "Cidade de Deus". O filme é um alerta, um tratado sociológico. Deveria chegar o quanto antes às locadoras e ser obrigatório à todos os parlamentares." |
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Ótima direção de fotografia. Mas o cinema nacional precisa parar com essa história de só "mostrar a realidade brasileira". Só vi o filme porque ganhei um ingresso numa promoção de uma grande loja de departamentos. Muitas pessoas vão ao cinema para esquecer a dura realidade da vida e mergulhar na fantasia de uma filme de ficção ou aventura, e não para ver a realiade brasileira. E não me venham falar na violência dos filmes americanos, pois um filme policial com algumas cenas de explosões, tiros e socos é uma coisa, mas a violência brasileira de "Cidade de Deus" é muito mais realista. Claro que o cinema americano também tem muita porcaria enlatada, mas quando o assunto é concorrer ao Oscar, o cinema nacional ainda tem muito o que amadurecer. Como podemos incentivar o turismo nacional e limpar a imagem negativa do Brasil no exterior com um filme desses? Com o tirar a imagem de país violento e país da injustiça com a exibição de "Carandirú"? Como provar que o Brasil não produz apenas pornochanchadas com o lixo "O Quatrilho"? Como provar que o nosso país não é apenas miséria mostrando "Central do Brasil"?" |
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O Oscar não interessa. Não precisamos dele como incentivo para continuar fazendo filmes cada vez melhores. Cidade de Deus não iria ficar melhor nem pior se ganhasse o Oscar. Esse filme é perfeito, é nosso e pronto." |
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Simplesmente maravilhoso. O melhor filme que já vi na minha vida. Se vermos as condições que o cinema brasileiro enfrenta para continuar vivo, podemos realmente considerar o filme nota 10. Ótima produção, ótimo enredo e personagens que souberam como tocar o público. Moro aqui na Bélgica e este filme está lotando as salas de cinemas." |
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Pelicula de alto impacto y eficaz trama, optima edicion y fotografia, guion muy bien adaptado y excelentes actores. En muchos lados del planeta hay violencia y miseria, pero tambien hay lugares lindos, hermosos y unicos como Rio de Janeiro. Ver la realidad donde sea, no importa si es en la tv o en el cine, lo que si importa es aprender de los errores y no volver a cometerlos." |
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O filme é espetacular...quem é carioca ou mora no Rio tem por obrigação ver o filme..depois de ver o filme sempre quando eu passo pela Cidade de Deus eu fico imaginando todas as cenas.. a favela não é só violência e o filme não é exagerado..o filme é correto..se você amo o Rio veja o filme." |
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Filmaçoooo...é o mínimo que se pode dizer. Vendo os extras no dvd, descobri que quase todas as cenas foram feitas na base do improviso, o que hipervaloriza os jovens atores. Só dá nota zero quem não quer enxergar que as favelas têm sim um código de honra e ética ou, na pior das hipóteses, é tão alienado que imaginar tal possibilidade fere sua "sensível" cidadania." |
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Filme de produção espectacular que em nada fica a devr aos filmes de Holywood e seus orçamentos gigantescos. Retrata uma realidade violenta sem duvida, mas infelizmente existem muitas favelas no Rio que são feitas disso mesmo, a esperança é que nasçam mais Buscapés para que um dia a história das favelas do Rio mude. Sem dúvida um filme espectacular!" |
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Filme muito bem narrado, contado a partir da visão de um morador do bairro. O filme prende a atenção com rara habilidade até o desfecho trágico de quase todos os personagens. Uma falha que encontrei no filme é que são usadas gírias atuais numa época em que elas não existiam, acho eu. Apesar de não gostar muito de filmes sobre crimes e assaltos, este é muito bom." |
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Olha, eu sou argentino, moro aqui no brasil e asisti o filme. Achei muito bom, ja que o cinema brasileiro nao me agrada muito, mas ese filme adorei. As essenas foram muito boas, paravens para o diretor. entretanto, teve muitas criticas dizendo que nao é bom mostrar a realidade brasileira, mas, que quer mostrar?, a realidade é essa, nao há nada a fazer. Alem do mais, fazendo filmes que mostrem otras coisas alem da miseria do brasil nao vai mudar a perspectiva dos otros paises. Tem que fazer muito mais para que isso mude. Obrigado, o filme foi muito bom, Gracias." |
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Como que os brasileiros querem ganhar o oscar mostrando só o que a de pior em nosso país? Os melhores filmes são americanos porque eles são patriotas. O brasil nõo é só Amazonia e violência! |
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Muito bom o filme, mostrou que mesmo nas favelas existem pessoas que não merecem estar lá, e se estão é por falta de oportunidade, o filme mostra meramente a realidade de um país que não é apenas turismo que nos chama a atenção nos fimes, livros, jornais, revistas... Mas tambem a verdadeira realidade de um país subdesenvolvido,talvez por essa dura e real historia ralatada nesse filme. Muito Bom o filme. |
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"Cidade de Deus" é tudo que dizem dele: boa direção,argumento interessante e imagens fantásticas.O episódio da "fuga da galinha", por exemplo,oferece várias leituras,podendo ser tomado, até mesmo, como metáfora da vida dos protagonistas. Por sua vez, a fotografia (belíssima), feita de luz e sombra, carrega a dialética própria da favela.Idem os cortes bruscos. Por outro lado, a figura dos traficantes,apesar do tramento,aparentemente,pouco maniqueísta,não deixa de ser um tanto romantizada.Bandidos,sim, "pero no mucho".Há ainda uma questão implícita,embora, jamais abordada:de onde vem a droga que alimenta as "bocas"? Mas isso seria pedir demais a um simples filme, não é? É problema da Polícia. |
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O filme demonstra uma realidade social vivida no Brasi, mas assim assustamos as pessoas dos outros paises diminuindo o numero de turistas, esse penso como um ponto negativo! |
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EXCELENTE PRODUÇÃO! É MUITO IMPORTANTE MOSTRAR A REALIDADE "REAL" E NÃO A IDEAL! A PORTUGAL SÓ CHEGAM NOVELAS MOSTRANDO PESSOAL COM ELEVADO NÍVEL DE VIDA,EXECUTIVOS, VIVENDO EM GRANDES MANSÕES. SERÁ ESTA A REALIDADE BRASILEIRA???? NUNCA SE FEZ UMA NOVELA SOBRE AS FAVELAS. OS HABITANTES DAS FAVELAS TAMBÉM SÃO GENTE E O MUNDO INTEIRO PRECISA DE ESTAR CONSCIENTE DESSE FLAGELO PARA NÃO SE CAIR NO ERRO DE PENSAR QUE É SO MARAVILHAS. |
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nota 10 pq o filme é 10. da pra se perceber isso pelas criticas feitas ao filme... as pessoas nao estão criticando o filme, mais sim como o filme demonstrou a realidade. se vc nao gosta de realidade vai assistir desenho animado =) |
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Tem uns paga pau dos EUA, isso não é um documentario e sim um filme, não levasse em conta que o filme ridiculariza o Brasil, tem uma historia por traz disso, leva em conta o roteiro, direçaõ, fotogrfia. Agora disse que mostra a violencia e palavrão, em todos os paises tem isso, aposto se os EUA fizesem um filme assim e ganhasse Oscar, os pessoal que falo mal do filme ia achar um filmão |
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Uma obra prima do cinema mundial produzido aqui no Brasil. Fernando Meireles nos presenteia com o que de melhor existe no cinema.Direçao magistral numa historia que se fosse contada - e foi- por outros diretores nao teria o mesmo efeito. Nao há muito o que fizar dizendo aqui , simplesmente o filme é extrordinario. |
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Tecnicamente falando um clássico nacional!!! |
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Um dos poucos filmes brasileiros que realmente gostei. Imperdivel. |
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Minha nota é 10. |
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Cidede de Deus é filme com cenas fortes e verdadeiras.Mostra a vida nua e crua desta favela do Rio de Janeiro.É sem dúvida nenhuma um dos melhores filmes produzidos pelo cinema nacional.A crítica norte-americana destacou com o terceiro melhor da dêcada.Nota 10. |
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