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O Cheiro do Ralo

titulo original: (O Cheiro do Ralo)

lançamento: 2007 (Brasil)

direção: Heitor Dhalia

atores: Selton Mello , Paula Braun , Martha Meola , Sílvia Lourenço , Suzana Alves

duração: 112 min

gênero: Comédia

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:O Cheiro do Ralo
  • gênero:Comédia
  • duração:01 hs 52 min
  • ano de lançamento:2007
  • site oficial:http://www.ocheirodoralo.com.br
  • estúdio:Geração Conteúdo / Primo Filmes / RT Features / Branca Filmes / Tristero Filmes / Sentimental Filmes
  • distribuidora:Filmes do Estação
  • direção: Heitor Dhalia
  • roteiro:Marçal Aquino e Heitor Dhalia, baseado em livro de Lourenço Mutarelli
  • produção:Heitor Dhalia, Joana Mariani, Marcelo Doria, Matias Mariani e Rodrigo Teixeira
  • música:Apollo Nove
  • fotografia:José Roberto Eliezer
  • direção de arte:Guta Carvalho
  • figurino:Patrícia Zuffa
  • edição:Jair Peres e Pedro Becker
  • efeitos especiais:

imagens - 9

O Cheiro do Ralo O Cheiro do Ralo O Cheiro do Ralo O Cheiro do Ralo O Cheiro do Ralo O Cheiro do Ralo O Cheiro do Ralo O Cheiro do Ralo O Cheiro do Ralo

sinopse:

Lourenço (Selton Mello) é o dono de uma loja que compra objetos usados. Aos poucos ele desenvolve um jogo com seus clientes, trocando a frieza pelo prazer que sente ao explorá-los, já que sempre estão em sérias dificuldades financeiras. Ao mesmo tempo Lourenço passa a ver as pessoas como se estivessem à venda, identificando-as através de uma característica ou um objeto que lhe é oferecido. Incomodado com o permanente e fedorento cheiro do ralo que existe em sua loja, Lourenço vê seu mundo ruir quando é obrigado a se relacionar com uma das pessoas que julgava controlar.

elenco:

  • Selton Mello (Lourenço)
  • Paula Braun (Garçonete)
  • Martha Meola (Secretária)
  • Sílvia Lourenço (Viciada)
  • Suzana Alves (Apresentadora de vídeo de ginástica)
  • Paulo Alves (PM)
  • Negro Rico (PM)
  • Gustavo Trestini (Tenente)
  • Roberto Audio (Homem da flauta)
  • Boi (Mendigo)
  • Alice Braga (Garçonete)
  • Tobias Vai Vai (Caixa da lanchonete)
  • Mário Shoemberger (Homem do relógio)
  • Calico (Homem da perna)
  • Lourenço Mutarelli (Segurança)
  • Jorge Cerruti (Homem do olho de vidro)
  • Milhem Cortaz (Encanador)
  • Hossein Minussi (Encanador)
  • Álvaro Muniz (Encanador)
  • Wolney de Assis (Homem da caneta)
  • Pedro Vicente (Homem dos livros)
  • Hugo Villavicenzio (Homem do gramofone)
  • Estevan (Homem do autógrafo)
  • Abrahão Farc (Homem dos soldadinhos)
  • André Frateschi (Homem do vodu)
  • Luciano Gatti (Homem do livro)
  • Waldir Grillo (Homem do ancinho)
  • Xico Sá (Homem do gênio da garrafa)
  • Morelli (Homem do violino)
  • Dionísio Neto (Homem dos discos)
  • Nivaldo (Homem da gaiola)
  • Zé Pineiro (Homem do revólver)
  • Augusto Pompeo (Homem do faqueiro)
  • Ariel Moshe (Homem das cédulas)
  • Morgani (Homem abertura)
  • Lorena Lobato (Mulher casada)
  • Fernando Macario (Entregador de pizza)
  • Leonardo Medeiros (Jesus Kid)
  • Paulo César Pereio (Pai da noiva - voz)
  • Flávio Bauraqui (Homem da caixa de música)
  • Fabiana Guglielmetti (Noiva)

comentários

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Erika Liporaci, Colunista
02/01/2007
nota:Rate010
Lourenço enriqueceu comprando objetos usados de pessoas em dificuldades financeiras. Com o tempo, desenvolveu um prazer mórbido em torturar seus clientes: quanto mais desesperada a pessoa, mais ele se compraz em pagar abaixo do valor dos objetos. Encastelado em sua frieza, Lourenço só deixa entrever algum sinal de humanidade diante de uma simplória atendente da lanchonete que freqüenta todos os dias. Mas, para perturbar ainda mais sua mente doentia, há o incontrolável fedor que emana de um ralo entupido no banheiro do escritório. Dois anos depois de apresentar o bom e pouco visto "Nina", Heitor Dhalia radicaliza ainda mais e estréia um novo longa na Première Brasil. Embora sejam filmes totalmente diferentes, ambos mostram um protagonista levado à loucura pela solidão auto-imposta. Tanto Nina como Lourenço são personagens tragados por um abismo que eles mesmos cavaram para separá-los do resto do mundo. Lourenço passou tanto tempo colocando preço nas coisas - e tentando desvalorizá-las - que se tornou alguém cuja única moeda de troca é o dinheiro. Lourenço não conquista, compra. Tudo que ele quer é estabelecer um preço para o que deseja. Por isso é tão interessante a obsessão dele em explicar a todos que o cheiro pútrido que invade seu escritório vem do ralo e não da sua pessoa nefasta, como se isso o tornasse mais digno. O ralo, como metáfora perfeita do Mal, da degradação, da podridão que ele quer negar, mas que o persegue e domina. Um fascinante mergulho num universo surrealista, onde o escritório de Lourenço se assemelha a uma versão pós-moderna do labirinto de Creta (resta saber quem seria o Minotauro, ele ou o ralo). Por tudo isso, "O Cheiro do Ralo" é um filme diferente, ousado e muito singular. Os diálogos são instigantes, engraçados, provocantes. Mas talvez não funcionassem tão bem na boca de outro ator. Vale ressaltar que grande parte do mérito cabe a Selton Mello, já que é impossível imaginar outro ator no papel de Lourenço. Selton é o cara. "O Cheiro do Ralo" é o filme. Não tem pra mais ninguém.
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Marcio
03/01/2007
nota:Rate08
Assisti ao filme na 10 mostra de Tiradentes nesse ano. Realmente surpreendeu ao público pela inovação e pelo humor sarcástico da trama. Ótima atuação de Selton Mello e da atriz que faz o papel da drogada (sem mostrar que é).
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Vítor Santos
04/01/2007
nota:Rate010
O filme exala realmente toda a atmosfera cínica e suja que circunda o atormentado e desagradável personagem vivido magistralmente por Selton Mello. Realmente excelente, desde os diálogos, loucos e desconcertantes, passando pelo roteiro sempre surpreendente e atuações sinceras e desvairadas. Uma genial e criativa loucura, em que os limites da maldade humana são testados o tempo todo, inclusive pelas reações da platéia, que ri o tempo todo das situações tragicômicas. Humor negro e sarcástico da melhor espécie e já um sério candidato a melhor do ano.
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David Romeros
05/01/2007
nota:Rate010
Antes do filme começar na 10ª Mostra de Cinema de Tiradentes, um crítico disse: "enfim no cinema brasileiro um filme realmente diferente". O filme é fantástico, diferente e inovador. Uma atuação brilhante de Selton Mello e uma personagem bem ao estilo Brás Cubas: inexcrupulosa e apaixonante. Ri muito do filme e me choquei também. Cabe ressaltar que ele é recheado de outras belas atuações, com destaque para a performance de Silvia Lourenço.
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Érikaa
06/01/2007
nota:Rate010
Vale a pena assistir! Ousado, engraçado, triste, cenas fortes... Um filme cheio de palavrões, porém profundo,põe o espectador para refletir, tem muitas indiretas... Recomendadíssimo!
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José Ricardo Brighi
07/01/2007
nota:Rate010
A sala de cinema não tem ralo algum. O banheiro mais próximo fica no saguão. No entanto, durante a projeção do filme de Heitor Dhalia, parece que sentimos o odor fétido do esgoto que envolve o perturbador Lourenço, personagem de Selton Melo. Lourenço é gelado, é indigesto. É a metamorfose do esgoto em monstro. A forma como Selton encarna e expõe a personagem, resulta em risos nervosos, inquietação e inconformismo na platéia. Selton é impagável. É o ator completo. Em O CHEIRO DO RALO, ele demonstra sua maturidade artística. Não lhe falta mais nada. Selton já aprendeu tudo. O diretor, Heitor Dhalia, vem do contundente e ousado NINA,seu primeiro filme, pouco aclamado pela crítica (mas quem liga prá ela?), injustamente. Em O CHEIRO, Dhalia consegue transmitir a frieza da personagem através dos vários elementos que constroem o filme. A sala onde Lourenço explora as pessoas é decadente, suja. Os paredões que servem como cenário para as solitárias caminhadas da personagem, denunciam o concreto rude e deteriorado, uma metáfora à vida de Lourenço. Psicótico, psicopata, esquizofrênico... Talvez um psiquiatra faça um diagnóstico mais preciso da personagem criada por Mutarelli. Mas o fato é que, ao sair do cinema, o espectador sente um incomodo, é convidado à uma reflexão. Tantos são os Lourenços... Tantos são os humilhados, explorados por conta de suas fraquezas... O CHEIRO DO RALO incomoda. Talvez porque o odor, para alguns, não some com final do filme. Ele permanece, sempre... Assista!
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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
08/01/2007
nota:Rate09
Selton Mello deu a alma por este filme: incorporou o seu personagem, Lourenço; não cobrou cachê pelo seu trabalho; ainda foi co-produtor. De certa maneira, Selton funciona no cinema como uma espécie de Robin Hood, arrecadando dinheiro nos seus trabalhos em novela e na propaganda para gastá-lo - e muito bem - na 7a arte. O roteiro foi baseado no livro homônimo de Lourenço Mutarelli, um escritor e cartunista, tem como protagonista um sujeito indiferente àqueles que o cercam. Só para se ter uma idéia, Lourenço fala para sua noiva às vésperas de seu casamento: "Eu não gosto de você. Nunca gostei. Não gosto de ninguém". O nosso anti-herói trabalha num galpão onde aqueles que estão desesperados por dinheiro vão negociar seus objetos. Instrumentos musicais, relógios, caixinhas de música, além de todo tipo de quinquilharia é negociada naquele espaço. A frieza de Lourenço nas negociações é calculada. A única situação que o deixa constrangido é o cheiro que vem do ralo do banheiro, situado a alguns metros da mesa onde trabalha. Nenhum dos visitantes faz menção ao cheiro. É o próprio Lourenço que se auto-denuncia. Melhor sentir um odor desagradável vindo do banheiro do que de sua própria personalidade. Não pensem, entretanto, que estamos diante de um filme pesado, daqueles de Ingmar Bergman. Muito pelo contrário, é hilário. A melhor parte é quando Lourenço se apaixona por uma bunda (no caso a da atriz Paula Braun), garçonete do boteco situado próximo ao seu local de trabalho. Quando a moça "da bunda" descobre que o desejo de Lourenço é por um específico local de sua anatomia lhe dá um sabão, falando que isso é imoral, etc. Outra obsessão de Lourenço é um olho de vidro que ele imagina ter sido de seu pai. Tudo nele funciona como uma metonímia: a bunda representa a mulher da bunda; o olho representa o pai. Graças a Deus o filme não cai num psicologismo fácil de querer investigar seu modus vivendi como tendo raízes na sua infância infeliz. Temos diante de nós um anti-Macunaíma globalizado, um ser mesquinho, que apesar de tudo consegue não ser odiado pelo público que o assiste. Brilhante!
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Wilson Pécora
09/01/2007
nota:Rate09
Atuação espetacular de Selton Melo. Estilo dos filmes da década de 70, feitos made im Boca do lixo paulistana. Retrata a história de um homem que achava que o dinheiro compra de tudo, de bens a dignidade humana. Lembra muito os nosso políticos. Muito bom, vale a pena. Recomendo.
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Renan Pinheiro
10/01/2007
nota:Rate07
Muitos classificaram o filme como perturbador, ou nojento. Descordo. O Cheiro do Ralo como toda boa obra de arte potencializa o sentimento humano, neste caso a obsessão pelo poder do dinheiro e o pouco de maldade que todo ser humano tem em seu íntimo. Uma pena a edição de som deixar a desejar e empobrecer um pouco o filme. Mudaria o adjetivo de perturbador para provocante talvez.
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Érika Gonzagaa
11/01/2007
nota:Rate07
Em relação ao roteito o filme é inovador, porém deixa a desejar em alguns aspectos. Já a atuação de Selton fez por merecer o prêmio de melhor ator. Alíás boas atuações não faltou no filme. É Claro que roteiro e atuação andam próximos, mas em o " Cheiro do Ralo", o roteiro as vezes se perde, mas a atução não. Por isso, quero parabenizar as atores desse longa.
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Marcelo Plínio
12/01/2007
nota:Rate08
O filme aborda um fenômeno bastante atual, que é o lance da "coisificação". A relação de poder exercida pelo dinheiro e o que a solidão pode nos fazer, também são muito bem retratadas no longa.
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Luiz Azevedo
13/01/2007
nota:Rate010
Obra cinematográfica magistral com desempenho brilhante e único de Selton Melo. O filme nos instiga a refletir sobre a sociedade capitalista, onde todas as relações humanas são mediadas pela mercadoria, transformadas em coisas. As relações entre o comerciante e seus clientes evidenciam a desumanização do homem. Reduzir os preços das mercadorias a ele oferecidas e humilhar seus portadores parece ser o principal objetivo do personagem, que reflete a decadência e a podridão, representada metaforicamente pelo mal cheiro do ralo. Filme para se ver mais de uma vez. Imperdível.
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Adriano
14/01/2007
O filme é com toda certeza o pior do ano. Uma historia sem pé nem cabeça interpretada por Selton Mello que faz papel de doido. Ele até que manda bem com suas tiradas sarcarticas, mas o filme é igual ao cheiro do ralo. Horrivel. Não perca tempo em assistir no cinema.
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Leandro Figueiredo
15/01/2007
nota:Rate09
O filme, além de contar com a interpretação impecável de Selton Melo, tem um caráter simbólico bastante evidente. A "coisificação" das relações interpessoais assim como a banalização da sexualidade são traduzidas muito bem através das loucuras de Lourenço.
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Alex Maia Pinto de Castro
16/01/2007
O básico do cinema nacional: Liguagem chula, erotismo vulgar e roteiro metafórico. Será que nunca haverá um filme nacional que seja produzido para, simplesmente, divertir a família?
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Milton Dinardi
17/01/2007
nota:Rate09
Um dos melhores filmes brasileiros,parece que estamos lendo aqueles personagens bizarros dos livros de Machado de Assis,é um filme com uma linguagem simbólica underground para aqueles que gostam de filmes para refletir e pensar na moral da história e não somente para assistir.
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Gabriel Serravalle
18/01/2007
nota:Rate09
É mesmo muito bom quando alguém tem a coragem de fugir do pernicioso mundo do entretenimento comercial para produzir uma obra de arte deliciosamente alternativa. O cheiro do ralo é a mais nova prova de que cinema independente surpreende cada vez mais em qualidade. No submundo criado por Lourenço Mutarelli, Selton Mello interpreta Lourenço, o dono de uma loja, que compra e vende artigos usados. Sua vida frustrada e solitária faz dele uma pessoa excêntrica, sem escrúpulos, cuja única obsessão é conquistar a "bunda". As atuações, o figurino, as locações e a excelente trilha sonora se encaixam perfeitamente no clima underground do filme e dão sustentação ao roteiro bem elaborado. É uma pena que o grande público esteja tão acomodado com o cinema estereotipado brasileiro ao ponto de não se permitir o contato com algo mais alternativo, diferente,inovador e menos comercial. Um reflexo disso são as salas vazias nas exibições do longa. Mas sucesso de bilheteria não é sinônimo de qualidade e sim de apelo mercadológico. E será que um filme com o nome de O cheiro do ralo está preocupado com o especto comercial da coisa? Bem, isso é um mero detalhe.
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Maria Isabela
19/01/2007
nota:Rate010
O filme é maravilhoso! Ouso em dizer que a muito ñ havia assistido um filme brasileiro c/ tanta qualidade.Selton melo sem palavras...simplesmente... maravilhoso!!!Um show.
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José de Arimatéa
20/01/2007
nota:Rate010
Hoje, 13/mai/07 assisti ao filme O CHEIRO DO RALO no Cinema do Museu/Salvador/Ba. Já havia lido algumas coisas rápidas sobre a fita, inclusive assisti, na TV, entrevista com o próprio Selton.O filme superou as minhas expectativas. Estou certo de que marcará época no cinema nacional. Trata-se de um cult do imaginário e da parte mais profunda do ser humano. Fico pensando o que diriam Lacan, Foucault, Freud se assistissem esse filme.O roteiro é rico de situações e contextos do imaginário e do comportamento humano(solidão/loucura/obsessão/egoismo/valores/fantasia/sexo etc). Somente recorrendo ao método de fatiamento (fragmentos, partes, personagens, contextos, representações)será possível explorar de forma mais completa essa película. É certo que a interpretação de Selton Melo tem sido o principal catalizador para a crítica e público; no entanto achei a participação de todo o elenco entre superior e excelente. Montagem, iluminação, cortes, trilha sonora realmente inovadoras. Fico imaginando a criatividade e a garra dessa gente que consegue realizar uma película com a qualidade de O CHEIRO DO RALO com um mísero orçamento de 315.000,00. Ao que parece Selton não recebeu um centavo desse projeto - assim como outros atores, possivelmente...pelo menos por enquanto - Tudo indica que a PETROBRÁS também só apareceu como parceiro depois do filme está rodado. Estejam certos: nos próximos 20/30 anos dezenas (quiça, centenas) de trabalhos acadêmicos - dissertações e teses - e críticos (livros, resenhas etc) serão elaborados no Brasil e no exterior sobre esse filme. A leitura do livro é imprescindível para quem gostou da fita.
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Carolinaa
21/01/2007
nota:Rate010
O filme é maravilhoso!!! Quem disse que não gostou, com certeza não entende nada de perversão, senão saberia o qt o trabalho de Selton Mello foi primoroso nesse filme. A sua interpretação é capaz de nos levar ao mundo do protagonista, por mais perturbador que ele seja e de elucidar, na tela, muitas aulas de Psicanálise.
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Rafael Magalhães
22/01/2007
nota:Rate010
Filme excelente, mostrando a nova leva de filmes brasileiros. A relação com os filmes dos irmãos Cohen é evidemente e Selton Mello está incrivel, no mesmo nivel de Lavoura Arcaica. O filme não é de nenhuma forma apelativo e só não percebe isso quem não tem o olhar que o filme pede.
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Amandaa
23/01/2007
nota:Rate05
Roteiro interessante que ousa em exteriorizar pensamentos que muitas vezes oprimimos sobre nós mesmos e sobre o mundo...não fosse da metade para o fim, onde cai na mesmice e deixa de explorar o vasto universo que o tema abrange. Decepcionou a expectativa que tinha, que foi ralo abaixo.
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Flávio Batista
24/01/2007
nota:Rate010
Filme excelente. Selton Mello, na melhor interpretação. Um belo retrato do q acontece qdo nos importamos só conosco e somos seduzidos pelo poder, ainda q pequeno. E o Alex Maia Pinto de Castro, se quer filme pra família, assiste os da Xuxa. O diretor faz o filme q quiser, como um filme q se chama "O cheiro do ralo" pode ser pra família?
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Diego Custódio Borges
25/01/2007
nota:Rate010
O filme é um barato! Selton Melo consegue cativar o público com um humor negro, mordaz. Seu personagem Lourenço é fascinado em adquirir objetos para suprir sua solidão, seus medos, seus anseios. Quando estava no cinema, me perguntava, como ele tinha tanto dinheiro.....rsrsrs......afinal, ele guardava tudo no seu depósito. E mesmo assim, todos os dias, ele adquiria objetos. É interessante notar que ao final ele consegue ficar com o que mais o fascinava. Antes de assistir, me disseram que era muito mórbido, mas curti muito. Selton, como disse a Érika, é o cara! É um dos melhores atores da nossa época.
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Carlos Costa Moura
26/01/2007
nota:Rate09
Merece 10, o "Cheiro do ralo" é um dos raros filmes do nosso atual cinema que merece 10 com louvor, mas é melhor dar a nota 9, pois assim fica um incentivo para possíveis "10". Vale ressaltar que Selton Mello foi ótimo. Com certeza, o "Cheiro do ralo", é o que de melhor produziu o cinema tupiniquim nos últimos 5 anos.
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Rafael Vespasiano
13/10/2009
nota:Rate02

O Cheiro do Ralo:

“O Cheiro do Ralo”, Brasil, 2007, dirigido por Heitor Dhalia (do também ótimo “Nina”), roteiro do próprio, co-escrito com Marçal Aquino; esses dois primeiros longas de Dhalia mergulham, de forma referencial, no universo literário do escritor russo Dostoiévski, as influências deste autor no filme em tela, se dão, principalmente, em relação ao romance “Crime e Castigo”; “O Cheiro do Ralo”, portanto, tem várias caracterísitcas dos livros de Dostoiévski, a saber: análise da loucura humana, no caso, a da personagem Lourenço (vivida brilhantemente por Selton Mello), que demonstra falta de humanidade e de sentimentos, totalmente insensível ao que as outras pessoas sentem e/ou pensam, é o caso, quando ele acaba com o noivado com Ludmila, afirmando que não gosta dela e nunca gostou e, vai mais além, diz que nunca gostou e não de ninguém; aí está evidenciada sua mesquinhez, não material, mas afetiva mesmo (tema típico do universo literário de Dostoiévski); Lourenço é um usurário, que compra objetos de pessoas, que estão precisando urgentemente de dinheiro, a ponto de venderem objetos, aos quais elas têm grande apreço sentimental, mas Lourenço paga uma “miséria” por eles, evidenciando aqui outro tipo de mesquinhez, a mesquinhez material; ele é solitário e extremamente insociável (temas típicos mais uma vez das obras do referido escritor russo), Lourenço vive essa vida ordinária até se apaixonar por uma “bunda” de forma literal, pois nem grava o nome da moça “dona” dela e, inclusive, confude esta com outra garota, aqui tem-se o tema da loucura típico das obras literárias de Dostoiévski, a atriz que vive aquela personagem é Paula Braun, que é a nova garçonete da lanchonete, na qual Lourenço come; os produtores do filme fizeram questão de escalarem para esse papel, uma atriz desconhecida do grande público, para não evidenciarem a personagem em si, mas só o objeto de paixão de Lourenço, a “bunda” daquela; Lourenço é extremamente possessivo, obsessivo, materialista e individualista; filme de baixo orçamento, que ganhou vários prêmios internacionais e nacionais; as personagens que vão vender seus pertences, no escritório de Lourenço, não têm nomes, são apenas creditados ao final do filme , pelos nomes dos objetos que foram vender a Lourenço; o filme também faz várias referências a outros escritores, filmes e obras literárias; exemplos: “Acossado”, de Godard, “Os Implacáveis”, de Peckinpah, com Steve McQueen; um livro de Raymond Chandler, ao qual Lourenço está lendo, etc.; cuidadosa e detalhista direção de arte e cenografia do filme; o título do filme faz referência ao fedor exalado pelo ralo do banheiro do escritório de Lourenço, que o incomoda obsessivamente, contudo, esse mau-cheiro é uma metáfora para a “podridão humana”, que é Lourenço; outra obsessão deste é um “olho”, que ele compra e diz ter sido de seu pai, mais um traço de loucura da personagem; todo esse mau-caratismo do protagonista foi manifestando-se nele, devido (e isso é uma suposição/interpretação bastante pessoal) à ausência do seu pai, ao qual ele nunca conheceu, mas a quem Lourenço nutre um grande respeito e amor, talvez a única pessoa a quem ele ame; o que motiva os seus distúrbios mentais, pessoais e de relacionamentos; Paulo César Pereio faz a voz ao telefone, do pai da ex-noiva de Lourenço, Ludmila; ótimo filme! Um dos melhores do cinema nacional nos últimos anos! Selton Mello dá sua melhor interpretação desde “Lavoura Arcaica”.


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Guifen
22/12/2009

Um dos filmes mais excêntricos q já vi....um enredo q a princípio parece uma besteira total...mas q vai se modelando e mostrando q tem sentido...e toca o espectador....mostra o quanto o ser humano pode ser baixo e desprezível quando se julga dono do poder...o personagem principal se acha no direito de humilhar os outros e vê a todos e a tudo como mercadoria...até aprender q não é bemn por aí q se encontra a felicidade...e não poderia deixar de ressaltar...que atuação maravilhosa de Selton Mello....realmente um dos melhores atores brasileiros no quesito cinema...cada vez melhor...Concluindo....Filmaço....recomendadíssimo...


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luciano
13/01/2010

Esse é daqueles filmes apenas para quem gosta do estilo. Intimista ao extremo, melancólico, quase esquisofrênico, o filme é muito bom. Mostra a obsessão em adquirir e a indiferença pós-conquista. É o que Schopenhauer chamava de "dor e tédio". O ciclo sem fim.


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kenco
18/01/2010

Filmes como este me deixa até com orgulho de ser brasileiro. Diz como um ser humano que so ve dinheiro reage a situação onde o dinheiro pode tudo. Vale muito assistir.


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