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Dono de uma sutiliza singular. Esse filme tornou-se um clássico pra mim desde o momento em que asssisti as primeira cena em super8. Grande de direção do já consagrado (pelo menos por mim) Karim Ainouz e magnífica atuação da belíssima Hermila Guedes. Incrível! |
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A ambientação nordestina é ótima. O sotaque pernambucano delicioso. O final é mais ainda. O homem apaixonado, que queria comprar toda a rifa, corre atrás da aprendiz de prostituta, contra tudo e contra todos. Um ato de muita coragem. A cena da volta da motocicleta é belíssima. Inteligentíssima. E crudelíssima. A música é linda. |
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Uma poesia recitada em imagens. Uma história simples, que retrata muito bem o interior do Ceará, mas, sobretudo; os anseios, dificuldades e força de uma nordestina como muitas outras por aí. Faltava um filme assim!Obs: A Hermilla é perfeita em cena! |
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Tive oportunidade de vê-lo no FestCine Goiânia 2006, e apreciei bastante. Nunca em um filme nacional a trilha sonora se encaixou tão perfeitamente como aqui. Além do que, a história por si só já se defende: mãe rifa o corpo para conseguir dinheiro para mudar de vida. Quem deve julgar? |
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Diálogos fantasticos , de uma simplicidade absurda , faz vc ficar paralizado diante de tanta beleza , a atriz principal é de ficar vidrado pela singela interpretação , a tia é outra que faz o espectador vibrar pela interpretação. E o pouco que fávio aparece enche a tela.Atores numa performance simples , cativante e singela. O roteiro de primeira. Direção certeira. trilha sonora moderna , faz do brega ser cool. |
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Gostei bastante do filme. A história é muito bem desenvolvida. Cinematograficamente, closes ousados e câmera móvel nas cenas de deslocamentos em motocicletas, etc. muito adequadas. A atriz "principal" é muito talentosa. Retrata com fidelidade um sertão nordestino muito atual. Importantes impasses de nosso tempo (destaco a ausência de perspectivas para um grande contingente de pessoas) estão escancarados na tela. A despeito de tudo e de todos, a afetividade aparece como elemento de resistência à brutalidade da sobrevivência (a avó deseja cuidar do pequeno Mateus; a grande dificuldade que a protagonista apresenta em ter relações amorosas destituídas de desejo). O final é uma espécie de anticlímax, com a motocicleta sem a presença de Hermila, e a placa mostrando a questão das saudades anunciadas de Iguatu. |
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"O céu de Suely" é um filme sobre a dificuldade de viver.Sobre a nossa incapacidade de saber o que queremos.É a confirmação da frase celebre do filósofo Sêneca que diz : "Não há ventos favoráveis para os que não sabem para onde vão" ou para a de Shakespeare : "Se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve". Hermila é uma jovem de 21 anos que está de volta à sua cidade-natal, a pequena Iguatu, localizada no interior do Ceará. Ela volta juntamente com seu filho e aguarda para daqui a algumas semanas a chegada de Mateus, pai da criança, que ficou em São Paulo para acertar assuntos pendentes. Porém o tempo passa e Mateus simplesmente desaparece. Querendo deixar o lugar de qualquer forma, Hermila tem uma idéia inusitada: rifar seu próprio corpo (o prêmio é uma noite no Paraíso com ela que para a rifa, mudou de nome: agora é Suely) para conseguir dinheiro suficiente para comprar passagens de ônibus para longe e iniciar nova vida. O filme narra num tom muito real a vida de Hermila.Todas as falas da história são extremamente naturais e parecem mesmo saídas de pessoas reais, dessas que você encontra o tempo todo no seu dia-a-dia.Nos mostra a dura realidade de pelo menos uns 80% da nossa população.É mais um eco que repete sem palavras algo que acontece nesse país a tanto tempo.Os retirantes e retirados, os errantes que buscam o dinheiro no "sul maravilha" e tudo que encontram e desilusão e mais miséria. O filme tem algo de "cru", sem acabamentos ou retoques, há cenas escuras e coloridas demais.É certo que é proposital e isso acentua ainda mais o realismo da história. O filme é sobre mulheres e sobre uma cidade, Igatú , que é um lugar de passagem, cortada por rodovias e ferrovias.O título do filme, "O céu de Suely" é uma clara referencia ao titulo de uma canção do Betales. "Lucy on the Sky of diamonds".Hermila transformada em Suely quer se entorpecer e esquecer quem é. Mas quando Suely sai de cena e Hermila volta, há uma lição nela.Pois sozinha ela descobre o mundo, ela não diz em nenhum momento do filme, mas eu posso ouvi-la falando: "Eu não preciso de homem nenhum para viver, para descobrir o mundo e para ser feliz.Sozinha eu posso ser completa." A mulher redefine a cada dia o seu papel e a sua forma de ser.E nós machos ficamos para trás.Com isso as mulheres não chegam a não precisar de nós, mas precisam cada vez menos. |
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Nesse ano de 2006 poucos filmes me chamaram a atenção, poucos foram os que realmente senti a necessidade de ver, e existe um certo mistério que ainda não decifrei em porque "O céu de Suely" era um dos que senti a necessidade de assistir, já que não tinha lido nada sobre (como já me é de costume) ou ao menos visto o trailer. O céu de Suely segundo longa do diretor Karim Aïnouz. Diferente do seu primeiro filme madame satã onde quase todas as cenas são feitas em lugares fechados e escuros, neste Aïnouz nos abre os olhos para um céu azul, o céu de iguatu, sertão central do Ceará onde o filme foi rodado. Talvez o fato de ter sido filmado lá pode ter sido uma razão para que eu fosse vê-lo, já que tempos atrás caminhei abaixo daquele céu conhecendo tal cidade. E talvez vê-lo através das telas tenha sido a forma de lembrar de um tempo que hoje já me parece distante, um tempo onde tudo parecia possível. Hoje, voltar a Iguatu, somente por outras mãos. As mãos de Aïnouz me eram tentadoras e o filme realmente bom de ver. Contando a história de Hermila que retorna a sua cidade natal com um filho, tentando ganhar um troco, tenta vender rifas de whisky e logo em seguida rifa o próprio corpo tentando ganhar um dinheiro para fugir da cidade novamente. O céu por onde Hermila caminha é um céu repleto por tentativas, ganhos e percas, esperança que algo mude. Pedido por algo melhor. Maravilhoso termos um cineasta que filma um povo que realmente existe, um povo que realmente sabemos que é verdadeiro, e não a utopia prometida. Louvado seja um cinema onde tem um cineasta como Karim Aïnouz, que conta estórias reais e não contos de fadas para podermos fingir um sono calmo. |
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O filme é realista e sempre o espectador é exposto ao ponto de vista da personagem principal, Hermila (Hermila Guedes). Abrindo um parenteses, a quase totalidade do elenco é formada por atores amadores, exceção feita a Marcélia Cartaxo, e os nomes dos seus personagens são iguais aos da vida real. Hermila volta para a sua cidade natal, Iguatu, no interior do estado do Ceará, com um filho a tira-colo e a esperança de que seu companheiro também regresse da cidade de São Paulo. Ela que havia ido embora para o sudeste sem mesmo ter comunicado a sua avó (com quem morava) teve de retornar só que agora com filho. Com o passar das semanas e após um número interminável de ligações interurbanas, Hermila percebe que foi abandonada por Mateus. A barraquinha de cds, dvds e jogos piratas que ambos planejavam abrir no centro de Iguatu e o sonho de terem um futuro juntos foi literalmente por água a baixo. Desesperançosa em relação ao seu futuro, diria até à sua própria vida, Hermila decide fazer uma rifa denominada de "uma noite no paraíso". O vencedor teria uma noite com ela no motel. Dessa forma, Hermila consegueria arrecadar o dinheiro suficiente para sair daquele fim de mundo. Apesar dos esforços do seu ex-namorado, João Miguel, além de sua tia, Hermila decide levar adiante seu projeto. A cena de sexo entre ela e o homem que foi o "ganhador" da rifa incomoda. Apesar de qualquer um imaginar a dificuldade e o estômago que uma prostituta tem para manter uma relação sexual com um estranho, Hermila mostrou de forma categórica o asco que nutria por seu companheiro de transa. Não estamos diante de uma miséria extrema, tampouco diante de personagens que nos levem às lágrimas tamanha a nossa piedade. São pessoas comuns que simplesmente não aguentam mais a realidade que as cercam. Hermila teve de criar um pseudônimo, Suely, para que as fantasias sexuais dos homens pudessem aflorar. Só através da fantasia é que alguém pode ser feliz na cidade de Iguatu. A placa na saída da cidade "Aqui você começa a ter saudade de Iguatu" deveria ter outros dizeres. Filme duro; filme belo. |
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Um bom filme pela realidade que passa em sua transparência, e no bom trabalho dos Atores, principalmente em sua Protagonista que na minha opinião foi nota 10. Deixou somente a desejar o final, pois foi um pouco sem graça! |
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O CÉU DE SUELY A vida pode ser boa, pode ser ruim, depende com que cores cada um pinta seu próprio céu... Há na seqüência de abertura do filme uma cena que parece nos remeter àquela estética cujo marco é "Cidade de Deus". O idílio da protagonista filmado em uma película sépia que deixa desfocado o casal de apaixonados no dia que (uma voz feminina em off) revela ter ficado grávida. Os elementos estão todos lá : periferia, jovem grávida, sol, abandono, fuga da cidade grande, ausência do pai, fome, subemprego, prostituição e ... felicidade. Causa estranhamento que a opção do roteiro seja mixar elementos que juntos contariam a velha história da menina que passará por uma "via crucis" motivada por seus erros : amar um homem que a abandona com um filho. Mas a expectativa do público é quebrada, pois, não há expiação. Não há nuvens no céu de Suely. Em sua terra natal ela, uma tia lésbica, uma vó e uma puta de beira de estrada vão vivendo dignamente "a dor e a delícia de ser o que se é". Com a notícia do sumiço do pai de seu filho, Herminda (ainda sem assumir sua identidade de Suely) substitui o dramalhão e apesar de desiludida, cai no forró com suas novas amigas, vê o antigo namorado e bebe e ri. Vende rifas de uísque, sente calor, trabalha no posto de gasolina que é o ponto de Georgina. Seu desejo é desaparecer da cidade (o destino : um lugar, o mais distante dali; o preço R$ 300 ... R$ 400 reais de passagem rodoviária !). A solução então é rifar-se. Prometendo "uma noite no paraíso" do seu próprio corpo a, agora Suely, vende a si. Corajosamente enfrenta o escândalo da cidadezinha e a revolta da vó, que a expulsa de casa. Mas o que fazer? Como sair do inferno da pequena cidade e alcançar o céu ? Quanto vale o nosso céu? Quanto você está disposto a pagar por um pedaço de céu? Empenhada no projeto de existir fora dali, vende rifas enquanto enfrenta com coragem a hostilidade do povo da terra. A noite em que o vencedor irá desfrutar "o paraíso" é de uma tensão insuportável. Nossa moralidade inconscientemente ativada quase clama pelo sacrifício de Suely, mãe, pecadora, puta irresponsável. Afinal ela não pode ser feliz. Ela mesma ensaia uma coreografia de sacrifício, a pedido do comprador do bilhete premiado: não há espaço para o prazer. A interpretação da jovem atriz é desconsertante nessa e em outras cenas como a em que a vó escandalizada exige um pedido de desculpas, batendo vigorosamente no rosto da neta. Mas, ao final, feitas as despedidas há uma jovem em um ônibus com destino a Porto Alegre, seu namorado local a segue de moto (a diretora brinca com a cena clássica : o homem apaixonado resgata como prêmio a mulher amada que abandona seus planos para, enfim, realizar-se no amor) então a cena do asfalto vazio fica congelada na telona. Os expectadores já esperam os créditos finais, porém, uma moto retorna e nela apenas um homem só. Interessante esse roteiro que faz o apagamento do masculino. As mulheres vivem com intensidade, sem lamentos (quebra o estereótipo da religiosidade nordestina), sem remorsos, sem compromisso com o mundo dos homens: a velha vive apenas para o bebê, a puta Giorgina não se importa com eles, a tia lésbica os ignora e Suely desiludida não parece querer sofrer mais ... pode-se até discutir os meios, mas para Suely o céu não é o seu limite. |
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Sinceramente não entendo o porque de tantos prêmios e boas criticas para o filme. Parte de uma boa idéia mas não desenvolve, não cativa. Se perde entre os filmes brasileiros sobre as dificuldades do nosso norte e nordeste. |
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Com um enredo desse, eu esperava um bom filme, à maneira dos bons road movies q o cinema já nos deu. Mas esse filme peca por ter um roteiro ruim, a narrativa documental (parece q a gente tá vendo uma reportagem do Jornal Nacional!), os personagens são inconsistentes e superfiaciais, não uma continuidade narrativa, há muitas quebras de cena, justamente qdo a gente pensa q vai acontecer algo realmente. Com um tema desse, era de se esperar q o filme nos tocasse profundamente, mas, sinto muito, a mim não tocou nada vezes nada, em que pese o esforço e o bom desempenho da Hermila Guedes, mas, francamente, faltou uma direção mais vigorosa, mais visceral, digamos assim. Sei que o filme foi premiado e elogiado por aí, mas tenho minha opinião própria, não sou obrigado a me deixar levar por um nacionalismo cinematográfico ("ah, o Brasil agora tá produzindo bons filmes!"). Um filme não tem de ser bom só porque é feito na nossa terra. É isso. |
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Um filme bastante realista. Na simplicidade das relações, ele consegue mostrar a falta de perspectiva generalizada que nos acomete. A qualidade da interpretação dos atores exime o filme de utilizar diálogos super rebuscados para tratar de questões profundas. |
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