Henrique Miura (e-mail),
Leitor do Adoro Cinema - Nota 0:
"Hoje
em dia quando um filme faz um bom sucesso comercial pouco tempo depois podemos
conferir uma continuação. Geralmente essas continuações
não são tão boas quanto os originais, são poucos
os que se sobresaem. O legal de "Carrie - A Estranha", de Brian de
Palma, é que é um filme hoje cultuado entre jovens e adultos.
Então por que não fazer uma continuação muitos anos
depois do lançamento do original? Ok, poderia até ter sido uma
boa idéia, mas primeiro precisa ter uma boa estória para se seguir
e um diretor de verdade, e não simplesmente réplicas de diretor.
Dos milhares de momentos mal dirigidos
do filme, destaco aqui a parte mais grotesca. A personagem central tem um cachorro,
o cachorro certo dia escapa. Ela indo atrás dele, vem um carro e quase
o atropela. Logo em seguida vem outro e... atropela o coitado. O que tem de
grotesco nessa cena? Vocês não viram (ou viram!) o quão
mal feita é a cena, primeiro o cachorro debaixo do carro, um bichinho
de pelúcia na certa. E depois ela vai e pega o coitado e, pior, a câmera
chega tão perto que dá para ver o cachorro normal, até
com a língua pra forando com um tipo de sorriso na cara. Cena mal feita
é até elogio.
Vale também dizer que se a
estória não tivesse citações ao primeiro e não
tivesse os flashbacks, essa continuação seria meramente uma refilmagem
com uma modernização. Em vez de um baile de formatura, seria apenas
uma festa adolencente. Tudo acontece de uma maneira tão artificial durante
o filme, fica-se falando tanto nessa festa, que até sabemos ao final
que essa festa será a imitação da cena do baile.
Rachel Lang (Emily Bergl) na infância
teve sua mãe internada e agora na atualidade sua melhor amiga Lisa Parker
(Mena Suvari, que tu tá fazendo aqui?) cometeu suicidio. Tudo indica
que esse suicidio foi causado por decepção amorosa. Agora, solitária,
ela acaba se envolvendo com um dos garotos da escola.
Na verdade a base do filme é
essa! Acredite, esse lixo é onde o filme se centraliza. Depois o roteiro
começa a tropeçar, a direção é ruim do começo
ao fim. Aliás, o filme só não é dos piores porque
a cena final, mesmo não sendo bem feita, pelo menos consegue divertir
de tão podre. São tantas idiotices no filme que se eu for numerar
todas aqui, passarei o dia inteiro aqui. Mas só para ter uma idéia,
os caras da escola ficam numerando e fazendo pontos com quem transam (disputinha
idiota, hein?). Adivinha o que isso causa no final? CLICHÊ do mais insuportável,
além de uma passagem de 1 ano depois ridícula e sem nexo.
"A Maldição de
Carrie" é, simplificando, IDIOTA! Não há nada nele
que realmente vala a pena. Atuações mediocres, além de
efeitos podres. Isso é que da fazer um filme sem história, na
verdade o filme é feito inteiramente de enrolações. Medo?
Nem pensar. Risada? Dependendo do seu ponto de vista, MUITAS. Não sou
dos mais admiradores do original, mas sou mil vezes ele do que essa continuação
fajuta."