1244855915 carandiruposter01 thumb

Carandiru

titulo original: (Carandiru)

lançamento: 2003 (Brasil)

direção: Hector Babenco

atores: Luiz Carlos Vasconcelos , Mílton Gonçalves , Aílton Graça , Maria Luísa Mendonça , Aída Lerner

duração: 148 min

gênero: Drama

status: arquivado

envie
comentar
newsletter
twitter
rss
favorito
separar os e-mails por vírgulas
limitado em 600 caracteres

Faça o login, para usar essa ferramenta.

ficha técnica:

  • título original:Carandiru
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 28 min
  • ano de lançamento:2003
  • site oficial:http://www.carandiru.com.br
  • estúdio:Globo Filmes
  • distribuidora:Sony Pictures Classics / Columbia TriStar do Brasil
  • direção: Hector Babenco
  • roteiro:Hector Babenco, Fernando Bonassi e Victor Navas, baseado em livro de Dráuzio Varela
  • produção:Hector Babenco e Flávio R. Tambellini
  • música:
  • fotografia:
  • direção de arte:
  • figurino:
  • edição:Mauro Alice
  • efeitos especiais:

imagens - 10

Carandiru Carandiru Carandiru Carandiru Carandiru Carandiru Carandiru Carandiru Carandiru Carandiru

sinopse:

Um médico (Luiz Carlos Vasconcelos) se oferece para realizar um trabalho de prevenção a AIDS no maior presídio da América Latina, o Carandiru. Lá ele convive com a realidade atrás das grades, que inclui violência, superlotação das celas e instalações precárias. Porém, apesar de todos os problemas, o médico logo percebe que os prisioneiros não são figuras demoníacas, existindo dentro da prisão solidariedade, organização e uma grande vontade de viver.

elenco:

comentários

Default thumb
Fernando Colamonico
02/01/2003
nota:Rate07
Decepcionante. Um roteiro fraco e uma direção medíocre, que fazem duas horas e meia numaboa fotografia, sem uma trilha sonora, um filme parado, uma exelente idéia desperdiçada. O que mais vale são (alguns) atores, e também não chega a ser ruim, apenas decepcionante."
Default thumb
Gustavo Brandão
04/01/2003
nota:Rate010
Nada mais que EXCELENTE! Perfeição é o termo apropriado para essa bela obra que por melhor é nacional, talvez assim como outras obras brasileiras também fizeram sucesso espero que o nosso povo começe a dar valor em nós mesmos."
Default thumb
Wallace Andrioli Guedes
05/01/2003
nota:Rate010
O diretor argentino , naturalizado brasileiro , Hector Babenco é o principal responsável pela popularização do cinema nacional no exterior , principalmente E.U.A. e Europa , graças à obras suas de peso como "Pixote - A Lei do Mais Fraco" (indicado ao Globo de Ouro de filme estrangeiro em 1981) e "O Beijo da Mulher Aranha" (co-produção entre Brasil e E.U.A. indicada aos Oscars de melhor filme , ator para Willian Hurt , roteiro adaptado e diretor , em 1986 , sendo que Hurt sagrou-se vencedor). Justamente após o enorme sucesso de "O Beijo" , Babenco ingressou de vez no cinema Hollywoodiano , realizando o elogiado drama "Ironweed" (1987) , com Jack Nicholson e Meryl Streep e o não tão aclamado "Brincando nos Campos do Senhor" , filmado inteiramente na Amazônia e com Aidan Quinn , Tom Berenger , Kathy Bates e Daryl Hannah no elenco. Pouco d epois , o diretor descobriu estar com câncer linfático , necessitou de um transplante de medula e tratou-se com o médico Dráuzio Varella. Durante a recuperação , Babenco fez "Coração Iluminado" (1998) , filme falado em espanhol , estrelado por profissionais brasileiros (Maria Luiza Mendonça , Xuxa Lopes) e argentinos (Norma Aleandro , de "O Filho da Noiva") e ainda se apaixonou pelo livro "Estação Carandiru" , escrito por Varella. Quando totalmente recuperado , Hector partiu então para a adaptação do texto para o cinema , com o total apoio do médico/escritor. Nascia "Carandiru". No ano passado , quando o espetacular "Cidade de Deus" conseguiu aquele estrondoso sucesso , tanto no Brasil quanto lá fora , acabou sendo estabelecido um patamar para filmes que procurassem denunciar o lado violento de nosso país. Ficou claro que todo e qualquer filme que fosse lançado sobre o tema , teria por obrigação , no mínimo , alcançar o mesmo nível de "CDD". Quando começou a rodar "Carandiru" , Babenco não esperava por isso , não havia como imaginar o surpreendente sucesso que o filme de Fernando Meirelles faria. E é por isso que "Carandiru" merece ser aplaudido de pé. Pois , se já conhecesse "Cidade de Deus" , bastaria a Babenco procurar copiar ao máximo a obra de Meirelles , garantindo assim seu sucesso (ao menos de público). Mas não , o que o diretor fez foi , ao mesmo tempo que mostra uma história que pode parecer não tão original , realizar uma poderosa e inteligente crítica social , e um dos melhores filmes que o cinema nacional já produziu. É fato que , pouquíssimas vezes em uma produção brasileira , viu-se um elenco tão perfeito , em uma invejável sintonia. "Central do Brasil" e o próprio "Cidade de Deus" são os exemplos que me vieram à cabeça agora. Rodrigo Santoro dá um verdadeiro show de interpretação e demonstra enorme versatilidade e talento no papel do travesti Lady Di (sei que essa minha opinião é contrária à da maioria dos críticos). Para quem ainda duvidava da capacidade do ator , mesmo depois de performances excepcionais em "Bicho de Sete Cabeças" e "Abril Despedaçado" , agora não resta mais dúvidas : Santoro é a maior revelação do cinema nacional em muito , mas muito tempo. Foi muito bom também conferir mais uma grande interpretação de Milton Gonçalves e de Maria Luiza Mendonça , confirmar o talento de Gero Camilo e Lázaro Ramos , e ter algumas agradáveis surpresas , como o "noveleiro" Caio Blat aparecendo muito bem , o rapper Sabotage em sua última participação nas telas (esteve também em "O Invasor ") , e a revelação dos excelentes Aílton Graça (reparem em sua enorme semelhança com Denzel Washington) e Milhem Cortez , roubando a cena como o assassino Peixeira. Mas o grande destaque é , sem dúvidas , Wagner Moura. O ator , que já havia demonstrando excepcional talento em "Deus é Brasileiro" , volta a surpreender (e comover) como Zico , de longe o mais complexo personagem da trama. Traficante que se vicou em crack , esse é um homem que enfrentou o pior da vida , já teve um dia a felicidade ao lado de seus "irmãos" Deusdete (Caio Blat) e Francineide (Julia Ianina) , mas se entregou totalmente ao crime e às drogas. Moura consegue tranformar Zico em um ser humano , acima de tudo , que acaba conquistando a platéia (mesmo com alguns atos terríveis seus , como o que ele faz com Deusdete). A única decepção fica mesmo por conta do apático Luiz Carlos Vasconcellos , no papel do médico que ouve as histórias dos detentos. Mas nada que estrague o grande trabalho desse grandioso e ma ravilhoso elenco. Vale destacar também : o roteiro de Victor Navas , Fernando Bonassi e do prórpio Hector Babenco que mantám presa a atenção do espectador a todo momento , mesmo com tantas histórias sendo contadas e entrelaçadas. Aliás , esse era um fator que poderia deixar "Carandiru" extremamente confuso , mas foi exatamento o contrário que aconteceu graças ao brilhante trabalho desse trio de profissionais , que nem mesmo alguns exageros quanto à conduta dos policiais nos momentos finais da projeção são capazes de estragar ; a fotografia de Walter Carvalho (mais um trabalho invejável do responsável pela belíssimas imagens de "Central do Brasil" e "Abril Despedaçado") ; e , é lógico , a fantástica direção de Babenco , confirmando que é , e sempre será , um dos mais talentosos e capacitados diretores que o cinema nacional já concebeu. Ele vem sendo criticado por mostrar no filme apenas a visão dos presidiários sobre os acontecimentos ali narrados , e por tratar os mesmo como inocentes , vítima s do sistema que cometeram crimes sempre justificáveis. Quanto à primeira escolha de Babenco , ela é justificada no final , com a frase "Só Deus , a polícia e os detentos podem contar o que houve naquele dia. Eu ouvi esse últimos". Já a acusação quanto ao tratamento que o diretor deu aos presos , vale lembrar uma frase do personagem Seu Chico (Milton Golçalves) , quando questionado pelo médico quanto à razão de estar ali. Ele diz : "o senhor quer ouvir outra mentira ? Aqui todos são inocentes , o senhor ainda não percebeu isso ?". Ou seja , as histórias contadas ao médico , e conseqüentemente a nós , é a versão dos presos , e não necessariamente o que realmente ocorreu. Portanto , não consigo imaginar motivos para não colocar "Carandiru" no mesmo patamar de outras obras do diretor , inclusive das mais aclamadas "O Beijo da Mulher Aranha" e "Pixote", e também de "Cidade de Deus" , o que quer dizer muito. Além de funcionar como uma poderosa crítica social , "Carandiru" também é entretenimento de primeira."
Default thumb
Lorenaa
06/01/2003
nota:Rate010
Li o excelente livro do Dr. Dráuzio Varela e ao assistir o filme vi tudo aquilo quando estava lendo, minha mente produziu direitinho o que foi passado. Um história com desenvoltura e os atores numa participação incrível, com destaque para a personagem do Rodrigo Santoro, foi perfeito! Interpretou a Lady Di como ninguém!!! Fico feliz em saber que temos grandes nomes no cinema brasileiro. E o diretor está de parabéns, Hector Babenco, valeu!"
Default thumb
Marcus Goulart
07/01/2003
nota:Rate010
Como sempre, Drauzio Varella nos mostra a realidade do dia-a-dia em nossas cidades. É um filme impressionante, mostrando a realidade das penitenciarias do nosso pais, e de como os humanos são tratados por outros humanos."
Default thumb
Daniel Pilon
08/01/2003
nota:Rate07
Depois que 'Cidade de Deus' foi lançado, o cinema nacional teve um fôlego muito renovado, afinal, há muito tempo uma produção brasileira não ultrapassava a marca dos 3 milhões de espectadores. A partir de então, todos esperavamos uma nova cara para o cinema nacional, com todas as qualidades que fizeram de 'Cidade de Deus' um sucesso. Recebemos então 'Carandiru', do ótimo diretor Hector Babenco (Pixote - A Lei do Mais Fraco; O Beijo da Mulher-Aranha). Mas antes de falar do filme algumas constatações devem ser feitas. Foi hoje, dia 11/04, na estréia, na primeira sessão. Chegando ao cinema ja me espantei. Uma fila grande estava formada, anormal para o horário. Chegando a sala de projeção, a surpresa foi maior. Vinte minutos antes do filme começar as fileiras ja estavam tomadas. Tive que sentar la no bloco intermediário e no canto, o que não gosto. E isso que o filme estava passando em 2 salas no mesmo horário. É, 'Cidade de Deus' realmente deu fôlego novo ao cinema nacional. E antes da projeção, eu consegui contar nada mais que 8 vezes, apenas perto de mim, pessoas falando sobre o filme de Fernando Meirelles. Agora sim, o filme. Começou já muito bem, com uma tomada ampla do Presidio do Carandiru e as partes da cidade em volta, que me lembrou bastante a bela tomada de Nova York do século passado que Scorsese realizou em 'Gangues de Nova York'. Depois, quando o filme começa realmente, o filme acaba perdendo um pouco de ritmo aos poucos. Mas há cenas que são memoráveis, como os depoimentos dos detentos, em que quase a sala inteira riu. A perda de ritmo é compensada por uma sequëncia espetacular no final, do massacre da PM no presidio. Mas o que a critica especializada vinha falando se confirmou. Poderia render bem mais. Tinha uma premissa, um elenco e principalmente, um diretor, para tornar 'Carandiru' um filme maravilhoso. Mas o resultado foi satisfatório. Principalmente com o personagem de Rodrigo Santoro, que rende as melhores cenas do filme. Não é a toa que o ator está dando um grande salto na carreira, chegando a participar de produções Hollywodianas. Quanto ao fato que está gerando polêmica de fazer os bandidos parecerem bons, não vi o filme dessa forma. Achei que a frase: "Aqui dentro ninguém é culpado.", condiz também a quem cuida do presidio, que além dos bandidos serem um fardo para a sociedade, a crueldade policial também é. E quanto aos maniqueismos e desejos de vingança que o filme apresenta, todos condizem com a realidade da detenção no Brasil. É só vermos um desses jornais sensacionalitas para ver quantos casos de morte por vingança acontecem. O próprio rapper Sabotage, que atua no filme, foi vitima de vingança. No balanço final, o filme não rendeu a toda a expectativa criada, porém, esta bem acima de muitos filmes bobos nacionais que tentam copiar Hollywood e porcarias Hollywoodianas que temos que engolir. Se o cinema nacional, continuar nesse rumo, com certeza, cada vez mais teremos salas cheias em produções nacionais, como a que eu tive o grande prazer de presenciar hoje, em plena sexta-feira as 2 da tarde."
Default thumb
Cristian Jafas
09/01/2003
nota:Rate010
Estação Carandiru 12 milhões de reais, centenas de figurantes, 26 protagonistas. Esse é Carandiru, o maior projeto cinematográfico brasileiro, dirigido por um argentino. Hector Babenco que quando pisa na bola é taxado de argentino e, quando acerta é brasileiríssimo, fez uma obra poderosa sobre o presídio paulista fechado em 2000. Quem vai esperando um massacre nos 146 minutos de projeção vai se decepcionar, e quem vai esperando um filme forte e equilibrado vai sair mais do que satisfeito do cinema. Se os críticos atacaram Cidade de Deus, por tratar a bandidagem com graça e música, o que vão falar de Carandiru? Babenco está atrás do lado humano e não do motivo que leva uma pessoa a seguir na vida do crime. Quem deve estudar isso? Sociólogos, políticos, advogados, filósofos, mas não o cinema. Carandiru faz uma viagem ao pior pesadelo humano: a falta da liberdade. Depois, vem a perda da dignidade. Cidadania? O que é isso? Mas como diz o personagem de Milton Gonçalves: “Aqui, ninguém é inocente.” A única escorregada do filme é no final. Babenco mistura uma pitada de documentário e a tensão do filme relaxa. Os depoimentos dos personagens, (como se fossem os presos) olhando para a câmera no ‘estilo’ Coutinho, são totalmente desnecessários. E para ser bem cruel a presença de Rodrigo Santoro pode atrapalhar o andamento da história. Santoro é um grande chamariz para a bilheteria, sem dúvida, mas toda vez que Lady Di aparece o público cai na gargalhada e começa a zoeira com o galã. As risadas não são das cenas e sim do ator Rodrigo. Alguns diretores preferem usar atores pouco conhecidos para evitar essa identificação negativa entre personagem-ator. Foi um pequeno preço que Hector Babenco pagou para arrecadar os 12 milhões e fazer Carandiru. Então não ria do Santoro que está muito bem como o travesti Lady Di, e tenha paciência para enfrentar as filas. Se o incidente na Casa de Detenção de São Paulo não é motivo de orgulho, o filme Carandiru deve dar a Hector Babenco o título de cineasta brasileiro. De novo."
Default thumb
Sueli Rochaa
10/01/2003
nota:Rate09
Mesmo sendo um valor alto para os padrões nacionais. valeu os R$ 12 milhões investido no filme. Pois, retrata o dia-a-dia de um dos principais presídios do país. Dráuzio Varela conta a sua convivência com os presioneiros dentro da Casa de Detenção, que ficou na história pelo seu massacre de 1992."
Default thumb
mateus
11/01/2003
nota:Rate010
REALMENTE UM ÓTIMO E MARCANTE FILME! OS ATORES ESTÃO EM ÓTIMAS ATUAÇÕES!! UMA PENA (em minha opinião prórpia) QUE O FILME FOGE UM POUCO DA APRESENTAÇÃO DO LIVRO DE DRAUZIO VARELLA. RECOMENDO!"
Default thumb
Carlos Massari
12/01/2003
nota:Rate08
Há muito tempo que um filme nacional não estreava tão cercado de expectativas quanto CARANDIRU, do argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco. Além de ser baseado em um best-seller aclamado por todo o país, ESTAÇÃO CARANDIRU, do médico Druazio Varella, entrou em cartaz em um momento especial para nosso cinema, após presenciarmos uma de nossas maiores obras-primas. Pois, ano passado, quando CIDADE DE DEUS estreiou, muita gente ainda considerava o cinema nacional como "Pura Pornografia". Se Fernando Meirelles tentou mudar tal perspectiva, Babenco, autor do clássico PIXOTE - A LEI DO MAIS FRACO, lança em CARANDIRU a prova definitiva que o nossos filmes podem ser tão bons quanto os estrangeiros. Sem querer comparar os dois filmes, levando em consideração que há apenas um fator comum entre os dois (O painel de um determinado local, manchado pela violência), vemos que CARANDIRU é uma adaptação de estética precisa, capaz de reduzir histórias que caberiam em uma fita inteira para 5 minutos, interligadas por um sentimento único de respeito entre os presos. No caso, o nome de Drauzio Varella não é citado (Apenas uma frase dele no final, que serve para abafar a opinião de que há maniqueísmo na projeção), apenas é mostrado um médico que vai ao Carandiru na década de 80, fazer um trabalho de prevenção à AIDS. Lá, esse doutor faz amizade com diversos presos e percebe que o mundo não é como pensava. Sem nenhum compromisso social, CARANDIRU tem o mérito de simplesmente contar sua história. Não estabelece nenhuma crítica, seja ela à PM, à diretoria ou aos presos. A partir de tal postura, abre espaço para, de maneira descompromissada, iniciar a narrativa, com a chegada do doutor ao local. O filme flui de maneira extraordinária, seja pela trilha sonora, que tem forte apelo, pelo elenco de presença marcante, liderado por nomes conhecidos do cinema como Wagner Moura, Gero Camilo, Luiz Carlos Vasconcelos, Rodrigo Santoro e Lázaro Ramos, invariavelmente em interpretações de primeira classe, ou, principalmente, pelo roteiro, que alia centenas de personagens em um ritmo cadenciado e constante. O terceiro ato é certamente o mais polêmico de CARANDIRU - Com incrível violência, é mostrado o massacre no qual 111 presos foram assassinados. Erroneamente acusada de maniqueísta, a passagem mostra a visão dos PRESOS - Convenhamos, se fosse para mostrar a visão dos PM's, o filme deveria chamar POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO, e não CARANDIRU. Além disso, Babenco mostra na tela uma frase de Drauzio. - Apenas três lados podem contar o que houve naquele dia: A polícia, Deus e os detentos; eu ouvi estes últimos. Abolindo CARANDIRU daquele que seria seu defeito mais grave, sobra espaço para criticarmos aquela que realmente é sua falha, por mais incrível que pareça: O doutor está na projeção apenas para sorrir aos presos, sem nenhuma serventia extra. Luiz Carlos Vasconcelos não tem personagem, o que o transforma em objeto nulo em cena. Porém, com violência explícita e crua, CARANDIRU mostra aquilo que é uma conhecida realidade de nosso país, sem denunciar ou criticar nada nem ninguém, e, assim como o livro de Drauzio Varella, é fascinante. Consegue unir várias histórias que poderiam ser de nossos vizinhos em 150 deliciosos minutos de projeção, tornando-se uma verdadeira obra cinematográfica."
Default thumb
Adriano, Fernanda e Maittêes
13/01/2003
nota:Rate02
Apenas a atuação do Rodrigo Santoro salva o filme. Ele está uma bicha perfeita com peitos bem feitos e gestos característicos. No mais, o filme está ocultando a realidade dos presos brasileiros, deixando uma impressão de bondade e sinceridade em todos eles. Dráuzio pode ser muito bom na medicina (?) mas como escritor não podemos dizer o mesmo. Babenco deveria selecionar melhor seus roteiros e não aceitar qualquer "roteirinho" global."
Default thumb
Cibele Cunhaa
14/01/2003
nota:Rate06
O filme é muito bem feito, é perfeito em tudo...Porém, o diretor fez parecer que os bandidos são os bonzinhos e que os policias é que são os vilões da história !!! ISSO É UM ABSURDO, DESDE QUANDO LADRÃO E ASSASSINO SÃO OS BONZINHOS????"
Default thumb
Maycon
17/01/2003
nota:Rate010
O filme é excelente, até que enfim fizeram um filme que mostra uma realidade, realmente verdadeira. eu nunca vi um filme brasileiro onde os atores trabalham de uma tal forma que parece uma cena real. este filme esta com um final ótimo, não nos deixa a desejar. quem puder assistir, pode ir sem medo de ser feliz!"
Default thumb
pedro1asakura
18/01/2003
nota:Rate07
Sem dúvida, a maior expectativa do cinema nacional deste ano era "Carandiru". Tudo, devido a grandiosidade do projeto. Dezenas de atores, milhares de figurantes dirigidos pelo premiado diretor Hector Babenco (de "O Beijo da mulher aranha", 1984 que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor diretor). O roteiro era do próprio Hector baseado no best-seller de Dráuzio Varella de nome "Estação Carandiru". Para produção, 12 milhões de reais (para se ter noção, Cidade de Deus custou 1/4 disso). Demorei uma semana pra assistir o tão aguardado filme e por isso, li várias críticas e comentários. Nenhuma das opiniões pareceu muito com a minha. Carandiru (Carandiru, Brasil, 2003), que levou quase meio milhão de brasileiros em seu fim de semana de estréia, não é um filme fascista ou maniqueísta como li por aí. Primeiro, quando for ao cinema, é bom esquecer tudo que leu (inclusive o livro, que eu não li) e entrar no clima do filme sem as grandes expectativas que foram geradas. Aliás, pra mim, o "insucesso" do filme com alguns críticos se deve a isso, uma questão de expectativa. Se não é dos melhores, Carandiru não deixa de ser bom. Pra começar, vamos pela história: O médico vai no início dos anos 90 ao presídio realizar um trabalho de prevenção a AIDS. E no tempo que passa lá, ouve histórias dos detentos. Como médico, ele esquece os julgamentos e tem uma visão imparcial de todos, imposta pelos presos. Para adaptar o livro de 368 páginas, Babenco escolheu as histórias mais interessantes e as "mixou" no filme. Não ficou tão ruim assim. Sim, o personagem do médico ficou estranho. Pra mim, Luis Carlos Vasconcelos (de Abril Despedaçado) não teve culpa. Sempre simplório em cena, mas talvez a sua personagem seja um dos mais difíceis de se interpretar. O médico (o nome da personagem é esse mesmo) sempre que ouvindo ou conversando com os detentos tem feições alegres. Imaginando Dráuzio Varella no lugar, não me pareceu tão estranho aqueles sorrisos do médico (considerando que ele se acostumou ao lugar que trabalha). Apenas em uma ou outra cena, esses "sorrisinhos" ficam bem discutíveis. Como defensor da vida, o médico não devia ficar tão sereno quando a personagem Ezequiel (Lázaro Ramos) chega com um faca dizendo que matou Zico (Wagner Moura), ou por exemplo na sua última cena no presídio antes do massacre em que ele tem um breve dialógo com "Barba" (André Ceccato) enquanto os amigos da personagem se drogam. E outra coisa: se no livro, o médico tinha uma visão neutra de tudo, isso não significa necessariamente que suas expressões se traduzam em sua face, se é que deu pra entender. Ou seja, é um personagem bastante curioso, mas então façamos o papel do médico no livro, assistamos aos presos. Muita gente não gostou da seleção de estórias do livro para o filme e aquele negócio do médico imparcial continuou sendo falado. Pra mim, existe uma grande diferença entre um roteiro adaptado de um livro para o cinema com um roteiro baseado em um material pré-publicado, como é o caso de Carandiru. Se o nome do livro é "Estação Carandiru" que era a estação em que Dráuzio desembarcava para ir ao presídio (ou seja, ressaltando a visão particular do médico), vale lembrar que o nome do filme é "Carandiru", ou seja, a visão dos presos fica a critério do que Hector Babenco desejou. Logo no início do filme, nos créditos iniciais, isso é ratificado: "Carandiru - filme baseado no livro de Dráuzio Varella" e não "adaptação do livro de Dráuzio Varella". Ou seja, vale a pena mesmo esquecer do livro. Sim, o filme é violento oras, passa-se no Carandiru. E, com excessão de algumas cenas desnecessárias e apelativas (como a que Rita Cadillac rebola encima da garrafa ou aquela em que Majestade (Aílton Graça) morde a bunda de Rosimere (Aída Lerner) ou ainda o beijo entre Lady Di e Sem chance que podiam ser mais editadas) o realismo é fundamental. Agora, vamos mais ao filme em si: os presos. Vou ter que começar isso pelo final do filme em que as imagens da demolição do presídio são passadas. Aquela demolição indica que algo foi destruído e não foi os presos, nem a PM ou o governo, ou seja, tudo indica que aquilo simbolizava o fim daquele drama e inferno. Então, conclui-se que deveria ser mais explorado a parte dramática do filme. Tem ação e humor demais na fita. Alguns até caem bem pra descontrair como por exemplo alguma frases de Majestade (Aílton Graça). Mas outros, soam muito apelativos. Todas as cenas que envolvem travestis são, aí sim, um tanto quanto preconceituosas. Toda vez que esses apareciam na tela, risos e risos na sessão. Pra mim, achar graça ou drama dos travestis depende de quem assiste mas as vezes fica muito claro o humor explorado neles. Eu imaginei o filme sem os travestis e o humor ficando com Sem Chance (Gero Camilo). Mas soou clichê demais pra mim, o carinha baixinho coadjuvante que tem apelido da frase que fala o tempo todo. E o Gero Camilo nesse papel, também ficou estranho. Queria saber se há descrições físicas dessa personagem no livro. Porque pra mim, as cenas dele com Rodrigo Santoro interpretando Lady Di ficaram muito falsas e mais uma vez, o humor desnecessário veio a tona. Vou aproveitar pra falar logo de Rodrigo. Por mais que ele se esforce, muitas vezes parece que ele tá lá de brincadeira. Um travesti musculado que lembra o galã. Voltando ao "núcleo travesti" do filme: um argumento que encontrei pra mostrar a falta de utilidade na trama (não que ela seja tanta) de Lady Di e Sem Chance (este último nem tanto, considerando que ele é enfermeiro) é o seguinte: vários personagens contam sobre seu passado e sabe-se muito sobre o que eles fizeram. Desses dois, não se sabe nada! Não houve flashback e nem uma narração mais particular. Tirando o excesso de humor e falta de drama, posso comentar agora o caráter político do filme. As vezes, o filme fica com uma visão neutra de tudo, outras nem tanto. Sei lá, por mais que os presos sejam "vítimas do sistema", eles acabaram com vidas não? E um dos pontos que já ia me esquecendo sobre o filme, foi o funcionamento da prisão. Ficou muito uma coisa de "homens de palavra, respeito e honra". Cadê as gangues? O único exemplo de uma briga mais séria é a do início e a que desencadeia a rebelião que gerou o massacre. E faltou também, aquelas condições sub-humanas do presídio (aparece pouco, muito pouco). Voltando a parte mais moral do filme, as vezes fica tudo muito político colocando a culpa no governador e etc (na verdade, ninguém sabe quem é o culpado). E no fim do filme, aquela musiquinha de "Meu Brasil, brasileiro" ficou muito forçada, e nós sabemos que por mais que tenhamos mazelas sociais, não se deve se generalizar e igualar aquele "Brasil" ao "Brasil brasil mesmo". Mas, existe uma conscientização interessante e algo bom para quem assiste. E quanto a Babenco (não, não é Babando, Babado, Bobão ou Boboca) eu gostei bem da direção dele. Sempre competente. E é interessante a sequência final do filme. Toda a cena do massacre muitíssimo bem dirigida (apesar da invasão e o caráter político terem ficados um pouco falsos). Quanto aos relatos que seguem, ficaram com uma cara de documentário, atores com jeito de personagens e sem parecer muito artifical. E muitas vezes, as sacadas de Babenco (como roteirista e diretor) deixam nós mesmos julgarmos quem é o culpado: a polícia, o governo, os próprios presos ou se é tudo parte de um sistema. E talvez prevendo as críticas, Hector ainda coloca uma epilógo atribuído ao livro de Varella dizendo que só Deus, a polícia e os presos sabem o que aconteceu naquele dia (o do massacre), e que ele (o médico) só ouviu os detentos. Nessa passagem que é por sinal a única vez no filme que aparece o nome Dráuzio Varella, Babenco se isenta de quase todos os seus pecados. Voltando a parte mais técnica da direção de Hector Babenco, destaque vai para as atuações. Pelo que conhecemos dos atores, deu pra perceber que Babenco cobrou algo deles e o resultado foi muito bom (não me lembro de nenhum dos atores mal em cena). Isso sem contar toda a parte de cenário, caracterização, efeitos sonoros e fotografia. Em uma análise mais dirigida ao espectador, vale dizer que é bom esquecer do livro e das críticas e não criar expectativa de mais quanto ao filme, curtir o momento. Afinal, cinema é entretenimento: lazer e cultura. Ah, quase esqueço de me dizer do Oscar. É bem difícil que "Carandiru" consiga uma indicação. Não que o filme seja ruim, mas a ultra-violência ainda deve chocar os membros mais velhos da Academia que votam na categoria, mesmo com "Cidade de Deus" talvez tendo aberto caminho ano passado. E é difícil que a Sony e a Columbia consigam fazer uma divulgação nos EUA que cause grande estardalhaço na mídia e mesmo assim, comparações com "CDD" seriam invevitáveis já que o que mais chamou a atenção, pelo menos nos EUA, em Cidade foi sua ritmo original, o que não é o caso de Carandiru.!"
Default thumb
Bia Mansura
19/01/2003
nota:Rate07
O filme é bom, mas sem maiores festejos. Sei que alguns podem me crucificar como na época de Central do Brasil (que também não achei lá grande coisa): achei falho em MUITOS aspectos. Hector Babenco se inspirou, como ele mesmo disse em inúmeras entrevistas, no livro Estação Carandiru de Dráuzio Varella. Tudo bem, é a visão dos presos perante o acontecido, mas diálogos nonsense foram construídos principalmente nas últimas cenas e colocados na boca dos policiais que invadiram o Pavilhão 9 da Casa de Detenção em 1992. Foram 111 mortos, sim, mas a invasão não foi tão fácil e os motivos não foram tão ridículos. Uma cueca no varal errado e uma briga por causa de futebol !!! Acho que existiam motivos maiores do que esses. Uma agressividade contida muito maior. Enfim, vou ler o livro, que já está na minha estante, e pegar material jornalístico da época. Pra quem não viu, vale a pena ver. Rodrigo Santoro dá um show à parte como o travesti Ladi Di e Luiz Carlos Vasconcelos interpreta de forma primorosa o médico da cadeia (alusão a Dráuzio). Na verdade, o que mais me tocou no filme foram as histórias individuais de cada preso e não a invasão em si. Choca, mas de uma forma menos realista do que deveria se propor o filme."
Default thumb
Regildo
20/01/2003
nota:Rate08
O cinema brasileiro está de parabéns, cada vez melhorando a sua qualidade de produção. Carandiru é um filme marcante que levou-me a refletir mais um pouco sobre a questão dos presídios, sobre o sofrimento dos detentos e acima de tudo, me fez ver verdadeiramente a máfia entre os policiais corruptos. Uma atrocidade daquela que aconteceu no Carandiru e repito o que foi dito no final do filme: "Somente Deus, os policiais e os detentos que sobreviveram sabem o que realmente aconteceu na Estação Carandiru". Ótimo filme!"
1251799159 ogaaafp1z3 xeja11yk8dlubl9yua1jegrou12twhv8 n2zoaxssjtyq49kixphsojjonhzjlbntrjf1v26j2qqdtv4am1t1udikrx8njjyx2hyzu5eyaj4bhk thumb
jeffsantana
21/01/2003
nota:Rate010
Somente tenho que dizer que o filme é o MÁXIMO, mostrou muito bem quando houve o extermínio dos detentos, mostrou claramente que quem realizou o fuzilamento não foram os detentos, como disseram nas mídias na época, mas sim os próprios policiais."
Default thumb
Marcos Vinícius
22/01/2003
nota:Rate07
Carandirú é um filme interessante, porém algumas coisas poderiam estar mais bem colocadas. A primeira metade do filme é uma profusão imensa de Flashbacks, todos muito mau contextualizados e sem energia. Os personagens de Rodrigo Santoro e do Caio Blat funcionam mais como estratégia de Marketing do filme, eles quebram o rítmo da narrativa, enfim, o Personagem do Santoro poderia ser mais bem explorado.As cenas exageradas parecem inspiradas na Cidade de Deus, tudo uma forçação de barra para prender a atenção das pessoas. A pobreza da fotografia é algo gritante no filme e alguns lances são completamente previsíveis, mas não se desanime vá ao cinema para apoiar ou criticar minha opinião."
Default thumb
Ana Flávia Oliveira de Almeidaa |
24/01/2003
nota:Rate010
Esse filme realmente traz o que pensar:o falido sistema que construimos.Como uma cadeia com causas e conseqüências falhas.Onde o humano não é visto como um.É triste termos uma realidade contrária a qualquer espectativa bonita a passar numa tela de cinema.Temos visto cada vez mais o nosso cinema refletir o dia a dia da maioria brasileira.Não gostariamos de pagar pra ver coisas como "Estação Carandiru" no cinema, mas é estremamente louvável que se faça conhecer ao mundo os absurdos que acontecem sem que ninguém pouco faça, pouco pague. Temos uma guerra interna.Um país dentro do outro. Um mundo deita e rola por cima do outro.Sei que por dentro dessa globalização o "normal" é existir esses mundinhos, o que não se pode deixar de ter é o censo crítico que sirva de alavanca pra qualquer mudança.Esses filmes despertam interesse por mais justiça, despertam valores que antes tínhamos construído da pouca informação. A polícia muitas vezes é bandido e o bandido vira polícia. Valores que se invertem de uma forma a sermos todos vítimas de um começo errado de Brasil. As discussões vão todas por água abaixo porque não existe a quem culpar:nascemos perdidos, misturados.E hoje estamos todos cheios,cansados.Entra presidente,sai um outro e pouco há progresso. Temos um país com problemas de proporção maior que as nossas terras. Escutar Aquarela brasileira no fim desse filme deixou claro o espírito intrínseco do país; deixa solto os valores que parecem se espalhar e criar forma em cada brasileiro. Somos injustiça, vergonha, somos medo. O Brasil samba que dá!Ah, meu Brasil brasileiro."
Default thumb
Eduardo Santos
25/01/2003
nota:Rate01
Não, gente, agora é sério? Vocês gostaram MESMO de Carandiru? O filme tem tantos, tantos defeitos que nem com muita boa vontade dá pra dar uma nota maior do que 1 - e isso, só por fazer o público brasileiro encher as salas de cinema. O filme é clichê, cheio de pontas soltas, interpetações pífias... e o que foi aquela cena do rato!? O roteiro é muito mal resolvido... o hino nacional e a Rita Cadillac são completamente dispensáveis... o homossexualismo é tratado como algo muito engraçado... e os atores globais, grandes chamarizes do filme, acabam com qualquer intenção do diretor de traçar um retrato da realidade nua e crua dos presídios. Enfim, Carandiru não é apenas decepcionante... é ruim de doer."
Default thumb
Breno Moura
26/01/2003
nota:Rate02
Há pouco mais de dois anos soube-se da realização do filme "Carandiru" do renomado diretor Hector Babenco, de "O Beijo da Mulher Aranha". Pois bem. Desde então uma incrível - e nunca vista no cinema nacional - campanha de marketing elevou "Carandiru" ao topo de todas as listas dos filmes mais aguardados da temporada. Seus traillers eram excepcionais e davam conta que o filme seria um grande clássico do nosso cinema. Infelizmente, não é. Os aspectos técnicos de "Carandiru" - fotografia, montagem, etc. - são excelentes, dignos de grandes produções americanas. Mas há muito tempo só isso não segura mais um filme. Sem protagonistas, "Carandiru" confunde, enoja e... humaniza os bandidos. É incrível como o roteiro - e claro, a direção - deram um tom tão suave e bondoso aos marginais, mostrando suas histórias de seus respectivos pontos de vista, ou seja, ninguém assumindo sua culpa. Todos no filme são inocentes, ou melhor, não são culpados. Pode até ser, mas o que o livro de Draúzio Varella não fazia - julgar - o filme faz com a maior liberdade, transformando assassinos em pessoas caridosas e inocentes. Certamente, não é um bom momento para isso. O roteiro falha inúmeras vezes, não só por esse fato, mas também por não ter direção. Em todo o momento "Carandiru" se perde em meio a histórias - totalmentes desnecessárias algumas - e esquece do verdadeiro personagem: o Carandiru. Apelando para sentimentalismos baratos, Babenco ignora a história do Carandiru e a alma de seus moradores. No início uma grande questão é levantada sobre tal personagem e no momento seguinte, tudo é esquecido. Isso é uma pena. Certamente, há pontos muito bons no filme. Wagner Moura cada vez mais surpreende numa atuação centrada e excelente. Infelizmente, sua história de tristezas e drogas não foi explorada. Rodrigo Santoro é apenas bom, às vezes um tanto caricato - assim como muitos personagens - mas vale a pena. O pior - que não deveria ser - é o médico interpretado por Luis Carlos Vasconcelos. Ele é frio, parece que não tem emoção. Para qualquer coisa que falem pra ele, sempre age da mesma maneira, com um sorriso tosco na cara. Vergonhoso. "Carandiru" é um péssimo filme. Seu roteiro é fraco, algumas atuações são desprezíveis e mais uma vez uma boa idéia é desperdiçada em meio a bobagens sentimentais. Vergonha nacional."
Default thumb
Lucianaa
27/01/2003
nota:Rate010
Carandiru nos faz refletir principalmente sobre as condições sub-humanas existentes no Brasil. Não apenas os presos vivenciam essa situação de violência mas muitas pessoas (menos os poderosos!) também estão sujeitas a essa condição. Isso é o Brasil. Ótimo filme!"
Default thumb
Michellea
28/01/2003
nota:Rate010
O filme é ótimo, conta a realidade de dentro da prisão, eles nunca são respeitados e sempre levam culpa em tudo, tudo bem que eles são presos por diversos crimes, mas teve muitos lá dentro que estavam esperando a "liberdade", e deerrepente chega esses policias sem cabeça nenhuhma atirando em todos que veem na frente que isso. Vc está de parabens Drauzio por ter escrito o livro e vc babenco de ter rodado o filme com tantas cenas chocantes."
Default thumb
Roselia
29/01/2003
nota:Rate02
Como drama é uma ótima comédia. Retratar presos como bonzinhos...vítimas que estavam ali por culpa de quem....jogando armas, que nunca vi em noticiário da época. Faltou uma melhor pesquisa e menos comercio ao filme. Que tinha tudo para ser ponto, se não tivesse uma otica apenas....é como é dito no próprio filme "lá dentro todo mundo é santo". Essa na verdade é a frase do filme. Perdeu-se uma grande chance de mostrar o inferno que é viver em um presídio e assim alertar aqueles que ainda estão em dúvida sobre que caminho seguir."
Default thumb
Edir Marins
30/01/2003
nota:Rate010
Os personagens foram tão bem caracterizados que faz duas semanas que assisti ao filme e estou morrendo de saudade deles, principalmente do personagem do Majestade, que acho até me apaixonei! Se fosse filme norte americano, aproveitariam a cena do personagem do assassino se convertendo para fragilizar a emoção do espectador, mas graças a Deus o filme é brasileiro e arrasou na realidade dos fatos, na nossa realidade!"
Default thumb
Vinícius Araújo Fernandes |
31/01/2003
nota:Rate08
O filme foi muito bom, mas aquele beijo do Rodrigo Santoro no anãozinho foi tremendamente horrível, além do que mostra a vida dos presidiários mais fora do que dentro da cadeia. Talvez o filme tivesse que ser melhor dirigido também, apesar do diretor já ser muito bom."
1252017394 oswald thumb
Bruno
01/02/2003
nota:Rate010
Muitas pessoas não prestam atenção no filme e depois falam que a historia faz eles virarem santos. Um proprio presidiario (o + velho) disse pro médico no filme que não se devia acreditar naquelas historias pois nelas todos eram santos. Enfim o filme é dez."
Default thumb
Thaísa
02/02/2003
nota:Rate09
É um ótimo filme! Mostra a verdade e não a ficção de mais um filme de drama. Rodrigo Santoro está como sempre excelente mostrando que não é apenas um rostinho bonito e sim um ótimo ator, um dos melhores atores que estamos vendo por ai. Poderia ser melhor é claro, podemos ver alguns erros nele, mas em todo o contexto é um filme que merece ser reconhecido não só aqui no Brasil, mas em todas as partes do mundo. Talvez ele possa ser descriminado como o Cidade de Deus (que acabou não entrando na lista dos melhores do Oscar), tendo em vista que os Norte-Americanos não tem o "tato" para lidar com um filme deste porte. Babenco está de parabéns."
Default thumb
Elaine Silvaa
03/02/2003
nota:Rate06
Esperei bastante do filme, por isso me decpcionei. A realidade do Carandiru é outra, conheci pessoas que passaram 2 anos e meio lá, sei que existem pessoas boas, mas também ruins. Ninguém nasce ruim, o mundo faz com que se torne! O que mostra no Carandiru é apenas um simples dia normal! Acreditem... Hector Babenco só quis dar uma noção. Para não chocar os brasileiros."
Default thumb
Juliana Rocha P. Santosa
05/02/2003
nota:Rate08
O filme Carandiru surpreendeu aos telespectadores com a transposição da vida cotidiana no presídio. Hector Babenco, diretor do filme, desenvolveu um tema forte e alcançou a expectativa do público, ou seja, não foi sensacionalista.Para mim faltou uma contextualização, pois um narrador fora do presídio sugere que há uma outra realidade lá fora, mas que não é exposta. O massacre surge inesperadamente, fato que ficou um pouco vago. Porém admirei a atuação de todos os protagonistas, enquanto ao médico atuou conforme a reação que tinha do presídio. Muito bom! Parabéns, Babenco."
Default thumb
Viviane Rossettoa
06/02/2003
nota:Rate09
Não é à toa que está brilhando mundo afora! Não há como ficar indiferente a essa obra.Babenco transporta para as telas com sensibilidade o lixo que é o nosso país.E o Rodrigo Santoro deixa mais do que claro que não é só um excelente ator,mas que mesmo vivendo um travesti continua lindo. Inveja de Gero Camilo!"
Default thumb
Gustavo
07/02/2003
nota:Rate05
O filme foi bom, mas para quem leu o livro antes de assistir o filme, na verdade, foi um pouco frustrante, faltou um pouco mais de realidade no filme, como no caso do massacre, em que todos sabem que foi uma grande mentira e que deveria ser desmascarada, não querendo dizer que os policiais foram os ruins e os detentos os bonzinhos, mas a simples verdade, que na realidade todos sabem que o numero de morte foi muito maior do que o relatado, sera que é medo ou um certo "poder politico"!?"
Default thumb
Mauro Antônio Apolônio
08/02/2003
nota:Rate010
O filme Carandiru é uma obra cinematográfica que merece respeito pela magnitude do que foi apresentado, e algumas cenas vê-se claramente o dedo do diretor, como por exemplo as facas caindo, ou mesmo o incêndio na cama. Babenco é genial."
Default thumb
Eduardo Santiago
09/02/2003
nota:Rate09
Como fica bem expresso no final do filme, apenas a versão dos presos foi ouvida. Isso é o bom desse filme, cabe ao público analizar, discutir,questionar, o que aconteceu. Ou seja, cinema não somente como arte(que é o principal), mas também com um papel social. As histórias dos presos são bem construidas e explicadas durante o filme."
Default thumb
Sofiaa
10/02/2003
nota:Rate010
Que filme incrível! Fui ao cinema 3 vezes e não me arrependo. Estou muito feliz com a desenvoltura das produções nacionais ultimamente, apesar de Carandiru retratar uma realidade nua, crua e bem caótica, merece aplausos pelo empenho do elenco, enfim, todas as pessoas que se empenharam direta e indiretamente. Não foi legal ver o Rodrigo Santoro, meu ídolo, beijando outro homem não, mas isso faz parte da profissão, fazer o quê?"
Default thumb
Glóriaa
11/02/2003
nota:Rate010
Adorei o filme! Uma ótima adaptação do livro dessa figura humana extraordinária que atende pelo nome de Drauzio Varella! O dia-a-dia no presídio, as histórias de seus moradores...Tudo contado num bom ritmo. Uma obra adaptada desprendida, livre, e com o toque da originalidade! O fato mais marcante da história daquele presídio, o massacre de 1992, nos é apresentado de uma forma coerente e sagaz, onde mais do que qualquer outra intenção, são enfatizados os sobreviventes e seus relatos. Isso me pareceu claro. Carandiru é um filme marcado por grandes atuações, onde tornam-se extremamente perceptíveis em cada cena, a sensibilidade, o brilhantismo e a competência da direção de Hector Babenco! Belíssima fotografia! Como era de se esperar, já que esta esteve por conta de Walter Carvalho, que já vem demonstrando, trabalho após trabalho, sua capacidade de dar alma ao filme, captando as idéias e expressando-as de forma brilhante, fazendo com que antes de qualquer tecnologia, estejam a sua sensibilidade, criatividade e genialidade! O filme de um fantástico realismo é capaz de nos tocar de forma impactante, através do simbolismo de algumas cenas... Como aquela de um cão policial que caminha pelas poças de sangue, entre os corpos dos presos amontoados pelo corredor, e acaba aproximando-se de um gato da prisão, os dois olham-se fixamente...Essa única cena tem o poder de nos passar várias mensagens, de nos transmitir o sentimento de ambos. Ali, não são somente “o cão e o gato”, são seres de mundos diferentes, que num encontro, num olhar, independentemente da forma como cada um deles encare essa situação, acabam se deparando com a mesma realidade!"
Default thumb
Gibran Teske
12/02/2003
Vou dar motivos para dar nota zero para o filme Carandiru (com algumas exceções): 1º motivo - Hector Babenco (nota zero): O diretor Hector Babenco (pra mim ele não é diretor nem aqui e muito menos na Argentina)deveria tomar vegonha na cara e deixar de fazer cinema pois assim a sociedade poderá respirar melhor. 2º motivo - Censura do filme (nota zero): Eu me pergunto e quero que todos que fizeram comentário sobre o filme também façam a mesma pergunta: como é que um filme pesado como Carandiru possa passar pra uma pessoa de 16 anos já que na verdade era pra passar pra uma pessoa de 18 anos (pensem nessa pergunta). 3º motivo - Atores Globais (nota 9): Bem esse quesito vou dar nota 9 pelas atuações do Rodrigo Santoro, do Wagner Moura, do Caio Blat, do Milton Gonçalves, Floriano Peixoto (uma exceção afina ele é global). 4º motivo - Os atores que interpretaram bandidos (nota zero): Esses atores deverima tomar vergonha na cara em interpretar esse tipo personagens por isso merecem a nota zero 4º motivo - Roteiro adaptado(nota zero): Como adaptação o roteiro do filme eu achei bem fiel ao livro que é bem mais barra-pesada que o filme, mas ele é fraco e não tem a mesma força do livro. 5º motivo - História do filme(nota zero): Pra fazer um filme bom tem que ter uma história boa e esse filme Carandiru a história mesmo sendo fracaé totalmente claustrofóbica, deprimente e típica dos filmes brasileiros da década de 70 e 80. Não tenho mais nenhum motivo e encerro a minha critica, afinal se virem que tem Carandiru no cinema não assistam., mas se forem ver Deus é Brasileiro e Cristina quer Casar assistem que poderão valer a pena!"
Default thumb
Aline Guimarãesa
13/02/2003
nota:Rate08
Realmente filmes brasileiros são uma negação ,exeto raras produções como carandiru,que mostrou a realidade do sistema carcerário do nosso país , onde só pobres e favelados vão para a cadeia, o filme poderia explorar mais o livro e a trilha sonora.Mas para um filme brasileiro está bom demais!"
Default thumb
Nivaldo Marques
14/02/2003
nota:Rate07
Acho que Carandiru deixou muito a desejar.Tinha uma sequência onde um preso gordo morre entalado tentando fugir e depois o mesmo está na sequência em que beija o bumbum da Rita Cadilac.E o uniforme da polícia com certeza não era o mesmo em 91 na época do massacre,como agente viu no filme!"
1252532683 eu thumb
Rafael
15/02/2003
nota:Rate05
Bom filme, mas até um leigo como eu percebe erros do tipo: camisa do Corinthians e do Brasil com 3 ou 4 estrelas, sendo que na época (92) o Corinthinas tinha um título e a seleção três. Pelo livro falar apenas d lado dos presos, a tendência é ficarmos sensibilizados pelos bandidos, mas não é culpa do diretor."
Default thumb
Rafael Sanches
18/02/2003
nota:Rate04
Até o momento da invasão do pavilhão pelos policiais, na minha opinião o filme vai razoavelmente bem. Porém, no momento da invasão, o filme mostra os detentos calmos e quietos, desarmados (??) e o que é pior: nenhum deles ao menos tenta atacar o revidar o "ataque" dos policiais (o que com certeza não aconteceu). Enfim, o filme mostra parcialidade, mostrando somente os policiais como "monstros brutais" e detentos (assassinos, sequestradores, homicidas, traficantes) como pobres coitados indefesos."
Default thumb
Arnóbio
19/02/2003
nota:Rate05
Foi muito estardalhaço para o lançamento deste filme e foi uma decepção. o Filme cidade de deus é bem melhor(apesar de ser mais choacante). Este filme parece masi uam miniserie que coloca os bandidos como pobres coitados. Como tem no final do filme,este apenas o relato dos bandidos sobre o massacre."
Default thumb
Ana Carolinaa
21/02/2003
nota:Rate05
Se não fosse realidade o filme mereceria nota 10, infelizmente faltou verdade aos fatos verídicos. O cinema com formador de opinião deve tomar cuidado com o que mostra. A abordagem do temo deixou muito a desejar. Pra variar o radicalismo predominou!"
Default thumb
Lucas Cabral
22/02/2003
nota:Rate04
Uma sucessao de cliches. É assim que defino o filme.Depois do sucesso de Cidade de Deus, criou-se uma expectativa muito grande ao redor do filme. Mas, realmente, ele nao é lá essas coisas. È um filme mal resolvido. Hora comedia, hora drama barato, hora ação ... Nao se prende e desenvolve-se. Fica flutuando em meio a estorias ( ou historias, nao sei ) pouco relevantes.No fim, o massacre cai do céu. Sem nada que antecedesse - o, ficou confuso e irreal. Cenas piegas e repetitivas no cinema correm para um final sem muito nexo e sem emoçao. Quiseram deixar bonita aquela cena do presidiario lendo a carta em meio a corpos e sangue, mas acabou ficando estranho e ficcionário; sem sentido real. Fora que nao se prende a ninguem, nem presidiarios, nem policias, nao ao medico ... a ninguem. Ficamos imparciais. Enfim, muito desse filme se deve a excitaçao de um filme maior, mas se nao fosse isso, seria um fracasso apenas pelo numero absurdo de cliches. Perderam um grande filme..."
Default thumb
Sandro Menezes
23/02/2003
nota:Rate04
Decepcionante. Para quem leu o livro, não cabe outro sentimento. O filme é confuso, tem fraco roteiro e é extremamente maniqueísta. Em Carandiru, os bandidos são Globais exteriotipados, não passam de caricatura. Vale apenas pelas qualidades técnicas e pela brilhante atuação de Milton Gonçalves. Este, de longe, é a melhor performance do filme!"
Default thumb
Édson Soares
25/02/2003
nota:Rate06
Ótima produção, elenco de primeira, excelentes interpretações (exceto a do dr. Drauzio). Um grande filme brasileiro. Pena que "Carandiru" é mais do que um simples filme. É uma história que marca a sociedade brasileira. E é isso o que decepciona: essa história foi mal contada. Apesar de ser um catado de várias historinhas da prisão, o filme ia bem até justamente a parte mais importante: o massacre de 2 de outubro. No massacre, nós quase perdemos a referência de quem são os bandidos. Provamos novamente da velha hipocrisia que alguns pregam de que temos que ter pena de bandido, e que os culpados são sempre a polícia. Mas será que os bandidos mortos no Carandiru (e não faz diferença quantos foram) tiveram pena das vítimas que fizeram, ou têm remorso pelos crimes que cometeram? Eu duvido."
Default thumb
Beatriza
26/02/2003
nota:Rate010
O filme é maravilhoso tanto o filme quanto o livro .. seo cinema brasileiro continuar assim logo logo vamos ser um dos melhores paises a produzir filmes de grandes qualidades...pois esse filme mostra como foi o massagredo carandiru de 1992 de uma maneira excelente .....minha nota nao é 1000000. e 00 para essas pessoas que não entendem nada de cinema e so ficam criticando."
Default thumb
Diogo M. Reis
27/02/2003
nota:Rate02
Filme fraco, com interpretações muito ruins. Temos atores brasileiros muito melhores. A história é centrada na vida dentro da cadeia e a rebelião propriamente dita só toma cerca de 20 ou 30 min do filme. Quem viu "Cidade de Deus" e esperava algo parecido, saiu do cinema com uma sensação de ter gasto tempo e dinheiro sem à toa."
Default thumb
Natashaa
28/02/2003
nota:Rate09
Apesar de ser um assunto muito delicado, o filme atingiu as espectativas. Achei ótimo conhecer a realidade do presídio, pois, com 14 anos, ainda não tinha muita noção do sofrimento, merecido ou não, dos presidiário. Todos os atores estão de parabéns pela exelente atuação. esse é o primeiro filme brasileiro, que na minha opnião, foi realmente bom."
Default thumb
Norma Matosa
01/03/2003
nota:Rate08
Achei um bom filme. Muito bem representado por nossos excelentes atores. Porém, senti falta de um olhar mais antropológico com relação 'a realidade de cada um dos presos. O que falta no nosso País é justamente mostrar o que leva uma pessoa ao mundo do crime, buscando a base, ou seja, a família com suas condições de vida (moral e financeiramente). Partindo desses princípios poderemos analisar o que faz do homem um bandido, e quem sabe com isto,proprorcionaria uma maior conscientização aos nossos governantes para que sejam proativos e tomem melhores atitudes."
Default thumb
Roberto Alves
02/03/2003
nota:Rate08
O filme é muito interessante pois faz a sociedade "visitar" um presídio, vendo suas deficiências, dificuldades e acima de tudo...vendo que ali estão, entre criminosos, estupradore e drogados, seres humanos que merecem o mínimo de condições de VIDA!"
Default thumb
Letíciaa
03/03/2003
nota:Rate09
Eu gostei,por que não é sempre que temos a nossa realidade tão exposta,é sempre tudo escondido,camuflado,mau explicado, e então através da arte do cinema é que vemos o tamanho e a importancia deste fato que ocorreu em nosso país em 1992 que se tornou histórico,o filme nos choca,emociona e disperta a vontade de falar e discutir sobre o assunto,falar e ouvir opiniões e isso é muito bom pois o dialogo é o caminho para tudo.Eu já tinha ouvido falar do massacre mas vendo as cenas é muito mais chocante,emotivo,real.Ótimas interpretações e atores,faltou algumas camisas de time principalmente do corinthians,musicas do racionais pois tem algumas específicas que se referem ao carandirú,mas tudo perdoável ,pois valeu a pena eu gostei muito,estou começando a viciar em filme brasileiro,quero tambem ler o livro que todo mundo fala que é ainda melhor. Este assunto do massacre,da invasão dos policiais é bastante polemico e é de grande importância sempre abordá-lo procurar soluções,mas nunca ficar-mos de um lado só,com uma opinião só(ou do lado do policial ou do detento)devemos ouvir os dois lados e tirar as nossa viseira(de burro,animal)devemos viver em comunidade p/que possamos não deixar nosso país cometer mais erros historicos como esse de 111 mortos,parar de agir por impulsos e usar a sabedoria. Parábens a Dr.Varella,Hector babenco e a todos os envolvidos no filme e aguardo o Carandirú II ou Bangú I etc."
Default thumb
José Antônio Maia
04/03/2003
nota:Rate09
Bom... além de ter assistido ao filme já tinha lido o livro, que originou a obra cinematográfica. Gostaria de deixar claro que sou curioso pelo assunto "sub mundo das cadeias", pelo que já tenho algum conhecimento através de depoimentos literários e outros pessoais. O filme demonstra duas faces do que se exegeta da obra literária, mais de outras que descrevem o holocausto, como Pavilhão Nove, Sobrevivente, Vidas do Carandiru, etc.. A vida na cadeia embrutece e consome os sentimentos que convivemos dia a dia, socialmente. O homem encarcerado, passa, efetivamente, a ter que reaprender o "modus vivendi" da sobrevivência, pois o predador homem,ali, está alerta a todo instante. O preso é um espectro todo o tempo e isto Babenco retrata, muito embora com uma certa e o ponderada dose de uma harmonia bondosa, evidente que para dar uma pitada de humanidade ao nefasto ambiente prisional,com o fim de prender o espectador. Demais, o filme demonstra, no epílogo, que a realidade foi "pari passu", onde de um lado a massa carcerária enfurecida em ebolição, formigando ódio e vingança contra a sociedade que ali os colocou, nem que representada pelo sistema e seus executores; de outro lado os policiais, outra massa de neuroses, os pseudo heróis urbanos, os vingadores, os xerifes modernos. Sucede, é a ilação pelo conhecimento que temos, que a provocação aconteceu por parte dos presos e foi debelada, brutalmente é certo, pelos policiais. Quando do lançamento do filme eu escutei o Deputado Ubiratan, o Ex Coronel da PM Paulista que comandou a operação, perguntando a um detento que assitiu ao filme - na sua companhia - quantos presos haviam ali, tendo obtido como resposta que eram aproximadamente 2.000, daí ele provocou: "sobraram 1.900, mas porque?". Que o sistema prisional está em constante estado de putrefação não há dúvidas. Mas, que o interno se adapta a ser produto do meio e deixar que o "coração vá ã sola do pé", é real e pode ser demonstrado de qualquer estudo sobre o cárcere. Tenho em meu poder um manuscrito que expende a vida carcerária por 14 longos anos. É o relato de um amigo de adolescência que se perdeu nas drogas e descubriu o crime.É a mesma linguagem, ele sobreviveu, talvez por ter mais cultura que a massa e tenha conseguido manipular os mais brutos e mais carentes aqueles da alcunha dentro do jargão prisional são chamaods de "fariseus", mas isto é outra história... Por fim, o filme é show e aquela relação de Lady Dy serviu apenas para fantasiar o público, como uma sátira ao mundo carcerário onde se diz que: " lá dentro pode tudo... e mulher de preso é preso..."."
Default thumb
Amanda Oliveiraa
05/03/2003
nota:Rate08
Achei o filme muito bom. Foi como se as quase 03 horas passassem voando. Não concordo com quem diz que os presos foram simplesmente humanizados, pois como menciona ao final do filme, o mesmo assim como o livro foram produzidos a partir da ótica dos prisioneiros."
Default thumb
Soraiaa
06/03/2003
nota:Rate05
Claro, não podemos comparar um livro com seu filme. A leitura possibilita várias interpretações e criações lúdicas. O filme Carandiru, que ,penso, era para ser um drama, um chamamento à população para a situação do sistema carcerário no Brasil, não passou de uma comédia. Eu esperava que, pelo menos, o médico, encarnasse mais o papel."
Default thumb
Ricardo Recchia
07/03/2003
nota:Rate05
Já não esperava muito do filme, porque todas as críticas que li não eram boas. Entretanto, a minha expectativa se confirmou: é apenas um filme razoável, com interpretações medíocres. O que salva o filme de Babenco é a bela fotografia."
Default thumb
Luís
08/03/2003
nota:Rate09
Bom filme por querer mostrar a realidade. As únicas contradições: o ator que faz o médico (Luis Carlos Vasconcelos) tem uma atuação tosca muita tosca; e se você está cheio de ver filmes nacionais deprimentes, que queiram mostrar a pura realidade, esqueça!"
Default thumb
mario
09/03/2003
É uma vergonha para o verdadeiro Brasileiro.... Em vez da produçaõ nacional fazer filmes que demonstram as qualidades do nosso territorio nacional, eles insistem em fazer dramas ridiculos que acabam com a imagem do Brasil. Putz... Por que o Brasil faz series boas ( novelas tematicas ) e chega no cinema e faz tudo errado?"
Default thumb
Willian Gustavo Porelli Jorge
10/03/2003
nota:Rate07
Achei que o filme é de bom gosto, porem achei que o autor deveria ter passado uma visão mais realista sobre os presos pois se eles estão ali é por roubaram, mataram ou trouxeram algum tipo de dano a alguém acredito eu que no caso do Carandiru nos passa que os bandidos eram santos ou que não deviam estar ali e que a policia ágil mal ao invadir o presídio porém no contesto geral foi bom e deu para ter uma noção mesmo que maquiada de como é vida nos presídios."
Default thumb
Fred
11/03/2003
nota:Rate09
A prova de que o Brasil pode dar excelentes filmes. Uma das maiores críticas que tenho ouvido sobre este filme é "Essa é a imagem que vão mostrar do Brasil lá fora, vamos ficar muito mal vistos?" É lamentável, mas as pessoas que fazem estas críticas sobre o filme Carandiru, Cidade de Deus e outros filmes nacionais, não conhecem ou não querem conhecer a realidade tal qual o Brasil é visto no exterior. Apresentando estes filmes lá fora ou não apresentando, nossa imagem ainda é das piores, e não vai adiantar a gente querer fazer filmes mostrandos coisinhas bonitas pra mudar isso. ISSO NÃO VAI MUDAR. Pelo menos não assim. Primeiro, nós brasileiros precisamos ver nosso país com outros olhos, para depois ensinarmos as pessoas lá de fora a gostar do que vemos aqui. Um bom começo para mudar isso é conhecer um texto sobre o BRASIL que recebi pela internet. Independente do que falem, eu achei o filme muito bom. Intercala um pouco de humor e histórias tristes ou violentas o que desvia um pouco a atenção do clima pesado ao qual sugero o filme. Só não há como evitar a violência que toma conta do final do filme, com a invasão do presídio."
Default thumb
Jorge Spinula
12/03/2003
nota:Rate01
Sem dúvida, um filme horrível, que faz apologia do crime...afinal de contas eles sofrem tanto... Um filme para Inglês ver. Sucesso absoluto dos direitos humanos, mas onde está o direito do cidadão. Melodramátrico e apelativo. Rita cadilac, mostrando como se usa a camisinha, uma cena totalmente dispensável. Rodrigo Santoro, não convence, por não ter o tipo físico para viver um homossexual, tudo do que ele consegue se aproximar é de Patrick Swayze em "Para woung Fo"aquele filme horrível sobre Drag Queens. Maria Luiza Mendonça salva o filme com uma atuação equilibrada. Entre mortos e feridos ela salva as cenas em que aparece,e trás vida ao seu personagem. No mais, um filme MUITO politicamente correto. Babenco deve rever "O beijo da mulher arranha"e "Ironweed"...parece que ele esqueceu como se faz bom cinema...uma pena."
Default thumb
Sargon
13/03/2003
nota:Rate05
Tendencioso, coloca as instituições brasileiras na lama, aos olhos do mundo; pareceu-me mais um caça-níqueis, de ôlho somente na bilheteria. - Depois dessa nenhum turista estrangeiro terá coragem de vir ao Brasil!... Será que o Babenco é tão brasileiro assim como dizem?"
Default thumb
Vanildaa
14/03/2003
nota:Rate010
Eu adorei o filme pois ele mostra que afalta de respeito tanto da parte dos presidiarios como a dos policiais e muito grande,chorei do meio do filme ate o final e muito triste saber que muitos ali dentro estavam terminando de pagar sua sentença e vem um tanto de policiais sem alma nem coracao e acaba com as esperanças de todos eles...parabens dr.Drauzio Varella e a vc Hector Babenco fizeram um otimo trabalho."
Default thumb
Alex Maia Pinto de Castro
15/03/2003
nota:Rate08
Magnífica obra, jamais o cinema brasileiro conseguiu enfocar tão graves e polêmicos problemas com tamanha suavidade e criatividade. Mas, como é caracteristico nos filmes nacionais, o beijo homossexual o torna inviável ser visto em família. Incrível como os presos são limpos, bonzinhos e inocentes!"
Default thumb
Sidney
16/03/2003
nota:Rate09
Gostei muito da produção do filme, porém, ficou a desejar no que diz respeito ao verdadeiro motivo daquela exterminação em massa. Seria porque estava havendo muitas mortes entre os próprios detentos? Será qie tudo o que foi divulgado no filme condiz com a realidade que existia naquele presídio?"
1256363070 ogaaad9sjdn0ilkgusjfyxdkqtqswrkoym6wzmndphblwpd ynouknwbnyhbgnjlineyovlbmxnxnpqnr98mhkaicam1t1um1eue0vbzmfpnmjizzrlcnppcjr thumb
Arthur
17/03/2003
TERRÍVEL. Uma mistura tosca de Oz com partes de Cidade de Deus. Odiei o filme porque a mídia revelou que seria uma superprodução e ao chegar no cinema eu me decepcionei. Estou com nojo dessa imundicie ate agora!"
1264990321 img0519a thumb
Paty
10/02/2010

Muitoa expectativa para um filme ruim.Tudo no filme e sem graça,roteiro,atuaçoes,direçao,enfim,tudo.Deveriam se dedicarem mais a esse filme,por ser uma marca registrada do Brasil.


1265502508 chasheadshot1 thumb
Guiga
10/02/2010

Vou discordar da Paty, acho que roteiro,atuaçoes,direçao estavão bem


Default thumb
fabiano
10/03/2010

gostei,é triste e divertido ao mesmo tempo


para deixar um comentário você precisa fazer o login

votos dos usuários

3.5
67 voto(s)

crítica do adorocinema

publicidade

últimas notícias

tags