Título original: (Budapeste)
Lançamento: 2009 (Brasil, Hungria, Portugal)
Direção: Walter Carvalho
Atores: Leonardo Medeiros, Giovanna Antonelli, Gabriella Hámori, Paola Oliveira.
Duração: 113 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
José Costa (Leonardo Medeiros) é um bem sucedido ghost writer. Ao retornar do Congresso de Escritores Anônimos, em Istambul, uma ameaça de bomba faz com que seu vôo aterrisse em Budapeste, na Hungria. Logo ao chegar, se apaixona pelo idioma local. Já de volta ao Rio ele reencontra Vanda (Giovanna Antonelli), sua esposa, e o filho. Entretanto sua vida torna-se cada vez mais infeliz, o que faz com que comece a murmurar em húngaro enquanto dorme. Para salvar o casamento Costa passa a escrever autobiografias, numa tentativa de que a vida de outras pessoas o salve do tédio que sente. Seu maior sucesso comercial é "O Ginógrafo", que conta as aventuras amorosas de um alemão, Kaspar Krabbe (Antonie Kamerling), no Brasil. Só que Vanda se apaixona por Krabbe, acreditando ser ele o autor do livro, o que faz com que Costa sinta-se traído e ressentido com o trabalho que exerce.
Críticas: Budapeste
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agathe em 30/06/2010
Budapeste o filme!
José Costa, Zsoze Kósta é um fantasma vagando em Praga, representando sua reveladora condição de ghost-writer. Senas de arrebentar as pupilas. Como se pode criar um mundo totalmente conturbado e lindo. Para os que gostam de dar um passeio no Hades, e voltar purificado, é uma boa experiência. O drama do escritor Costa desencadeia-se entre o desvelamento e o velado. De repente celebridade, outra hora anônimo. O desespero de deixar que os outros apareçam, ou engoli-los com seu ódio.
Como é escrever sobre aquilo que não conhecemos? Estrangeiro em Praga, espicaçando a língua, cultura, pronúncia. Apaixonado por Krista uma mulher exótica, que he ensina a malandragem da fonética húngara.
O escritor anônimo, desolado entre espasmos, delírios; embrenhando-se pelos guetos literários, o beco dos fracassados. A princípio, quando se escreve, dialoga-se com o fracasso. Eu acho que isso faz parte da vida literária. A literatura é o lugar de excelência do fracasso. Digo isso porque, tratando-se de literatura, independe-se de talento e dinheiro para ser reconhecido; é algo mais, é A Roda da Fortuna ou o acaso. E isso que desafia-nos, e que nos convida atirar-se no abismo a procura do texto exato. Daí é que nascem os gênios. Foi assim com Machado, Kafka, Rimbaud e muitos outros.
Não nos enganemos, a literatura tem seus mistérios; e ela não dá a qualquer um, o privilégio de tornar-se gênio. Às vezes é o fracasso mesmo!
Vejo no filme essa agonística intrínseca na alma do escritor, o dúbio palpitar de seus pensamentos confusos. Sempre se está pensando o que escrever como resolver aquele empasse com seus personagens.
O filme também tenta resolver, decifrar, o miserável trajeto do escritor que insiste em dilacerar-se com seus questionamentos psíquicos tempestuosos. Um problema recorrente dos escritores: nunca serei conhecido? Quem perguntará quem foi o sujeito que escreveu isso? Porque é difícil, não querer aparecer querendo!
Essa eclosão do animal escritor que é magnífica no filme e muito bem resolvida. No meu vago olhar turvo, e o que dá ao filme uma dimensão precisa na narrativa; exaltada pela fotografia amarelada, ou melhor, Açafrão; de Praga até o cinzento Leblon. A grande obra assim se faz, transforma-se, torna-se sétima arte.
Digo Açafrão, a cor do livro é essa. Na minha loucura, visto agora a túnica ritual, feito o escritor desconhecido. Sonâmbulo dirijo-me aos bosques, avistando os seguidores de Eleuses e seus mistérios. Mergulho no mar do Leblon e apareço em Praga, comprado cigarros "facskë", em algum bar triste e desolado!
Acho muito interessante o capítulo específico, sobre a atividade do ginógrafo. E para tal, temos que escrever no corpo de Tereza, ir em frente, escrevendo no corpo de mulheres que gostam; imprimindo com a "caneta" símbolos tântricos e derramando tinta nelas. Algumas até pagamos, para que a escrita seja valorizada. E nunca esqueçam; que em húngaro buceta é Pucint, peito é Mellkas, bunda é Segg, cu é cu mesmo.
Ass, Biosas
jussaracso em 30/05/2010
O livro do Chico é otimo, um daqueles livros q vc se sente orfã qdo termina, mas qto ao filme, achei muito ruim, a unica vantagem sao as cenas da cidade de Budapeste. Realmente transformar um livro em filme quase nunca dá certo.
Vale mesmo não, nem meia que dirá inteira que eu paguei...
por Suphie Vanessa, 09/02/2012 às 13:25
Pensei nisso também kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
por Suphie Vanessa, 09/02/2012 às 13:24
A Queda - As Últimas Horas de Hitler
Filme fantástico que retrata as últimas horas de vida do maior assassino da história da h...
por Atena Negra, 09/02/2012 às 12:50
Serpico é prova incoteste que honestidade e dignidade tem seu preço . Conviver num ambient...
por Benedito, 09/02/2012 às 12:06