Título original: (The Brown Bunny)
Lançamento: 2003 (EUA)
Direção: Vincent Gallo
Atores: Vincent Gallo, Chloë Sevigny, Cheryl Tiegs.
Duração: 90 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Bud (Vincent Gallo) é um piloto de motocicletas que perdeu Daisy (Chloë Sevigny), o grande amor de sua vida. Seu trabalho é correr incansavelmente, volta após volta. Ele vai de New Hampshire até a Califórnia e, ao cruzar os Estados Unidos, tenta inutilmente se desfazer da lembrança dos últimos instantes passados com a mulher amada. Para se livrar dessas memórias, Bud fará o que puder: passará todos os dias por novas aventuras, aproximando-se das mulheres com a mesma facilidade com que as deixa.
O diretor responsável por pérolas da sétima arte como a trilogia O Poderoso Chefão...
Há mais de dez anos nenhum filme dirigido por Francis Ford Coppola chega ao circuito comercial brasilei...
maluquincas em 03/12/2011Nota: 10
.então eu espero que eduardo lapagesse chegue a ler esse post atrasadoaqui a verdade é que estou sem palavras sabe acho que vi uma das maiores coisas que o cinema já produziu em razão da extrema sensibilidade lirica do faz tudo do filme vincent gallo. eduardo colocou tão sensivelmente poso dizer a questão da longevidade desse filme eu acredito meu caro amigo desperto que viverá enquanto houver humanidade pq vc deve lembrar até hj o impacto que te causou eu mesma choro rios de lagrimas ao ver aquelas seuqncias classificadas por alguns como chatas. eu ouço milk and honey e derreto a alma eu vejo gallo destilar a sua amargura de corja com aquele outro monstro do john frusciante que dupla!! e chloe está divina acho que ela devia cair de amores por gallo p ter conseguido aquela façanha que pena só vi agora mas muitos mais virão eu sei é p sempre essa obra bjs a vc eduardo a true spirit.
SenhorOculto em 28/09/2011Nota: 7
Blog: http://cinelevesresenhas.blogspot.com/2011/09/brown-bunny-2003.html
SenhorOculto em 28/09/2011Nota: 7
Regular, mas que pode ser apreciado ou odiado. Com experiência, nota-se que, qualquer filme por pior que seja, sempre terá alguém que gostará, porque de alguma forma, mexeu com o “pessoal” desse alguém, tirando algo de marcante do filme (mesmo que sejam meros detathes).
Ao assistir “The Brown Bunny” o espectador percebe de primeira, pela fotografia, longas cenas sem cortes, poucos “closes”, poucas falas, músicas às vezes alheias ao momento e em outras vezes bem cadenciadas, que é um filme que não se importa muito com ele, pouco importa o espectador aqui, é do tipo “me assista se quiser”, inexplicavelmente o egocentrismo do Diretor se sobressai da tela, como se fosse um trabalho feito para ele mesmo, pensando em primeiro lugar no agrado dele. Essa impressão é bem confirmada com as curiosidades de “Brown Bunny”.
Apesar de tudo isso, incrivelmente o filme consegue agradar, é preciso estar em um bom momento e tolerante para sentir a missiva dele, sobre a desesperada fuga do passado e tentativa de expiação dos erros que cometeu, mas tudo isso só é revelado no final. Inclusive esse final foi o responsável pela enorme polêmica e o deixou marcado na história dos filmes controversos, a atriz Chlöe Sevigny faz sexo oral de verdade, e explícito.
Alguns não gostam, mas são de fato admiráveis profissionais que são capazes de atitudes assim pela carreira que amam, seja emagrecer ao extremo, beijar outro homem etc. É prova real de dedicação ao que fazem, mesmo fazendo pela polêmica e o destaque. Filmes como “Shortbus”, “A Pervertida” e esse, mesmo com todo o teor sexual, não dão para interpretá-los como produções pornográficas, mesmo a Chlöe Sevigny naquela cena, não dá para compará-la a uma atriz pornô, em nada surge a imagem dela, pelo contrário, pode até engrandecer.
O final com certeza foi um presente, não é todo dia que se ver atriz famosa se expondo assim.
Resultado: Regular à Bom.
giba em 29/12/2010Nota: 7
Bom filme. Também comecei a achá-lo chato e lento mas o desfecho faz todo sentido. Uma história que não poderia ser contada de outra forma. É necessario ter o anti-clímax do começo e na telona isso ajuda para viajar na imagem e no som (o filme começa com o ruido ensurdecedor de um motor de carro). Cinema que nos absorve por todos os sentidos e sentimentos, inclusive os que não apreciamos muito nem estamos acostumados.
Mike Eleres em 07/01/2003Nota: 4.5
Um filme que óbviamente, não é para qualquer tipo de público!! Era curioso ver as reações adversas das pessoas em relações as cenas do filme. Principalmente pelo mesmo ser quase todo um filme sem "falas"! pois quem precisa delas, se as cenas em que o personagem principal aparece em busca de algo mais, já falam por sí próprias!
Eduardo Lapagesse em 02/01/2003Nota: 5
Já é quase um clichê dentro do mundo da sétima arte, dizer que o diretor é, em verdade, um contador de histórias. Partindo desta premissa, podemos classificar estes "contadores de história" justamente pela forma escolhida por estes ou pelos produtores (mas não entremos neste particular ainda) para contar as suas respectivas narrativas. Apesar de outro velho jargão, "faço filmes para mim mesmo, não penso em quem vai assistir", é sabido que, na prática, não é bem assim: produtores cada vez mais exigem e interferem no trabalho de seus diretores, a fim de que o produto final atenda a um público-alvo específico, e gere cifras para o estúdio. Ou, em última análise, serve como um charme para algum diretor que se pretenda avant-garde e, cheio de si, saiba ou pretenda ter uma legião de admiradores. E, é claro, há as exceções: Vincent Gallo, mais do que isso, é uma anomalia. De temperamento explosivo e igualmente dotado de sensibilidade artística e filho de imigrantes sicilianos, Gallo já foi ator, motociclista profissional, músico em uma de suas bandas, já dividiu o palco com Jean Michel Basquiat -, pintor, dançarino de break nos anos 80 e modelo, inclusive já tendo desfilado para Calvin Klein. Mas sua verdadeira paixão parece ser o cinema, em especial, dirigir filmes: já quis, inclusive, fazer uma cinebiografia sobre Charles Manson, em que atuaria no papel do mesmo. Seu trabalho de estréia, Buffalo 66, recebeu boas críticas e aumentou a expectativa para o seu segundo filme, The Brown Bunny (2003). Quase uma unanimidade às avessas, a película foi recebida com um coro de vaias no Festival de Cannes daquele ano: apesar de basear-se em conteúdo autobiográfico como sua empreitada anterior, o teor minimalista, aliado a uma cena de sexo oral explícito, parecem ter provocado a ira dos críticos. Tendo feito praticamente de tudo direção, produção, direção de arte, cenografia, edição, roteiro -, inclusive protagonizado, pode-se dizer que foi um trabalho 100 % autoral, em que se deu ao luxo de despedir Winona Ryder e Kirsten Dunst durante as filmagens. A história se passa em torno de Bud Clay, mas assim como o Billy de Buffalo 66, não se engane: é Vincent Gallo em carne osso, sem a menor vontade de atuar e representar um papel, que não o dele próprio. Como explicitado no teaser de divulgação, "Bud perdeu o amor de sua vida, a única mulher que ele amou e jamais amará: motociclista, atravessa o país correndo nos diversos circuitos do campeonato, fazendo promessas absurdas para que mulheres o acompanhem, mas desistindo logo que elas aceitam. Ele sabe que jamais conseguirá substituir Daisy (Chloë Sevigny), mas todo dia ele tenta". Sem sombra de dúvida, The Brown Bunny não é um filme para todos. Não no sentido hermético de requerer um apuro intelectual por parte do espectador apesar de conter seus simbolismos -, mas por exigir uma sensibilidade e experiência bem específicas: se você não passou por aquilo e não tem nenhuma identificação com a trajetória pessoal do autor, dificilmente irá apreciar a projeção. Com um "quê" de nouvelle vague em especial, lembrando, de longe, alguma coisa de Eric Rohmer -, a trama não apresenta um desfecho, um clímax ou mesmo um final "tristinho, mas cool", como é o caso do bom Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola, e seu desfecho a la Casablanca. Gallo é honesto a ponto de explicitar seu completo desespero, seu encontro com um impasse, como a perguntar: "mais alguém se sente assim também?". Sem levantar questões e menos ainda sem propor soluções, The Brown Bunny é um filme que será esquecido em breve (ao que tudo indica, em virtude do fracasso de crítica, sua última exibição em nossas terras se deu no Festival de Cinema de São Paulo, logo após o evento carioca , mas vale a torcida), mas para um público bem seleto, terá sido uma experiência inesquecível, com seqüências memoráveis: a cena em que Bud corre com a motocicleta em pleno deserto - uma metáfora perfeita -, o "videoclipe" de uma viagem sob a chuva, na estrada, ao som de Gordon Lightfoot, os solos de John Frusciante na trilha-sonora e os diálogos lacônicos, em que o não-dito pesa muito mais do que o dito... Talvez a película seja lembrada posteriormente, tão somente pela cena da felação, em que pouquíssimos terão captado a simbologia pretendida por Gallo: resumir o filme a esta cena é como reduzir Freud a um cocainômano. Simples assim. The Brown Bunny, um filme de Vincent Gallo para Vincent Gallo: para a grande maioria que vociferou contra esta obra entre eles o crítico Roger Ebert, o mesmo que, anos após dar 1 estrela para Blade Runner, voltou atrás e deu 5 numa "revisão crítica" -, resta a certeza de que a temática apresentada não passa de um filme ruim e que a vida continua, provavelmente mais alegre. Mas para aqueles que já experimentaram a sensação de estar dirigindo para o nada, debaixo de uma chuva, procurando um contato real, um elo ou mesmo algum eco, acelerando num deserto, não sabendo viver só, e tampouco tendo aprendido a conviver, talvez este filme possa ser um raio-X de uma vida. Ou, espera-se, parte dela.
Rodrigo em 03/01/2003
Filme péssimo, não tem nenhuma história, só mostra o cara viajando em estradas norte americanas e no fim mostra uma cena de sexo oral, não acredito q fiquei 1 hora e meia vendo esse lixo.
luiz carlos em 06/01/2003Nota: 5
Vincent Gallo indiscutivelmente é uma personalidade do chamado ! cinema independente. Apresenta um filme do q se chamava cinema de autor e consegue passar em imagens toda a angústia e falta de esperança de seu personagem . Lógico q não é filme para qualquer momento ou para qualquer público.
Luciano em 04/01/2003Nota: 3.5
Favorecido pela direção e fotografia bem realizada, bons takes e trilha sonora, faz dele um bom filme, mas não tem muito a dizer; poderia ter sido um curta de no máximo 30 minutos; a cena do sexo oral não tem razão para existir, a não ser o exibicionismo do excêntrico Vincent Gallo.
Mariaa em 05/01/2003Nota: 4
Já vi filme francês que parece americano mas ainda não tinha visto a recíproca. O filme é sonolento? Entrei cansada e não consegui dormir. Não é só o deserto - que já foi lago - que enche os sentidos, desde Exupery, ele permeia não só o infantil (aquele que sente medo) e genuíno como também o complexo e instigante, que faz viajar e voltar á origem.
Outro bom filme dos irmãos Coen, o tipo de comédia que só eles sabem fazer. Pra mim os c...
por carlos_alberto_09, 13/02/2012 às 01:59
Filmaço!! Tem uma linda mensagem, mostra o quanto estamos habituados ao nosso mundinho, ...
por wesleyaxe, 13/02/2012 às 00:18
Muito bom e intrigante o filme, o melhor que eu assisti até agora dentre os indicados ao os...
por Filipe, 13/02/2012 às 00:14
Uma excelente sequeência! Para este filme temos que fazer algumas análises fundamentais. A...
por Fernando Schiavi Leite, 13/02/2012 às 00:06