A história de Séverine (Catherine Deneuve), jovem rica e infeliz que procura um discreto bordel para realizar suas fantasias sexuais e conseguir o prazer que seu marido não consegue lhe dar.
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Para quem tem uma visão somente surrealista de Buñuel, "A Bela da Tarde" é uma surpresa. Se bem que o estilo corajoso e polêmico é o mesmo. A última vez que tive contato com essas fantasias femininas tão complexas foi com os devaneios literários de Emma Bovary, apesar de as perversões da Belle de Jour serem mais explícitas, mas não tão explícitas para Buñuel, que soube abordar todo aquele assunto "lupanário" de modo intenso porém sem extrapolações. É um filme insinuante, antes de tudo. Um filme que mexe com os limites da fantasia e fica ali naquele termo do real/fantasioso baseado no enfado de Severine (Catherine Deneuve), a burguesa recém-casada e fria com o marido que viu nas aventuras sexuais num prostíbulo um escape excitante. Algo parecido com o escapismo literário de Madame Bovary.Severine torna-se prostituta depois de ouvir algumas conversas de amigos sobre os bordéis e se interessa no assunto, logo depois sucumbindo aos desejos estranhos de submissão e humilhação sexual (açoites, ofensas ("puta", "vagabunda", etc., lama na cara). Percebe-se que quanto mais ela se rebaixa, mais recupera seus sentimentos em relação ao marido, mais o ama e o graceja; ou seja, tudo o que a frieza do casamento não oferecia ela buscava com estranhos para assim tentar recuperar o tesão da vida conjugal.Belle de Jour começa a notar a estranheza do mundo em que se colocou quando um cliente se apaixona por ela, logo perseguindo-a. Tarde demais. O antagonismo realidade/fantasia tem um limite aí, pois Marcel (cliente) alcança sua vida de casada e a coisa termina quase que de modo melodramático não fosse a dubiedade do fim, que me deixou um tanto enleado...Esse marco de Buñuel lembra "De Olhos Bem Fechados", de Kubrick, pelo envolvimento da burguesia no "submundo" e pela análise do casamento sucumbindo ao estresse mundano. Pretendo ler o romance homônimo em breve. |
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A inspiração óbvia da história é o clássico do neorealismo Madame Bovary. Tanto Emma Bovary quanto Sevérine são mulheres burguesas aprisionadas pelo casamento e que saem em busca de outros homens para satisfazer suas fantasias. A diferença é que enquanto as da heroína de Flaubert eram românticas, as da Bela da Tarde envolvem sua submissão e humilhação. O gênio do surrealismo Luis Buñuel retrata perfeitamente tanto o mundo interior de Sevérine quanto a vida de aparências burguesa, tema constante em suas obras. Não é um dos melhores do diretor (meus favoritos são O Anjo Exterminador e O Discreto Charme da Burguesia), mas ainda é um excelente filme, obrigatório para qualquer cinéfilo. |
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Um filme excelente!Vi esse filme a primeira vez com 15 anos,e agora com 28,com certeza um dos melhores que já vi,é como o vinho quanto mais antigo melhor...Ele nos inspira,é o surreal lutando com o real, simplesmente demais! |
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É um filme que trata da insatisfação sexual de uma bela burguesa interpretada por Deneuve. Se prostitui apenas pelo prazer, contudo, apesar disso, ama o marido. Tema similar foi feito no filme brasileiro A dama do lotação sendo que o sexo era mais explícito que nesse filme. Aqui as cenas beiram mais o erotismo soft e só! Alguns consideram esse filme de Buñuel uma obra prima, não concordo, na minha opinião acho-o apenas um clássico. O diretor Buñuel certamente fez filmes melhores. |
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Uma bela história, e uma bela atriz. Segundo Buñuel, o maior sucesso comercial da sua vida. Talvez peque um pouco pelos fatos ocorrerem de modo muito rápido, mas nada que comprometa sua qualidade. Conclusão, um belo filme. |
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Buñuel não é para entender ou não; é para ver além da imagem, ver o que o olho não percebe: o ser humano nu e cru. Bela da Tarde nisto é perfeito, a transposição à tela das imagens sem maiores explicações e motivos, deixando que cada qual tenha sua interpretação própria, torna o filme novo cada vez que se vê. Nisto Buñuel é mestre. Outro dia li uma crítica sobre outro filme de Buñuel, não recordo qual, dizendo que ao procurar uma explicação para determinada cena nos escritos de Buñuel o crítico se decepcionou, haja vista que o diretor informava que para cena não havia qualquer significado. Contudo, se atentarmos para este tipo de declaração e ligarmos aos tipos de filmes dirigidos por Buñuel, podemos concluir que tal tirada é genial, ora veja, se o mesmo desse significado a sua obra tiraria dos exploradores da mesma o gostinho da novidade a cada apreciação e da multiplicidade de interpretações e ainda fugiria completamente dos seus ideais surrealistas. Buñuel é um gênio inigualável. |
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Um dos filmes mais populares de Buñuel, mas ao mesmo tempo uma dos mais bonitos. Catherine Deneuve está perfeita e criou com esta interpretação uma imagem de sensualidade e ao mesmo tempo frieza que jamais será esquecida. É um dos personagens femininos mais marcantes do cinema mundial. |
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Ainda estou tentando achar a genialidade de Luis Buñuel e não consigo. Esse é um dos seus filmes mais facéis, e mesmo assim é difícil de assistir, alêm da falta de profundidade da história. |
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