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Visualmente é um filme perfeito, com imagens belíssimas e ricos detalhes da Era Vitoriana. Porém para algumas pessoas impacientes o andamento do filme pode chegar a incomodar muito, já que Kubrick não se importou em dar agilidade ao seu filme e propositalmente fez algo que poderia ser chamado como uma verdadeira pintura feita cena após cena, adicionando pequenos detalhes aqui e ali. É um filme único por possuir um raro sentido de percepção crítica em relacão à crueldade e efemeridade da vida e das coisas sem ter que ser explícito e redundante; sutilmente e lentamente desencadeia cada processo banal e fatal que a maioria de nós passamos. Discordo de alguns críticos que dizem que este é um dos piores filmes de Kubrick, ele é somente o que mais difere (se é que se pode afirmar isto) por não possuir o elemento kubrickiano de choque, surpresa e final aberto ou surpreendente." |
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Kubrick realmente sabe fazer uma boa história aliada à imagens surpreendentes. Este talvez seja o filme de maior impacto na fotografia de toda Hollywood. Digno de ser visto e revisto. Só não leva 10 pela atuação não satisfatória de Ryan ("Love Story") O'Neal." |
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"Barry Lyndon" é mais um filme ambicioso e ousado do aclamado Stanley Kubrick. Insatisfeito com os recursos básicos que o cinema lhe oferecia, Kubrick mais uma vez fez o impossível. Assim como montou um espaço super real no "2001 - Uma Odisséia no Espaço", aqui Kubrick "sacrificou" uma câmera para utilizar uma lente especial para gravar cenas noturnas. Mas porque uma "câmera especial" para as cenas noturnas? Pelo simples e mero fato de Kubrick não utilizar luzes artificiais, assim as cenas são feitas à luz de velas. O resultado está visível e esplêndido e é preciso dizer: ninguém "brincou" mais com o cinema do que Kubrick e Orson Welles. Ambos, na minha humilde opinião, foram os dois grandes mestres da evolução criativa no cinema.Kubrick tinha em mente fazer uma fita sincera e de grande qualidade, e conseguiu. Entretanto, mesmo com as 7 indicações ao Oscar, "Barry Lyndon" foi um grande fracasso nos cinemas norte-americanos e ainda na época de seu lançamento apanhou feio da crítica. Porém, a Europa estava lá para compreender essa obra injustiçada, onde teve o devido reconhecimento. Mas Kubrick ficou chateado com o fracasso da fita. Porém com seu próximo filme ("O Iluminado"), ele conseguiu o sucesso comercial que tanto o perturbava. "Barry Lyndon" é um filme que consegue se conservar e ser atual aos dias de hoje, sua beleza ainda é totalmente original e suas idéias criativas jamais foram copiadas com tamanha sabedoria. Isso é bom, pois assim esse clássico continua funcionando... e bem.Barry Lyndon (Ryan O'Neal) é um jovem sonhador e apaixonado irlandês. Por seu amor, ele acaba comprando briga feia. Indo para o famoso desafio que era comum quando alguém se sentia ofendido, Barry acaba matando o oponente. Resultado: sua família perde o dinheiro que iria entrar e Barry acaba sendo mandado para fora de sua terra. Mas tudo aquilo que aconteceu foi uma grande mentira e tudo ocorreu apenas para a família tirar o jovem do caminho, assim o dinheiro iria entrar com certeza. Barry, sem rumo e sem dinheiro por ter sido assaltado, acaba sendo um voluntário no exercito. Lutando na Guerra dos 7 anos, Barry continua sua jornada de vida, onde passa a trabalhar para outro exército e vai subindo de cargo. Depois trabalha como espião, vira ajudante de jogador, até se casar com Lady Lyndon (Marisa Berenson). É quando chega à aristocracia.Vivendo agora como um homem rico, Barry acaba arrumando confusão com o filho de sua mulher e cria grande amor por seu filho de sangue. Barry vai envelhecendo, sua briga com o meio-filho vai crescendo cada vez mais, seu casamento já não é fiel e a única coisa que lhe resta na vida é o filho verdadeiro. Acontecimentos desastrosos começam a acontecer e Barry fica endividado até o pescoço. Um desastre ainda vem para mexer de vez com a vida de Barry.Falar de "Barry Lyndon" e não dar um grande destaque para a brilhante fotografia de John Alcott é cometer um pecado. Utilizando as idéias de Kubrick, Alcott faz o serviço direitinho e transforma cada imagem em uma pintura. Ao aceitar fazer a idéia de Kubrick, Alcott já merece méritos por ser um diretor de fotografia de muita ousadia. Roy Walker com seu belíssimo trabalho na direção de arte não fica muito atrás, assim como a embalada trilha sonora. Contudo, o figurino usando peças verdadeiras da época é o charme do filme. As raridades brilham em nossos olhos, com roupas excêntricas e detalhadas.A direção de Kubrick é plausível. Utilizar zoom em filme de época é um trabalho no mínimo criativo e diferente. Ele começa uma imagem com um foco fechado e, utilizando o zoom, vai abrindo as cenas e dando novos amplos. Um trabalho fenomenal e sem restrições. Kubrick é o rei da criatividade e o gênio da originalidade; não o diretor que mais gosto, porém quanto mais vejo seus filmes mais começo a gostar desse diretor. "Barry Lyndon" foi sua felicidade e sua infelicidade. O filme ficou ótimo, porém não chegou ao patamar esperado pelo diretor. Pelo tamanho trabalhoso que foi o tratamento da produção, essa é uma fita que merecia um melhor reconhecimento.Entre tantos pontos perfeitos da fita, existem suas falhas. O filme todo é passado em ritmo lentíssimo. Isso não é o problema. Na primeira parte (antes do intervalo), "Barry Lyndon" é perfeito. Porém, quando ocorre o casamento, as próprias qualidades do roteiro de Stanley Kubrick (que se baseou no livro de William Makepeace Thackeray) começam a cair um pouco de qualidade e as situações não aparecem com tanta força. Mas isso passa longe de ser comprometedor. O que ficou fraquíssimo em "Barry Lyndon" foi o elenco: Ryan O'Neal passa seco e inexpressivo, acabou prejudicando o filme. Steven Berkoff aparece exagerado e caricato, forçando expressões e fazendo caretas demais. Marisa Berenson é a melhor, porém nem tem uma grande atuação. Com um elenco melhor, "Barry Lyndon" seria mais memorável."Barry Lyndon" é um filme sobre os altos e baixos de uma vida. A diferença é que aqui a história é contada por Kubrick. Sendo frio e perturbador, Kubrick não só dirige esse filme como também dá uma aula particular de como se fazer cinema. Eu sinceramente estou apaixonado pelo modo em que ele utilizou o zoom como um recurso para diversos fatores. O filme ganhou quarto Oscars, sendo eles Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino e Melhor Trilha Sonora. Todos indiscutíveis. Para quem gosta de ver um bom épico sobre a vida e sobre a personalidade de um ser humano, "Barry Lyndon" é facilmente encontrado nas locadoras. Das obras de Kubrick, só perde para o "Laranja Mecânica". |
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Clássico de primeira, fotografia inigualável e direção precisa do maior gênio da história do cinema. O filme tem um ritmo lento na narração da ascenção e queda de um ambicioso jovem irlandês que desejava fama e poder. Figurino nota 10 e, como é de costume, Kubrick novamente arrancou uma excelente interpretação de um ator (Ryan O'Neal) que nunca havia se destacado pela atuação (basta lembrar de Malcom MacDowell em "Laranja Mecânica" ou Matthew Modine em "Nascido para Matar", e até Tom Cruise em "De Olhos Bem Fechados"). Mais uma vez obra-prima de Kubrick! Stanley é eterno!" |
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O que mais pode-se dizer sobre Kubrick? Ele comoveu meio mundo com o melhor filme anti-belicista já feito ("Glória Feita de Sangue"), escandalizou a outra metade com o ousado "Lolita", provou que não estava pra brincadeira em "Spartacus", riu da cara dos governantes e homens de guerra com "Dr. Fantástico", reinventou e criou uma barreira no campo da ficção científica com "2001 - Uma Odisséia no Espaço", chocou (e choca até hoje) com a ultra-violência plastificada de "Laranja Mecânica", concorreu consigo mesmo no posto de melhor filme de guerra já realizado com "Nascido Para Matar" e causou polêmica até mesmo na hora da morte por ter morrido 666 dias antes do começo de 2001. Com "Barry Lyndon" ele não fica para trás. Stanley Kubrick filmou um dos melhores filmes de época da história do cinema e de quebra revolucionou a fotografia cinematográfica com as lentes que filmam com apenas a luz de velas.Quem reclamou, caiu na armadilha de dizer o que não sabe. Tudo no filme está em sincronia. Até mesmo o ritmo lento, que foi usado para transportar o espectador para a morosidade que era a vida naquela época. O figurino é perfeito, assim como a direção de arte. Ryan O'Neill está muito bem no papel, não consigo imaginar outro ator nele, e a história, unida ao modo de Kubrick conta-la, é arrebatadora. "Barry Lyndon" é meu segundo filme favorito de Kubrick, só perde para "Laranja Mecânica". Assistam!" |
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São 3 horas de pura competência. A fotografia do filme é lindíssima e o roteiro apesar de longo não é cansativo. Além dessas caracteristicas, não podemos deixar de fora a excelente direção de um dos melhores diretores que o mundo já viu. |
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Barry Lyndon é um filme maravilhoso ,muito bem filmado.Gostei em especial da trilha sonora do filme.Nunca tinha visto um filme do Stanley Kubrick e o achei simplesmente genial.O diretor conduziu muito bem e com elegância a escalada meteórica de Redmond à fama e mais tarde a sua derrocada na mesma velocidade com que chegou ao auge.O que mais me chamou a atenção neste filme foi a evolução mental, comportamental de Redmond: de adolecente bobo e ingênuo que era e totalmente apaixonado pela sua prima, uma mulher vulgar , fácil , Redmond à medida que vai ganhando poder, dinheiro e fama muda o seu comportamento e passa a se achar um deus e adquirir exatamente o comportamento que ele criticava em sua prima: o fato de se casar com uma pessoa em busca de dinheiro, fazer do casamento uma espécie de contrato(isso se comprova na cena em que Redmond casa-se com uma ricaça em busca de dinheiro), ou seja, Redmond na fase adulta é a imagem da prima na versão masculina.Esse é um detalhe muito importante do filme: é muito fácil condenar uma pessoa que seja ambiciosa , mas é muito difícil manter essa posição quando se tem nas mãos, a oportunidade de se ser ambicioso.A ambição está em todos sem exceção , e ela tem o poder de mudar até o mais imutável dos mortais. A ambição é condenável? Não sei. Mas basta ver o filme de Kubrick para se perceber que ela em dose desmedida traz consequências desagradáveis.Aliás, como tudo na vida. |
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Um grande clássico, no qual Kubrick trabalha a sociedade da época, tão parecida com a atual em relação aos interesses e títulos, de forma levemente irônica e competente. Filme forte e de final trágico, bem ao gosto de Kubrick! |
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São 180 minutos de cinema com qualidade exuberante, por vezes, até asfixiante. Este era o único filme do "enfant terrible" Kubrick que eu não havia assistido. Tenho de admitir que perdi muito em não tê-lo visto e revisto antes. Após ter me deleitado inúmeras vezes com "2001, uma odisséia no espaço", achava ser impossível um diretor consigar filmar algo que chegasse aos pés de sua maior (e da própria história do cinema) obra-prima. O roteiro de autoria do diretor foi baseado no livro de William Makepeace Thackeray, e conta as aventuras de um jovem, belo e pobre irlandês, Redmond Barry (Ryan O´Neal) que após participar de um duelo contra um oficial do exército inglês, se vê obrigado a refugiar-se em Dublin. Sua mãe lhe dá todas as suas economias antes de sua fuga. No trajeto Redmond é assaltado com toda a polidez do mundo, numa cena engraçadíssima. Aliás, esse é outro mérito de Kubrick, o humor por trás da maioria dos personagens. Não devemos esquecer também que ele conseguiu fazer do rosto bonitinho de Ryan O´Neal (aquele mesmo de Love Story) um bom ator. Redmond participa da guerra dos 7 anos entre a Inglaterra e a França. Ele passa por mensageiro inglês - que tinha livre acesso a qualquer território com o pretexto de levar documentos importantes - como uma forma de deserção do exército. Mantém um caso amoroso com uma bela jovem holandesa até que é pego com a boca no botija por um oficial prussiano (Hardy Kruger). Redmond tem agora que lutar pelo exército da Prússia, um dos que pior tratava os seus oficiais. No entanto, pelo fato de ter salvado o oficial prussiano que o denunciou, ele ganha condecoração, dinheiro e um trabalho de espião. Sua missão é averiguar as atividades ilícitas do Chevalier de Balibari (Patrick Magee). No final das contas os dois tornam-se amigos e comparsas no carteado. Redmond é o serviçal que fica de olho no jogo nas mãos das maiores autoridades européias, que tentavam superar o famoso Chevalier de Balibari. Ao fugir da Prússia, o nosso Macunaíma europeu do século XVIII decide que irá casar-se com uma mulher rica. Flerta, então, com a milionária Lady Lyndon (Marisa Berenson), que nessa altura ainda era casada com o moribundo Sir Charles Lyndon (Frank Middlemass). Eles vieram a contrair núpcias (bonito, hein?) um ano após o falecimento de Sir Charles. As coisas seriam ótimas não fosse pela presença do filho de Lady Lyndon, Lord Bullingdon (Leon Vitali), de 7 anos de idade. Ele foi a pedra no sapato de Redmond durante o resto de seus dias. Após um período epicurista, Redmond retoma a sua paixão pela esposa, que culmina com o nascimento de seu filho. No entanto, a felicidade não vai durar para sempre. A parte técnica do filme é impecável. A música de Leonard Rosenman (com um tema de Handel, que é a marca registrada do filme); a fotografia de John Alcott; o figurino de Milena Canonero. Todos, por sinal, agraciados com o Oscar de 1975. Nunca o período vitoriano foi tão brilhantemente descrito como em "Barry Lyndon", magnífico exemplo de que o cinema é a maior das artes por ter a possibilidade de unir literatura, pintura, história e teatro no seu bojo. |
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Um filme incrivel, que aborda a covardia de uma maneira sutil e muito realista. A frase final é ótima, lembrando os telespectadores que somos todos iguais, não importa se bonitos ou feios, porque acabamos todos morrendo. Stanley é simplismente perfeito! |
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O filme é de uma competência ímpar. Denso, irônico e esteticamente monumental, esse trabalho de Kubrick merecia ser reverenciado como um dos 10 melhores filmes já realizados. |
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Um otimo filme, mais um classico do mestre do cinema Stanley Kubrick. Mesmo tendo 3 horas de duração o filme apresenta um cenario magnifico e uma trama brilhante.Vale a pena assistir! |
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UMA PINTURA NA TELA, CINEMA DA MAIS ALTA QUALIDADE.OBRA-PRIMA INQUESTIONÁVEL.NÃO POSSUO MAIS ADJETIVOS PARA QUALIFICÁ-LO. PARABÉNS E OBRIGADO KUBRICK! |
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Enfadonho e longuíssimo, me espanta as opiniões favoráveis ao filme. Roteiro ruim, trilha sonora previsível, personagem mal construido. As únicas coisas boas são figurino e fotografia o restante é desprezível. |
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É necessário respeitar o que este filme representou para o cinema em termos de fotografia, figurino e direção de arte. O ano era o remoto 1975. Necessário, não. Eu diria obrigatório. Importante ressaltar q deve-se analisar o filme como um todo. Trata-se de uma biografia, até pq o filme evolui em pouco mais 30 anos. Observe a trajetória de Barry Lyndon; sua ascensão, seu azar, sua competência, sua mudança de comportamento, culminando em sua decadência, gerada pela ganância e arrogância. Stanley Kubrick em grande roteiro, não épico, porém estonteante! Obrigado, mestre! |
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Um grande artista não tem apenas uma visão valiosa - também consegue mostrá-la. Não me restaram dúvidas, Kubrick escolheu a história por sua consistência humana: é a vida intensa de uma alma vulgar, carregada de honra, vergonha, grandeza, torpeza. Como é raro um filme que não repugna à verdade! |
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Esse é daqueles filmes que você deve assistir como se estivesse lendo a um livro, talvez até mesmo pela sua extensa duração. Assim sendo, perceberá que se trata de uma das histórias mais bem contadas da história do cinema, sem contar a fotografia, que é de tirar o fôlego e faz com que você deseje viver naqueles locais. Um filme intrigante e inteligente. |
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