Baixio das Bestas

Baixio das Bestas 2010-05-22 Francisco

Título original: (Baixio das Bestas)

Lançamento: 2007 (Brasil)

Direção: Cláudio Assis

Atores: Mariah Teixeira, Fernando Teixeira, Caio Blat, Matheus Nachtergaele.

Duração: 80 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

5           10 18 5

(18 votos)

                   

Sinopse

Auxiliadora (Mariah Teixeira) é uma jovem de 16 anos explorada por seu avô, seu Heitor (Fernando Teixeira). Ele vê falta de autoridade em tudo à sua volta, mas não pensa duas vezes antes de explorar a neta. Cícero (Caio Blat) pertence a uma conhecida família local e está apaixonado por Auxiliadora. Mas para tê-la ele precisará enfrentar o avô dela.

 

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Elenco

Caio Blat

(Cícero)

Comentários

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Marta em 14/12/2009

Indepentemente da localização geográfica em que se desenvolve o enredo, a questão é que a falta de perspectiva dos personagens (que na minha opinião são representantes fiéis nossos no atual momento histórico) gera a busca por prazeres efêmeros (sexo, drogas, status) e a ausência total de reflexão sobre os nossos atos. É uma versão "rural" do Cama de Gato, coincidentemente estrelado também por Caio Blat.

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Marcelo Ris em 05/01/2007Nota: 1     

A estória se passa no interior do Recife e mostra simplesmente a depravação dos habitantes da cidade. Filme sem roteiro apesar das boas atuações dos personagens, parece mais que o diretor estava com vontade de vomitar ao fazer esta idiotice. Passe longe.

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Alberto Raymundo Jr. em 08/01/2007Nota: 3.5     

Perversidade no ingênuo, ingenuidade pervertida. Em termos de choque, o anterior de Cláudio Assis (Amarelo Manga) foi bem mais direto ao ponto. Neste caso, com exceção de alguns burocratas ou donas de casa que vivam em mundos completamente à parte, nunca foi muito difícil imaginar o tipo de jogo que rola aí pelos milhares de pontos de prostituição [infantil] espalhados pelo nosso território, fruto de uma miséria animal, mais que miséria famélica, uma completa miséria afetiva e de informação. Visões de um brutal código de conduta social e familiar, muito particular e perverso.

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Brisa Ferreiraa em 09/01/2007Nota: 3     

É um pouco interessante,o filme retrata a vida das pessoas no interior de Pernambuco(Nazaré da Mata), a forma de viver, a linguagem característica, mas o filme, na minha opnião deveria ter mais história.

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Natasha Pradoa em 03/01/2007Nota: 2.5     

Dá para assistir. O filme não novidade para ninguém , pálido e apático. Com cenas desnecessárias que não conseguem arrancar nenhuma reação do espectador. Aplausos de pé para Amarelo Manga , infelizmente para o Baixio das Bestas teremos de ficar sentados.

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Ana Paula Nunesa em 07/01/2007Nota: 5     

Utiliza de forma inovadora a cultura da Zona da Mata Nordestina, o Maracatu. É um filme intenso, chocante e real. Total caracteristica de Claudio Assis. Maravilhoso!

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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR em 06/01/2007Nota: 2     

Em primeiro lugar tenho o dever de frisar que eu gostei muito do filme anterior do diretor pernambucano Claudio Assis, "AMARELO MANGA"). A diferença entre o comportamento abjeto de alguns personagens de "AMARELO MANGA" e de "BAIXIO DAS BESTAS" é que no primeiro a crueldade ocorria como uma possibilidade, no último ela vem na forma de inevitabilidade. E nenhum homem escapa na região da Zona da Mata de Pernambuco retratada no filme. O avô (Fernando Teixeira) explora a sua neta, Auxiliadora (Mariah Teixeira). Para faturar alguns trocados leva a menina para um local próximo ao posto de gasolina onde os caminhoneiros que passam pela região transportando cana-de-açúcar, desnuda a menina, para que os "espectadores" se masturbem. Esta, por sinal, é a cena de abertura. O pior ainda está por vir. Um grupo de jovens de classe média liderados por Everardo (Matheus Nachtergaele) promovem bacanais num cinema em ruínas (é claro que o diretor tem ambições metalingüísticas) com prostitutas locais. Na verdade não vemos orgias, mas sim agressões gratuitas perpetradas por seres que são doentes. Na cabeça do diretor Claudio Assis, mostrar pênis, masturbação, proferir palavrões a cada frase é algo transgressor. Ninguém pertencente às classes médias do sudeste e sul do Brasil imagina que a vida das mulheres no Nordeste seja fácil. Igualmente ninguém tolera uma visão tão tosca do homem nordestino, que o diretor faz questão de demonstrar como na cena em que um cortador de cana ingere a seiva de forma animalesca. Filmes podem ter o papel de denunciar a realidade, mas não que para isso tenha de distorcê-la e querer alcançar a premiação em Festivais de Cinema explorando uma agressividade sórdida que existe mais na cabeça de quem dirigiu do que em quem é retratado.

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Marcos Soares em 04/01/2007Nota: 5     

O filme de Claudio Assis é um naturarismo nu, porém cozido, refogado pelas suas idéias, obstinado pelo sexo implícito na alma e explícito no ser humano. apresenta a figura feminina como marca regional explorada no carnavial, utrapassando o regionalismo, mostrando uma mulher aberta em qualquer espaço e tempo vítima do machismo, que apesar da emancipação feminina, ainda é disseminado pelo mundo. O filme precisa ser visto sem a pretenção de ser aplaudido ou vaiado, como diz uns dos personagem do filme; "No cinema agente pode fazer o que queremos fazer". Me fez lembrar o filme Cinema Paradísio.

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Jair Santana em 02/01/2007Nota: 5     

Não sou de dar 10 facilmente a nem um fil. Porém mais um vez, o filme do Claudio Assis eu é visceral, inteligênte, crítico, corajoso... e inúmeras outras qualidades que eu poderia colocar aqui. A decupagem é perfeita, pensada milimetricamente. A fotografia do Walter Carvalho é 1000. E TODOS OS ATORES ESTÂO PERFEITOS. O Claudio Assis prova ser mais uma vez, um ótimo diretor de atores.

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