Atrás das Linhas Inimigas

Atrás das Linhas Inimigas 2010-05-22 Francisco

Título original: (Behind Enemy Lines)

Lançamento: 2001 (EUA)

Direção: John Moore

Atores: Gene Hackman, Owen Wilson, Charles Malik Whitfield, Joaquim de Almeida.

Duração: 105 min

Gênero: Aventura

Status: Arquivado

5           10 21 5

(21 votos)

                   

Sinopse

Chris Burnett (Owen Wilson) é um aviador naval experiente que está frustrado por ter sido afastado das missões de combate. Durante uma missão de reconhecimento, Burnett fotografa algo que deveria ser mantido em sigilo e, por isso, tem seu avião abatido. Agora em meio às linhas inimigas, ele receberá ajuda do almirante Reignart (Gene Hackman), um oficial durão e antiquado que acredita que Burnett ainda não aprendeu o real significado de ser um soldado.

 

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Elenco

Gene Hackman

(Almirante Reignart)

Owen Wilson

(Tenente Chris Burnett)

Comentários

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Sidney em 22/06/2010Nota: 5     

Concordo com você Rick, esse filme é muito bom com cenas de ação exelentes. E outra, ATRAS DAS LINHAS INIMIGAS TEVE CONTINUAÇÃO COM MAIS DOIS FILMES, que é uma porcaria.

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Rick Pinheiro em 02/06/2010Nota: 4.5     

Um bom filme de ação, acima da média dos demais, com boas cenas em ritmo frenético, com roteiro envolvente e até com um Owen Wilson esforçado e atuando. Gene Hackman e Joaquim de Almeida como sempre perfeitos.


ATENÇÃO OS RESPONSÁVEIS PELO SITE!!!!


 


Faltou acrescentar nas curiosidades que este filme tem duas continuações, lançadas diretamente em DVD e totalmente inferiores  e sem os mesmo atores.

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Paulo Guimarães em 09/01/2001Nota: 2     

Atrás das linhas inimigas. Este filme foi uma bela... decepção. Indicado como um filme para se testar a imagem de equipamentos de HT - "home theater", sua qualidade nem chega a isso (com uma tonalidade demasiadamente azulada para tanto e utilizada para causar aquele já batido efeito dramático ao filme). A estória, que se pretende seja entendida pelo público como história, já de início anuncia um final bastante previsível a qual, no fim, somente vem tediosamente confirmar as expectativas. O filme segue a já nauseante fórmula "Americanos acima de tudo" (e de todos). Heróicos individualistas intrometidos na terra alheia em nome da "verdade democrática". A qualidade fotográfica das cenas do "quase combate" aéreo somente impedem que o expectador deixe de assistir o filme pela metade. As acrobacias e peripécias do jato na tentativa inverossímel de escapar de 2 (dois) mísseis travados no alvo, devem impressionar somente os pré-adolescentes que podem assistir ao filme segundo sua classificação etária. A cena do deslocamento de ar provocada pela explosão de uma mina que mata um dos soldados inimigos acaba por evidenciar a incoerência de ver o "mocinho" escapar ao atravessar correndo o mesmo terreno minado enquanto dúzias destas minas explodem a uma distância bem menor daquela que vitimou seu desafortunado adverso. A "cara de boneco com biquinho" do ator Owen Wilson, seus "trejeitos maneiros" e sua "atitude esperta", como na cena da bola de hugby (futebol americano) no convés do porta-aviões realmente deve servir para que seu público compatriota diga "realmente nós somos assim bacanas". Para ser completo só faltaram aqueles gritinhos, aplausos e socos no ar da equipe da sala de controle. Porque o andar-empertigado-em-câmera-lenta e o tremular-desfraldado-da-bandeira estão lá para qualquer um ver. Realmente decepcionante.

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Francisco Russo em 03/01/2001Nota: 3     

"Atrás das linhas inimigas" tem dois grandes problemas. O 1º é que o filme é previsível do início ao fim, ele não consegue lhe surpreender em momento algum. O 2º é que mais uma vez vende a propaganda ufanista do exército amercano, em que o mocinho é sempre bom, muito bom, e o vilão é sempre mal, muito mal, daqueles que pisam na perna ferida apenas para ver a expressão de dor do mocinho. Mas, tirando isso, o filme até que consegue divertir, principalmente por causa de suas cenas de ação e dos efeitos sonoros, excelentes. A cena da explosão do avião, por exemplo, é muito boa, assim como a cena final do filme, que é previsível, mentirosa, mas boa em termos de ação. Outro ponto positivo do filme foi a escalação de Owen Wilson e Gene Hackman nos papéis principais. Não que ambos estejam maravilhosos, mas eles conseguem passar dignidade aos personagens, com Wilson acrescentando seu toque sarcástico. Há ainda uma propaganda explícita da Coca-Cola no meio do filme, clichês aos montes (notem a sala de comando em tom azulado, para passar a sensação de poder), mas até que diverte. É o típico filme-pipoca que você se esquecerá pouco após deixar o cinema, mas irá se divertir enquanto ele estiver sendo exibido.

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Marcelo Luiz Nunes Pereira em 08/01/2001Nota: 1.5     

Roteiro previsível, atores burocráticos, até Gene Hackmann está perdido, cuspindo palavras sem sentido. Owen Wilson tenta se esforçar para manter a trama, mas sua atuação é puramente física, sem profundidades..mas quem quer profundidade em um filme de acão?

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Henrique Miura em 02/01/2001Nota: 3.5     

"Atrás das Linhas Inimigas" irá decepcionar muito o publico em geral. Por que? Pelo simples fato de o conteúdo do filme não ser o que a "caixinha indica". Aparentemente, "Atrás das Linhas Inimigas" parece muito ser um filme de guerra sério. Na realidade, não é! O roteiro é feio com pitadas de comédias e lotado de ação sem conteúdo, aquela coisa típica feita só para divertir o público. Mas o filme está sendo vendido de maneira errada. Mas de falso ninguém pode acusar o filme do estreante John Moore, pois logo nos primeiros minutos de projeção o diretor procura deixar claro que o filme não é para ser levado como uma obra complexa e profundamente séria. Isso fica claro com piadinhas com Bill Gates e uma sacada com "Náufrago". O filme é acima de tudo honesto. E conforme o filme se desenvolve vai ficando a cada minuto mais claro que não se trata de um filme de guerra, mas sim de um filme de ação, com enormes pitadas de comédia. "Atrás das Linhas Inimigas" faz a propaganda mais picareta já vista na história do cinema, a Coca-Cola deve ter pago uma boa grana, mas não dá para negar que a cena ficou engraçada. Chegando próximo ao final o filme cai para o humor fácil, criando cenas humilhantemente inverossímeis. Mas não se pode descontar ponto do filme, pois a intenção foi exatamente esta. O diretor ainda tenta dar um contorno para dar um pouco de verossimilhança, mas o público não quer mais saber de história e cai nas gargalhadas. A história "aparentemente" séria gira em torno de Chris Burnett (Owen Wilson), um aviador que não vê mais razão para permanecer no local, pois não tem missões. No mais inesperado ele e seu melhor amigo são mandados para uma missão de reconhecimento na Bósnia. Chegando lá, eles conseguem fotografar coisas comprometedoras e o grupo local (rebeldes locais) consegue derrubá-los. Chris consegue escapar, mas seu melhor amigo acaba sendo executado friamente. Daí então começa a trajetória seguida pelo personagem, que vai passando pelas situações mais difíceis e assustadoras, é ação que não para mais. Antes mesmo do filme começar já não estava com muita expectativa de ver um filme realista. O motivo? A peça chave do elenco: Owen Wilson é um ator bem bacana, mas em comédias. Como achava que esse filme iria ser sério, já imaginava a furada que ele estava se metendo. Mas quando vi que o filme abriu de cara com cenas engraçadas e deixando claro não ser um drama de guerra, então percebi o motivo da escolha dele. Ele até que segurou bem as cenas de ação e comédia. Agora, Gene Hackman, seja qual for o filme, sua atuação é sempre detalhista e expressiva, e aqui não é diferente. O estreante John Moore chegou mostrando talento. Os movimentos de câmera são ousados e criativos, seu modo de filmagem é cheio de influências. Ele conta a história sem usar pieguice (muitas vezes que imaginei que o filme iria ficar piegas, mas ele deu uma arredondada bem legal). Claro, a direção de inexperientes sempre vem com erros grotescos, mas John Moore até que cometeu erros que muitos experientes usam. Por exemplo, fazer cenas barulhentas e irritantes, tremer demais a câmera em alguns momentos, entre outros... Mas, se tratando de explosões e cenas de ação, o filme corresponde o esperado, tira o fôlego. Mesmo que, por algumas vezes, se torne um pouco frenético demais. Por mais incrível que possa parecer, "Atrás das Linhas Inimigas" conta a real estória de Scott O'Grady, que ocorreu em 1995 (mas, é claro, o roteiro fez sua adaptação e "arrumou" algumas situações bem absurdas), onde após o caso solucionado o então presidente dos EUA Bill Clinton disse que essa história daria um "grande filme". Se ele trocasse o grande por divertido, ele estaria completamente correto. Uma coisa que merece ser dita sobre esse filme é que ele não é americanizado. Tipo, não existe aquele patriotismo exagerado e irritante. Diferente de muitos filmes onde os diálogos dizem: "Vamos salvar um soldado americano", aqui é dito simplesmente: "Vamos salvar o garoto". "Atrás das Linhas Inimigas" é aquela diversão rápida, que diverte enquanto você está dentro da sala, depois é sair e esquecer.

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Renato Rosatti em 05/01/2001Nota: 3     

Em 18/01/02 estreou em nossos cinemas o drama de guerra "Atrás das Linhas Inimigas" (Behind the Enemy Lines). Além das duas guerras mundiais e a do Vietnã, muito exploradas pelo cinema americano, os últimos anos foram responsáveis por diversas outras guerras estúpidas que serviram de novo material para os roteiristas, como as várias guerras civis em países pobres, a guerra do Golfo Pérsico em 1991 ou ainda a Guerra da antiga Iugoslávia envolvendo a Bósnia, Sérvia e Croácia. Esta última é o tema central de "Atrás das Linhas Inimigas", onde um avião militar americano ao fazer um vôo de reconhecimento sobre o território iugoslavo em conflito descobre um cemitério clandestino de crimes de guerra e registra algumas fotos digitais. Ao ser visto pelo exército rebelde sérvio, ele é abatido e os pilotos conseguem sobreviver ejetando-se antes da queda. Um deles é capturado, Stackhouse (Gabriel Macht), e friamente executado, e o outro, Chris Burnett (Owen Wilson), é obrigado a fugir até ser resgatado pela marinha americana, criando um notório incidente internacional e trazendo consigo o disco com as fotos digitais que poderiam incriminar um sanguinário militar sérvio, Lokar (Olek Krupa). As sequências de perseguição dos mísseis anti-aéreos contra o avião americano são o destaque juntamente com as cenas de batalhas, mostrando a violência de uma guerra étnica arrasando cidades e instalando o caos entre os civis, provando novamente o alto grau de irracionalidade da raça humana. O ótimo ator Gene Hackman está bem à vontade no papel de um militar da marinha dos Estados Unidos, Almirante Reigart, responsável pelo resgate do piloto abatido, num personagem que ele já interpretou diversas outras vezes em filmes similares. Já Owen Wilson ("A Casa Amaldiçoada") é apenas mediano como o piloto perseguido ferozmente pelo exército sérvio, em especial, por um calculista atirador de elite (Wladimir Mashkov). De negativo fica o final forçado no melhor estilo de Hollywood num resgate completamente absurdo que só o cinema pode reproduzir, insistindo sempre no mesmo clichê que exalta o heroísmo dos soldados americanos, esquecendo-se que na verdade o imperialismo deles e seus interesses políticos e econômicos é que são os grandes responsáveis pela instabilidade e violência mundial. Como cinema é entretenimento, e isso os americanos sabem fazer bem, o melhor é relevar e procurar se divertir...

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Cláudio Araújo em 04/01/2001Nota: 2     

Uma bela duma porcaria. Quem entra no cinema pensando que vai ver um bom filme de guerra, com boas cenas de ação, fica desapontado ao ver um monte de mentiras sem fundamento nenhum, vendo um soldado que caiu de um avião pisando em bombas sem explodi-las, é claro, fugindo de um cara que tem cara de padeiro. Francamente, Gene Hackman! Como você foi fazer isso?

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Carlos Massari em 07/01/2001Nota: 3     

"Atrás das Linhas Inimigas" pode até ter todos os defeitos comuns dos filmes de guerra atuais - como maniqueísmo desnecessário e frases de impacto irritantes - Mas tem um ponto positivo totalmente desaparecido no gênero: É descompromissado e divertido, sem nunca se levar a sério. No início da projeção já percebemos a intenção da fita de ser apenas um filme divertido. A primeira cena mostra um porta-aviões lançando seus caças, com closes modernos e um som estarrecedor, porém sem intenções pseudo-filosofais em sua fotografia ou diálogos decorrentes. Claro que se houvesse esse modismo no roteiro de Jim Thomas , John Thomas e David Veloz, a temática citada acima de produzir apenas uma obra para diversão, e não para encher a mente imperialista americana, teria caído por terra. Sorte que isso não acontece - Até o elenco parece estar se divertindo. Sim, o veterano Gene Hackman deve não estar mais preocupado com atuações sérias - Em seus últimos filmes ele sempre transparece um espírito de diversão incrível. E olha que aqui ele interpreta um oficial linha dura, que trata seus comandados com muita exigência, mas também é pressionado por seus superiores - Clichê Nº1 do filme - por ser um homem justo que pensa no bem de todos os americanos. Owen Wilson (Com quem Hackman também contracenou em "The Royal Tenenbaums" - uma pequena jóia do sarcasmo cinematográfico) é um dos promissores e mais inteligentes subordinados de Hackman. Um dia, ele resolve se demitir da marinha por simplesmente não conseguir maiores aventuras naquele local. O problema é que ele tem que continuar duas semanas ainda lá. É nesse tempo (Clichê Nº2) que ele é abatido em uma missão de observar o território inimigo - E cai assim, totalmente desprotegido e sem mantimentos, em um local hostil, onde existem apenas inimigos mortais (E cruéis - Maniqueísmo claro) do oficial e dos Estados Unidos. Como é possível perceber, existem os defeitos insuportáveis dos filmes de guerra - Clichês, maniqueísmo e uma intolerável seqüência de frases de efeito "Não podemos deixar um homem morrer", "Não fizemos nada pelo nosso garoto" e "O governo não pode deixar nosso garoto morrer" - Quase todas saídas da boca de Gene Hackman, que diz tanta bobagem com cara de quem está tirando saro da situação. A adrenalina do filme chega a um ponto limite e extremo, muito bem pensado, quando o personagem de Owen cai na Sérvia em território inimigo - Sylvester Stallone deve ter ficado com vontade de interpretar o personagem nesse momento, já que é um homem sozinho, fugindo e lutando contra um exército inteiro. Aí que entra o tal "Não se levar a sério" que citei acima - A trilha sonora mesmo, é rock puro, transformando a fita em um pleno filme de ação, sem outro sub-gênero ou drama de fundo de quintal por cima. Acompanhamos apenas tiroteios, explosões e perseguições, sem qualquer outra pretensão - Apenas de se divertir. Pena que o diretor John Morre não tenha entendido a imagem da produção direito - Seus movimentos de câmera e estilos de filmagem lembram - Sem mentira nenhuma - Simon West (Em uma cena eu achei que fosse aparecer a Angelina Jolie, tamanha a semelhança com uma outra de "Tomb Raider") e Ridley Scott tentando fazer cenas filosofais e com lições de moral. Foi salvo pelo roteiro que nesse ponto se lembra apenas de frases em relação à ação desenfreada. O final do filme é extremamente mentiroso, com alguns furos evidentes, chegando a brincar com a mente do espectador - Chega a ser exagero desligar o lado racional da obra tanto assim - Mas também não prejudica com extrema clareza, mesmo sendo desnecessário e substituível. No geral, "Atrás das Linhas Inimigas" é um filme barulhento, quase ensurdecedor, sem muita história, cheio de explosões e perseguições - Com vários defeitos, mas sem jamais se levar a sério, se tornando algo até gostoso de se ver - É um filme para ser assistido com o volume no máximo, atrapalhando os vizinhos como se fosse um CD de heavy metal, e com o cérebro totalmente desligado. Assim, com certeza vale a locação.

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