Título original: (Átame!)
Lançamento: 1989 (Espanha)
Direção: Pedro Almodóvar
Atores: Victoria Abril, Antonio Banderas, Loles León, Julieta Serrano.
Duração: 97 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Ricky (Antonio Banderas) sai de um reformatório psiquiátrico e vai para um set de filmagens, onde Marina Osorio (Victoria Abril), uma ex-viciada em heroína e ex-atriz pornô que ele já conhecia de um bordel, está filmando um filme de terror "B" que está sendo dirigido por Maximo Espejo (Francisco Rabal), um diretor conhecido que está tentando se recuperar após ter tido um forte derrame, que o deixou preso a uma cadeira de rodas. Após o término das filmagens, Ricky invade o apartamento de Marina e lhe diz que quer ser seu marido e o pais dos seus filhos. Ele resolve deixá-la amarrada na cama até Marina aprender a amá-lo, mas diversas situações imprevistas dão um novo rumo aos acontecimentos.
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Rafael Vespasiano em 14/11/2009Nota: 4
“Ata-Me!”, do diretor espanhol Pedro Almodóvar (Carne Trêmula, Tudo Sobre Minha Mãe e Fale com Ela), o filme é com Antonio Banderas, ator predileto de Almodóvar, nos filmes de início da carreira, por coincidência, de ambos, o filme mostra a história de um amor lunático, platônico e surreal, no qual Ricky (Banderas) ao sair dum hospital psiquiátrico com o intuito definido de se casar com uma atriz pornô, Marina (Victoria Abril), para isso ele a rapta e mantém ela amarrada, só que o negócio fica sério e o amor que era só do Banderas, passa a ser mútuo. Um filme surreal, mas bem típico do estilo muito pessoal de Pedro Almodóvar! Não é o melhor de Almodóvar, mas seu estilo já está lá!; as atuações de Banderas e de Victoria Abril são espetaculares e surpreendentes! Nota: 8,0.
Adriana Riva Gargiuloa em 03/01/2001Nota: 5
Continuando a reviravolta produzida desde "Mulheres à beira de um ataque de nervos", Almodóvar , mais uma vez,combina na mesma cena os elementos diversos que fizeram de sua arte uma nova forma de expor as dores e risos de um cotidiano. Marina e Rick, os protagonistas, encarnam a sensibilidade que as personagens almodovarianas tão bem ilustram, conjugando o trágico e o cômico nas figuras de uma atriz pornô e um recém saído de uma instituição psiquiátrica. O romance protagonizados por eles traduz as mudanças de um tempo em que somente Almodóvar consegue superar com beleza as diferenças às vezes cruéis vivenciadas por um homem e uma mulher na busca da felicidade. Nota dez."
Julia Cardenalea em 08/01/2001Nota: 4.5
Não há melhor definição do exato momento em que nos rendemos de vez ao amor do que aquele em que a mocinha pede ao seu carrasco: ata-me! Gostei muito do filme, não é o meu favorito de Almodovar, mas sem duvida tem cenas interessantíssimas. Vale sim, cada minuto de película.
Tomás Leite em 07/01/2001Nota: 4.5
Almodóvar, sempre surpreendente, sempre com a essência das mazelas humanas. Uma combinação perfeita do angelical com o demoníaco. E um final que agrada a qualquer espectador.
Francisco Russo em 02/01/2001Nota: 3.5
Uma história de amor bem ao estilo Almodóvar. A trama de "Ata-me!" é até simples e já vista em diversos romances/comédias românticas, mas Pedro Almodóvar conseguiu dar a ela um tempero que fez com que ficasse bastante interessante, colocando a protagonista como sendo uma estrela de filmes pornô e o filme com cenas mais quentes do que o habitual. Boa atuação do elenco como um todo, principalmente Victoria Abril."
Valdeci C. de Souza em 05/01/2001Nota: 5
Ricki (Antonio Banderas) é um sujeito amoral, delinqüente e por vezes violento que tem um objetivo na vida: Conquistar a mulher amada. No caso, uma atriz de filme pornô chamada Lola (interpretada por Victória April em excelente e sensível desempenho) com quem teve um rápido envolvimento sexual no passado que mudaria de forma definitivamente seu destino. "Tenho 23 anos, 50 mil pesetas e estou sozinho no mundo. Gostaria muito de ser um bom marido para você e um bom pai para seus filhos". Assim se apresenta Ricki a sua amada após seqüestrá-la de forma violenta. "Raptei você para lhe dar a oportunidade de me conhecer a fundo", continua ele. "Estou certo de que você se apaixonará por mim assim como eu estou apaixonado". Acrescenta de súbito para uma mulher chocada com tanta violência diante de uma situação patética e cruel. Lola fica mais indignada ainda ao perceber que seu raptor e torturador é uma pessoa que diz que a ama e que deseja constituir, com ela, uma família! No decorrer do filme somos levados a crer que tal situação não poderia, de forma alguma, acabar bem para este personagem e sua presa. Como poderia brotar, diante de tanta violência e crueldade, um envolvimento amoroso que, a princípio, requer cumplicidade e desejos mútuos. Mas Lola e Ricki não são pessoas convencionais e, apesar da conquista violenta, pode haver algo em comum entre ambos. Ricki é um personagem como todos de Almodóvar, contraditório: Amoroso e violento. Mas é impossível culpá-lo por tal comportamento já que a vida sempre o tratou desta forma. Como ele poderia conquistar a mulher amada se amor nunca fez parte do seu dia-a-dia. Que palavras de afeto ele poderia usar para atrair a mulher de seus sonhos se tais palavras ele não conheceu e dela nunca se utilizou (ou recebeu) na infância ou na adolescência? Assim, ele é uma pessoa que utiliza a única forma de comunicação que conhece: A violência. E paradoxalmente, através da violência procura conquistar o amor e constituir sua família. Lola, atriz de quinta categoria de filmes pornôs, drogada e, de certa forma também violentada pela vida, não está muito distante do universo de seu seqüestrador apaixonado. Todavia, ela não entende porque Ricki usa da violência para conquistá-la. Nesta relação conflituosa vai surgindo uma cumplicidade e Lola já não tem tanta certeza de que realmente é uma vítima e seu algoz tão cruel. Difícil não se emocionar com a simplicidade do raciocínio de Ricki e da fragilidade de Lola. Ambos fazem uma viagem muito louca por labirintos psicológicos para entenderem as razões de estarem assim amarrados estes destinos. Numa interpretação fantástica e angustiante Victória April mostra toda sua capacidade artística no momento em que seu personagem diz: - Ata-me, pois deseja ficar cativa e quem sabe assim conhecer melhor e dar tempo ao destino para que possa, finalmente, apaixonar-se perdidamente pelo seu algoz. Na cena seguinte também ficamos emocionados ao perceber que ela não consegue, apesar de não estar mais amordaçada, gritar por socorro quando sua irmã aparece no apartamento onde se encontra aprisionada. Sentimos, neste exato momento, que Lola será prisioneira voluntária deste amor e deste louco desejo. Almodóvar mais uma vez choca os moralistas ao mostrar Lola nua na banheira com seu brinquedinho a pilha (um nadador/vibrador), nas cenas de nudez e na cena de sexo entre Lola e Ricki. Almodóvar é assim. Ele não faz concessões aos moralistas de plantão e sabe, como poucos, contar uma história sem subterfúgios e extremamente humana. Impossível não se emocionar com este relacionamento que caminha entre o fio da navalha. Amor e Ódio; Violência e afeto. Destinos que se cruzam pela violência, mas acabam redimidos de seus pecados e encontram finalmente o amor e o perdão. Piegas talvez, como toda boa história de amor.
Henrique Cantalogo Couto em 06/01/2001Nota: 5
Um filme muito bom. Além de nos prender muito a atenção, há um jogo de cores (vermelho/azul) durante todo o filme, o está relacionado indiretamente aos sentimentos das personagens. Coisa de gênio, este que se chama Pedro Almodóvar.
Deborah Liaa em 04/01/2001Nota: 5
O filme é ótimo, as cores estão mais vivas do que nunca ,a história apesar de meio maluca tem o poder de persuadir o espectador de que tudo aquilo é normal . Uma história de amor fora do comum.
Rodrigo Mendes em 09/01/2001Nota: 5
Almodóvar adora aquilo que é atrevido. Usando o poder da sxualidade e as cores berrantes, ou seja, nada mais espanhol. Atame é uma delícia de assistir e nos faz acreditar no possível romance de Banderas e Abril mesmo depois das sucessivas situações de prazer e dor. Atame é o melhor de toda sua obra!
Muito bom! O maiss curioso deste filme foi a escolha de um diretor até então especialista ...
por Fernando Schiavi Leite, 14/02/2012 às 00:25
Esse filme é simplesmente uma obra-prima do David Fincher, genial. Não me deu sono, não a...
por carlos_alberto_09, 14/02/2012 às 00:22
História original e ao mesmo tempo previsível, entretanto eu adorei o filme, fiquei torcen...
por B.Boy Jc, 14/02/2012 às 00:18
Esses não eram exatamente os motivos de fazerem filmes preto e branco. Muitos diretores opt...
por andreluizgf, 14/02/2012 às 00:11