Título original: (Árido Movie)
Lançamento: 2006 (Brasil)
Direção: Lírio Ferreira
Atores: Guilherme Weber, Giulia Gam, Luiz Carlos Vasconcelos, Selton Mello.
Duração: 115 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Jonas (Guilherme Weber) é o repórter do tempo de uma grande rede de TV, que mora em São Paulo mas está rumo à sua cidade-natal, localizada no interior do nordeste. O motivo é a morte de seu pai (Paulo César Pereio), com quem teve pouquíssimo contato e que foi assassinado inesperadamente. Jonas enfrenta problemas para chegar à cidade, até que recebe carona de Soledad (Giulia Gam), uma videomaker que está fazendo um documentário sobre a água no sertão. Ao chegar ele encontra uma parte da família a qual não conhecia até então, que lhe cobra que se vingue da morte do pai.
Alegria em 18/07/2011Nota: 8
Muito boa fotografia com imagens que demonstram sutileza e força mas com grande profundidade, história legal e um bom roteiro. Os atores estão ótimos e a trilha é muito boa e bem característica. Um filme sutil que valoriza o texto, possui diálogos bem legais. Muito bom.
Carla Santosa em 04/01/2006Nota: 5
Quero registrar meu protesto por não ver "Árido Movie" entre os 10 filmes nacionais que irão disputar uma vaga aqui para nos EUA buscar o OSCAR de melhor filme estrangeiro de 2007. Para mim, Lilio Ferreira e toda a sua equipe souberam trazer ás telas brasileiras um filme que toca no que há de mais polêmico e importante do Brasil contemporâneo: a religião, a imprensa, os valores da família, as drogas, a pós-modernindade e os meandros na atualidade da formação de nossa identidade. Além disso, escolas de cinema que formam a nossa tradição são pautadas na estética do longa. Em "Árido Movie" vejo um pouco do cinema novo, do experimentalismo contemporâneo e também um pouco do cinema nacional de 80. È uma pena que o melhor filme nacional de 2006 ficou de fora da lista de dez filmes que irão disputar o OSCAR pelo Brasil nos EUA. E agora, vou torcer por quem?
Alexsandro em 06/01/2006
Um dos piores filmes que tive a infelicidade de assistir. Tinha que ser nacional...Uma produção que chega a ser amadora....Torço muito pelo cinema nacional fico até sem geito e sem Palavras...mas Vamos Lá. Roteiro Ridiculo, sem nexo nem criativadade, uma produção pobre em todos os sentidos e atores de nomes fazendo papel de verdadeiros palhaços. chega de cinema nacional mostrando só pobresa ...gente fumando maconha, transando e abrindo a boca pra falar ..porra ..caralho..filha da p...é uma vergonha ...falta de dinheiro nao justifica falta de criatividade e coerencia...srs diretores e roteiristas brasileiros respeitem mais o publico ....façam o filme primeiro depois vao fumar a maconha de vcs!
Heitor em 03/01/2006Nota: 3.5
Bom filme. Com uma linha bem da cara do cineastas de Pernambuco. O roteiro não é linear, as peças se encaixam vagarosamente e dá bom espaços pra reflexões profundas e experimentar sensações diferentes como espectador.
alex em 05/01/2006Nota: 0.5
Eu pessoalmente achei o filme muito ruim, de uma falta de criatividade imensa e de uma falta de qualidade astronômica. Nao é possivel que alguém dotado do minímo de racionalidade escreva e produza algo dessa natureza. Me desculpe a franqueza , mais é revoltante vc pagar para assistir a um filme nacional com o intuito de colaborar e com a esperanca de que um dia o cinema nacional decole ....e ai assiste a uma coisa daquelas de tirar o sono....dinheiro nao é desculpa pra falta de criatividade e bom censo.
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR em 02/01/2006Nota: 4
A abertura do filme é uma apresentação dos paleolíticos membros do conjunto Renato e seus bluecaps na cidade de Rocha, interior de Pernambuco. O estabelecimento de quinta categoria abrigava bêbados, vagabundos, prostitutas e desocupados, em geral. Lázaro (Paulo Cesar Pereio) se engraça com uma índia e a leva para o hotel. O irmão da moça não gostou nada do que viu, seguiu o casal até o hotel, houve um bate-boca e Lázaro foi alvejado com um tiro no tórax e morreu. O funeral de Lázaro será o pano de fundo onde toda a trama irá se apoiar. A mãe do finado, que mais parecia uma matriarca daquelas que são características de filmes envolvendo a máfia italiana, referenda que não haverá enterro se Jonas (Guilherme Weber), filho de Lázaro, que havia sido tirado da cidade de Rocha pela mãe (Renata Sorrah) quando contava com 5 anos de idade, não comparecesse. Jonas é o homem do tempo, aqueles que povoam todos os canais de televisão, cercado de sóis e nuvens. Três amigos de Jonas, Falcão (Gustavo Falcão), Bob (Selton Mello, com um abdomen volumoso, nunca visto) e Vera (Mariana Lima. Esse trio de amizades parece ter sido retirado do filme "HAIR", de Milos Forman. Maconheiros urbanos que tem como pretexto a morte do pai do amigo para "invadirem" o sertão nordestino e desfrutarem de aventuras movidas à canabis e álcool numa terra "atrasada". Por seu lado, Jonas conhece Soledad (Giulia Gam), uma socióloga que viajava colhendo depoimentos dos moradores dos grotos mais distantes do nordeste sobre suas vidas e, principalmente, sobre histórias sobre a origem da água e sua escassez na região. Após o enterro de Lázaro, a avó de Jonas o designa para vingar a morte do pai. Simultaneamente os seus amigos que supostamente deveriam estar o acompanhando nestes momentos difíceis descobrem uma plantação de maconha, o paraíso terrestre na visão deles, porém, são pegos com a mão na butija, digo na marijuana, e tomam umas pauladas, além de ficarem sem nada nos seus bolsos. Já Soledad consegue chegar ao homem conhecido por meu velho (José Celso Martinez), que tem uma visão mística sobre a origem e o desaparecimento da água naquelas bandas. Outro personagem importante é Zé (José Dumont, excelente como de costume), um índio, mecânico de carros. Aliás, as terras de Rocha pertenceram aos índios no passado. Índios que foram devidamente dilapidados de todos os seus bens e que agora caminham como figuras mal aculturadas sem eira nem beira. Enfim, Lírio Ferreira nos mostra uma terra seca, carregada de situações e personagens férteis, onde gente faminta e beata convive com justiceiros, plantadores de maconha para abastecer a juventude urbana. Se de um lado temos aqueles que prevêem o tempo, na cidade de Rocha (assim como boa parte do nordeste brasileiro) são os "visionários", os "místicos" que fazem a previsão para a população famélica. Não existem santos guerreiros, tampouco dragões do mal.
O Filme é bom! Muito emocionante. Recomendo.
por Victor Tavares Alves, 14/02/2012 às 06:44
Capitão América: O Primeiro Vingador
Dessa série dos vingadores, o Capitão América não é o pior, achei o Thor mais fraco, e ...
por Marlon_SS, 14/02/2012 às 05:38
É um roteiro extremamente americano, mas passa uma mensagem bonita. A atuação marcante de...
por Marlon_SS, 14/02/2012 às 05:33
Eu nunca vi um título representar tão bem um filme.
por Marlon_SS, 14/02/2012 às 05:30