Título original: (Before the Devil Knows You're Dead)
Lançamento: 2007 (EUA)
Direção: Sidney Lumet
Atores: Philip Seymour Hoffman, Ethan Hawke, Albert Finney, Marisa Tomei.
Duração: 117 min
Gênero: Ficção
Status: Arquivado
Nova York. Andrew "Andy" Hanson (Philip Seymour Hoffman) é um viciado em drogas cuja carreira de executivo está desmoronando. Para se livrar de uma auditoria, que demonstrará graves problemas na sua área, convence o irmão Hank (Ethan Hawke), que também tem problemas financeiros (deve três meses da pensão da sua filha, cuja guarda está com a ex-mulher), a assaltar a joalheria dos pais deles, Charles (Albert Finney) e Nanette (Rosemary Harris). O plano parece fácil, pois eles conhecem bem o funcionamento do lugar. Na hora da ação, os dois esperavam encontrar apenas uma idosa funcionária, mas sua mãe aparece de surpresa na hora do roubo. O cúmplice de Hank acaba ferindo-a tão gravemente que ela, apesar de não falecer, é considerada clinicamente morta. Charles jura se vingar a qualquer custo dos culpados, sem saber que está à caça de seus próprios filhos. Agora os dois irmãos precisarão lidar com as repercussões do seu trágico plano.
Forte, impactante. Um mergulho nas profundezas da alma humana. Imperdível. Leia a crítica e saiba o porquê.
por Roberto Cunha - Avaliação: 10
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Glauco em 25/01/2011Nota: 10
Acho que o título é bastante emblemático e transparente, no sentido que o enredo do filme engendra situações, as quais nem mesmo o ser acima mencionado, também conhecido como lúcifer ou satanás perdoaria. Em outras palavras, impediria os protagonistas de adentrarem em seu mundo, fétido, quente e exalando enxofre...
Demonstra uma temática muito parecida com “O Sonho de Cassandra”, filme que compus uma resenha há poucos dias: compõe-se de dois irmãos, circundados por uma aura de fracasso e descrédito profissional e sentimental, chamados Andy e e Hank (interpretados respectivamente por Philip Seymour Hoffman e Ethan Hawke), que tramam um golpe dito perfeito, mas que na realidade peca pela extrema frieza e confiança do primeiro e pelo visível titubeio e insegurança do segundo. A propósito, a condução incorreta desta incursão criminosa é elemento-chave para o insucesso da empreitada e os dois irmãos constatam que o seu insucesso de outrora foi multiplicado por conta disso.
Vícios, desunião (em contraponto ao grande “sonho americano”), ganância e distanciamento são substantivos que corroboram e justificam o maquiavélico ponto central do filme: um assalto mal-sucedido. Infelizmente (e isso a produção comprova), a teoria de que resolver um problema a partir da criação de outro aparentemente mais simples de se administrar, porém mais rentável, mostra a faceta da real falta de valores que permeia a espécie humana desde os tempos mais primitivos até os mais hodiernos.
Jair em 17/10/2010Nota: 3.5
O curioso provérbio irlandês: “Que você tenha alimento e roupas, um travesseiro suave para sua cabeça; que você faça 40 anos no paraíso, antes que o diabo saiba que você está morto”, deu origem ao não menos curioso nome do filme, “Antes que o diabo saiba que você está morto”, (2007), o qual é um drama de suspense policial apresentado em zig-zag pelo diretor, Sidney Lumet. A história começa com dois irmãos, Andy (Philip Seymour Hoffman, o Capote do filme de mesmo nome) e Hank (Ethan Hawke, trabalhou em: “A sociedade dos poetas mortos” e “Dia de treinamento”), os quais planejam o “crime perfeito” que vai resolver seus problemas financeiros. Hank é executivo de uma grande empresa, viciado em drogas pesadas e está usando dinheiro da empresa para financiar seu vício, Hank deve três meses de pensão alimentícia da filha que vive com sua ex mulher. O crime consiste em roubar as jóias de seus pais, donos de uma joalheria em um Shoping Center. Durante o roubo, sua mãe (Rosemary Harris), que não deveria estar no local, acaba morta. Seu pai (Albert Finney) jura que vai achar o assassino a qualquer custo. A excelente interpretação de Seymour não eclipsa o brilho de Marisa Tomei no papel da mulher de Andy e amante de seu irmão. Com uma boa história, onde os personagens são amorais, a inovação do diretor está, justamente, na condução do roteiro. Além das idas e vindas das cenas, onde cada personagem “vê” o que acontece pelo seu ponto de vista, as cenas repetidas sempre são filmadas de um ângulo ligeiramente diferente, o que confere ao filme uma dinâmica interessante que mantém a atenção do espectador. Depois do crime e da morte da mãe dos dois, começam emergir os esqueletos dos armários de cada personagem, a típica família americana é cheia de fantasmas, Andy se acha preterido em favor de Hank, e este é o filho mimado meio irresponsável, na verdade, é o típico Looser, e ainda existe uma irmã controladora que vive distante. A amoralidade da família é assombrosa, os irmãos estão preocupados unicamente com as conseqüências da morte da mãe, com o que pode acontecer com eles, e não apresentam qualquer arrependimento ou desconforto com a morte dela. As implicações do crime acabam afetando a todos, até o traficante de drogas, fornecedor do Andy. O fim do drama fica em aberto, mais uma sacada genial do diretor Lumet, que andou pisando na bola quando dirigiu o sofrível filme, "Sob suspeita", com Vin Diesel, e estava sendo olhado de esguelha pela crítica e fãs. JAIR, Floripa, 17/10/10.
Jair em 17/10/2010Nota: 3.5
O curioso provérbio irlandês: “Que você tenha alimento e roupas, um travesseiro suave para sua cabeça; que você faça 40 anos no paraíso, antes que o diabo saiba que você está morto”, deu origem ao não menos curioso nome do filme, “Antes que o diabo saiba que você está morto”, (2007), o qual é um drama de suspense policial apresentado em zig-zag pelo diretor, Sidney Lumet. A história começa com dois irmãos, Andy (Philip Seymour Hoffman, o Capote do filme de mesmo nome) e Hank (Ethan Hawke, trabalhou em: “A sociedade dos poetas mortos” e “Dia de treinamento”), os quais planejam o “crime perfeito” que vai resolver seus problemas financeiros. Hank é executivo de uma grande empresa, viciado em drogas pesadas e está usando dinheiro da empresa para financiar seu vício, Hank deve três meses de pensão alimentícia da filha que vive com sua ex mulher. O crime consiste em roubar as jóias de seus pais, donos de uma joalheria em um Shoping Center. Durante o roubo, sua mãe (Rosemary Harris), que não deveria estar no local, acaba morta. Seu pai (Albert Finney) jura que vai achar o assassino a qualquer custo. A excelente interpretação de Seymour não eclipsa o brilho de Marisa Tomei no papel da mulher de Andy e amante de seu irmão. Com uma boa história, onde os personagens são amorais, a inovação do diretor está, justamente, na condução do roteiro. Além das idas e vindas das cenas, onde cada personagem “vê” o que acontece pelo seu ponto de vista, as cenas repetidas sempre são filmadas de um ângulo ligeiramente diferente, o que confere ao filme uma dinâmica interessante que mantém a atenção do espectador. Depois do crime e da morte da mãe dos dois, começam emergir os esqueletos dos armários de cada personagem, a típica família americana é cheia de fantasmas, Andy se acha preterido em favor de Hank, e este é o filho mimado meio irresponsável, na verdade, é o típico Looser, e ainda existe uma irmã controladora que vive distante. A amoralidade da família é assombrosa, os irmãos estão preocupados unicamente com as conseqüências da morte da mãe, com o que pode acontecer com eles, e não apresentam qualquer arrependimento ou desconforto com a morte dela. As implicações do crime acabam afetando a todos, até o traficante de drogas, fornecedor do Andy. O fim do drama fica em aberto, mais uma sacada genial do diretor Lumet, que andou pisando na bola quando dirigiu o sofrível filme, "Sob suspeita", com Vin Diesel, e estava sendo olhado de esguelha pela crítica e fãs. JAIR, Floripa, 17/10/10.
Fernando Vasconcelos em 24/01/2010
Roteiro eletrizante, direção perfeita, e interpretações extraordinárias. Só achei desnecessária a maneira como foi filmada a cena de abertura entre os personagens defendidos por Philip Seymour Hoffman e Marisa Tomei, ambos já premiados com o oscar nos filmes Capote e Meu Primo Vinny, respectivamente.
Tássia Bastos em 26/11/2009Nota: 4
Gostei bastante. É muito inteligente! O Hoffman perfeito como sempre.
Erika Liporaci, Colunista em 02/01/2007Nota: 3.5
Depois do sofrível "Find me Guilty", confesso que estava com um pé atrás com Sidney Lumet. Qualquer diretor que se disponha a trabalhar com Vin Diesel inspira minha eterna desconfiança. A boa notícia é que Lumet aprendeu a lição e, para compensar a bola fora, escalou desta vez um time invejável: Philip Seymour Hoffman, Albert Finney, Ethan Hawke. Os dois primeiros dispensam introduções, o terceiro tem se desenvolvido espantosamente nos últimos anos. De quebra, a geralmente subaproveitada Marisa Tomei em cenas que farão a alegria dos marmanjos.A história também remete ao Lumet de outros tempos: num ritmo claustrofóbico, o roteiro caminha para uma inevitável colisão de vontades. Os personagens ficam a cada instante mais acuados e, portanto, mais propensos a meter os pés pelas mãos. Nesses casos, o desastre é certo. A trama é um trágico exemplo da verdade contida em frases como "cada ação gera uma reação". A maioria dos planos perfeitos são perfeitos apenas em teoria, porque em tese não se lida com o imprevisto. E é geralmente o fator-surpresa que bagunça tudo. Lição que os personagens aprendem da maneira mais dolorosa."
É um bom filme.
por Otávio, 14/02/2012 às 19:33
Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor
Filme recomendado. Análise: roteiro bom, atuações boas, fotografia boa, trilha sonora reg...
por NEO, 14/02/2012 às 18:55
...Muito bom o filme! Está entre os melhores na minha opinião!
por Gustavo, 14/02/2012 às 18:35
Já teve um filme com roteiro parecido com o Adam Sandler e a Drew Barrymore, não teve?
por Atena Negra, 14/02/2012 às 18:13