Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto

Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto 2010-05-22 Francisco

Título original: (Before the Devil Knows You're Dead)

Lançamento: 2007 (EUA)

Direção: Sidney Lumet

Atores: Philip Seymour Hoffman, Ethan Hawke, Albert Finney, Marisa Tomei.

Duração: 117 min

Gênero: Ficção

Status: Arquivado

5           10 14 5

(14 votos)

                   

Sinopse

Nova York. Andrew "Andy" Hanson (Philip Seymour Hoffman) é um viciado em drogas cuja carreira de executivo está desmoronando. Para se livrar de uma auditoria, que demonstrará graves problemas na sua área, convence o irmão Hank (Ethan Hawke), que também tem problemas financeiros (deve três meses da pensão da sua filha, cuja guarda está com a ex-mulher), a assaltar a joalheria dos pais deles, Charles (Albert Finney) e Nanette (Rosemary Harris). O plano parece fácil, pois eles conhecem bem o funcionamento do lugar. Na hora da ação, os dois esperavam encontrar apenas uma idosa funcionária, mas sua mãe aparece de surpresa na hora do roubo. O cúmplice de Hank acaba ferindo-a tão gravemente que ela, apesar de não falecer, é considerada clinicamente morta. Charles jura se vingar a qualquer custo dos culpados, sem saber que está à caça de seus próprios filhos. Agora os dois irmãos precisarão lidar com as repercussões do seu trágico plano.

 

Notas do AdoroCinema

Forte, impactante. Um mergulho nas profundezas da alma humana. Imperdível. Leia a crítica e saiba o porquê.

por Roberto Cunha - Avaliação: 10          

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Elenco

  • Marisa Tomei (Gina)
  • Arija Bareikis (Katherine)
  • Paul Butler (Detetive Barrett)
  • Leonardo Cimino (William)
  • Alex Emanuel (JP)
  • Jack Fitz (Arthur)

Comentários

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Rodrigo Jorge em 02/10/2011

Demais esse filme. Recomendo.

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Glauco em 25/01/2011Nota: 10     

Acho que o título é bastante emblemático e transparente, no sentido que o enredo do filme engendra situações, as quais nem mesmo o ser acima mencionado, também conhecido como lúcifer ou satanás perdoaria. Em outras palavras, impediria os protagonistas de adentrarem em seu mundo, fétido, quente e exalando enxofre...
Demonstra uma temática muito parecida com “O Sonho de Cassandra”, filme que compus uma resenha há poucos dias: compõe-se de dois irmãos, circundados por uma aura de fracasso e descrédito profissional e sentimental, chamados Andy e e Hank (interpretados respectivamente por Philip Seymour Hoffman e Ethan Hawke), que tramam um golpe dito perfeito, mas que na realidade peca pela extrema frieza e confiança do primeiro e pelo visível titubeio e insegurança do segundo. A propósito, a condução incorreta desta incursão criminosa é elemento-chave para o insucesso da empreitada e os dois irmãos constatam que o seu insucesso de outrora foi multiplicado por conta disso.
Vícios, desunião (em contraponto ao grande “sonho americano”), ganância e distanciamento são substantivos que corroboram e justificam o maquiavélico ponto central do filme: um assalto mal-sucedido. Infelizmente (e isso a produção comprova), a teoria de que resolver um problema a partir da criação de outro aparentemente mais simples de se administrar, porém mais rentável, mostra a faceta da real falta de valores que permeia a espécie humana desde os tempos mais primitivos até os mais hodiernos.

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Jair em 17/10/2010Nota: 3.5     


O curioso provérbio irlandês: “Que você tenha alimento e roupas, um travesseiro suave para sua cabeça; que você faça 40 anos no paraíso, antes que o diabo saiba que você está morto”, deu origem ao não menos curioso nome do filme, “Antes que o diabo saiba que você está morto”, (2007), o qual é um drama de suspense policial apresentado em zig-zag pelo diretor, Sidney Lumet.


A história começa com dois irmãos, Andy (Philip Seymour Hoffman, o Capote do filme de mesmo nome) e Hank (Ethan Hawke, trabalhou em: “A sociedade dos poetas mortos” e “Dia de treinamento”), os quais planejam o “crime perfeito” que vai resolver seus problemas financeiros. Hank é executivo de uma grande empresa, viciado em drogas pesadas e está usando dinheiro da empresa para financiar seu vício, Hank deve três meses de pensão alimentícia da filha que vive com sua ex mulher. O crime consiste em roubar as jóias de seus pais, donos de uma joalheria em um Shoping Center. Durante o roubo, sua mãe (Rosemary Harris), que não deveria estar no local, acaba morta.  Seu pai (Albert Finney) jura que vai achar o assassino a qualquer custo. A excelente interpretação de Seymour não eclipsa o brilho de Marisa Tomei no papel da mulher de Andy e amante de seu irmão.


Com uma boa história, onde os personagens são amorais, a inovação do diretor está, justamente, na condução do roteiro. Além das idas e vindas das cenas, onde cada personagem “vê” o que acontece pelo seu ponto de vista, as cenas repetidas sempre são filmadas de um ângulo ligeiramente diferente, o que confere ao filme uma dinâmica interessante que mantém a atenção do espectador.


Depois do crime e da morte da mãe dos dois, começam emergir os esqueletos dos armários de cada personagem, a típica família americana é cheia de fantasmas, Andy se acha preterido em favor de Hank, e este é o filho mimado meio irresponsável, na verdade, é o típico Looser, e ainda existe uma irmã controladora que vive distante. A amoralidade da família é assombrosa, os irmãos estão preocupados unicamente com as conseqüências da morte da mãe, com o que pode acontecer com eles, e não apresentam qualquer arrependimento ou desconforto com a morte dela. As implicações do crime acabam afetando a todos, até o traficante de drogas, fornecedor do Andy. O fim do drama fica em aberto, mais uma sacada genial do diretor Lumet, que andou pisando na bola quando dirigiu o sofrível filme, "Sob suspeita", com Vin Diesel, e estava sendo olhado de esguelha pela crítica e fãs. JAIR, Floripa, 17/10/10.


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Jair em 17/10/2010Nota: 3.5     


O curioso provérbio irlandês: “Que você tenha alimento e roupas, um travesseiro suave para sua cabeça; que você faça 40 anos no paraíso, antes que o diabo saiba que você está morto”, deu origem ao não menos curioso nome do filme, “Antes que o diabo saiba que você está morto”, (2007), o qual é um drama de suspense policial apresentado em zig-zag pelo diretor, Sidney Lumet.


A história começa com dois irmãos, Andy (Philip Seymour Hoffman, o Capote do filme de mesmo nome) e Hank (Ethan Hawke, trabalhou em: “A sociedade dos poetas mortos” e “Dia de treinamento”), os quais planejam o “crime perfeito” que vai resolver seus problemas financeiros. Hank é executivo de uma grande empresa, viciado em drogas pesadas e está usando dinheiro da empresa para financiar seu vício, Hank deve três meses de pensão alimentícia da filha que vive com sua ex mulher. O crime consiste em roubar as jóias de seus pais, donos de uma joalheria em um Shoping Center. Durante o roubo, sua mãe (Rosemary Harris), que não deveria estar no local, acaba morta.  Seu pai (Albert Finney) jura que vai achar o assassino a qualquer custo. A excelente interpretação de Seymour não eclipsa o brilho de Marisa Tomei no papel da mulher de Andy e amante de seu irmão.


Com uma boa história, onde os personagens são amorais, a inovação do diretor está, justamente, na condução do roteiro. Além das idas e vindas das cenas, onde cada personagem “vê” o que acontece pelo seu ponto de vista, as cenas repetidas sempre são filmadas de um ângulo ligeiramente diferente, o que confere ao filme uma dinâmica interessante que mantém a atenção do espectador.


Depois do crime e da morte da mãe dos dois, começam emergir os esqueletos dos armários de cada personagem, a típica família americana é cheia de fantasmas, Andy se acha preterido em favor de Hank, e este é o filho mimado meio irresponsável, na verdade, é o típico Looser, e ainda existe uma irmã controladora que vive distante. A amoralidade da família é assombrosa, os irmãos estão preocupados unicamente com as conseqüências da morte da mãe, com o que pode acontecer com eles, e não apresentam qualquer arrependimento ou desconforto com a morte dela. As implicações do crime acabam afetando a todos, até o traficante de drogas, fornecedor do Andy. O fim do drama fica em aberto, mais uma sacada genial do diretor Lumet, que andou pisando na bola quando dirigiu o sofrível filme, "Sob suspeita", com Vin Diesel, e estava sendo olhado de esguelha pela crítica e fãs. JAIR, Floripa, 17/10/10.


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Fernando Vasconcelos em 24/01/2010

Roteiro eletrizante, direção perfeita, e interpretações extraordinárias. Só achei desnecessária a maneira como foi filmada a cena de abertura entre os personagens defendidos por Philip Seymour Hoffman e Marisa Tomei, ambos já premiados com o oscar nos filmes Capote e Meu Primo Vinny, respectivamente.

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Tássia Bastos em 26/11/2009Nota: 4     

Gostei bastante. É muito inteligente! O Hoffman perfeito como sempre.

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Erika Liporaci, Colunista em 02/01/2007Nota: 3.5     

Depois do sofrível "Find me Guilty", confesso que estava com um pé atrás com Sidney Lumet. Qualquer diretor que se disponha a trabalhar com Vin Diesel inspira minha eterna desconfiança. A boa notícia é que Lumet aprendeu a lição e, para compensar a bola fora, escalou desta vez um time invejável: Philip Seymour Hoffman, Albert Finney, Ethan Hawke. Os dois primeiros dispensam introduções, o terceiro tem se desenvolvido espantosamente nos últimos anos. De quebra, a geralmente subaproveitada Marisa Tomei em cenas que farão a alegria dos marmanjos.A história também remete ao Lumet de outros tempos: num ritmo claustrofóbico, o roteiro caminha para uma inevitável colisão de vontades. Os personagens ficam a cada instante mais acuados e, portanto, mais propensos a meter os pés pelas mãos. Nesses casos, o desastre é certo. A trama é um trágico exemplo da verdade contida em frases como "cada ação gera uma reação". A maioria dos planos perfeitos são perfeitos apenas em teoria, porque em tese não se lida com o imprevisto. E é geralmente o fator-surpresa que bagunça tudo. Lição que os personagens aprendem da maneira mais dolorosa."

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