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Amores Brutos

titulo original: (Amores Perros)

lançamento: 2000 (México)

direção: Alejandro González-Iñárritu

atores: Emilio Echevarría , Gael García Bernal , Goya Toledo , Álvaro Guerrero , Vanessa Bauche

duração: 153 min

gênero: Drama

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:Amores Perros
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 33 min
  • ano de lançamento:2000
  • site oficial:http://www.amoresperros.com
  • estúdio:Altavista Films / Zeta Film
  • distribuidora:Lions Gate Films Inc.
  • direção: Alejandro González-Iñárritu
  • roteiro:Guillermo Arriaga
  • produção:Alejandro González Iñárritu
  • música:Gustavo Santaolalla
  • fotografia:Rodrigo Prieto
  • direção de arte:
  • figurino:
  • edição:Luis Carballar, Alejandro González Iñárritu e Fernando Pérez Unda
  • efeitos especiais:

imagens - 11

Amores Brutos Amores Brutos Amores Brutos Amores Brutos Amores Brutos Amores Brutos Amores Brutos Amores Brutos Amores Brutos Amores Brutos Amores Brutos

sinopse:

Em plena Cidade do México, um terrível acidente automobilístico ocorre. A partir deste momento, três pessoas envolvidas no acidente se encontram e têm suas vidas mudadas para sempre. Um deles é o adolescente Octavio (Gael García Bernal), que decidiu fugir com a mulher de seu irmão, Susana (Vanessa Bauche), usando seu cachorro Cofi como veículo para conseguir o dinheiro para a fuga. Ao mesmo tempo, Daniel (Álvaro Guerrero) resolve abandonar sua esposa e filhas para ir viver com Valeria (Goya Toledo), uma bela modelo por quem está apaixonado. Também se envolve no acidente Chivo (Emilio Echevarría), um ex-guerrilheiro comunista que agora atua como matador de aluguel, após passar vários anos preso. Ali, em meio ao caos, ele encontra Cofi e vê a possibilidade de sua redenção.

elenco:

  • Emilio Echevarría (Chivo)
  • Gael García Bernal (Octavio)
  • Goya Toledo (Valeria Maya)
  • Álvaro Guerrero (Daniel)
  • Vanessa Bauche (Susana)
  • Jorge Salinas (Luis Miranda Solares)
  • Laura Almela (Julieta)
  • Marco Pérez (Ramiro)
  • Adriana Berrara (Mãe de Octavio e Ramiro)
  • Carlo Bernal (Javier)
  • Rosa María Bianchi (Tia Luisa)
  • Humberto Busto (Jorge)

comentários

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Francisco Russo
02/01/2001
nota:Rate08
Muito bom filme, com alguns momentos magistrais. Na verdade, o único pecado de "Amores Brutos" é sua irregularidade de histórias. Não que uma delas seja ruim, pelo contrário, todos são no mínimo boas, mas ocorre um claro desnível entre a segunda história - do homem recentemente separado e sua namorada modelo - com as demais. Esta história é nada mais do que brilhante, enquanto que as demais não chegam a tanto. A história das transformações as quais sofre a modelo após o acidente de carro que une todos os personagens centrais é densa e prende a atenção do expectador a cada instante. Já a primeira história, que mostra o jovem que se apaixona pela esposa de seu irmão, é também muito boa; enquanto que a terceira história é interessante por dois pontos: a relação do velho com seus cachorros e o desfecho que ele dá à trama dos irmãos. Aliás, é interessante também notar que todos os personagens principais têm uma estreita ligação com seus cachorros, que são inclusive um dos elos de ligação entre todos eles.
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Tiago Superoito
03/01/2001
nota:Rate08
A estrutura narrativa deriva do cinema de Quentin Tarantino, mas o diretor consegue ir além e dar profundidade dramática às três histórias. É forte, muito bem atuado e com um roteiro que surpreende o espectador a cada minuto. A história do meio parece um pouco deslocada, com jeitão de curta-metragem, mas acaba fazendo efeito ao final da projeção. O filme é uma espécie de "Pulp Fiction" sobre temas sérios e doloridos, com diretor cheio de vontade de mostrar serviço.
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Thales Ramos de Oliveira
04/01/2001
nota:Rate010
Um filme antológico, que a cada momento nos presenteia com cenas de alto nível. Montagem primorosa, não se percebe a longevidade do filme, pois de tão bom torcemos para não acabar. Este filme é um presente para quem ama o cinema e mostra, principalmente para quem acha que cinema é só made in usa, que existe vida cinematográfica (melhor, mais original e criativa) além de Hollywood.
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Dênis Durval Teixeira
05/01/2001
nota:Rate08
Filme com momentos belíssimos, com imagens fortes e que grudam na mente. O elenco está perfeito, assim como a direção do estreante e promissor Alejandro Gonzalez Inarritu. Que atire a primeira pedra quem nunca viveu uma intensa paixão. Gael Garcia Bernal, que interpreta Octavio, era o garoto Daniel na novela mexicana exibida aqui no Brasil pelo SBT, "Vovô e eu".
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Carlos Massari
06/01/2001
nota:Rate09
Não se engane pensando que "Amores Brutos" é um dramalhão sem sentido. É um filme dramático sim, mas, ao contrário das novelas mexicanas, não tem nenhuma dose de pieguice. O filme traz uma mensagem forte, além de bons toques de suspense e um inteligente uso de flashbacks. O cinema mexicano está dando sinais de crescimento com filmes bem escritos e elaborados. A história é uma das mais complexas dos últimos tempos, girando em torno de cachorros (daí o título original, "amores perros") e de um acidente de carro. O filme começa a mil por hora, com uma perseguição que resulta em um grave acidente de trânsito. A partir daí, o filme passa a mostrar, com o auxílio de flashbacks, a vida dos envolvidos no acidente: um adolescente envolvido com brigas de cães, uma modelo famosa e um velho matador de aluguel. O adolescente era perdidamente apaixonado pela sua cunhada, que sofre com o marido violento. Octavio sonha em fugir com sua amada, mas precisa de dinheiro. Então ele descobre que seu cão, Cófi, é quase invencível nas brigas de cães. A partir daí, sua vida terá reviravoltas incríveis. O dinamismo que essa história consegue é incrível. Sempre tem um clima de tensão e apreensão, contando com o carismático Gael Garcia Bernal. Quase sempre abusando de recursos extras, o diretor Alejandro Gonzales Inirratú faz com que esta seja a melhor parte do filme. Quanto mais se aproxima do acidente, mais ficamos aprensivos, graças ao texto, que flui muito bem. Já na segunda e na terceira somos apresentados à uma modelo famosa, que está extremamente feliz, já que conseguiu finalmente que seu amante pedisse o divórcio e fosse morar com ela. Mas do dia do acidente em diante, nunca mais seria a mesma... Já na outra história, Chivo é um ex-guerrilheiro totalmente amargurado, que foi separado da família após ser preso. Hoje ele trabalha como matador de aluguel e cria cachorros. Ao presenciar o acidente, também teria sua vida totalmete modificada. A parte da modelo é a única que cansa no filme. No começo é agradável, mas logo começa a ficar repetitiva. Mas, como todas as outras, traz uma bela mensagem sobre a amargura e desespero que um simples momento pode causar na vida de uma pessoa. Já na terceira história a amargura é exatamente o tema central e ela é muito bem explorada pelo roteiro, que não cai em momento algum na pieguice. Já a direção funciona bem novamente e leva tudo com classe, só exagera um pouco no preciosismo visual. O elenco está muito bem, Emilio Echevaría dá um show, seu personagem ficou com emoção na medida certa. Goya Toledo faz o possível, mas não parece ter muito talento, e Alvaro Toledo lidera sua parte com segurança necessária. "Amores Brutos" é um filme de primeiríssima classe e um detalhe que é importante: Hollywood nunca teria coragem para fazer um filme tão forte, que é um choque na sociedade. Isso é porque todos estão sujeitos a terem suas vidas modificadas por um simples momento, porque funciona ao expressar o sentimento que desejava, contando com a boa exploração do roteiro e porque conta com um belo desfecho... E também não podemos esquecer: porque também somos o que perdemos.
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Henrique Miura
07/01/2001
nota:Rate09
Enorme sucesso em seu país e no mundo todo, "Amores Brutos" é aquele tipo de filme que mesmo quando acaba deixa uma ferida aberta no espectador, sendo que essa ferida é daquelas que demora para cicatrizar. O filme causa um impacto com suas fortes imagens e mexe com o espectador por sua forte profundidade. Uma violência real e dolorosa, é isso que vemos durante as duas horas e meia de duração desse filme, cheio de momentos magistrais que ficam marcados para sempre.O diretor Alejandro González fez um trabalho digno e honroso. É impressionante o seu trabalho com a câmera, sempre bem posicionada e com bons movimentos. Mas, o filme traz momentos bem delicados em se fazer, um deles são as brigas de cachorros, as chamadas rinhas. Trabalhar com os cães deve ter sido um trabalho desgastante. É cruel e bastante brutal a realidade imposta pelo diretor a cada cena. Muito sangue e dor. González não poupa o espectador e a cada nova cena cria um novo impacto e uma nova veracidade. Tudo aquilo é tão real, e não é de fácil aceitação. É a dura realidade...O filme começa com um grave acidente. Logo, voltamos no tempo e acompanhamos a vida dos envolvidos. Octávio (Gael García Bernal) é um jovem que é apaixonado pela mulher do irmão. Revoltado com o modo em que o irmão trata a mulher, ele acaba propondo para Susana (Vanessa Bauche) que ela fuja com ele. Ela, com um filho e grávida, não aceita pela falta de dinheiro. Logo ele começa a envolver seu cachorro em rinhas, ganhando dinheiro em cima de dinheiro. Enquanto isso, o irmão trabalha e pratica pequenos assaltos.Enquanto isso, Daniel (Álvaro Guerrero) abandonou a mulher e as filhas para viver com a modelo Valeria (Goya Toledo), que vive em seu auge. E ainda temos Chivo (Emilio Echevarría), um mendigo que tem muita história em sua vida e que agora vive como "matador de aluguel".Então voltamos ao acidente. Os envolvidos são em um carro, Octávio, o amigo e seu cão. Já no outro temos Valeria. A batida é violenta. E então passamos a acompanhar o seguimento da vida deles. A modelo agora tem de viver uma nova realidade, sua perna está destruída e trabalhar novamente somente se fizer uma plástica de bastante sucesso.O filme é muito complexo e contundente. O espectador sofre junto com os personagens. As barreiras do destino são realmente cruéis e o diretor não teve piedade, não se regulando ao criar as cenas mais chocantes da nova década. O elenco é quase perfeito, temos um tabuleiro de xadrez completo, todas as peças são extremamente importantes. Alguns atores exageram um pouco, mas no geral temos aulas de brilhantes atuações."Amores Brutos" foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, mas teve o azar em pegar a obra-prima "O Tigre e o Dragão" pela frente. O filme é um relato doloroso da realidade. Uma violência interna e externa incrível, jamais imaginada por alguns, muito menos nos cinemas. Um filme ousado e cheio de cenas marcantes, feito para se ver com o peito aberto e aceitar uma realidade.
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Josmar Toscano
09/01/2001
nota:Rate010
No mundo do cinema existem filmes e obras-primas. Os primeiros apenas exercem a sua função de mostrar algo que surgiu na cabeça de alguém. Já os outros, podem se tornar tão avassaladores a ponto de transformar a vida de quem o assiste. Amores Brutos faz parte de uma seleta lista do segundo exemplo. O filme é simplesmente sensasional! Talvez indescritível, pois como traduzir em palavras todos os sentimentos que envolvem a trama e transbordam as expectativas do público? Inteligente e bruto talvez sejam os adjetivos que, juntos, melhor consigam definir a genialidade que trancorre na tela em mais de 2 horas e meia de duração. A interligação entre as estórias é surpreendente e a realidade tão dura quanto amarga faz com que o filme seja ainda mais impactante. Este filme me ganhou completamente, e desde já, o incluo na lista dos 10 melhores que já vi em toda minha vida. Coisas assim é que fazem o cinema ser tão encantador. Que mais filmes deixem de ser filmes e se tornem obras-primas!"
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João Moretto
10/01/2001
nota:Rate010
Chocante, violento, humano, apaixonante, incômodo... Após assistir Amores Brutos me senti como se tivesse levado uma tijolada no rosto. Não é apenas mais um mero filme de um brilhante diretor, mas uma faísca que nos desperta sentimentos tão díspares que nos fazem avaliar uma gama imensa de comportamentos, o modo como nos afetam e como a eles reagimos. É incrível como o filme nos deixa atônitos com a relação amor/violência (ambos em variadas roupagens), que permeia todo o contexto das três histórias. Em cada ocasião há inúmeras cenas e situações que estão entre as mais absurdas, criativas e coesas da história do cinema. Todas, claro, recheadas de imagens fortes e perfeitamente dirigidas. A direção de arte é magistral e somente reforça o impacto de um filme que não pode passar batido pelos cinéfilos. Este é sem dúvida um dos melhores filmes que assisti."
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Cleandes Machado
16/09/2009
Filme excelente!!! Três histórias, ligadas pelo mesmo inconveniente,  que prende a atenção do início ao fim. Ótima narrativa! Não dá pra dizer qual da trilogia de Alejandro González-Iñárritu é melhor ("21 Gramas", "Babel" e este), mas sem dúvida, "Amores Brutos" é demais! Imperdível e difícil!
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Naldo Oliveira
23/10/2009
nota:Rate010

Um dos melhores filmes feitos nos últimos tempos. A história é muito bem conduzida pelos tres personagens que devido a um acidadente irão se cruzar e devido a isso suas vidas se modificará para sempre. Amores Brutod conta uma exelente direção, atores afinados e em perfeita sintonia. As cenas ão super ágeis e com muito rítimo. é uma história emocionante, onde o perdão, a rendenção e o amor andam juntos. Para mim é um filme marcante, assim como os outros dois que fazem parte da trilogia: 21 Gramas e Babel. Os tres são impecáveis.


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