Amores Brutos

Amores Brutos 2010-05-22 Francisco

Título original: (Amores Perros)

Lançamento: 2000 (México)

Direção: Alejandro González-Iñárritu

Atores: Emilio Echevarría, Gael García Bernal, Goya Toledo, Álvaro Guerrero.

Duração: 153 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

5           10 30 5

(30 votos)

                   

Sinopse

Em plena Cidade do México, um terrível acidente automobilístico ocorre. A partir deste momento, três pessoas envolvidas no acidente se encontram e têm suas vidas mudadas para sempre. Um deles é o adolescente Octavio (Gael García Bernal), que decidiu fugir com a mulher de seu irmão, Susana (Vanessa Bauche), usando seu cachorro Cofi como veículo para conseguir o dinheiro para a fuga. Ao mesmo tempo, Daniel (Álvaro Guerrero) resolve abandonar sua esposa e filhas para ir viver com Valeria (Goya Toledo), uma bela modelo por quem está apaixonado. Também se envolve no acidente Chivo (Emilio Echevarría), um ex-guerrilheiro comunista que agora atua como matador de aluguel, após passar vários anos preso. Ali, em meio ao caos, ele encontra Cofi e vê a possibilidade de sua redenção.

 

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Elenco

  • Emilio Echevarría (Chivo)
  • Goya Toledo (Valeria Maya)
  • Álvaro Guerrero (Daniel)
  • Vanessa Bauche (Susana)
  • Jorge Salinas (Luis Miranda Solares)
  • Laura Almela (Julieta)
  • Marco Pérez (Ramiro)
  • Adriana Berrara (Mãe de Octavio e Ramiro)

Comentários

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BRAVO! em 09/09/2011

Genial! Mais uma obra prima na trilogia de Iñárritu, é um dos meus diretores favoritos na atualidade. Roteiro envolvente, realmente a tematica da "teoria do caos", rende boas historias. Atuações primorosas, uma drama denso e realista.

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arthuryuka em 05/03/2011Nota: 10     

...muito bom filme, excelente

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gilkoz em 26/04/2010

Filme muito bom...assisti para uma aula de espanhol e adorei. Muito bem feito e o clima que o diretor criou é muito legal...

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ygor arthur em 25/04/2010

emocionante . real . belo . uma experiencia de vida que prende sua respiraçao ... tao bons quanto 21 gramas e babel .

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luanita13 em 24/04/2010Nota: 3     

maravilhoso,como os outros desse mesmo diretor,mas um detalhe me intrigou bastante;onde conseguiram aquele monte de cães mortos?

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Josmar Toscano em 09/01/2001Nota: 5     

No mundo do cinema existem filmes e obras-primas. Os primeiros apenas exercem a sua função de mostrar algo que surgiu na cabeça de alguém. Já os outros, podem se tornar tão avassaladores a ponto de transformar a vida de quem o assiste. Amores Brutos faz parte de uma seleta lista do segundo exemplo. O filme é simplesmente sensasional! Talvez indescritível, pois como traduzir em palavras todos os sentimentos que envolvem a trama e transbordam as expectativas do público? Inteligente e bruto talvez sejam os adjetivos que, juntos, melhor consigam definir a genialidade que trancorre na tela em mais de 2 horas e meia de duração. A interligação entre as estórias é surpreendente e a realidade tão dura quanto amarga faz com que o filme seja ainda mais impactante. Este filme me ganhou completamente, e desde já, o incluo na lista dos 10 melhores que já vi em toda minha vida. Coisas assim é que fazem o cinema ser tão encantador. Que mais filmes deixem de ser filmes e se tornem obras-primas!"

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Francisco Russo em 02/01/2001Nota: 4     

Muito bom filme, com alguns momentos magistrais. Na verdade, o único pecado de "Amores Brutos" é sua irregularidade de histórias. Não que uma delas seja ruim, pelo contrário, todos são no mínimo boas, mas ocorre um claro desnível entre a segunda história - do homem recentemente separado e sua namorada modelo - com as demais. Esta história é nada mais do que brilhante, enquanto que as demais não chegam a tanto. A história das transformações as quais sofre a modelo após o acidente de carro que une todos os personagens centrais é densa e prende a atenção do expectador a cada instante. Já a primeira história, que mostra o jovem que se apaixona pela esposa de seu irmão, é também muito boa; enquanto que a terceira história é interessante por dois pontos: a relação do velho com seus cachorros e o desfecho que ele dá à trama dos irmãos. Aliás, é interessante também notar que todos os personagens principais têm uma estreita ligação com seus cachorros, que são inclusive um dos elos de ligação entre todos eles.

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Tiago Superoito em 03/01/2001Nota: 4     

A estrutura narrativa deriva do cinema de Quentin Tarantino, mas o diretor consegue ir além e dar profundidade dramática às três histórias. É forte, muito bem atuado e com um roteiro que surpreende o espectador a cada minuto. A história do meio parece um pouco deslocada, com jeitão de curta-metragem, mas acaba fazendo efeito ao final da projeção. O filme é uma espécie de "Pulp Fiction" sobre temas sérios e doloridos, com diretor cheio de vontade de mostrar serviço.

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Thales Ramos de Oliveira em 04/01/2001Nota: 5     

Um filme antológico, que a cada momento nos presenteia com cenas de alto nível. Montagem primorosa, não se percebe a longevidade do filme, pois de tão bom torcemos para não acabar. Este filme é um presente para quem ama o cinema e mostra, principalmente para quem acha que cinema é só made in usa, que existe vida cinematográfica (melhor, mais original e criativa) além de Hollywood.

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Henrique Miura em 07/01/2001Nota: 4.5     

Enorme sucesso em seu país e no mundo todo, "Amores Brutos" é aquele tipo de filme que mesmo quando acaba deixa uma ferida aberta no espectador, sendo que essa ferida é daquelas que demora para cicatrizar. O filme causa um impacto com suas fortes imagens e mexe com o espectador por sua forte profundidade. Uma violência real e dolorosa, é isso que vemos durante as duas horas e meia de duração desse filme, cheio de momentos magistrais que ficam marcados para sempre.O diretor Alejandro González fez um trabalho digno e honroso. É impressionante o seu trabalho com a câmera, sempre bem posicionada e com bons movimentos. Mas, o filme traz momentos bem delicados em se fazer, um deles são as brigas de cachorros, as chamadas rinhas. Trabalhar com os cães deve ter sido um trabalho desgastante. É cruel e bastante brutal a realidade imposta pelo diretor a cada cena. Muito sangue e dor. González não poupa o espectador e a cada nova cena cria um novo impacto e uma nova veracidade. Tudo aquilo é tão real, e não é de fácil aceitação. É a dura realidade...O filme começa com um grave acidente. Logo, voltamos no tempo e acompanhamos a vida dos envolvidos. Octávio (Gael García Bernal) é um jovem que é apaixonado pela mulher do irmão. Revoltado com o modo em que o irmão trata a mulher, ele acaba propondo para Susana (Vanessa Bauche) que ela fuja com ele. Ela, com um filho e grávida, não aceita pela falta de dinheiro. Logo ele começa a envolver seu cachorro em rinhas, ganhando dinheiro em cima de dinheiro. Enquanto isso, o irmão trabalha e pratica pequenos assaltos.Enquanto isso, Daniel (Álvaro Guerrero) abandonou a mulher e as filhas para viver com a modelo Valeria (Goya Toledo), que vive em seu auge. E ainda temos Chivo (Emilio Echevarría), um mendigo que tem muita história em sua vida e que agora vive como "matador de aluguel".Então voltamos ao acidente. Os envolvidos são em um carro, Octávio, o amigo e seu cão. Já no outro temos Valeria. A batida é violenta. E então passamos a acompanhar o seguimento da vida deles. A modelo agora tem de viver uma nova realidade, sua perna está destruída e trabalhar novamente somente se fizer uma plástica de bastante sucesso.O filme é muito complexo e contundente. O espectador sofre junto com os personagens. As barreiras do destino são realmente cruéis e o diretor não teve piedade, não se regulando ao criar as cenas mais chocantes da nova década. O elenco é quase perfeito, temos um tabuleiro de xadrez completo, todas as peças são extremamente importantes. Alguns atores exageram um pouco, mas no geral temos aulas de brilhantes atuações."Amores Brutos" foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, mas teve o azar em pegar a obra-prima "O Tigre e o Dragão" pela frente. O filme é um relato doloroso da realidade. Uma violência interna e externa incrível, jamais imaginada por alguns, muito menos nos cinemas. Um filme ousado e cheio de cenas marcantes, feito para se ver com o peito aberto e aceitar uma realidade.

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