Amém

Amém 2010-05-22 Francisco

Título original: (Amen)

Lançamento: 2001 (França)

Direção: Costa-Gavras

Atores: Ulrich Tukur, Mathieu Kassovitz, Ulrich Mühe, Michel Duchaussoy.

Duração: 130 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

5           10 49 5

(49 votos)

                   

Sinopse

Kurt Gerstein (Ulrich Tukur) é um oficial do Terceiro Reich que trabalhou na elaboração do Zyklon B, gás mortífero originalmente desenvolvido para a matança de animais mas usado para exterminar milhares de judeus durante a 2ª Guerra Mundial. Gerstein se revolta com o que testemunha e tenta informar os aliados sobre as atrocidades nos campos de concentração. Católico, busca chamar a atenção do Vaticano, mas suas denúncias são ignoradas pelo alto clero. Apenas um jovem jesuíta lhe dá ouvidos e o ajuda a organizar uma campanha para que o Papa (Marcel Iures) quebre o silêncio e se manifeste contra as violências ocorridas em nome de uma suposta supremacia racial.

 

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Elenco

Mathieu Kassovitz

(Riccardo Fontana)

  • Ulrich Tukur (Kurt Gernsten)
  • Ulrich Mühe (Médico)
  • Michel Duchaussoy (Cardeal)
  • Ion Caramitru (Conde Fontana)
  • Marcel Iures (Papa)
  • Friedrich von Thun (Pai de Kurt)
  • Antje Schmidt (Frau Gerstein)
  • Hanns Zischler (Grawitz)

Comentários

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Carlos em 27/12/2011

...Grandioso filme, assitam...um dos melhores sobre a segunda guerra e o nazismo. Conta a história de um homem que foi designado a criar um gás mortal pra matar judeus e ele se recusou. Ele era uma vítima dos nazistas, mesmo sendo 1 deles. Baseado em fatos reais e mostra um lado diferente, pois enquanto pensamos que todos do governo e exército de hitler eram cruéis e psicóticos, sempre no meio tinha alguém que demonstrava humanidade e bondade, e lutava contra o sistema mesmo estando dentro dele, e arriscando a própria vida pra tentar concertar a insanidade e maldade de uma nação, no caso a alemanha da segunda guerra.

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SERGIO em 10/01/2001Nota: 5     

Um filme excelente e corajoso pois evidencia o jogo de interesses que ocorreram na época da 2a Guerra Mundial. Infelizmente, o dinheiro prevaleceu sobre a humanidade, fora outras coisas.

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Denise Lachata em 08/01/2001Nota: 5     

Filmes como este estão cada vez mais raros de serem vistos nos cinemas. Tudo nele é perfeito e, com certeza, deveria ser visto por todos. A denúncia feita em seu roteiro quanto à estaticidade de órgãos poderosos o bastante, como a igreja católica e o governo dos EUA, mostra a hipocrisia que sempre rondou (e ainda ronda) a história da humanidade.

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José Luiz de Souza em 11/01/2001Nota: 4.5     

Excelente filme. É mais um filme mostrando as entranhas do Vaticano. A posição dúbia do papa, o conformismo do poder religioso diante do sofrimento judeu, a cruzada individual de verdadeiros defensores da humanidade.

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Ana C. de Oliveiraa em 07/01/2001Nota: 5     

É uma vergonha que este filme não tenha entrado em circuito por aqui. Sem usar cenas que exploram o sofrimento nos campos de concentração nem situações piegas, demonstra como a omissão pode ser tão nociva quanto a agressão. Merece ser visto e revisto, pois estes antolhos da ignorância, até hoje, fazem milhares de vitímas mundo afora. Mais uma vez Costa Gravas se mostra um mestre.

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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR em 09/01/2001Nota: 3.5     

O diretor grego naturalizado francês, Costa-Gavras, que fez a cabeça dos adolescentes daqueles que estão com seus 40 e poucos anos através de filmes como "Z" e "Missing", volta a atacar com o seu humanismo contundente. Em "Amen", ele revê a política que a Igreja Católica teve com relação aos 6 milhões de judeus assassinados em campos de concentração pelos nazistas. A associação fica inclusive explícita no pôster do filme, o qual mistura uma cruz com a suástica hitlerista. O viés do assunto é feito através do padre Ricardo (Matthieu Kassovitz), cujo pai é amigo direto do Papa, e que denuncia inúmeras vezes a política genocida com relação aos judeus executada pelos nazistas. Ricardo espera que o Papa se pronunciasse enfaticamente sobre o assunto, coisa que jamais aconteceu ao longo de todo o período da segunda grande guerra. O outro eixo da trama se dá com o químico alemão Kurt Gerstein (Ulrich Tukur), cujos relatos deram origem ao roteiro do filme. Gerstein era um oficial da SS, criador do zyclon B, produto que era utilizado nas câmaras de gás. Porém, ele tinha consciência dos crimes hediondos que a sua invenção tinha proporcionado, e informava tudo que ocorria nos campos de concentração para o padre Ricardo, que se tornou seu amigo. Todo o esforço de Gerstein se mostrou infrutífero. A mensagem de Costa-Gavras é bastante clara, aqueles que não se posicionam passivamente diante de situações que a vida humana é relegada a segundo plano (como a Igreja Católica fez com os judeus), é tão culpado quanto aqueles que perpetraram o crime. Falar sobre os horrores da guerra de maneira retrospectiva é deveras fácil. Corajoso e necessário é que as instituições se posicionem na vigência das atrocidades, tentando impedir que mais vidas sejam perdidas. Tal coragem faltou ao Papa Pio XII e à sua instituição. Parece que o fôlego de Costa-Gavras não tem fim. Enquanto houver uma causa a ser denunciada, lá estará o homem. A atuação do ator alemão Ulrich Tukur é ótima.

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Diogo em 12/01/2001Nota: 4.5     

Um filme belo, profundo, que retrata de forma pedagógica, a criação da câmara de gás na 2º Guerra mundial. Amén mostra a luta de dois homens que defendem a vida humana com todas as forças e que experimentam as conseqüências desta escolha. Enfim, um belo relato, um espetáculo da sétima arte!

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Francisco Russo em 02/01/2001Nota: 4     

Todo filme que tem a ousadia de denunciar a hipocrisia da Igreja Católica em seus atos atuais ou passados merece sempre ser louvado. Este é o caso de "Amen", que trata justamente do modo como a Igreja ignorou o massacre judeu feito pelos alemães, para que possíveis atitudes não prejudicassem seus interesses em outras áreas, como o combate à Rússia de Stalin ou o saque das valiosas obras de arte do Vaticano. Tudo isto é mostrado com fidelidade no filme, nem tanto por cenas ou diálogos chocantes mas principalmente por pequenos atos vindos do Papa e de integrantes do Vaticano. A soma destes atos acaba resultando em uma revolta passada ao público, que sabe que o mostrado realmente aconteceu. Um filme muito bom, que merece ser discutido após o término da sessão.

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Thiago Lima em 05/01/2001Nota: 5     

O filme é muito Bom. Retrata a ignorancia da igreja em tratar assuntos como o massacre judeu na segunda guerra. A posição do Agente da SS é confusa, e isso deixa o filme melhor e mais intrigante.

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Marcelo Inácio Ferreira em 06/01/2001Nota: 4.5     

Este é um daqueles filmes a que você assiste sem perceber o tempo passar, curioso com o que vai acontecer com os heróis do filme que são ignorados o tempo todo em suas luta solitária. Devemos louvar a iniciativa do diretor de propor um tema tão polêmico: o silêncio do Vaticano diante do genocídio de nossos irmãos judeus. Este gênero de filme é bom para reacender no coração da humanidade o sinal de alerta para o perigo de se creditar todo o poder de uma nação a um louco megalomaníaco e desumano.

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