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Crítica - A.I. - Inteligência Artificial
Atila Francis (e-mail),
Leitor do Adoro Cinema - Nota 9:
"Steven
Spielberg é sempre brilhante em seus trabalhos primorosos e este não
poderia ser a exceção. É um filme belo, com interpretações
marcantes, um roteiro poético e futurista, efeitos visuais de primeira,
fotografia caprichada, montagem excepcional e direção magnífica.
Muitos têm se queixado de sua longa duração, o que o torna
um pouquinho cansativo, mas isso não tira o primor de sua história
e da grandeza do filme. O roteiro discute os limites entre o homem e a máquina
de forma magnífica, com uma ficção em que o ponto de vista
dos humanos e do futuro seria de um robô-mirim. Uma história que
é uma espécie de PINÓQUIO HIGH TECH, cuja inspiração
para transportá-lo para o cinema veio do conto "SUPERBRINQUEDOS
DURAM O VERÃO TODO". Originalmente a direção seria
de Stanley Kubrick - um dos maiores cineastas do cinema, que nos deu filmes
de rara qualidade como "LARANJA MECÂNICA" (1971), "SPARTACUS"
(1960), "NASCIDO PARA MATAR" (1987), "O ILUMINADO" (1980),
"BARRY LYNDON" (1975), "LOLITA" (1964), "GLÓRIA
FEITA DE SANGUE" (1957), "2001 - UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO"
(1968), entre outros. Mas ele veio a falecer e Steven Spielberg agarrou o projeto
com força e dedicou o filme ao mesmo. O elenco brilha invariavelmente.
Cabe citar dois desempenhos memoráveis: Haley Joel Osment (de "O
SEXTO SENTIDO") como o menino robô, que encanta com uma interpretação
leve e sutil, e Jude Law, que faz Gigolô Joe e dá um show (aliás,
Jude Law sempre tem o cuidado de escolher roteiros de qualidade, é só
lembrar os seus filmes anteriores: "WILDE", "CÍRCULO DE
FOGO", "O TALENTOSO RIPLEY", "GATTACA - EXPERIÊNCIA
GENÉTICA", etc). Além do brilho dos atores, o filme é
pura magia, que nos impulsiona para um futuro de espantosa tecnologia e aventura
além da imaginação humana. Celebrado como um triunfo, é
um filme à frente do seu tempo. Sem dúvida, um dos dez melhores
filmes do ano!"