1244851009 adaptacaoposter01 thumb

Adaptação

titulo original: (Adaptation)

lançamento: 2002 (EUA)

direção: Spike Jonze

atores: Nicolas Cage , Meryl Streep , Chris Cooper , Cara Seymour , Rheagan Wallace

duração: 114 min

gênero: Comédia

status: arquivado

envie
comentar
newsletter
twitter
rss
favorito
separar os e-mails por vírgulas
limitado em 600 caracteres

Faça o login, para usar essa ferramenta.

ficha técnica:

  • título original:Adaptation
  • gênero:Comédia
  • duração:01 hs 54 min
  • ano de lançamento:2002
  • site oficial:http://www.sonypictures.com/movies/adaptation/
  • estúdio:Good Machine / Beverly Detroit / Clinica Estetico / Propaganda Films
  • distribuidora:Columbia Pictures
  • direção: Spike Jonze
  • roteiro:Charlie Kaufman e Donald Kaufman, baseado em livro de Susan Orlean
  • produção:Jonathan Demme, Vincent Landay e Edward Saxon
  • música:Carter Burwell
  • fotografia:Lance Acord
  • direção de arte:Peter Andrus
  • figurino:Ann Roth e Casey Storm
  • edição:Eric Zumbrunnen
  • efeitos especiais:Digital Domain / Gray Matters FX / Makeup & Effects Laboratories Inc.

imagens - 18

Adaptação Adaptação Adaptação Adaptação Adaptação Adaptação Adaptação Adaptação Adaptação Adaptação Adaptação Adaptação Adaptação Adaptação Adaptação Adaptação Adaptação Adaptação

sinopse:

Charlie Kaufman (Nicolas Cage) precisa de qualquer maneira adaptar para o cinema o romance "The Orchid Thief", de Susan Orlean (Meryl Streep). O livro conta a história de John Laroche (Chris Cooper), um fornecedor de plantas que clona orquídeas raras para vendê-las a colecionadores. Porém, além das dificuldades naturais da adaptação de um livro em roteiro de cinema, Charlie precisa lidar também com sua baixa auto-estima, sua frustração sexual e ainda Donald, seu irmão gêmeo que vive como um parasita em sua vida e sonha em também se tornar um roteirista.

elenco:

  • Nicolas Cage (Charlie Kaufman / Donald Kaufman)
  • Meryl Streep (Susan Orlean)
  • Chris Cooper (John Laroche)
  • Cara Seymour (Amelia)
  • Rheagan Wallace (Kim Canetti)
  • Jane Adams (Margaret)
  • Jim Beaver (Ranger Tony)
  • Caron Colvett (Esposa de John Laroche)
  • Lynn Court (Pai de John Laroche)
  • Roger Fanter (Tio Jim)
  • Gary Farmer (Buster Baxley)
  • Paul Fortune (Paul Fortune)
  • Judy Greer (Alice)
  • Maggie Gyllenhaal (Caroline)
  • Catherine Keener (Catherine Keener)
  • John Malkovich (John Malkovich)
  • David O. Russell (David O. Russell)
  • Tilda Swinton (Valerie)
  • John Cusack (John Cusack)
  • Brian Cox (Robert McKee)
  • Stephen Tobolowsky (Steve Neely)

comentários

para deixar um comentário você precisa fazer o login
Default thumb
Cíntiaa
02/01/2002
nota:Rate010
AMEI o filme, realmente... Me identifiquei muito com o roteiro no geral e principalmente com o personagem Charles Kaufman, pois sua vida é cheia de dúvidas, indecisões e medos, e por eu ter uma irmã que é meu oposto, assim como Donald. É realmente o meu filme, pela sua filosofia e características em geral."
Default thumb
Izisa
03/01/2002
nota:Rate09
Um ótimo filme para vermos os complexos de ser humano em um meio louco e cheio de pressão. Um irmão que quer ser bom, o outro confuso por não se achar um gênio (e ser chamado de gênio). Ótimo para fazer pensar sobre as nossas escolhas e como lidamos com o mundo lá fora, que pode ser mais cruel que o que temos dentro de nós mesmos."
Default thumb
pedro1asakura
04/01/2002
nota:Rate09
A dupla Jonze e Kaufman realmente parece ter dado certa e está mais madura, brilhante e sensacional do que em Quero ser John Malkovich. O personagem Charlie é cativante e não há quem não se identifique com ele´. Talvez se o Oscar 2003 não tivesse tão disputado, Jonze e seu filme pudessem receber indicações na categoria principal. Talvez Meryl e Cooper apesar de excelentes ainda não merecam os Oscar (os seus Globo´s de Ouro já estão de bom tamanho) mas concerteza Nicolas Cage merecia um reconhecimento maior por sua sensacional atuação como Charlie e Donald. Concerteza mereceu o Globo de Ouro de melhor ator Comédia/Musical. Voltando ao filme, Charlie se revela de uma criatividade incrível e consegue misturar reflexões e uma comédia sem perder para nenhum lado. Talvez a única falha seja um pouco de excesso de drama no final que não tiram o brilho do filme."
Default thumb
pedro1asakura
05/01/2002
nota:Rate09
A dupla Jonze e Kaufmann realmente parece ter dado certa e está mais madura, brilhante e sensacional do que em Quero ser John Malkovich. O personagem Charlie é cativante e não há quem não se identifique com ele´. Talvez se o Oscar 2003 não tivesse tão disputado, Jonze e seu filme pudessem receber indicações na categoria principal. Talvez Meryl e Cooper apesar de excelentes ainda não merecam os Oscar (os seus Globo´s de Ouro já estão de bom tamanho) mas concerteza Nicolas Cage merecia um reconhecimento maior por sua sensacional atuação como Charlie e Donald. Concerteza mereceu o Globo de Ouro de melhor ator Comédia/Musical. Voltando ao filme, Charlie se revela de uma criatividade incrível e consegue misturar reflexões e uma comédia sem perder para nenhum lado. Talvez a unica falha seja um pouco de excesso de drama no final que não tiram o brilho do filme."
Default thumb
Pedro Malafaia
06/01/2002
nota:Rate08
É um filme fantástico, sobre os problemas que ocorrem durante a criação artística. Nicolas Cage impecável como os dois irmãos tão diferentes, assim como as diferenças entre os filmes bons e ruins de Hollywood. O roteirista teve essa idéia genial de criticar vivamente os produtores da indústria que se importam mais em vender os filmes, do que produzir obras de efeito, que fiquem na memória como clássicos indispensáveis. Outro detalhe importante, já que eu usei a palavra indispensável, é a auto-avaliação do protagonista quanto a sua própria validade. Quer dizer, enquanto o irmão gêmeo vive sem pensar muito, baseando-se nas frivolidades que a fama oferece, o verdadeiro artista sente-se pressionado a sucumbir, num mundo onde a rapidez e os clichês são valorizados se trazem dinheiro aos estúdios e às próprias pessoas que produzem arte."
Default thumb
Henrique Miura
07/01/2002
nota:Rate06
Um filme em que a história é o bastidor do próprio filme. Estranho? Demais. Difícil, inclusive, se acostumar com a idéia. Mais esquisito que isso, só o filme anterior da dupla Spike Jonze e Charlie Kaufman, o ótimo "Quero Ser John Malkovich". Se as pessoas achavam o cúmulo uma entorpecida história sobre entrar na mente do ator John Malkovich, fico imaginando o que irão achar de "Adaptação" aqueles que entrarem no cinema sem saber nada o filme. Quem não assistiu ao filme anterior da dupla, irá perder boa parte da gostosura do filme - como, por exemplo, a parte em que Charlie Kaufman (no físico de Nicolas Cage) está no set de filmagens do "Quero ser John Malkovich", onde os atores principais da respectiva obra - John Cusack, John Malkovich e Catherine Keener - estão entrando em cena. Pura bizarrice. Mas que fique claro: um filme não tem muito a ver com o outro - a semelhança é apenas uma, a originalidade das idéias. O que é verdade é o que é mentira dentro dessa história não sabemos ao certo. Mas "Adaptação" narra os fatos (o estresse, a pressão, o bloqueio criativo), que cercam a vida de Kaufman, enquanto ele tenta adaptar "The Orchid Thief", da escritora Susan Orlean. Sofrendo para adaptar o livro, ele vive numa verdadeira paranóia. O filme então se divide em dois: com a história do livro que Kaufman está adaptando (com Meryl Streep e Chris Cooper), e com o roterista passando por todas as fases do processor de adaptação, sendo auxíliado por seu irmão gêmero,- que é um roteirista amador, que escreve seu primeiro roteiro; com uma história clichê sobre serial-killer, tiros, perseguições, assassinatos e etc. E isso vai totalmente contra a visão de Kaufman, que gosta de idéias originais, não gosta de cartilhas (em uma engraçada cena, o irmão lhe oferece ''os 10 mandamentos'' para escrever um roteiro); é contra o esquemão da indústria. "Adaptação" praticamente nem é um filme de Spike Jonze, mas sim de Charlie Kaufman. Isso porque, o filme é nascisista e tem um ego gigantesco. Em diversos momentos da história, Kaufman se auto-proclama genial. Talvez, as críticas excelentes recebidas por "Quero ser John Malcovich", tenham feito mal a cabeça do roteirista. Se a idéia é altamente original, é mal utilizada para a propaganda da genialidade do roteirista;- que com esperteza, consegue fazer uma maquiagem, e deixar tudo com cara normalizada. Mas na verdade, levando os fatos pela maneira que são apresentados, é possível encontrar um roteirista de ego-inflamado, querendo provar sua genialidade para si mesmo, e tendo a pretensão de ser genial. Mas isso não prejudica o fato mais importante do filme, que é fazer com que possamos entender como surgiu a idéia de fazer um filme semi-auto-biografico, quando simplesmente tinha que adaptar o romance sobre orquídeas. Durante todo o filme, a imagem é: Kaufman é o genial, e seu irmão o amador da indústria. O paralelo da linha entre a capacidade máxima e a capacidade mínima, é sempre destacada - com as idéias do roteirista genial, sendo sempre melhores que as da do irmão, que são absurdamente batidas e banais. Porém, como pode-se ver nos créditos do filme, os nomes que contas são: Charlie Kaufman e Donald Kaufman, os irmãos gêmeos (sendo que o Donald não existe, é fictício), pois quando Charlie não consegue encontrar uma saida para o desfecho inconcluido do livro (termina no pântano, sem explicações, sem sentido, sem algo que possa dar um ponto final naquilo que estava sendo contado), recebe auxilio de Donald. Ou seja, se durante todo o filme vemos uma gozação com as idéias utilizadas por Donald em seu roteiro, o final de "Adaptação" é uma verdadeira contradição contra aquilo que pregou contra - assumindo de vez uma narrativa de fatos inexistentes, misturando policial, em um jogo de gato e r ato. A meia hora final é como se fosse as idéias do Donald. A esperteza de Kaufman nesse sentido é notável (mostrar a alteração de idéias em um roteiro), mas mal realizada, pois por mais que seja sarcástico e crítico com relação a banalidade das atuais produções hollywoodianas, isso não impede que durante 30 minutos, assistissemos uma verdadeira junção de clichês de filmes policiais (juntando a narrativa dos dois irmãos com a do livro), atolado em banalidade. Aqui entra mais um ponto que reflete o egocêntrismo de Kaufman, pois enquanto a idéia é só sua e totalmente original incartilhado, tudo funciona bem - agora, quando entra uma segunda cabeça em suas idéias, acaba derrapando em estupidez e clichês. Ou seja, Kaufman é o gênio da autenticidade - e, não tem receio de assumir isso, em muitos diálogos, ele discute essa possível interpretação da platéia, e não esconde que realmente é um gênio, nascisista, mestre da autenticidade. Humildade zero, apesar dele ter credibilidade por caus a do sucesso de 1999, acredito que nunca atingiu o status de gênio. Com uma história promissora que se cumpre pela metade, "Adaptação" precisaria de um outro folêgo para se tornar uma obra de qualidade. E esse "gás" é encontrado em seu elenco consagrado, que merecidamente, vem sendo considerado um dos melhores do ano. A veterana e considerada uma das melhores atrizes que Hollywood já teve, Meryl Streep, brilha ao interpretar Susan Orlean - a autora do livro que está sendo adaptado, que no final, tem uma séria crise de personalidade, ótima atuação; por méritos ganhou o Globo de Ouro de atriz coadjuvante e está entre as indicadas ao Oscar na mesma categoria (bateu o recorde de indicações, e se ganhar, será o terceiro, pois ela já se consagrou por "Kramer Vs Kramer" e "A Escolha de Sofia"). Quem também levou o Globo de Ouro e está como favorito ao Oscar é o ótimo e nunca reconhecido Chris Cooper (ele já merecia indicações ao Oscar de coadjuvante por "O Céu de Outubro" e "Beleza Americana", mas foi ignorado), que brilha na pele do capiria de hist ória trágica, que é a inspiração para Orlean escrever o livro; Cooper dá vida com inovação a um capirão, mas esperto. Agora, o filme é todo de Nicolas Cage, que também foi indicado ao Oscar, só que de melhor ator, por dar vida oas gêmeos Kaufman. O que melhor ajuda Cage, é que os irmãos são pessoas completamente diferentes. Charlie é tímido, neurótico, inibido (mas genial) - já Donald, é mais largadão, brincalhão e se dá melhor com as mulheres (e é uma mente péssima no roteiro). Aqui Cage pode demonstrar toda sua versatilidade, que não vinha podendo mostrar já faz um bom tempo, pois se dedicou a divertir-se em papéis improfundo (ponto para ele, pois nesses papéis sem grande complexidade, trabalho em obras divertidas, tendo como a ponta a colina, o excelente "A Outra Face", de John Woo). Sua presença na tela é tão fluente com os dois irmãos, que quando Donald sai, mesmo vendo Cage alí na pele de Charlie, sentimos falta daquela camarada sonhador e espontaneo. Dificilmente Cage repetirá o feito obtido pela obra-prima "Despedida em Las Vegas" na noite de entrega do Oscar, pois a concorrência est á pesadíssima, com Daniel Day-Lewis cotadíssimo por "Gangues de Nova York" (ambos estão excelentes em seus respectivos filmes - mas Lewis ganha com uma certa vantagem). Charlie Kaufman e Spike Jonze deram três anos para que fizesse a digestão do ótimo filme que marcou a estréia na dupla. Com o nome lá em cima, conseguiram reunir um elenco estupendo com pouco dinheiro (o orçamento foi de 19 milhões - sendo que, de normal, Cage recebe 20 milhões para trabalhar em suas costumeiras super-produções), e apostando novamente numa idéia original e estranhíssima, nos apresentaram este "Adaptação". Em termos de nome, Kaufman vem se sobressaindo a Jonze (diretor que veio do vídeo-clipe), e seu roteiro originalíssimo mas que consta como adaptado (acho isso estranho, pois a idéia seria uma adaptação do livro de Susan Orlean, mas na verdade, isso vira apenas um pedacinho do filme), completa as quatro indicações obtidas pelo filme no Oscar 2003. E um fato curioso: se "Adaptação" sair vencedor nesta categoria, uma pessoa inexistente irá ganhar um Oscar, afinal, os créditos são de Charlie e Donald Kaufman, sendo que este último é uma criação para o filme. Out ra esquisite. E que venha o próximo filme de Jonze/Kaufman, com uma idéia diferenciada. Mas, que esteja mais para um "Quero ser John Malcovich", do que para um "Adaptação", que é um bom filme, mas sua idéia poderia render frutos bem mais maduros e atraentes.."
Default thumb
Thaísa
08/01/2002
nota:Rate010
Adorei o filme, os personagens são muito interessantes! A história não é esperada e conseguiu prender minha atenção todos os momentos. Um pouco confuso no início, mas depois que você entra no filme, você consegue pegar o fio da meada! Adorei! Saí do cinema com vontade de ver de novo!"
Default thumb
Paulo Marinho
09/01/2002
nota:Rate09
Uma pitada de Spike Jonze e uma pitada de Andie Kaufman parecem ter resultado neste genial roteiro de Charlie Kauffman. Se você se permitir entrar na viagem que é o filme, totalmente Dex Ex Machinea, e entender que o fim hollywoodiano é porque foi a colaboraçào do irmào ao filme, adorará. Mas, apesar deu ter entendido esta sacada do final do irmão, achei muito manjada. Mas isso não tira o valor de um filmaço."
Default thumb
Christian Jafas
10/01/2002
nota:Rate09
Palmas para Charlie Kaufman! Quem? Antes de começar o filme, ainda no trailer, notei um casal jovem dos seus 15 anos sentados para ver Adaptação. O que esses moleques estão fazendo aqui? Ou são muito precoces ou vão encher o saco durante a exibição!? No letreiro, eles iniciam uma discussão e resultado: entraram na sala errada! Eles iriam assistir ao filme do Leonardo DiCaprio. Ainda bem que não resolveram ficar. Adaptação não é um filme para adolescentes ou adoradores de Rambo e afiliados. É um filme para quem ama o cinema, é um filme para quem pensa em fazer cinema. Vários foram os diretores que filmaram a própria profissão. Federico Fellini assinou uma obra-prima em 8 ½, François Truffaut rodou o excelente A Noite Americana, o desconhecido Tom Dicillo fez o ousado Vivendo no Abandono, e os irmãos Cohen atacaram com Barton Fink – Delírios de Hollywood. Quem não viu esses quatro deve correr a locadora e alugar todos de uma vez. Ah, aproveita e pegue Quero ser John Malkovitch também. A originalidade de Charlie Kaufman (roteirista e personagem principal) e Spike Jonze (diretor e cúmplice) não se deve só ao fato de incluírem Kaufman como personagem. A própria história, o roteiro, o enredo vai sendo montado aos nossos olhos. Quase conseguimos dialogar com Nicolas Cage na sua angústia para escrever um roteiro baseado no livro O ladrão de orquídeas. O ponto forte do filme se concentra na luta de Cage para colocar no papel as palavras que teimam em sumir de sua mente. Só quem já escreveu, ou pelo menos tentou, é que reconhece o drama do papel em branco, ou na era da informática da tela em branco. Adaptação já pode ser considerada uma pequena obra-prima e Charlie Kaufman (ele existe mesmo?) e Spike Jonze vão ter muita dificuldade de manter o excelente nível nos seus próximos trabalhos. Quero ser John Malkovitch e Adaptação superaram qualquer expectativa, até por que a dupla era uma novidade, agora com a afirmação do talento e criatividade, eles terão suas idéias e roteiros disputados a tapa pelos estúdios. Mas, também terão a responsabilidade de fazer sempre filmes criativos e ousados. Quentin Tarantino (Pulp Fiction), Kevin Smith (Dogma) e David Fincher (Seven) parecem ter conseguido se livrar dessa marca. A saída pode ser manter um intervalo maior entre um trabalho e outro. Ainda estamos esperando o próximo projeto de Tarantino."
Default thumb
Débora Bottcher
11/01/2002
nota:Rate07
"Adaptação", o indicado ao Oscar em várias categorias, acho que não vai agradar a todos. Nicholas Cage está bem no papel - apesar da ausência de glamour: com excesso de gordura e cabelos crespos, apenas seus olhos ainda nos remetem à sua beleza. O filme é um pouco lento, com poucos sobressaltos, mas não chega a dispersar a atenção. E trata dessa coisa que fascina a muitos: a capacidade do ser humano de ser mutante, de mudar a casca, descer os véus, deixar-se tomar por um ser totalmente oposto a si mesmo, como se guardasse em si outra pessoa. A trama, que consegue unir três histórias em uma, vale ser vista - embora sem grandes expectativas."
Default thumb
Marcelo Dalmagro
12/01/2002
nota:Rate07
Charles Kaufman é roteirista e o personagem deste filme em que nos conduz, de forma engenhosa, para dentro de sua mente na busca de inspiração para adaptar um livro sobre flores. Não convencional ele tenta de todas as maneiras não ser engolido pela "índústria" do cinema americano. O final do filme acaba, propositadamente, sendo bem convencional e cheio daqueles clichês hollywoodianos. Nicolas Cage finalmente fez algo a altura de sua performance em Despedida de Las Vegas. É outro daqueles filmes em que o público sairá dividido já que não estamos mais acostumados a ter conteúdo nas gororobas que assistimos por aí. Não percam, mesmo que seja para meter o pau."
Default thumb
Cainã
13/01/2002
nota:Rate05
O filme tem um nível bem abaixo de "Quero ser John Malkovich". Não tem muita originalidade, pelo contrário. Ainda assim tem algumas idéias inteligentes, que passam despercebidas pela maioria das pessoas."
Default thumb
Breno Couto Kümmel
14/01/2002
nota:Rate010
O filme é extremamente bizarro. Um experimento em meta-lingüística. Se você gosta de filmes originais, estranhos, então esse filme é obrigatório. Ou você adora, ou você odeia. Eu adorei. O final ficou bastante longo. Eu saquei a grande piada, mas mesmo assim, ficou tão longa que eu comecei a me questionar se era realmente uma piada ou não."
Default thumb
Anderson Rosseto
15/01/2002
nota:Rate010
Spike Jonze acertou em cheio ao conduzir o drama de um roteirista que nao consegue dar vida a propria vida. Meryl Streep do começo ao fim, Chris Cooper esta magnifico, e Cage excelente no papel duplo. Um belo filme que nao sera entendido por qualquer espectador. Imperdivel!"
Default thumb
Felipe Figueiredo
16/01/2002
nota:Rate07
Não se engane com a premissa aparentemente complicada. Adaptação é um filme simples, que não faz questão de complicar e funciona muito mais como uma leve crítica à Hollywood. Conta com boas performances de Nicolas Cage, Meryl Streep e Chris Cooper e acima de tudo, é um filme gostoso de ser assistido. O final propositalmente contradiz tudo que o filme prega e deixa uma questão interessante a ser refletida."
Default thumb
Marcelo Zerbes
17/01/2002
nota:Rate08
Não só um filme inteligente, como já havia sido Quero Ser John Malkovich, mas uma obra rica em realidade e verossimilhança arquitetada pelo "inventivo" Spike Jonze. Quem conhece Jonze, sempre tem a certeza de poder aguardar algo fora do comum,longe de ser rotineiro."
Default thumb
Isabellaa
18/01/2002
nota:Rate010
Gente, o filme é SENSACIONAL!!! Embora um pouco complexo, o magnífico, o fenomenal, o divino, ops... desculpe, o galã Nick Cage teve sua performance duplicada, de um jeito muito divertido! O fato das Orquídeas-Fantasmas tornou o filme mais produtivo. Quem disse que o filme foi outra "bomba" para Holliwood só está querendo se apareçer, porque Adaptação foi realmente EXTRAORDINÁRIO!!! Parabéns aos atores, sobretudo para Nick que teve o papel mais importante, porém o mais "bizarro" (risos).
Default thumb
Wesley Pereira de Castro
19/01/2002
nota:Rate07
A melhor maneira de se começar uma descrição desta nova parceria entre o roteirista Charlie Kaufman e o diretor Spike Jonze é apresentando, logo de início, seu lema final: "você é o que você ama. Não quem ama você". Este belo truísmo, confeccionado pelo irmão ficcional de Charlie Kaufman, transparenta as motivações criativas e chamativas que validam a assistência desta obra. A alienação deturpadora pode ser uma maneira bastante eficaz de se encarar a vida. Levando em consideração o fato de que o filme é narrado de maneira incomensural e que os desvios da trama são habilmente justificados pelo roteiro, chega-se à urgente e óbvia conclusão de que a realidade não-fictícia é um amontoado extravagante de absurdos simulados. O maior impulso para esta conclusão está embutido na divisão esquemática que subjaz neste filme. O mundo é cruel e as frustrações decorrentes de seu enfrentamento fazem com que a maioria das pessoas sejam enquadradas em dois grupos interdependentes de posicionamento vitalício: os que fazem "tudo errado" na vida (viciados, extremistas, inconseqüentes) e os que a desperdiçam (aqueles que se identificam com o quase insuportável protagonista deste filme). Seja qual for a categoria psico-frustrada a que o espectador pertença, ele sentir-se-á inerentemente perseguido pela incômoda timidez de Charlie Kaufman, personagem transviado que, ao ter consciência de suas limitações enquanto ser humano, sucumbe à pretensão exteriorizada como forma de interagir com os seres que admira (e que não admite precisar). Nesse sentido, "Adaptação" é um filme sobre as vantagens intercambiáveis da vida em sociedade, que tem na ultra-definição do público-alvo seu maior triunfo e seu maior defeito. Logo na primeira cena (um fundo negro, onde ouvimos os pensamentos fóbicos e descontrolados do principal personagem), Charlie Kaufman ["gordo e patético"] apresenta um descontrole emocional fora do comum (principalmente, no campo sexual). Durante as filmagens de "Quero Ser John Malkovich" (verdadeira ode à depressão, produzida em 1999), ele atrapalha o enquadramento do filme e, por este motivo, é repreendido no estúdio. Algum tempo depois, é convidado por uma prestigiada agente de cinema (excelente participação da misteriosa Tilda Swinton) para adaptar um "livro sobre flores". Emocionado por causa de tal convite e empolgado com a possibilidade de criar um belo cine-poema botânico, Charlie Kaufman entra em crise com seu próprio talento. Na ânsia por realizar apenas um "filme simples", ele não consegue transformar um triste relato do deslumbramento de uma mulher em idéias imagéticas. Péssimo início de trabalho, excelente pretexto para um filme. Pena que o desregramento sináptico do personagem se confunda com a genialidade de seu autor e origine uma obra inconclusa, na qual a hibridez temática é dolorosamente obliterada pelo excesso de controle moral. Apesar de o Cinema (tanto enquanto arte como enquanto indústria) ser um dos personagens principais deste filme, a sua entropia voluntária é mais recomendada aos espectadores leigos e/ou que estejam mais interessados nas insatisfações de Charlie (o ser humano) do que nas incertezas de Kaufman (o roteirista). Ainda que Nicolas Cage surpreenda pela atipicidade que consegue injetar na dupla de personagens díspares que ficaram sobre sua responsabilidade, os anseios subjetivistas de Charlie Kaufman são demasiadamente chatos e difíceis de serem tolerados. A cena em que ele encontra Susan Orleans no elevador, por exemplo, é tão angustiante quanto insuportável (devido sobretudo à irresistibilidade do carisma de Meryl Streep, "mais brilhante que qualquer formiga do mundo") , um brilhante momento cinematográfico construído sobre um ridículo momento de vida. Em dado momento, Charlie questiona um pseudo-tutor profissional acerca da possibilidade de se realizar um filme inconflituoso. Recebe uma admoestação severa por parte do hiper-confiante Robert McKee (ótimo desempenho de Brian Cox), um roteirista boçal que estabelece uma diferenciação genial entre regras e princípios [Segundo ele, regra é algo que você segue por obrigação, enquanto princípio é algo que você pratica devido à observação positiva de experiências semelhantes] e conclama que "só é possível ser original dentro de um gênero delimitado". Charlie-roteirista toma este conselho como regra e princípio simultâneos e, num plano exterior, entrega a condução do filme ("Adaptação") ao seu irmão ir-real. O final da trama, portanto, é feliz. Pela primeira vez em sua vida adulta, Charlie-personagem confessa ter esperanças para "seguir em frente". No entanto, para que a salvação dele seja efetivada, seus antagonistas imaginários devem morrer: o fascinante Larroche é atacado por um crocodilo e o indiferente Donald perece por causa de um tiro. Eis aqui uma encantadora demonstração das "lições de vida" que Charlie tanto desprezava: às vezes, aquilo de que mais precisamos sofre a repugnância inconsciente de nosso ego atormentado. Apresentados os diferentes delineamentos e conseqüências da ética fílmica defendida nesta obra singular, torna-se crucial avaliar os componentes que fazem deste enredo algo que possa ser entendido como obra cinematográfica: a personificação excepcional de Chris Cooper e a magnífica trilha sonora de Carter Burwell (que abandona provisoriamente a soturnidade característica) suprem as persistentes e prolixas deficiências do filme, através de uma vivacidade contagiante e autêntica, em pleno acordo com a obtusidade intelectiva (passageira) de Spike Jonze. O resumo evolutivo que soluciona um questionamento existencial básico de Charlie, os posicionamentos biológicos de câmera e as flores dançantes da seqüência final demonstram que o diretor já possui um imponente arcabouço como realizador. Pena que ele se deixa perturbar pelas indagações soporíferas de Charlie (personagem paradoxalmente dispensável) e atenua muitos pontos interessantes do filme. A sub-trama que envolve John Larroche e Susan Orleans é suficientemente aprazível, nos sentidos cômico e dramático do termo, para sustentar o filme (conforme demonstra a notável cena do ruído telefônico) mas perde um pouco de impacto quando se compromete com a denúncia tediosa dos comportamentos narcotraficantes, por sua vez fundamental para o desfecho da estória. Valendo-se com arrojo laudável das influências interpretativas que cerceiam as obras de teóricos que vêem a Perfeição como meta final da Existência, Charlie Kaufman [roteirista] lança vários pressupostos dignos de exaltação. A maneira como ele se posiciona frente à "insatisfação criativa" e à "contaminação proveitosa", conceitos que podem ser encontrados nas obras de Friedrich Nietzsche e Charles Darwin, é particularmente feliz enquanto estímulo energético ao pathos ininterrupto do protagonista. Entretanto, o que mais se destaca no filme é o exotismo abordador que envolve as divergentes emanações relacionais de sexo e reprodução: quando a relação entre estes fatores dá-se por outras vias que não o contato genital (caso da polinização de uma flor pelo inseto e da derivação testicular da palavra orquídea), ela é extremamente fecunda; quando a reprodução é primordialmente assexuada (caso da origem e da geração modificada dos protozoários pré-históricos), ela é incontrolável e nobiliárquica; já quando o sexo é praticado com finalidades não diretamente reprodutivas (caso da masturbação reiterativa de Charlie e da súbita adesão de Laroche à pornografia internauta), ele é propagado como sendo mero indício sustentacular. Pois bem, "Adaptação" é isto: um indício fecundo do que poderia ter sido, uma garantia incontrolável do que pode vir a ser. Antes de ser dedicado à memória do "falecido" Donald Kaufman, este filme aproveita a oportunidade para expor um inspirado excerto intervencionista de uma trama policial sobre múltiplas personalidades. Uma infra-personagem chamada Cassie (vislumbrada até pela imponente Catherine Keener) se auto-interroga: "...uma célula cardíaca odiando a pulmonar. Como pode ser isso?". A partir desta hesitação informativa, Charlie Kaufman pode se sentir mais livre e metabólico do que antes, flertar com mulheres comprometidas e redimensionar anseios masturbatórios, seguindo os conselhos da entusiástica canção "Happy Together" (interpretada pelo grupo The Turtles). Algumas sentenças, caras ao estilo de Woody Allen, são relembradas e nos fazem perceber que a necessidade de posse individual desautoriza a rotulação. Mas a frase que sintetiza o filme com maestria nos é apenas sugerida e se encaixa perfeitamente na última linha desse texto: Este não é o fim!
1254033466 eu thumb
Gislayne
27/09/2009
nota:Rate08

Gostei bastante desse filme!

As mentiras, a comédia, a droga, as tragédias, a flor... Bem interesante!


votos dos usuários

4
19 voto(s)

crítica do adorocinema

publicidade

últimas notícias

tags