Título original: (Adaptation)
Lançamento: 2002 (EUA)
Direção: Spike Jonze
Atores: Nicolas Cage, Meryl Streep, Chris Cooper, Cara Seymour.
Duração: 114 min
Gênero: Comédia
Status: Arquivado
Charlie Kaufman (Nicolas Cage) precisa de qualquer maneira adaptar para o cinema o romance "The Orchid Thief", de Susan Orlean (Meryl Streep). O livro conta a história de John Laroche (Chris Cooper), um fornecedor de plantas que clona orquídeas raras para vendê-las a colecionadores. Porém, além das dificuldades naturais da adaptação de um livro em roteiro de cinema, Charlie precisa lidar também com sua baixa auto-estima, sua frustração sexual e ainda Donald, seu irmão gêmeo que vive como um parasita em sua vida e sonha em também se tornar um roteirista.
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keite em 03/03/2011
...o filme é muito bom e nicolas cage arrasa no papel dos gêmeos,me surpreendi com o final,e achei uma pena um dos irmãos ter morrido.chris cooper está muito bom,e meryl streep também.o filme é um dos poucos que agente vê e quer vêr denovo.
ygor arthur em 25/04/2010
Junto com amores brutos , mais estranho que a ficçao , brilho eterno de uma mente sem lembranças , 21 gramas , irreversivel,adaptaçao é mais um classico nao reconhecido pelo publico de pouca ambiçao .... alem da "volta " de nicolas cage
ygor arthur em 25/04/2010
Junto com amores brutos , mais estranho que a ficçao , brilho eterno de uma mente sem lembranças , 21 gramas , irreversivel,adaptaçao é mais um classico nao reconhecido pelo publico de pouca ambiçao .... alem da "volta " de nicolas cage
Paulo Marinho em 09/01/2002Nota: 4.5
Uma pitada de Spike Jonze e uma pitada de Andie Kaufman parecem ter resultado neste genial roteiro de Charlie Kauffman. Se você se permitir entrar na viagem que é o filme, totalmente Dex Ex Machinea, e entender que o fim hollywoodiano é porque foi a colaboraçào do irmào ao filme, adorará. Mas, apesar deu ter entendido esta sacada do final do irmão, achei muito manjada. Mas isso não tira o valor de um filmaço."
Isabellaa em 18/01/2002Nota: 5
Gente, o filme é SENSACIONAL!!! Embora um pouco complexo, o magnífico, o fenomenal, o divino, ops... desculpe, o galã Nick Cage teve sua performance duplicada, de um jeito muito divertido! O fato das Orquídeas-Fantasmas tornou o filme mais produtivo. Quem disse que o filme foi outra "bomba" para Holliwood só está querendo se apareçer, porque Adaptação foi realmente EXTRAORDINÁRIO!!! Parabéns aos atores, sobretudo para Nick que teve o papel mais importante, porém o mais "bizarro" (risos).
Wesley Pereira de Castro em 19/01/2002Nota: 3.5
A melhor maneira de se começar uma descrição desta nova parceria entre o roteirista Charlie Kaufman e o diretor Spike Jonze é apresentando, logo de início, seu lema final: "você é o que você ama. Não quem ama você". Este belo truísmo, confeccionado pelo irmão ficcional de Charlie Kaufman, transparenta as motivações criativas e chamativas que validam a assistência desta obra. A alienação deturpadora pode ser uma maneira bastante eficaz de se encarar a vida. Levando em consideração o fato de que o filme é narrado de maneira incomensural e que os desvios da trama são habilmente justificados pelo roteiro, chega-se à urgente e óbvia conclusão de que a realidade não-fictícia é um amontoado extravagante de absurdos simulados. O maior impulso para esta conclusão está embutido na divisão esquemática que subjaz neste filme. O mundo é cruel e as frustrações decorrentes de seu enfrentamento fazem com que a maioria das pessoas sejam enquadradas em dois grupos interdependentes de posicionamento vitalício: os que fazem "tudo errado" na vida (viciados, extremistas, inconseqüentes) e os que a desperdiçam (aqueles que se identificam com o quase insuportável protagonista deste filme). Seja qual for a categoria psico-frustrada a que o espectador pertença, ele sentir-se-á inerentemente perseguido pela incômoda timidez de Charlie Kaufman, personagem transviado que, ao ter consciência de suas limitações enquanto ser humano, sucumbe à pretensão exteriorizada como forma de interagir com os seres que admira (e que não admite precisar). Nesse sentido, "Adaptação" é um filme sobre as vantagens intercambiáveis da vida em sociedade, que tem na ultra-definição do público-alvo seu maior triunfo e seu maior defeito. Logo na primeira cena (um fundo negro, onde ouvimos os pensamentos fóbicos e descontrolados do principal personagem), Charlie Kaufman ["gordo e patético"] apresenta um descontrole emocional fora do comum (principalmente, no campo sexual). Durante as filmagens de "Quero Ser John Malkovich" (verdadeira ode à depressão, produzida em 1999), ele atrapalha o enquadramento do filme e, por este motivo, é repreendido no estúdio. Algum tempo depois, é convidado por uma prestigiada agente de cinema (excelente participação da misteriosa Tilda Swinton) para adaptar um "livro sobre flores". Emocionado por causa de tal convite e empolgado com a possibilidade de criar um belo cine-poema botânico, Charlie Kaufman entra em crise com seu próprio talento. Na ânsia por realizar apenas um "filme simples", ele não consegue transformar um triste relato do deslumbramento de uma mulher em idéias imagéticas. Péssimo início de trabalho, excelente pretexto para um filme. Pena que o desregramento sináptico do personagem se confunda com a genialidade de seu autor e origine uma obra inconclusa, na qual a hibridez temática é dolorosamente obliterada pelo excesso de controle moral. Apesar de o Cinema (tanto enquanto arte como enquanto indústria) ser um dos personagens principais deste filme, a sua entropia voluntária é mais recomendada aos espectadores leigos e/ou que estejam mais interessados nas insatisfações de Charlie (o ser humano) do que nas incertezas de Kaufman (o roteirista). Ainda que Nicolas Cage surpreenda pela atipicidade que consegue injetar na dupla de personagens díspares que ficaram sobre sua responsabilidade, os anseios subjetivistas de Charlie Kaufman são demasiadamente chatos e difíceis de serem tolerados. A cena em que ele encontra Susan Orleans no elevador, por exemplo, é tão angustiante quanto insuportável (devido sobretudo à irresistibilidade do carisma de Meryl Streep, "mais brilhante que qualquer formiga do mundo") , um brilhante momento cinematográfico construído sobre um ridículo momento de vida. Em dado momento, Charlie questiona um pseudo-tutor profissional acerca da possibilidade de se realizar um filme inconflituoso. Recebe uma admoestação severa por parte do hiper-confiante Robert McKee (ótimo desempenho de Brian Cox), um roteirista boçal que estabelece uma diferenciação genial entre regras e princípios [Segundo ele, regra é algo que você segue por obrigação, enquanto princípio é algo que você pratica devido à observação positiva de experiências semelhantes] e conclama que "só é possível ser original dentro de um gênero delimitado". Charlie-roteirista toma este conselho como regra e princípio simultâneos e, num plano exterior, entrega a condução do filme ("Adaptação") ao seu irmão ir-real. O final da trama, portanto, é feliz. Pela primeira vez em sua vida adulta, Charlie-personagem confessa ter esperanças para "seguir em frente". No entanto, para que a salvação dele seja efetivada, seus antagonistas imaginários devem morrer: o fascinante Larroche é atacado por um crocodilo e o indiferente Donald perece por causa de um tiro. Eis aqui uma encantadora demonstração das "lições de vida" que Charlie tanto desprezava: às vezes, aquilo de que mais precisamos sofre a repugnância inconsciente de nosso ego atormentado. Apresentados os diferentes delineamentos e conseqüências da ética fílmica defendida nesta obra singular, torna-se crucial avaliar os componentes que fazem deste enredo algo que possa ser entendido como obra cinematográfica: a personificação excepcional de Chris Cooper e a magnífica trilha sonora de Carter Burwell (que abandona provisoriamente a soturnidade característica) suprem as persistentes e prolixas deficiências do filme, através de uma vivacidade contagiante e autêntica, em pleno acordo com a obtusidade intelectiva (passageira) de Spike Jonze. O resumo evolutivo que soluciona um questionamento existencial básico de Charlie, os posicionamentos biológicos de câmera e as flores dançantes da seqüência final demonstram que o diretor já possui um imponente arcabouço como realizador. Pena que ele se deixa perturbar pelas indagações soporíferas de Charlie (personagem paradoxalmente dispensável) e atenua muitos pontos interessantes do filme. A sub-trama que envolve John Larroche e Susan Orleans é suficientemente aprazível, nos sentidos cômico e dramático do termo, para sustentar o filme (conforme demonstra a notável cena do ruído telefônico) mas perde um pouco de impacto quando se compromete com a denúncia tediosa dos comportamentos narcotraficantes, por sua vez fundamental para o desfecho da estória. Valendo-se com arrojo laudável das influências interpretativas que cerceiam as obras de teóricos que vêem a Perfeição como meta final da Existência, Charlie Kaufman [roteirista] lança vários pressupostos dignos de exaltação. A maneira como ele se posiciona frente à "insatisfação criativa" e à "contaminação proveitosa", conceitos que podem ser encontrados nas obras de Friedrich Nietzsche e Charles Darwin, é particularmente feliz enquanto estímulo energético ao pathos ininterrupto do protagonista. Entretanto, o que mais se destaca no filme é o exotismo abordador que envolve as divergentes emanações relacionais de sexo e reprodução: quando a relação entre estes fatores dá-se por outras vias que não o contato genital (caso da polinização de uma flor pelo inseto e da derivação testicular da palavra orquídea), ela é extremamente fecunda; quando a reprodução é primordialmente assexuada (caso da origem e da geração modificada dos protozoários pré-históricos), ela é incontrolável e nobiliárquica; já quando o sexo é praticado com finalidades não diretamente reprodutivas (caso da masturbação reiterativa de Charlie e da súbita adesão de Laroche à pornografia internauta), ele é propagado como sendo mero indício sustentacular. Pois bem, "Adaptação" é isto: um indício fecundo do que poderia ter sido, uma garantia incontrolável do que pode vir a ser. Antes de ser dedicado à memória do "falecido" Donald Kaufman, este filme aproveita a oportunidade para expor um inspirado excerto intervencionista de uma trama policial sobre múltiplas personalidades. Uma infra-personagem chamada Cassie (vislumbrada até pela imponente Catherine Keener) se auto-interroga: "...uma célula cardíaca odiando a pulmonar. Como pode ser isso?". A partir desta hesitação informativa, Charlie Kaufman pode se sentir mais livre e metabólico do que antes, flertar com mulheres comprometidas e redimensionar anseios masturbatórios, seguindo os conselhos da entusiástica canção "Happy Together" (interpretada pelo grupo The Turtles). Algumas sentenças, caras ao estilo de Woody Allen, são relembradas e nos fazem perceber que a necessidade de posse individual desautoriza a rotulação. Mas a frase que sintetiza o filme com maestria nos é apenas sugerida e se encaixa perfeitamente na última linha desse texto: Este não é o fim!
Pedro Malafaia em 06/01/2002Nota: 4
É um filme fantástico, sobre os problemas que ocorrem durante a criação artística. Nicolas Cage impecável como os dois irmãos tão diferentes, assim como as diferenças entre os filmes bons e ruins de Hollywood. O roteirista teve essa idéia genial de criticar vivamente os produtores da indústria que se importam mais em vender os filmes, do que produzir obras de efeito, que fiquem na memória como clássicos indispensáveis. Outro detalhe importante, já que eu usei a palavra indispensável, é a auto-avaliação do protagonista quanto a sua própria validade. Quer dizer, enquanto o irmão gêmeo vive sem pensar muito, baseando-se nas frivolidades que a fama oferece, o verdadeiro artista sente-se pressionado a sucumbir, num mundo onde a rapidez e os clichês são valorizados se trazem dinheiro aos estúdios e às próprias pessoas que produzem arte."
pedro1asakura em 05/01/2002Nota: 4.5
A dupla Jonze e Kaufmann realmente parece ter dado certa e está mais madura, brilhante e sensacional do que em Quero ser John Malkovich. O personagem Charlie é cativante e não há quem não se identifique com ele´. Talvez se o Oscar 2003 não tivesse tão disputado, Jonze e seu filme pudessem receber indicações na categoria principal. Talvez Meryl e Cooper apesar de excelentes ainda não merecam os Oscar (os seus Globo´s de Ouro já estão de bom tamanho) mas concerteza Nicolas Cage merecia um reconhecimento maior por sua sensacional atuação como Charlie e Donald. Concerteza mereceu o Globo de Ouro de melhor ator Comédia/Musical. Voltando ao filme, Charlie se revela de uma criatividade incrível e consegue misturar reflexões e uma comédia sem perder para nenhum lado. Talvez a unica falha seja um pouco de excesso de drama no final que não tiram o brilho do filme."
pedro1asakura em 04/01/2002Nota: 4.5
A dupla Jonze e Kaufman realmente parece ter dado certa e está mais madura, brilhante e sensacional do que em Quero ser John Malkovich. O personagem Charlie é cativante e não há quem não se identifique com ele´. Talvez se o Oscar 2003 não tivesse tão disputado, Jonze e seu filme pudessem receber indicações na categoria principal. Talvez Meryl e Cooper apesar de excelentes ainda não merecam os Oscar (os seus Globo´s de Ouro já estão de bom tamanho) mas concerteza Nicolas Cage merecia um reconhecimento maior por sua sensacional atuação como Charlie e Donald. Concerteza mereceu o Globo de Ouro de melhor ator Comédia/Musical. Voltando ao filme, Charlie se revela de uma criatividade incrível e consegue misturar reflexões e uma comédia sem perder para nenhum lado. Talvez a única falha seja um pouco de excesso de drama no final que não tiram o brilho do filme."
Anderson Rosseto em 15/01/2002Nota: 5
Spike Jonze acertou em cheio ao conduzir o drama de um roteirista que nao consegue dar vida a propria vida. Meryl Streep do começo ao fim, Chris Cooper esta magnifico, e Cage excelente no papel duplo. Um belo filme que nao sera entendido por qualquer espectador. Imperdivel!"
Vou assistir apenas pelos efeitos especiais q estão elogiando aí, mas sem grandes expectat...
por Joe Cortez, 12/02/2012 às 07:00
Excelente filme! Javier Bardem em uma atuação marcante, mereceu o Oscar na época tanto el...
por Renan, 12/02/2012 às 02:10
Adorável.Um tema tão complicado explorado com delicadeza.
por Livia, 12/02/2012 às 01:41
Eu realmente gostei de ter assistido,fotografia maravilhosa.É o tipo de filme que tem o cli...
por Livia, 12/02/2012 às 01:33