Em abril de 1910, na geografia desértica do sertão brasileiro vive Tonho (Rodrigo Santoro) e sua família. Tonho vive atualmente uma grande dúvida, pois ao mesmo tempo que é impelido por seu pai (José Dumont) para vingar a morte de seu irmão mais velho, assassinado por uma família rival, sabe que caso se vingue será perseguido e terá pouco tempo de vida. Angustiado pela perspectiva da morte, Tonho passa então a questionar a lógica da violência e da tradição.
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Bom filme. Ótima fotografia de Walter Carvalho. Bom, a fotografia, trilha sonora, imagem e direção foram realmente impecáveis. Só faltou um ingrediente para que a obra fosse perfeita: o filme não tem alma. Não existe envolvimento com os personagens, mesmo com os acontecimentos tristes como a possível morte de Tonho (Rodrigo Santoro). Até a cena de amor entre Clara (Flavia Marco Antônio) e Tonho não mostra paixão, não mostra sentimento." |
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O filme tem uma ótima fotografia. Bem, quando se coloca a fotografia como a primeira observação marcante é porque talvez faltem outros quesitos interessantes. O filme é poético. Linear, ao ponto de aos 20 min de filme ainda ter-se a sensação de que "agora" o filme vai começar. Os dois atores, Rodrigo Santoro e Ravi Ramos Lacerda, estão ótimos. Mas o Pacu roubou a cena. Para quem estiver com paciência vale conferir." |
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"Abril Despedaçado" não se limita a revelar uma história verídica do Brasil nordestino de 1910 - e em parte também de hoje. O filme vai além, estimula um misto de angústia e revolta, dá um imenso mote à reflexão. A direção é soberba; Rodrigo Santoro, como sempre, muito competente e Ravi Lacerda rouba a cena com seu carisma, com sua representação brilhante. Uma pérola do cinema brasileiro. Genial, marcante, provocador." |
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Em meio à aridez do sertão e das almas dos personagens o filme nos encanta como poesia, principalmente pela beleza de sua fotografia. Quanto ao roteiro, se assemelha em versão nordestina-brasileira ao clássico "O Selvagem da Motocicleta", na fuga do mundo real de um dos personagens. Vale a pena conferir." |
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Muito bom! O cinema brasileiro está de parabéns. O elenco dá um verdadeiro show de interpretação. Cenas muito bem filmadas e de excelente qualidade. E, principalmente, o filme nos traz uma forte mensagem de mudança de atitude. "Se as coisas sempre foram de um determinado jeito, podem muito bem mudar. Por que não?" Assista ao filme e se questione quanto aos bois que sempre giram no mesmo lugar ou tradições que não levam a nada. Imperdível." |
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Após assistirmos a "Abril Despedaçado", temos o seguinte pensamento: "Afinal, como este filme não conseguiu a indicação ao Oscar?". Tudo bem que ganhar seria outra história, mas o filme é uma obra do cinema brasileiro(e estrangeiro, na visão exterior).E digo mais: Walter Salles poderia sim estar na indicação ao Oscar de Melhor Diretor, mas nesta categoria a Academia não olha para todas as direções. O diretor consegue variar a tensão e o humor das cenas com muita sutileza. Após "Central do Brasil", Walter passou a ter um reconhecimento maior no Brasil, mesmo sendo um filme regular. E agora Salles nos entrega uma história interessantíssima e tensa, apresentando as luzes e sombras de duas famílias amargadas por uma tradição de mortes. Rodrigo Santoro chega ao seu limite(até onde o conhecemos, pois ninguém sabe até onde Santoro pode chegar)e faz a sua melhor interpretação nas telas, vindo da também brilhante atuação em "Bicho de Sete Cabeças"(agora é esperar por "Estação Carandiru", onde também atuará).O ator exprime toda a essência de seu personagem, fazendo com que possamos sentir através de seus olhos os seus sentimentos. Santoro interpreta Tonho, o filho mais velho de uma das famílias que está jurado de morte e em pouco tempo será morto. Tonho então aproveita seus últimos dias para viver sua vida intensamente e encontrar a felicidade que desconhecia. Mas ele não acorda simplesmente dizendo: "Como vou morrer, a partir de hoje viverei como nunca vivi antes!". É necessário que o público perceba isso. O jovem Ravi Ramos interpreta Pacu, o irmão caçula de Tonho, e também merece destaque. É Ravi que carrega um pouco da dose de humor do filme mesclado com a inteligência de um garoto, ou "minino". Pena que o jovem ator tenha sido alvo das comparações com Vinícius de Oliveira, o Josué de "Central do Brasil". A fotografia é deslumbrante, deixando simples peças de metal com um "que" de vida. Se analizarmos profundamente, a fotografia que tanto exprime vida, acaba sendo fundamental na história, contra dizendo a sina de morte do enredo e demonstrando que no pior dos destinos a vida continua presente. Tudo isso deve-se ao entrosamento de Walter Salles com o diretor de fotografia, Walter Carvalho, que frequentemente trabalham juntos .É magnífico! A trilha sonora é um caso a parte. Comove e faz sorrir, mas em algumas cenas parece não se encaixar no clima de "Abril Despedaçado". A revelação ficou por conta de Flávia Marco Antônio, a intérprete de Clara. Flávia demonstra durante o longa seus dons cirsenses e nos impressiona com sua beleza exótica. Já a atuação fica em "meio-termo", nem comprometendo e nem surpreendendo. O diretor Walter Salles teve a idéia de levar o livro "Abril Despedaçado" aos cinemas há 3 anos, quando o leu em meio ao lançamento de "Central do Brasil". Será que ele imaginava que faria um filme melhor do que àquele que estava lançando como seu grande triunfo? E que seria injustiçado pela Academia do Oscar? É...são casos para se pensar. E principalmente para a Academia pensar!" |
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Abril Despedaçado é mais uma prova do bom cinema de Walter Salles. Apesar de não ser tão bom quanto Central do Brasil, ele consegue atingir um nível altíssimo com uma história poética, forte e impactante, que lida com o equilibrio de sentimento, além de um trabalho técnico perfeito. A "simetria" de algumas cenas são dignas de aplausos. |
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Um filme lindo! tem um clima lento e triste, com a atuação genial de Rodrigo Santoro, e a exelente direção de Walter Salles. Um filme milhões de vezes melhor de que Central do Brasil, por não ser piégas ou clichê como o indicado a Oscar. |
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Belo filme, a fotografia é perfeita e realista, fazendo com que sintamos com mais clareza o maravilhoso universo do sertão, onde os personagens são pessoas de verdade (nada pior que assistir a minisséries da globo e ver uma mulher que está na guerra ou no meio do mato cheia de base, sombra, ruge e batom - e penteada!). A fita mostra a tensão existencial do principal personagem de maneira lírica, e o mais interessante é a forma como aborda o modo de ser e de agir do homem sertanejo, esse homem que tem sua palavra como o seu maior bem e preserva suas tradições, tão distinto do ser humano urbano de cultura descartável. Vemos isso na cena em que o personagem de Rodrigo Santoro vai ao velório do homem que assassinou e é respeitado pelos familiares da vítima. O filme envolve e nos leva a sofrer junto com o personagem sua dubiedade e seu medo, na deliciosa atmosfera medieval que tem o sertão brasileiro. Muito bom! Um filme com cara de Brasil. |
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Nao sei quais as razoes para o diretor, Walter Salles, ter compreendido tao bem a realidade de uma familia mercantil. O filme me lembra "PADRE PATRONE", retratando que dentro de um universo tao arido as pessoas realmente se limitam e vivem paradas no tempo. Achei interessante a proposta do livro para o personagem PACU, demonstrando como e importante a ligacao com outras pessoas de outros universos, mesmo que nao a conhecamos. PACU tambem calou fundo no meu peito, quando ousou desafiar seu pai, que de tao rude, ninguem conseguia decifrar suas expressoes. Tonho! Ah! Tonho! So executava o que o pai queria, mas o "minino" lancou-lhe uma semente... o fez viver com todos os riscos que isso implica. |
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Salles é um monstro! Seus "Terra Estrangeira", "Central do Brasil", "O Primeiro Dia" e agora este "Abril Despedaçado" beiram o status de obras primas!! Äbril... é lindo demais! A impressão é que é devidamente simbolico(as camisas secando o sangue, a moenda do açucar contando o tempo de Tonho, o livro de historias do menino) e os simbolos se correspondem das maneiras mais trágicas, sutis com a realidade nordestina, dos brevis, de cada um nós. A atuação silenciosa e angustiada de Santoro impressiona, Zé Dumond é uma instituição, o menino Pacu embeleza-nos com uma das mais emocionantes atuações infantis do cinema nacional, senão a mais impressionante. Salles é um humanista! Ele trata dos dilemas humanos, nos identificamos com os seus filmes. E ele faz isso da maneira mais sensivel e poética possível. Nào precisamos de Oscar. Abril é um dos melhores filmes brasileiros dos últimos tempos! |
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Confesso que saí despedaçada do cinema, tamanha a angústia que senti ao ver o filme. Acho que incorporei a angústia dos personagens a ponto de, como o Tonho (Rodrigo Santoro), quase acreditar que é melhor manter as coisas como sempre foram. Felizmente, nesse mundo existem Pacus (Ravi Lacerda)mostrar que a vida pode ser diferente. É só escolher um novo caminho. Em resumo: o filme é brilhante. |
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Em diversos momentos temos a sensação de que nossa vida gira, gira e nunca sai do lugar. Ciclos intermináveis, como aqueles feitos por bois para moer a cana na bolandeira. Quem viu “Abril Despedaçado” sabe do que estou falando. O filme de Walter Salles não é mais um sobre a seca nordestina, ou sobre a miséria daquele povo. Apesar de algumas possíveis referências a clássicos como “Vidas Secas” e “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, o longa-metragem de Salles é diferente. Baseado no livro homônimo de Ismail Kadará, “Abril Despedaçado” não é uma montagem fiel do livro, até por questões geográficas. Salles, que leu o livro durante o frisson do lançamento de “Central do Brasil”, fez grandes adaptações, como as que mais saltam aos olhos: a história sai da neve e vai para o árido sertão nordestino e ganha um novo personagem. O filme, indicado para vários prêmios internacionais, como o Globo de Ouro, conta ainda com uma fotografia brilhante, talvez o ponto que mais chama a atenção em uma primeira visão, produzida por Walter Carvalho. Este, freqüentemente trabalha com Salles, o que pode explicar o intenso entrosamento dos dois, que pode ser sentido já nas primeiras seqüências da película. A seca se torna bela e cada pedaço de madeira e metal passam a ter vida. A vida que falta a todos os personagens, emaranhados em uma guerra de família, tão antiga, quanto estúpida. De um lado, os Ferreiras, ainda ostentando uma certa riqueza, e de outro lado, os Breves, tentando, ao menos, manter a honra da família. Em uma disputa sem juiz, cuja única lei é o “olho por olho” e todo mundo cego, como diria Gandhi, o sangue tirado de uma família deve ser descontado da outra. Sendo assim, quando um Ferreira mata um Breves, um deste pode matar o assassino e assim consecutivamente. A insanidade parece sobreviver a décadas na história, que começa com um “menino” e uma camisa ensangüentada no varal. O “Menino”, personagem chave na trama e ausente no livro, narra a sua história, enquanto o sangue na camisa vai amarelando, o que significaria que o morto quer vingar a sua morte. Tonho, vivido pelo ator Rodrigo Santoro, é um Breves e deve vingar a morte de seu irmão, assim que o sangue na camisa dele amarelar. Cumprida a vingança, Tonho ganha dos Ferreira a mesma trégua, baseada na camisa com sangue, concedida por seu pai - interpretado por José Dumont - aos rivais. Tonho tinha de vida o tempo que levaria para o sangue amarelar na camisa do Ferreira morto. O que fazer contra o tempo? Como viver? Tonho tinha duas opções: a tradição (morte) e a liberdade (vida). Voltemos ao “menino” narrador. Sua família nem se deu o trabalho de lhe dar um nome, afinal, o seu nascimento era o princípio de sua morte rápida, já que este era o destino de todos em Riacho das almas, a morada das duas famílias. Como diz o “menino”, o riacho secou e só restaram as almas. Ravi Ramos Lacerda vive, com maestria, o personagem, “batizado”, posteriormente, de Pacu, por Salustiano (Luiz Carlos Vasconcelos), artista de um circo mambembe, que viajava com a linda Clara, interpretada por Flávia Marco Antônio, ex-estudante de artes circenses. Como diria o próprio “menino”, ou Pacu, “em terra de cego, quem tem um olho é doido”, e ele era o “doido” que sonhava, que enxergava que a vida era mais que moer cana e fazer rapadura, que o mundo era mais que o “Riacho das Almas”. Pacu era único da família que ousava imaginar, sorrir. O personagem descontrai a trama, enredada em muita tristeza e tensão. A chegada dos dois artistas circenses é crucial. É Clara que dá ao “menino”, ainda sem nome, um livro, que proporciona a ele, mesmo analfabeto e “lendo” de cabeça para baixo“ as figuras, uma fuga daquela dura realidade, imposta, em grande parte, pelo seu pai, patrão da família. É o “menino” que mostra a Tonho que a vida era mais, que é permitido sonhar e ser feliz. No sorriso de Clara, Tonho pôde, lentamente, realizar este fato e quebrar o ciclo, que só teria fim com a extinção de uma das famílias. Os bois trabalhando (chegaram a girar sozinhos na bolandeira) ilustram como a vida girava, mas não saia da mesmice naquele lugar. A gangorra do “menino” balançava para perto do céu e do chão, do imaginário e do real. Para Tonho, a mesma situação. Quando ele gira Clara em sua viagem, ela representava o sonho, enquanto ele ainda estava envolvido na insana tradição familiar e não podia sair, pois isso acabaria com a “honra”, defendida por seu pai. O “menino” ensina Tonho a “voar” no balanço e ir para perto do céu; a buscar a imensidão da vida, representada pelo mar e a sereia nos sonhos dele. O pai era o duro retrato de um presente/passado aparentemente interminável. Uma realidade sem sorriso, tanto que, quando o pai resolve sorrir, em uma única cena, todos param com as gargalhadas. Alguns criticaram o filme, contudo, alegando que ficou frio demais, sem calor. Mas não penso desta maneira. Os personagens são sisudos, como não dava para deixar de ser, exceto pelo “menino” Pacu, centro da trama. O filme é recheado de outras belas metáforas e muita poesia na narrativa, não sendo composto, portanto, apenas de uma belíssima fotografia e ótimas atuações, sobretudo de Rodrigo Santoro e Ravi Ramos. Santoro, mais contido do que em “Bicho de Sete Cabeças”, é sempre excelente e mostra a cada dia que não é apenas mais um rosto bonito no cinema, sendo sim, um dos melhores atores da atualidade. Já Ravi Ramos roubou a cena no filme, com uma atuação competente e simpática, que encantou todo o mundo do cinema nos festivais internacionais. A comparação entre Ravi e Vinícius de Oliveira, o Josué de “Central do Brasil”, é inevitável e a boa atuação dos dois apenas comprova como Walter Salles sabe perfeitamente dirigir crianças. Destaque ta mbém para Flávia Marco Antônio, que encanta com sua beleza exótica e com seus dotes circenses. Sobre Salles podemos falar mais, afinal, é raro um diretor que, por si só, atrai platéias. Salles conquistou este privilégio no Brasil e em boa parte do exterior, gozando agora de uma série de facilidades orçamentárias para produzir e dirigir os seus filmes. “Abril Despedaçado” mostra um diretor muito mais maduro do que em “Central do Brasil”, na condução do enredo e dos atores. É de se estranhar, portanto, que seu filme recente não tenha conseguido a indicação ao Oscar, dada a “Central do Brasil”. A história do filme, apesar de se passar em 1910, parece atemporal. Talvez pelo fato de muita coisa não ter mudado no nordeste brasileiro. Com uma trama densa, uma fotografia e narrativa poéticas e uma bela direção, “Abril Despedaçado” evidencia para todo o mundo o amadurecimento do cinema brasileiro e a qualidade dos nossos atores. Que me desculpem os poucos críticos que trataram o filme como mais um produto de idéias burocráticas, feito seguindo regras importadas, mas eles estão muito ranhetas e invejosos! Até quando existirão as viúvas do grande Glauber?. |
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O diretor Walter Salles é um dos maiores responsáveis pelo crescimento do cinema nacional dos últimos anos. A forma com a qual são feitos seus filmes, com técnica apurada, história triste, lotada de referências poéticas e pseudo-intelectuais vem agradando até mesmo aos engravatados Hollywoodianos - O estilo lembra diretamente as principais produções estadunidenses. Talvez por isso, CENTRAL DO BRASIL e este ABRIL DESPEDAÇADO tenham feito sucesso relativo no exterior, com o primeiro conseguindo até mesmo duas indicações ao Oscar. Pois o Marketing feito pela Miramax sobre esse novo filme de Salles foi incrível, chegando ao cúmulo de lançar a produção nos Estados Unidos antes mesmo que chegasse aos cinemas brasileiros! Portanto, pode-se dizer que Salles é um diretor colonizado. Seus filmes tratam de maneira extremamente superficial e vazia os problemas do sertão nordestino. Não chegam a ter um mísero centímetro da aspereza crítica e social de filmes como CIDADE DE DEUS, além de usarem poesia de forma exagerada para conquistar um público mais intelectual. ABRIL DESPEDAÇADO pode ser tecnicamente perfeito. A fotografia do sertão nordestino é brilhante, a própria direção de Salles não falha no aspecto técnico. É reconhecível o extremo esmero com o qual a equipe do diretor (E o próprio diretor) se dedica ao filme. O problema é muito mais profundo: É que ABRIL DESPEDAÇADO é um filme vazio, superficial, artificial, que insiste em falar sobre o nada. Vemos uma produção que chega a ser simétrica, seguindo a antiga cartilha do "Início, meio e fim", sendo que o espectador acompanha a história sem nenhum entusiasmo. No sertão nordestino, 1910, duas famílias mantêm uma rivalidade durante décadas e gerações. É chegada a hora de Tonho (Rodrigo Santoro) vingar o assassinato de seu irmão mais velho, proveniente da antiga briga. Ele vai em um tom com cara de revoltado, mas vai, tudo soando de maneira artificial. Mata seu rival, e passa a ser a caça. O raciocínio lógico é de tentar viver os últimos dias, em um tom "profundo", amando e se revoltando com aqueles que o fazem sofrer. A idéia de aproveitar os últimos dias de vida é comum em produções do cinema. Mas ABRIL DESPEDAÇADO se preocupa demais com a fotografia, com o aspecto surrado de seus personagens, com a poesia, e se esquece de criar um clima real, que não pareça ser um teatro de fantoches. Comparar o drama vivido, por exemplo, pelo personagem de Santoro, com a de Charlize Theron em DOCE NOVEMBRO, chega a ser uma heresia, tamanha a diferença reflexiva entre os dois filmes. Ainda vale lembrar que Rodrigo Santoro não agüenta o papel. Faz cara de coitado, de assustado, mas tudo de maneira insossa, quase patética. É outra coisa que contribui de maneira exacerbada para a falta de realismo do filme. Portanto, ABRIL DESPEDAÇADO é um filme com sérias deficiências, lembrando aquelas produções Hollywoodianas preocupadas demais com a técnica, esquecendo-se totalmente da parte realista. Fica, com toda a certeza, a idéia de que o filme poderia ser melhor. E muito. |
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É um filme mais poético do que dramático, pois para que Tonho pudesse se livrar das perseguições para as quais estaria propenso após ter matado seu rival, ele contou com a ajuda nada mais nada menos de Clara, pessoa pela qual se apaixona e na qual vê as soluções para seus problemas. |
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Outro maravilhoso filme brasileiro, e o melhor disso é que eles transmitem algo tão profundo que mexe com a nossa essência e nos faz questionar a nossa existência. Esse filme nos transmite isso, todo o sofrimento de uma geração de pobres,o amor puro de jovens casais e a dor da perda, você sente isso e é como se arrancassem também o seu coração. |
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Um internauta deste delicioso e democrático site disse que este filme é um feijão com arroz.De fato não deixa de ter razão. Mas em se tratanto de Walter Sales, o seu feijâo com arroz é muito mais caprichado e saboroso. E este " Abril Despedaçado" naõ fica atrás.O filme apesar de ter um tema e juma estética saemelhante ao " Central dol Brasil" consegue ser melhor e mais cativante, justamente por tyer mais jeitão de cinema mesmo. Haja vista são as belas fotografias e a tr4ilha sonora hollyodiana, que poderia até ser um xingatório, mas que no caso aqui torna-se um aperetivo gostoso, uma vez que Sales faz com sianceridade.Outro ponto que este filme, na minha opinião, foi mais agradável que o centtal do brasil, foi o fato de ele não ter ficado preso demais as asperezas do sertão. temos por exemplo um pequeno romance entre O personagem vivido por Rodrigo Santiro e aquela mocinha. Tudo isso sem aquele encontros e desencontros tão característicos em certos filmes. Enfim trata´se de um grande longa metragem, que apesar de algulmas pomposidades, merece ser visto pra quem aprecia a sétima arte. É um filme grandioso mesmo, nada inocente, mas sincero, acima de tudo, e feito com a habitual competência deste bom diretor que é Walter Sales. |
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Direção e atuação incríveis. O filme vai além habitural. Ele nos lembra a todo instante que o personagem de Santoro tem as mesmas inquietações de um ser humano com muito mais oportunidades na vida. |
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Um bom filme. Uma fotografia maravilhosa do Walter Carvaho, mas ficou faltando um clima mais denso para que se tornasse uma obra melhor. "Quando o relógio diz: mais um, mais um; para você ele quer dizer: menos um, menos um." ** |
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Um bom filme. Uma fotografia maravilhosa do Walter Carvaho, mas ficou faltando um clima mais denso para que se tornasse uma obra melhor. "Quando o relógio diz: mais um, mais um; para você ele quer dizer: menos um, menos um." ** |
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Um bom filme. Uma fotografia maravilhosa do Walter Carvaho, mas ficou faltando um clima mais denso para que se tornasse uma obra melhor. "Quando o relógio diz: mais um, mais um; para você ele quer dizer: menos um, menos um." ** |
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Um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos. As imagens são fabulosasm, as atuações são impecáveis e o enredo maravilhoso. Tradição, dor, amor e filosofia se misturam nesse filme marcante. "Quando o relógio contar mais um, na verdade ele estará contado menos um, menos um, menos um à nossa vida..." Demais!! |
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