A Rosa Púrpura do Cairo

A Rosa Púrpura do Cairo 2010-05-22 Francisco

Título original: (The Purple Rose of Cairo)

Lançamento: 1985 (EUA)

Direção: Woody Allen

Atores: Mia Farrow, Jeff Daniels, Danny Aiello, Irving Metzman.

Duração: 81 min

Gênero: Comédia

Status: Arquivado

5           10 5 5

(5 votos)

                   

Sinopse

Em área pobre de Nova Jersey, durante a Depressão, uma garçonete (Mia Farrow) que sustenta o marido bêbado e desempregado, que só sabe ser violento e grosseiro, foge da sua triste realidade assistindo filmes. Mas ao ver pela quinta vez "A Rosa Púrpura do Cairo" acontece o impossível! Quando o herói da fita sai da tela para declarar seu amor por ela, isto provoca um tumulto nos outros atores do filme e logo o ator que encarna o herói viaja para lá, tentando contornar a situação. Assim, ela se divide entre o ator e o personagem.

 

Elenco

Mia Farrow

(Cecilia)

Jeff Daniels

(Tom Baxter / Gil Sheperd)

  • Danny Aiello (Monk)
  • Irving Metzman (Administrador do cinema)
  • Stephanie Farrow (Irmã da Cecilia)
  • Edward Herrmann (Henry)
  • John Wood (Jason)
  • Deborah Rush (Rita)
  • Van Johnson (Larry)

Comentários

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looidi em 24/09/2011Nota: 9     

Endosso - e integralizo - todos os comentários feitos. Infelizmente, tenho tido dificuldade em encontrar A ROSA PÚRPURA DO CAIRO nas locadoras. A TV-A-CABO [TC-Cult] não o exibe há anos e tb não consigo encontrá-lo nos torrents de tamanho máximo 700 Mb. É um ítem que falta em minha filmoteca e um dos poucos de Woody Allen que estou ávido de re-ver. Nota 9,5; 4,5 estrelas.

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rael em 08/04/2010Nota: 5     

Um filme  adorável e único! As atuações são perfeitas, é a cara de Woody Allen, principalmente o final que mostra a volta pra realidade cotidiana, esse dealhe fez com que o desfecho não ficasse mágico como o resto do filme e acho que isso poderia ter sido mudado, porque apesar de clichê um final feliz seria merecidor. com certeza isso não é nada que comprometa o filme todo, e  não deixa de ser adorável. Concordo plenamente com o que o meu xará Rafael diz que "Se você adora cinema e ainda não assistiu, não perca tempo. Esse filme também foi destinado para você."

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yyamamoto em 02/04/2010

Definitivamente o melhor filme de Woody Allen. E o único filme que eu já assisti (já assisti bastantes) que crítica o cinema por sua condição de cinema. Destaque para a excelente performance de Mia Farrow, creio que nem Audrey Hepburn poderia ser melhor para o papel. Farrow personifica a fragilidade e inocência da protagonista de forma simples, sem escandalos,  é conferida a cada palavra proferida uma doçura inigualável, a melhor performance da atriz, melhor até que em O Bebê de Rosemary.


O roteiro é excelente, o mais criativo de Woody Allen em termos de enredo, certamente não o mais em termos de diálogos. A trama se passa durante a Grande Depressão (genial isto, explicarei mais pra frente o por quê), Mia Farrow faz o papel de uma garçonete casada com um desempregado gordo e horroroso que além de traí-la, a espanca. Ela é uma cinéfila das mais romanticas, frequentadora assídua do cinema da cidade. Porém seu cotidiano muda quando um personagem galã do filme sai da tela para conhecê-la, após vê-la tantas vezes na platéia. Daí tudo vira uma confusão, os feitores do filme vão a cidade para resolver esse impasse, porém o personagem está se escondendo. O ator que fez o personagem vê sua carreira ir por água abaixo devido a este incidente. Os outros personagens do filme acham isto ultrajante. Daí você já viu... o que poderia acontecer com um personagem hollywoodiano naWoody Allen?


A direção é excelente, sem formações sentimentalóides típicas de John Ford, Woody Allen consegue extrair toda uma expressividade poucas vezes vistas no cinema. Especialmente no final, eu pessoalmente até hoje não sei o que senti no final, se foi tristeza, alegria, raiva... simplesmente genial.


Agora um pouco de história do cinema, por quê o filme é ambientado durante a Grande Depressão? Bem... durante essa fase deprimente da história mundial, especialmente americana, a única indústria que não só permaneceu inabalada, mas lucrou, foi a indústria do cinema. Mas por que isso? Durante essa época, os americanos frequentaram o cinema como nunca, buscando um pouco de esperança para apalpar as amargúras de suas vidas de miséria, os filmes da época eram extremamente sádicos quanto a isso, e o público mazoquista. Vide Grande Hotel e os musicais da Metro, de Fred Astair e Ginger Rogers, os filmes da época exaltavam a riqueza e o luxo como se fosse cotidiano e normal, em uma era de extremo desemprego.


No filme, Woody Allen crítica esse poder do cinema de construir sonhos, dando falsas esperanças àqueles cuja realidade é amarga e ácida, como a personagem de Mia Farrow, pobre, espancada, traída e explorada.


Bem... não há palavras para expressar o que esse filme representa, e como representa. Tudo o que é dito a respeito dele parece pouco e falso. O jeito mesmo é assistir, e garanto que não se arrependeram. É uma história maravilhosa, o tipo de filme indispensável para qualquer cinéfilo.

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Henrique Miura em 03/01/2001Nota: 5     

Uma das histórias mais originais da década de 80. Arrisco desde já dizer que esse é o melhor filme de Woody Allen. Para falar a verdade, não sou dos mais admiradores dele, alguns de seus dramas conjugais são fracos, mas quando sua idéia é uma comédia os resultados são filmes como esse "A Rosa Púrpura do Cairo", um filme para te conquistar, encantar e não esquecer mais.Qualquer coisa vindo de Woody Allen já não se pode prever alguma coisa. Sua idéia nesse filme é totalmente criativa, acho que só o Woody Allen mesmo para ter essa idéia. Dê uma olhadinha na história e comprove: Cecilia (Mia Farrow, de "O Bebê de Rosemary") é uma garçonete trabalhadora que tem de ficar sustentando o vagabundo do marido. Ele nunca quer acompanhá-la ao cinema e prefere ficar com os amigos jogando. Então o único acompanhante que Cecilia tem para ir ao cinemaé o fiel saquinho de pipoca!Até aí tudo normal, agora que começa a coisa mais estranha: Cecilia sempre vai assistir ao mesmo filme (cidade pequena, um cinema apenas). Indo pela quinta vez ao cinema, um fato bizarro acontece: o personagem Tom Baxter (Jeff Daniels) vê a garota ali mais uma vez sentada vendo o filme e começa a falar com ela. Ele acaba saindo das telas e diz amar Cecilia!!!Então começa a história de amor mais esquisita que você, eu, ou qualquer outra pessoa já viu. O caso começa a se espalhar e os executivos tem de levar o personagem de volta para as telas. Gil Sheperd (Jeff Daniels) é o ator que interpreta o Tom, ele vendo que seu sucesso pode ser ameaçado resolve ir para a pequena cidade e achar aquilo que ele criou, aliás, os roteiristas criam, mas ele deu vida!! Até ele também se apaixonar por Cecilia!O grande mérito desse filme é o espectador jamais saber como a história irá acabar. Por isso ficamos atentos a cada minuto do filme, além de conseguir ser muito engraçado. Destaco os momentos onde os outros personagens do "filme" ficam discutindo. Mas o mais hilário mesmo é quanto o Tom Baxter está tentando aprender o mundo real, a cena onde ele sai com uma garota de programa sem saber é nota 1000. Woody Allen teve idéias perfeitas para aproveitar a ingenuidade do personagem.O elenco do filme foi uma das armas de Allen. Além do excelente roteiro escrito por ele, o elenco foi fundamental para o bom rendimento do filme. Mia Farrow em filme dele é comum (já que sua filmografia se divide em duas: Farrow e Diane Keaton), e aqui ela está sensacional. O destaque fica para o Jeff Daniels, não consigo imaginar nenhum outro ator em seu lugar, e pensar que o Michael Keaton começou a rodar o filme no papel mas acabou sendo rejeitado por Allen. Jeff se sai excelentemente bem na pele do personagem do "filme" e na pele do ambicioso e interesseiro ator rumo ao estrelato."A Rosa Púrpura do Cairo" é um filme sensacional. Mesmo sendo curtinho, o filme tem um conteúdo incrível. O roteiro de Allen é perfeito, diálogos cheios de beliscos, situações das mais inacreditáveis, um enredo que ninguém poderia imaginar, só mesmo o Woody Allen. Resumindo em poucas palavras: não é a toa que entre todos os filmes que já dirigiu Woody Allen assume publicamente que esse é o seu preferido. Imperdível.

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Rafael Carneiro Rocha em 02/01/2001Nota: 5     

Meu filme preferido! Quando se fala em Woody Allen pouca gente se lembra de "A rosa púrpura do Cairo". O grande público e boa parte da crítica especializada fazem maior reverência a filmes como ''Annie Hall'' e "Manhattan''. É uma injustiça a pouca notoriedade de ''A rosa púrpura do Cairo'' porque esse filme está, definitivamente, entre os melhores de todos os tempos. Allen não marca presença como ator mas todas as suas qualidades como autor de cinema estão presentes nesse filme conduzido pela sua antiga musa. A atuação de Mia Farrow como a garçonete insegura, dividida entre a dura realidade da Depressão estadunidense e o mundo de sonhos proporcionado pelo cinema, é inesquecível e se conclui em um final mágico e emocionante. Se você adora cinema e ainda não assistiu, não perca tempo. Esse filme também foi destinado para você.

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