Título original: (Safar É Gandehar)
Lançamento: 2001 (Irã)
Direção: Mohsen Makhmalbaf
Atores: Niloufar Pazira, Hassan Tantai, Sadou Teymouri.
Duração: 85 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Nafas (Niloufar Pazira) é uma jovem afegã que fugiu de seu país em meio à guerra civil dos Talibãs e hoje trabalha como jornalista no Canadá. Até que sua irmã mais nova, que ficou no Afeganistão, lhe envia uma carta avisando que irá se suicidar antes da chegada do próximo eclipse solar. Nafas resolve então retornar ao Afeganistão a fim de tentar salvar sua irmã.
Hoje, dia 31, é dia de festa para os cinéfilos de Porto Alegre e para aqueles que puderem estar ...
A pressão continua no Irã. Depois da polêmica envolvendo seu parceiro Jafar Panahi, agora ...
Felipe Figueiredo em 07/01/2001Nota: 3.5
"A Caminho para Kandahar" tem sim um formato de documentário, mas o filme acaba trazendo isso como um aspecto positivo: tem uma narrativa simples e aproveita para focar ao máximo na cultura do Afeganistão e o regime político que lá se instalava. Interessante."
Lori B. Jr. em 09/01/2001Nota: 4.5
É um filme verdadeiro, tipo documentário, diferente, com excelente fotografia, e que vale a pena ser visto. É de muita valia conhecermos o uqe o que o fanatismo religioso e o banditismo de certos grupos vêm fazendo com países como Irã e Afeganistão.
Francisco Russo em 03/01/2001Nota: 4
"A Caminho Para Kandahar" é um filme muito interessante de se assistir, até para entender melhor o que era o Afeganistão da era dos talibãs. O filme não se importa muito em contar realmente uma história, como se percebe claramente no seu final, mas sim em servir de denúncia à situação da época no Afeganistão. Várias cenas possuem um forte impacto, principalmente a que mostra o hospital que cuida de pessoas que perderam pés e pernas. Um filme que deve ser visto por todos aqueles que desejam compreender um pouco melhor a história recente do Oriente Médio.
Henrique Miura em 06/01/2001Nota: 2
O grande erro deste "A Caminho de Kandahar" é não assumir de uma vez por todas o formato de documentário. O diretor Mohsen Makhmalbaf ao tentar contar uma história que conseqüêntemente explora a cultura do Afeganistão, acabou ficando completamente confuso. A incomoda indecisão de documentário e narração acaba tornando "A Caminho de Kandahar" em um filme com uma história pífia e em um documentário superficial, até certo ponto. É interessante aprender a cultura de um país como o Afeganistão, principalmente na proposta feminista que o filme traz. No entanto, esse "interessante" acaba dando espaço para a falta de aprimoramento e para o excesso de sentimentalismo apelativo. O filme parece implorar as lágrimas do espectador, lamentável. A proposta inicial do filme é contar a história de Nafas (Niloufar Pazira, boa atriz), uma jornalista afegã que conseguiu fugir do país enquanto ocorria uma guerra cívil dos Talibãs. Agora sendo uma profissional com uma vida estável no Canadá, ela têm de acabar voltando para sua Terra natal, pois sua irmã lhe enviou uma carta avisando que irá se suicidar antes da chegada do próximo eclipse solar. No entanto, não é fácil entrar em um país como o Afeganistão, e Kandahar é um lugar cada vez mais distante e difícil de se chegar. Uma dica: Esqueça toda essa história, pois ela é apenas um gancho para o diretor Makhmalbaf apresentar os costumes e as tradições do povo afegão, dando um foco principal na falta de liberdade das mulheres e da prepotencia orgulhosa de muitos homens. Além é claro, de mostrar a miséria do país. "A Caminho de Kandahar" é uma obra tão comum, tão rotineira, que seu sucesso deve ser creditado para o bom momento em que o filme foi lançado. Mesmo feito antes dos atentados de 11 de Setembro (onde muitas pessoas começaram a ter interesse em conhecer mais o Afeganistão), ele só teve um verdadeiro lançamento após os atentados, e pela temática que o filme apresenta, nada mais correto do que as pessoas se sentirem atraidas pelo projeto. No entanto, Makhmalbaf é desonesto com o público, engana todo mundo fingindo que irá contar uma história, porém essa história é simplesmente abandonada sem maiores explicações para virar um documentário fictício. Com o final, fica evidente que Makhmalbaf não queria apresentar história nenhuma, a única coisa que ele queria era apresentar com muito melodrama o estado de um país como o Afeganistão, implorando a todo momento pela dó do espectador. Enfim, no filme que não conta história, só se salva a ótima atriz que o protagoniza."
Táiaa em 05/01/2001Nota: 2.5
Antes que me julguem, nada contra cinema iraniano nem qualquer cinema que não hollywoodiano. Mas o filme é fraco. Chega a sensibilizar em algumas seqüências, mas segue sem rumo, a protagonista é fria e as relações pessoais se perdem em meio à belas imagens e sons."
Ricardo Pereira em 04/01/2001Nota: 3
A qualidade do cinema iraniano não é mais novidade para ninguém. Desde que filmes como "Através das Oliveiras" (Kiarostami,1994), "Balão Branco" (Panahi,1995) e "Salvem o cinema" (Makhmalbaff,1995) adentraram nossas fronteiras temos todos os anos entrando cada vez mais em contato com uma cinematografia que nos diz muito a respeito de si mesma. Kandahar, que se tornou conhecida por culpa dos bombardeios americanos, é o cenário dessa história de Makhmalbaff, que embora centralizada na jornalista que busca impedir que a irmã se suicide tem como pano de fundo discutir o papel da mulher nestas regiões. O problema é que não consegue, fica distante, como se nem mesmo Makhmalbaff tivesse condições de dizer algo a respeito. Mas quem teria, as mulheres que lá nem dão o ar de sua graça? Sendo assim, é difícil tecer algum tipo de comentário sem fazê-lo ocidental demais. Fica a fala da personagem ao ver os aleijados correndo atrás das próteses de pernas que atiram do céu, dizendo que se eles não se tornarem corredores com uma perna só não merecem alcançar as próteses. Talvez esteja aí o ponto principal da discussão sobre o papel da mulher nestas regiões, cabe a elas mesmos fazerem as mudanças, e não esperar que isso parte da vontade dos homens. Sem dúvida o melhor personagem da história é o ladrão maneta, um personagem que se torna cômico em meio a tragédia.
Gustavo Thomé Curti em 08/01/2001Nota: 3.5
Prato cheio para quem gosta de conhecer outras culturas. O filme mostra muito bem como é difícil a realidade enfrentada pelos outros países, e faz com que nós reflitamos um pouco sobre os privilégios de nossas vidas, que apesar de não ser de primeiro mundo, é muito boa comparada à maioria dos países. O filme, porém, peca na continuidade. E o fascinatne é que a história é quase um documentário, já que a protagonista está apenas encenando a história (real) que ela mesma passou tempos atrás.
Júlio César Valente Ferreira | em 02/01/2001Nota: 4
Mais uma vez, o cinema iraniano mostra que é uma das atuais melhores cinematografias do mundo. "A Caminho de Kandahar" é um dos mais engajados filmes iranianos, geralmente conhecidos por seus temas universiais e tratamento poético. Não que Makhmalbaf tenha abdicado dos princípios do cinema iraniano; mas a temática é de extrema atualidade e não pode ser acusado de aproveitador. O filme foi rodado antes dos acontecimentos oriundos do atentado de 11 de setembro. Além disto, "A Caminho de Kandahar" possui um maior dinamismo em relação aos outros iranianos e tem seu roteiro baseado em fatos verídicos, incluindo a figura do americano. Desta forma, Makhmalbaf também não pode ser acusado de colocar o americano como o "personagem bonzinho". "A Caminho de Kandahar" é cinema de qualidade, mesmo para aqueles que já torcem o nariz ao saberem que se trata de filme iraniano.
Superestimado filme de Scott , deixou muita gente deslumbrada .Uma aventura de liberalismo f...
por Benedito, 14/02/2012 às 17:22
Filme recomendado. Análise: Roteiro bom, atuações regulares, fotografia regular, trilha s...
por NEO, 14/02/2012 às 17:10
O filme ainda tem seus encantos e originalidade , graças ao choque de cultura do personagem...
por Benedito, 14/02/2012 às 17:05
Harry Potter e a Pedra Filosofal
O ruim desse filme é que ele é escuro, já que não usam lâmpadas. Mas vamos lá, foi o p...
por CinemaAdoro, 14/02/2012 às 16:05