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21 Gramas

titulo original: (21 Grams)

lançamento: 2003 (EUA)

direção: Alejandro González-Iñárritu

atores: Sean Penn , Benicio del Toro , Naomi Watts , Danny Huston , Marc Musso

duração: 125 min

gênero: Drama

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:21 Grams
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 05 min
  • ano de lançamento:2003
  • site oficial:
  • estúdio:Y Productions / This Is That Productions
  • distribuidora:Focus Features
  • direção: Alejandro González-Iñárritu
  • roteiro:Guillermo Arriaga
  • produção:Alejandro González-Iñárritu, Ted Hope e Robert Salerno
  • música:Gustavo Santaolalla
  • fotografia:Rodrigo Prieto
  • direção de arte:Deborah Riley
  • figurino:Marlene Stewart
  • edição:Francine Maisler
  • efeitos especiais:

imagens - 11

21 Gramas 21 Gramas 21 Gramas 21 Gramas 21 Gramas 21 Gramas 21 Gramas 21 Gramas 21 Gramas 21 Gramas 21 Gramas

sinopse:

Três pessoas, Paul (Sean Penn), Jack (Benicio Del Toro) e Cristina (Naomi Watts), têm seus destinos cruzados em função de um acidente. A partir dele serão testados os limites do amor e da vingança, assim como a promessa da redenção. Vinte e um gramas é o peso que uma pessoa perde no momento da morte. É o peso carregado pelos que sobrevivem.

elenco:

  • Sean Penn (Paul)
  • Benicio del Toro (Jack)
  • Naomi Watts (Christina)
  • Danny Huston (Michael)
  • Marc Musso (Freddy)
  • Teresa Delgado (Gina)
  • Stephen Bridgewater (Austin Donneaud)
  • Carlo Alban (Lucio)
  • Catherine Dent (Anna)
  • David ChattamCharlotte Gainsbourg

comentários

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Roberto Oleiro Soares
02/01/2003
nota:Rate09
Novo "gênio do momento" em Hollywood, o diretor mexicano Alejandro Gomez-Inharitú consegue extrair de seus atores nesta complexa trama interpretações sólidas e desprovidas de qualquer tipo de afetação pretensiosa. Sean Penn mantém-se sob controle e Benicio del Toro parece o único ator capaz de encarnar o presidiário que acha que Jesus é a última saída. Naomi Watts interpeta a drogada reabilitada que se vê de volta ao fundo do poço após a morte trágica de sua família. A metáfora contida no título traduz muito bem o objetivado pelo diretor no decorrer da película: 21 gramas seria o peso da alma, o peso que todos nós perdemos no instante de nossa morte. E é acachapante o contraste dessa medida ínfima com a imensidão do fardo que deixamos para os que ficam. Um filme para se ver de coração e mente abertos, mas desaconselhável para os demasiadamente sensíveis.
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Raffael
03/01/2003
nota:Rate08
Linda história de redenção do mesmo diretor de Amores Brutos, com elenco excepcional e altamente premiável, fotografia deslumbrante, edição ágil. Um filme muito competente, surpreendente, sobre as coisas do destino. Sean Penn está estupendo.
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Mark
04/01/2003
nota:Rate09
21 gramas é perturbador. Sean Penn, Naomi Watts e Benicio del Toro tiram atuações memoráveis. Existe uma cena no filme que pode ser colocada entre as mais fortes da história do cinema. Quem ver saberá qual é. Edição ótima, uso de câmeras "ocultas" que fazem parecer a atuação dos atores mais real, criando um clima denso ao filme. Como Veja disse "21 gramas pesa uma tonelada, mas vale cada grama.".
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Rafael Abib
05/01/2003
nota:Rate08
A sensação de assitir a 21 gramas é intensa. Os flashes com que a estória é contada transparecem a atemporalidade da vida, uma analogia ao jeito com que as coisas acontecem e acontecem novamente de uma maneira esperada mas também com um ar de novidade, o que mantém o suspense, a esperança, os sonhos e as ilusões da vida. O desejo e o amor pelo o que não está ao alcance delineiam essa estória de sofrimento. Em alguns momentos parece até uma sátira da ironia que a vida nos faz. O comportamento que se repete pelos mais variados motivos. A fuga frustrada da realidade, a instabilidade e a fragilidade da vida compõem o cenário para mostrar como pode a alma leve como um beija flor às vezes ser tão penosa de se carregar. Pelos amores brutos ou não, a vida continua.
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Yara Fernandesa
06/01/2003
nota:Rate010
Quantas vezes podemos morrer? Quanto se perde na morte? Quanto se ganha? O enigma da morte é aqui tratado de maneira humanizada e fotográfica. Em uma junção de cenas a princípio desordenadas, o filme coloca a morte sob reflexão, coloca a culpa que ela desperta em uns, a ira que desperta em outros, o recomeçar que ela também pode produzir... O roteiro rompe a cronologia dos fatos, joga as cenas para fazer surgir os sentimentos de dúvida, choque e emoção nos espectadores. Depois vai costurando a história na cabeça de cada um.
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Felipe
07/01/2003
nota:Rate010
Quem tiver a oportunidade de ver esse filme, veja !!! 21 Gramas é filme muito bem amarrado, é aquele filme que você não pode tirar o olho da tela nem por um segundo, senão, você já se perde. Sean Penn tem tudo para conseguir o OSCAR de melhor ator e Naomi Watts como melhor atriz. Filme nota 1000!
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Leonardo Braynner
08/01/2003
nota:Rate010
A primeira vontade que se sente quando termina o filme é assisti-lo de novo, pois as cenas não acontecem em ordem cronológica, e fatos simples e isolados se tornam importantes e cruciais no decorrer da história. Filme complexo e intrigante, um verdadeiro quebra-cabeça para quem assiste. Muito bom, ótima direção e edição. Não irá satisfazer quem gosta de filmes simples e diretos. É para ser visto e revisto.
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Carla Cristinaa
09/01/2003
nota:Rate010
Quase chega a ser perfeito, um dos melhores filmes do ano sem dúvida.É incrível como as histórias se encaixam ao decorrer do filme, mas o que mais é impressionante é a interpretação dos atores.Sean Penn está maravilhoso, Naomi Watts então nem se fala, Benicio Del Toro como sempre da um show, um elenco de tirar o folêgo não da pra deduzir quem está melhor simplesmente ótimo.Mas o melhor de tudo é a edição chega em alguns momentos que dá até agonia, muito bem feito um filme para se sair pensando sobre as verdadeiras coisas da vida.
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Otávio Bueno
10/01/2003
nota:Rate08
O filme é bom e inteligente.o diretor brinca com a mente do telespectador posicionando a história de uma forma em que cada pessoa a veja de sua maneira, mas o filme é totalmente dark, sua história é pesada e faz a galera sair da sala meio baixo astral.
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Jorge Alberto Salton
11/01/2003
nota:Rate08
Uma obra inteligente centrada em personagens marcantes. Jack, interpretado por Benicio Del Toro, revela magistralmente a luta de um homem para conter seus impulsos. Desde os 16 anos entrando e saindo da cadeia por uso de drogas e furtos, o personagem busca na biblia o controle externo que lhe permita viver uma vida normal com sua mulher e filhos. Quando sente que a religião falha tenta o suicídio, aceita ser preso e até mesmo morto. Revela-se um delinqënte que sente culpa e quer conter sua deliqüência, mas como fazê-lo? Personagem forte, honesto, só por ele já vale o filme.
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Augusto Sepulveda
12/01/2003
nota:Rate08
Ontem fui ao cinema e não fui atraído por filme algum. Não tinha nenhuma grande estréia que ainda não tinha visto, como O Senhor dos Anéis, por exemplo, então me contentei em ver este filme de título intrigante, 21 Gramas. Sem ter lido o pôster, fui ver o filme sem entender o porquê deste título. Quem assistiu o filme sabe que a mínima piscada em falso já atrapalha a assimilação do filme, que roda fora da ordem cronológica normal dos fatos. As coisas acontecem, depois desacontecem e tornam a acontecer. Até a metade do filme não estava entendendo nada do que se passava diante dos meus olhos, mas aos poucos minha cabeça começou a funcionar da forma que o filme queria e pude perceber que este é o tipo de filme que chego no final e penso: "Como pode existir uma mente capaz de pensar num filme assim?". Não falo somente do estilo incomum de fazer o filme acontecer, mas da peculiaridade dos fatos cotidianos, dos detalhes que sabemos existir mas que deixamos passar despercebidos em nossas vidas ocupadas. O filme mostra a forma com a qual vidas desconhecidas se entrelaçam por fatos mínimos pra uns e tão marcantes pra outros. É como se estivéssemos vendo a vida daquelas pessoas de cima, sem que elas percebessem, e nós tivéssemos total concepção de tudo que estava acontecendo ali, vendo fatos acontecerem e causando impactos diferentes na vida dos envolvidos, e até na vida dos não envolvidos. Fascinante... No fim do filme fui entender o porquê do título, e isso me fez achar melhor ainda o filme. Com toda aquela dor insuportável relatada no filme, na vida daquelas pessoas o diretor ainda conseguiu colocar um toque de reflexão na trama, o que me surpreendeu ainda mais. Quanto pesa nossa vida? E nossa morte? Quantas pessoas deixam de viver com a morte de outras? Quantas gramas são necessárias pra que vivamos novamente?"As pessoas dizem que todos nós perdemos 21 gramas no exato momento de nossa morte... Todo mundo. O peso de moedas de 5 centavos. O peso de uma barra de chocolate. O peso de um beija-flor..."
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Rafael Torinho
13/01/2003
nota:Rate010
Ao que se propunha foi perfeito. Além de ótima atuação do elenco todo mas em especial de Sean Pean e Benicio del Toro, que ultimamente não tem sido novidade. Sorte nossa! E como sempre o diretor Alejandro González-Iñárritu nos deixa com o coração apertado em seu filme, levando os espectadores às lagrimas.
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Sérgio Alberto Bauchiglione
14/01/2003
nota:Rate010
Denso, forte, enigmático e perturbador. Estes são alguns dos adjetivos que julgo pertinentes a esta obra-prima que é 21 gramas. Atuações brilhantes, principalmente de Naomi Watts onde é impossível não nos sensibilizarmos com a tragédia vivida por sua personagem. Filme que merece não ser visto como mero entretenimento, mas como um modo de reflexão para nossas vidas. Imperdível!
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Julianaa
15/01/2003
nota:Rate09
Sem dúvida, um dos melhores filmes da atualidade. A trama foi muito bem desenvolvida,os personagens bem representados(com exceção de Benício del Toro, que, na minha opinião, não se encaixou muito bem no papel que lhe foi concedido). A edição é excelente, assim como a maneira fantástica de apresentar a história através de flashes, o que dá ao público várias maneiras de interpretar os fatos. Por fim, é um filme fantástico!
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Priscila Fernandesa
16/01/2003
nota:Rate09
Um filmaço! Claro que nem todos gostam dos mesmos filmes. É este se encaixa nessa definição. Não é um filme para qualquer um. Não deve agradar a muitos, justamente pelo jeito como é contada a história. Estamos no presente, aí corta para o passado e corta para o futuro. É difícil achar a ordem em que as cenas são mostradas. Mas, uma vez descoberta a progressão, o filme é maravilhoso. E, para os que não entenderam o filme durante a projeção, o2 15 minutos finais são revesados para a resposta. Ou no caso, para o final da "colcha de retalhos". Dei 9 porque demorei para entender a ordem das coisas. Quem entender logo de cara, com certeza dá um 10.
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Emílio Caio Ferasso
17/01/2003
nota:Rate09
Filme complexo e pesado, mas uma verdadeira aula de como se construir um roteiro totalmente imprevisível, não linear e absolutamente surpreendente. Palavra esta que designa a atuação da trinca principal de atores, em especial Naomi Watts, que emociona e mostra força e determinação em um papel visceral. Não perca!
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Lucas Oliveira
18/01/2003
nota:Rate010
Primeiro - por favor críticos de cinema - o nome do filme não é (vinte e uma gramas) é (vinte e um gramas) como alguns disseram, agora falando sobre o filme, a forma como é contada a história é diferente, as cenas parecem que são colocadas aleatóriamente sem nenhuma preocupação do mexicano - diretor do filme - em relação a espaço-tempo, e o bom é que você vai tentando o filme inteiro ligar a história, deixa-la coerente, você vai raciocinando, e isso ti prende, e isso faz com que o filme seja tão bom.
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José Ricardo Cacciari
19/01/2003
nota:Rate09
Surpreendente! Um drama com grande profundidade, e um enigma que só a partir da segunda metade de projeção começa a fazer sentido. Naomi Watts não só é uma das mulheres mais lindas do mundo como possivelmente a melhor atriz dos últimos tempos. É minha favorita ao oscar de 2004. A loura inglesa já demonstrou grande técnica em filmes como "O Chamado" e "Mulholland Drive", e agora adquire maturidade neste filme. Sean Penn dispensa comentários - é um grande ator . O mesmo se pode dizer de Benicio del Toro. Mas o valor do filme está no roteiro - que alterna paixão, gratidão e ódio experimentados pelas personagens. Surgem situações controversas, como as escolhas da vida real. E as consequentes dualidades no destino. Lamentável que este filme não concorra ao melhor do ano no oscar. Holywood ainda não sabe analisar relações humanas inusitadas com profundidade!
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Ariel Rodrigo
20/01/2003
nota:Rate010
Eu adorei o filme. Muito bem dirigido e com a história contada fora de ordem (qualquer semelhança com Pulp Fiction...), mas é denso ao extremo, fortíssimo. Entra pra galeria de filmes que eu amei mas só consegui assistir uma vez como Boys Dont Cry e Dançando No Escuro. A atuação de Sean Penn é arrebatadora.
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Ana Carolina Sandesa
21/01/2003
nota:Rate010
Assisti ao filme Amores Brutos e li as críticas concordo em especial com a crítica de João Moretto: "me senti como se tivesse levado uma tijolada no rosto", assisti ao filme 21 gramas e senti que a tijolada dessa vez foi mais funda, não no rosto, mas na alma.
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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
22/01/2003
nota:Rate09
O diretor mexicano que alcançou fama mundial com seu excelente "Amores brutos (Amores perros)", atravessou a fronteira americana e foi trabalhar na meca do cinema. O roteiro de Iñarritu e Arriaga guarda muitas semelhanças com o de seu filme anterior. Narrativas que se entrelaçam, contadas de forma elíptica, não linear. O diretor faz uma espécie de filme-enxerto. Qual a vantagem desta técnica? É a de confundir o espectador, particularmente na terça parte inicial do filme. Christina (Naomi Watts) é casada com Michael (Danny Huston), com quem tem duas filhas pequenas. Ela é feliz até que o marido e as filhas morrem num atropelamento. Jack (Benicio del Toro), o motorista da caminhonete que aniquilou a família de Christina, foge da cena do acidente, porém, mais tarde, se entrega para a polícia. Nota: ele já havia tido passagens policiais por furtos e por porte de drogas. O coração de Michael é transplantado em Paul (Sean Penn), um cardiopata crônico, que estava na lista de espera há muito tempo. Após recuperar-se da cirurgia, Paul fica obcecado em saber quem foi o seu doador. Contrata, então, um detetive que lhe consegue as informações solicitadas. A atitude de Paul é ir atrás de Christina, com a qual tem um envolvimento afetivo. Ela, por sua vez, deseja seqüiosamente a morte do assassino de sua família e pede a Paul que acabe com a vida de Jack. Mais uma vez, Iñarritu aborda a fatalidade como fator determinante dos caminhos que o homem trilha ao longo de sua vida. A tragédia e a dor unem os três protagonistas atormentados deste filme. Por sinal, a atuação do trio é sublime. A bela Naomi Watts não levou o Oscar por pura injustiça. Se 21 gramas é o peso que perdemos quando morremos, daí o título, o ganho do espectador não pode ser contabilizado ao final da película. A vida vale mais a pena quando nos deparamos com obras como esta.
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Pedro Vieira
23/01/2003
nota:Rate09
21 Gramas está em exibição em todo o País, em mais uma excelente prestação de Sean Penn. Mas neste filme, as agradávias suspresas não ficam por aqui. Numa edição simplesmente enigmática, como que um verdadeiro Puzzle oferecido ao espectador para ele próprio juntar as peças, Sean Penn, Benicio Del Toro e Naomi Watts acabam por juntar-se, acreditando ou não em Deus, pelo verdadeiro significado de 21 Gramas. O sentido deste verdadeiro encaixe, só mesmo para desvendar nas principais salas de cinemas nacionais. Muita gente sai da sla a meio do filme, mas a interpretenção, realização e edição do mesmo, e o esforço a que nos obriga, faz deste "21 Gramas" um dos melhores filmes alternativos em cartaz!
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Marina Vieira
24/01/2003
nota:Rate010
É um quebra-cabeças doloroso de ser montado e o resultado desta montagem é algo de difícil digestão. A fotografia é de encher os olhos, os recortes são super bem trabalhados, as cores em certas cenas são lindas... enfim... nota 1000 para Alejandro González!
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Willians Thomaz
25/01/2003
nota:Rate09
Há, durante os 125 minutos de exibição de 21 gramas, a percepção de um fenômeno a que se pode emprestar, por não haver, no momento, outro nome melhor, a designação de "apoteose da problemática humana". Mas, que viria a ser essa apoteose, essa transcendência da precária condição humana, senão a valoração do cotidiano através de sua exaltação trágica? É verdade insofismável: só quando acometidos de revezes e circunstâncias insopitadas, demovemo-nos da nossa costumeira e aparente sensação de segurança. É, para tanto, preciso que sejam ameaçadas, a uma, nossa tranqüilidade e sobrevivência e /ou a daqueles com que estabelecemos vínculos afetivos, para que, com isso, espertemos da modorra em que jazemos. Acordando da torpeza de nossas frivolidades para encarar, trêmulos, transidos, os olhos esgazeados da tragicidade, essa dama cruenta, cujo refrão faz coro a nossa mais terrível expectação: a plenipotenciária morte. Pois é a exaltação dessa célebre e temível senhora que anima o espetáculo paradoxal: em que se defrontam dialeticamente - estranhamento e maravilhamento. Numa ambiência que denuncia o movimento sutil, desencadeado pelas variações alternadas de euforia e disforia e que dão conta, além disso, de significações que ultrapassam a superficialidade dos lugares comuns cinematográficos. Alejandro González Iñárritu insinua querer a realidade, mas não a realidade modelar, emblemática ou convencional. Quer a realidade despida dos atavios da engenhosidade artificiosa. Quer despojá-la dos maniqueísmos prosaicos, da filosofia ideológica. Mas, também, não cobiça que sua obra, na ânsia de legitimar-se, abrace a monotonia das trivialidades perpetradas debaixo do sol. Não quer banalizá-la. Destarte, o diretor mexicano, faz uso de um expediente tétrico: Um atropelamento. E é a partir desse evento que é desencadeado, em certa acepção, um principio de concerto entre essas, até então, "vidas paralelas" que compõem o drama; entremeando, tal concerto, as biografias das três personagens-protagonistas, numa única e, embora infeliz, airosa história. História, que num primeiro momento e antes do lúgubre fado, enseja tão somente paralelismo e desligamento. Sem quaisquer conexões viáveis. Embora não se possa estabelecer padrões observáveis que caracterizem arquétipos bem definidos nem tampouco, em razão disso, é possível deixar de atribuir às figuras criadas, um elevado grau de dramaticidade e o ajustamento quase indefectível dos intérpretes aos seus personagens, a exemplo disso: Benicio Del Toro (Jack Jordan), o ex-presidiário, redivivo pela experiência religiosa (A quem diga fanática. Direi mística.); Sean Penn (Paul Rivers), um niilista constrangido pelas circunstâncias (e a insânia incurável; diga-se de passagem.) a um ceticismo confuso, mas que deixa entrever um resquício de esperança, ainda que morosa; por fim, Naomi Watts (Cristina Peck), a viciada reconquistada pelo meio de vida ordinário, que passa viver regularmente, é casada, mãe de filhas adoráveis e até certo ponto tributária do alheamento que é próprio daqueles que foram abençoados pelo beijo aleivoso da pérfida Fortuna. São esses os desgraçados das casualidades que dão contorno, com suas ações humanas (exageradamente humanas), a relações intrincadas de causa e efeito que constroem com impressionável naturalidade a catártica narrativa. Narrativa que produz impressões as mais diversas e desconcertantes. Surpreendendo, não só pela substância que lhe dá sentido, mas, também, pela forma que lhe consubstancia. Uma trama tecida impecavelmente e de feitio inusitado, urdido de forma descontinuada, remetendo sempre à existência alternada e acidentada da trindade padecente. Não devemos nos iludir, posto que o enredo, truncado em segmentações aparentemente desconectadas, forma, na sua contextura, uma integração sem emendas e cimentada numa coesão não afetada com as intencionais e freqüentes rupturas temporais. A contrário senso, à medida que as unidades cênicas, se justapõem, circunvagam ao redor de si mesmas e se interrompem para, logo em seguida, retomarem seu curso, é que justificam a essência do que almejava Iñárritu. Não pretendia o artista, com ares de cinematógrafo metafísico, decifrar o gênio humano (talvez, ciente das descobertas que expulsaram muitas convicções filosóficas contemporâneas: o inconsciente freudiano e a ideologia marxista). Do mesmo modo, não esperava, (sequer tentou, me parece) desentranhar a realidade da indistinção primordial que homem algum jamais pôde vislumbrar. Porque para que pudesse divisar a plenitude do real, necessário far-se-ia que tal real estivesse ordenado, condição "sine qua non" para que haja conhecimento. Ocorre que esquecêramos que também a ordem, nós a inventamos. Então, com que finalidade (se é que há uma) se impulsionou essa produção? Fazendo mote ao que dissera o personagem Paul Rivers quando, numa alusão tácita a Pitágoras de Samos, falando a respeito de números e de fractais, podemos abstrair: sofremos dos desatinos das vaidades e do desespero da covardia. Pela fatuidade: queremos alçar as estrelas enquanto, presos às nossas limitações, fazemos como o toleirão de Goethe (Doutor Fausto), continuamos chafurdando na lama. Pelo medo: criamos as mais complexas cosmogonias e teogonias, para justificar tudo, sobretudo, nossa ignorância e o terror encarniçado e inflexível dessa mãe-de-todos-nós, a morte inexorável. O filme é belo, de uma estética desoladora porque fala da beleza propositada dessa nossa ânsia incontível, presunçosa e pusilânime pelo tudo e, portanto, pelo nada.
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Antônio Augusto
26/01/2003
nota:Rate010
Elenco afiado, roteiro perfeito, diretor melhor impossível. "21 Gramas" é sem dúvida um dos melhores filmes do ano, senão o melhor. Nem em "Amnésia" a técnica da narrativa quebrada funcionou tão bem. Neste caso, além de fortalecer a trama, ajuda a aumentar o clima de tensão. E o melhor é que, ao contrário de "Amnésia", as cenas não vêm com uma explicação do que aconteceu por último. Tudo é colocado de forma aleatória, o que contribui para tornar as interpretações mais densas e chocantes. Em seu segundo longa, o diretor Alejandro Gómez Iñarritu mostra que não está para brincadeira, e conta com um elenco brilhante. Sean Penn está ótimo como sempre, e na minha opinião ele merecia mais o Oscar por esse filme do que por "Sobre Meninos e Lobos". Benicio del Toro surpreende como sempre, perfeito na pele de um fanático religioso. Mas o destaque vai mesmo para a Naomi Watts, que desde que foi revelada por David Lynch no magnífico "Cidade dos Sonhos", se mostra, em cada fala, em cada expressão, uma atriz espetacular. Ainda não tive a chance de assistir a "Monster", mas tenho a mais absoluta certeza que a Naomi merecia muito mais que a Charlize Theron. Coisas da Academia a parte, "21 Gramas" é um filme brilhante e merece ser visto. Pena que ele passou quase despercebido pelos cinemas. Que tenha melhor sorte no vídeo.
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Ana Nevesa
27/01/2003
nota:Rate09
Ótimo! É daqueles que você vai montando o quebra-cabeças ao longo do filme, a estrutura narrativa nos faz não desgrudar os olhos da tela. Sean, Naomi e del Toro estão excelentes, o roteiro é bom também. Agora... será que alguém pode me responder uma dúvida? não vi o outro filme desse diretor, Amores Brutos, mas pelas críticas que li parece que ele é muito semelhante a 21 gramas, tanto no visual, quanto na trama principal, quanto na estrutura. É isso mesmo? Se for, acho que seria um ponto negativo... é necessário diversificar.
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André Pavani de Oliveira
28/01/2003
nota:Rate09
Como em seu primeiro longa, o diretor consegue prender o telespctador.com ritmo acelerado e perturbador, o filme leva o publico a pensar e se emocionar.as atuações barbaras do trio principal são merecedoras de oscar.Naomi em seu melhor papel, faz juz à seu talento, Sean peen, merecia o oscar por esse papel, e Benicio,reprisa seu clima perturbador de traffic. com tudo isso e um pouco mais o filme se torna magnífico!
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Fabiania
29/01/2003
nota:Rate09
O que faz o filme 21 gramas ser tão bom é a maneira como ele é montado,como se fosse um grande quebra-cabeças. Vale a pena assistir,mesmo que você não goste, concordará que essa é a melhor atuação de Sean Penn.
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Wellington Rodrigues Galvão
30/01/2003
nota:Rate08
O diretor de "Amores Brutos" entra no mercado americano com apóio de um trio de atores inspirados (em especial Naomi e Del Toro)e um roteiro que renderia muito melhor na tela se a edição não quebrasse o fluxo de desenvolvimento da trama, mesmo assim vale a pena vê-lo várias vezes tendo compreendido de primeira ou não.
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Flávio Vinícius Soares
31/01/2003
nota:Rate010
Atuações fantásticas, principalmente a de benício del toro, que merecia o oscar.Uma edição magnífica, mesmo sendo um quebra-cabeça não deixa o espectador perdido.A fotografia deixa o clima do filme extremamente sensível.Sem falar na direção primorosa que emociona sem pieguices.
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Nílton César Ribeiro de Lima
01/02/2003
nota:Rate07
Com certeza não é fácil acompanhar um filme "de trás para frente" mas passado este obstáculo o filme É Show! Daqueles de clima sombrio e arritmia cardíaca.Del Toro impagável e Sean com os sinais da idade muito visíveis.Naomi bela e perfeita.Para ver e rever com aquele clima de "Aaah...".
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Scheine Canhadaa
02/02/2003
nota:Rate010
Esse filme eh excelente, tanto as atuações, direção, edição, roteiro. naum sei como nao concorreu a mais oscars, pelo menos ao de roteiro deveria ter concorrido. e o que falar na naomi watts e do benicio del toro. e falando nisso, eu acho que o sean penn tah bem melhor nesse do que no "sobre meninos e lobos.
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Alexandre
03/02/2003
nota:Rate02
O filme me lembra Amnésia, mas a amnésia foi muito melhor do 21 gramas, filme confuso, sem objetividade, a atuação dos atores até que é regular, a história muito boa, mas a direção do filme é uma porcaria, poderia ter sido muito melhor se tivesse seguido uma sequência como começo meio e fim!
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lucasmguide
16/01/2010

Você monta a história baseado nos pequenos trechos! Um grande filme com a participação de Seann Penn e Benicio del Toro.


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crítica do adorocinema

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