Título original: (Dois Perdidos Numa Noite Suja)
Lançamento: 2003 (Brasil)
Direção: José Joffily
Atores: Roberto Bomtempo, Débora Falabella, David Herman, Guy Camilleri.
Duração: 100 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Nova York, 2001. Paco (Débora Falabella), que é uma mulher que se chama Rita mas odeia ser assim chamada, tinha feito sexo oral com um "cliente" em um banheiro público. A situação saiu do controle, pois ele descobriu que Paco era uma mulher e ficou violento, e apenas não não piorou devido à interferência de Tonho (Roberto Bomtempo), que limpava o local e deixou o "cliente" desacordado. Paco aproveita a situação para roubá-lo, mas como tinha feito Tonho perder o emprego divide com ele o dinheiro. Eles então descobrem que ambos são brasileiros. Tonho, com saudades de falar português, convida Paco para ficar no seu "apartamento", que é na verdade um galpão abandonado. Tirando o fato de serem estrangeiros eles nada têm em comum. Enquanto Paco é uma pessoa bem determinada e agressiva, Tonho é humilde, mas está cansado de subempregos e quer voltar para o Brasil. Paco por sua vez sonha alto e quer se tornar uma mega popstar. Por falta de opção e necessidade eles vivem um cotidiano infernal, no qual Paco agride verbalmente Tonho praticamente o tempo inteiro. Esta convivência forçada de dois imigrantes que vivem à margem da sociedade irá revelar gradativamente a falta de esperança por uma vida mais digna.
Conhecido pelos dramas Dois Perdidos Numa Noite Suja e Olhos Azuis, o cineasta brasileiro José Joffily...
Começa nesta segunda-feira, 26 de setembro, o 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro...
Faltando poucos dias para o início do 44º Festival de Brasília, a organização...
Atena Negra em 06/02/2012Nota: 10
Apesar de não gostar de refilmagens e preferi a peça de Plínio Marcos, não posso negar a qualidade de Dois Perdidos em uma noite suja, sobretudo por conta das atuações de Roberto bontempo e da excelente Débora Falabella, atriz a qual passei a admirar e respeitar após esse trabalho.Belo filme do nosso cinema tão maltrado e discriminado. Recomendo.
Ígor de Faria em 15/01/2003Nota: 4.5
O filme é denso, dinâmico e intenso. Débora Fallabela deu o melhor de sí. Sua performance não deixa a desejar em momento algum. Entretando, o tom teatral das falas continua, idêntico no filme, assim como o cenário, (apartamento de Paco ), o que im´prime um tom monótono na obra.
Bruno Leal em 04/01/2003Nota: 4
Um filme que foge ao convencionalismo típico quando se retrata a vida de imigrantes nos EUA. Com uma abordagem segura,direta e explícita o filme surpreende pela ótima atuação dos atores e do clima tenso que não dá trégua do início ao fim. O filme pode causar no espectador a idéia de que falta um terceiro personagem.No entanto, esta sensação parece confundir-se com a solidão que os personagens sofrem diariamente em uma terra estranha, onde sentimentos se contrõem e desconstrõem simultaneamente. Veja!"
William Valduga em 07/01/2003Nota: 4.5
Sem esperança de vencer na vida morando no Brasil, Tonho (Roberto Bomtempo) abandona sua cidade natal no interior de Minas Gerais e parte para Nova Iorque. Cidade em que nos seus sonhos tudo será mais fácil. Mas nem tudo é o que parece. Para conseguir permanecer no país casa-se simbolicamente com uma americana e trabalha como faxineiro, porém seus dias na América do Norte correm perigo. Tonho estava trabalhando quando vê um menino sendo agredido, ele então resolve salvá-lo sem mesmo o conhecer e acaba se metendo em confusão. O menino era Paco (Débora Fallabela), que na verdade é uma menina, também brasileira, que se faz passar por homem para sobreviver trabalhando como garoto de programa. Ela também pede esmolas cantando rap nas ruas da metrópole para quem sabe ser descoberta e realizar seu grande sonho: tornar-se uma rapper famosa. Duas vidas difíceis, destinos cruzados, personalidades diferentes, com amor e ódio terão que aprender a conviver com suas diferenças. Ambos perdidos em uma noite suja fazem o que não querem, são capazes de roubar e matar para alcançarem seus objetivos. Débora Fallabela e Roberto Bomtempo merecem aplausos, pois em 100 min de filme os dois prendem a atenção dos espectadores com seus diálogos. Um filme bem fotografado e montado, porém poderia ter explorado mais as locações, já que o filme é quase um monólogo. Grande parte do filme se passa no apartamento de Tonho, o que acaba enjoando o espectador e dando um ar mais teatral ao filme. Em uma análise geral o filme é excelente e nos mostra o quanto o cinema nacional está crescendo ano após ano."
Christian Jafas em 03/01/2003Nota: 4.5
Dois Perdidos numa América Suja 10 minutos de projeção e nada, 15 minutos e nada! Depois de meia hora, ainda não sabia como a história entre Tonho e Paco iria acabar. E até a última cena, último minuto achava que algo podia acontecer. Isso é muito raro no cinema atual. Sempre nos quinze minutos sabemos quem matou quem, como o bandido vai ser pego, se a bela vai casar ... O que seja! Vemos o filme já compartilhando de todas as informações, o público deixou de ser cúmplice para assistir passivo ao desenrolar da história. Mas no filme de José Joffily acontece o contrário. As oportunidades são múltiplas, o enredo tem muitos becos para fugir, e de todas as alternativas o roteiro escolhe a melhor. Mesmo sendo a saída mais dura, é a que se encaixa de forma precisa na obra de Plínio Marcos. Ah! Se era uma adaptação todos sabiam o fim, certo? Mas saber chegar até esse fim é o desafio do diretor. Dois perdidos numa noite suja está longe de ser um daqueles filmes que nos enganam e surge com uma reviravolta no fim. Depois da música de Arnaldo Antunes, o filme repassa na nossa mente como um flash! Tive a certeza de que todos os elementos estavam lá, mas nós não vemos. Não vemos por que não é necessário. Só temos que embarcar na vida de Tonho e Paco. Adaptar uma peça é sempre uma tarefa árdua. Excesso de diálogos e de cenas internas, e ainda é preciso contar com atores inspirados. José Joffily teve tudo isso. O roteiro escrito por Paulo Halm acertou ao transferir a trama para Nova Iorque. E a produção contou com a sorte: Nova Iorque e o Sonho Americano ganharam outra dimensão com o 11 de setembro. Roberto Bomtempo e Débora Falabella seguram o filme no lugar, dão a tensão que Tonho e Paco precisam, foi uma escolha acertada. Todo o cuidado da produção iria se perder sem o elenco ideal. Dois perdidos numa noite suja se tornou atual e essa era a intenção de José Joffily e Paulo Halm. Adaptar não é copiar, é adaptar, transformar, mudar. Está em qualquer livro ou manual de roteiro. Para cada Xuxa rodado no ano, deveria aparecer dez filmes como esse do José Joffily. Só assim vou ter certeza que a dita 'retomada' do cinema nacional não vai estagnar outra vez. É muito bom ir ao cinema e ser surpreendido. Depois de Dois perdidos numa noite suja vou ficar mais rigoroso. Quero sentir de novo a sensação do não saber, a incerteza, ser levado pela trama. Não será por isso que o cinema se tornou uma arte."
Matheus em 13/01/2003Nota: 3
Gostei do filme, mas seria melhor sem a Débora Falabella. O fato dela se passar por menino foi uma tentativa um tanto fracassada, ficou artificial demais. Acabei descobrindo depois que na história original, Paco era um garoto. Seria melhor, bem melhor.
Manoel Lázaro Morilla Paris em 14/01/2003Nota: 5
Fiquei surpreso com a competência de Debora Falabella E Roberto Bom Tempo. Eu como Brasileiro fico muito feliz com esse processo de crescimento na dramaturgia Brasileira,observamos que o mesmo texto com produções diferenciadas produzem resultados diferentes. Em sintese, evidência o processo de ascendencia do cinema Brasileiro, com a constante produção de material humano de qualidade surpriendente. O material humano agregado ao processo de avanço tecnologico, fará dentre em breve que ocupemos local de destaque no mundo do cinema internacional.
Letícia Cocciolitoa em 10/01/2003Nota: 3.5
Confessso que no começo do filme me entediei...é, sabe aqueles filmes que se tornam cansativos pela repetição?! Então, o cenário e a temática parecem sempre as mesmas em todas as cenas, isso se torna entediante. No entanto, ao longo do desenvolvimento da trama, você acaba percebendo que que tudo aquilo que estava achando superficial, na verdade revela profundidade inesperada. Para mim, o amor acaba sendo a temática que se leva ao final. É como se fosse um Romeu exilado limpador de banheiros e uma Julieta cantora de Hip-Hop numa época pouco propícia para o amor!
Vítor Marcelino em 08/01/2003Nota: 3
A história de plínio marcos é fenomenal, a visão ímpar do diretor do filme sobre a obra é tambem incrivel, as mudanças do roteira original da peça são muito bem-feitas, o grande problema do filme é que ele parece mais um teatro filmado que um filme de verdade, ele não utiliza de nem recurso unicamente cinematográfico. É uma pena, já que foi tão difícil para o cinema, perder essa condição de teatro filmado e vem um filme desse e estraga tudo."
Gabrielaa em 17/01/2003Nota: 5
Gostei muito desse filme, pois mostra a realidade de muitos brasileiras que pensam q morar no EUA é a melhor coisa do mundo. E nao é bem assim, existe sim os prós e muitos contra! Os dois atores estao muitó bem! E tb acabei até rindo de tanta desgraca!
Muito bom! O maiss curioso deste filme foi a escolha de um diretor até então especialista ...
por Fernando Schiavi Leite, 14/02/2012 às 00:25
Esse filme é simplesmente uma obra-prima do David Fincher, genial. Não me deu sono, não a...
por carlos_alberto_09, 14/02/2012 às 00:22
História original e ao mesmo tempo previsível, entretanto eu adorei o filme, fiquei torcen...
por B.Boy Jc, 14/02/2012 às 00:18
Esses não eram exatamente os motivos de fazerem filmes preto e branco. Muitos diretores opt...
por andreluizgf, 14/02/2012 às 00:11