Título original: (11'09''01)
Lançamento: 2002 (França)
Direção: Youssef Chahine, Ken Loach, Mira Nair, Amos Gitai, Sean Penn, Shohei Imamura, Alejandro González-Iñárritu, Idrissa Ouedraogo, Claude Lelouch, Denis Tanovic, Samira Makhmalbaf
Atores: Maryam Karimi, Emmanuelle Laborit, Jérôme Horry, Nour El-Sherif.
Duração: 135 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Onze curta-metragens abordando diversos aspectos dos ataques terroristas aos Estados Unidos, ocorridos em 11 de setembro de 2001. Danis Tanovic e Ken Loach relacionam a data do atentado a outros acontecimentos. Tanovic lembra-se do dia 11 de julho de 1995, quando ocorreu o massacre em Srebrnica e Loach rememora que Salvador Allende foi deposto do governo chileno em 11 de setembro de 1973. Idrissa Ouedraogo realizou uma comédia reflexiva sobre Burkina Faso. Samira Makhmalbaf mostra uma professora que tenta explicar o ataque a um grupo de crianças. Sean Penn evoca a vida de uma viúva que morava à sombra das duas torres desabadas. Claude Lelouch descreve as reações de vários surdos ao evento ou que testemunharam o evento. Shonei Imamura recorre às memórias japonesas da Segunda Guerra Mundial e Mira Nair mostra os problemas das minorias étnicas. Amos Gitai dá a sua interpretação sobre o papel da mídia em uma informação de significado internacional. Alejandro González Iñárritu apresenta 11 minutos de preces na escuridão, enquanto Youssef Chahine reflete a perspectiva do Oriente Médio.
Francisco Russo em 02/01/2002Nota: 3
Confesso que saí do cinema decepcionado. Nenhum dos episódios busca criar uma reflexão sobre o porquê dos atentados terem ocorrido e sim analisar um foco específico dos acontecimentos. O melhor episódio sem dúvidas é o primeiro, da Samira Makhmalbaf, que é uma ótima analogia à intenção norte-americana de impôr sua cultura e valores aos demais povos. O episódio do Ken Loach também é muito bom, por lembrar que os EUA já financiaram atentados terroristas na América Latina. Já os episódios do Claude Lelouch e do Iñarritu são mais exercícios de linguagem de cinema, interessantes de se ver mas nada além disso.Tem ainda episódios poéticos, como o do Sean Penn, e outros com lição de moral imbutida, como o da Mira Nair. Por ter muitos episódios, 11 no total, o filme acabou ficando muito longo e cansativo, principalmente porque os melhores são exibidos na 1ª metade. É interessante de ver, mas esperava bem mais.
Alisson Castro em 13/01/2002Nota: 5
Quem leu o livro História de Herôdotos de Halicarnassus, considerado o primeiro historiador, vê que Herôdotos busca oferecer aos gregos um espelho deles; assim creio, 11"09'01 oferece um espelho aos estados-unidense, na minha opinião não há nada de se fazer de coitado, quem viu isso no filme tem visão limitada! Mesmo porque ele deu, como diz no filme, total liberdade para os diretores usarem os 11 minutos e 9 segundos. Apesar disso, o melhor curta é o do americano que com uma metáfora, a da luz e das torres, mostra como os estados-unidenses recuperaram a razão; mas, acho que ainda não recuperaram não...
Fernanda Mendesa em 09/01/2002Nota: 2.5
A nota é apenas para os produtores, porque para os americanos, seria ZERO. Os americanos são considerados "a ponta da espada", os grandes "heróis", mas, ninguém fala de quantos vietnamistas eles mataram, quantos japoneses eles massacraram, sem contar a Guerra do Golfo e os recentes ataques ao Iraque. Fala sério! Quem ainda tem coragem de achar que os Estados Unidos são vítimas?! Ninguém merece.
Pedro Henrique Paiva em 10/01/2002Nota: 5
É engraçado ver algumas críticas aqui publicadas dizendo que, no filme 11 de Setembro, os Estados Unidos estão se fazendo de vítima e que não estão recebendo nenhuma crítica quanto à sua responsabilidade pelo atentado. Isso não é verdade. Pelo menos três curtas criticam fortemente a história intervencionista dos Estados Unidos, indicando que os atentados terroristas que o país sofre podem ser uma resposta a este comportamento de cunho imperialista. O diretor Ken Loach fala do golpe contra Salvador Allende no Chile em 1973, instituindo uma ditadura que matou pelo menos trinta mil chilenos. O golpe foi apoiado pelos Estados Unidos. Shohei Imamura lembra da Segunda Guerra Mundial, citando inclusive as bombas atômicas lançadas pelos EUA contra o Japão, e as conseqüências que qualquer guerra provoca sobre os homens, encerrando com frase "Nenhuma guerra é santa". Mira Nair ataca o preconceito étnico dos EUA, ao lembrar da discriminação sofrida pelos árabes após o atentado. E há ainda mais críticas, como no curta de Youssef Chahine, em que um soldado norte-americano morto descobre coisas que não sabia sobre o seu país e seus "inimigos", e no de Danis Tanovic, que mostra a dor das mulheres que perderam filhos e maridos na guerra que acabou com a ex-Iugoslávia. Os curtas foram dirigidos por diretores de diferentes nacionalidades, e dificilmente terminariam em uma defesa aos Estados Unidos, como afirmam algumas das críticas aqui publicadas. Pode-se dizer até que o filme busca as causas do atentado ao recorrer à História, pois a intervenção no Oriente Médio não é tão diferente das que se deram em tantos outros países ao longo do tempo. Nota dez pelo senso crítico do filme e também pela poesia, pelas metáforas e até pelo senso de humor presentes nos curtas.
Caroline Sanossiana em 15/01/2002Nota: 3.5
Achei razoável. A primeira história foi a mais interessante e a que tratava do 11/09 no Chile também foi bacana. Mas tinha umas na haver, muito chatas e sem nexo. Mas é um filme muito bacana sim.
Arnaldo H. Jr. em 14/01/2002Nota: 5
Saber que este filme não foi bem aceito pelos americanos é algo bastante sintomático. Seria no mínimo incoenrente achar que o conjunto da obra vitimiza os americanos. A sacada de Sean Penn e de Ken Loach coloca o dedo na ferida dos americanos e os faz olhar (só não vê quem se faz de cego) para além de suas tão amadas torres. Iniciativa louvável no que concerne à reflexão crítica do fatídico episódio. Com a devida seleção e problematização, material fantástico para se trabalhar em sala de aula.
Ricardo Magno em 06/01/2002Nota: 3.5
Achei interessante ver varias visoes diferentes sobre um acontecimento tao marcante para nossa epoca ..e o documentario nao e nada americanista como supoe alguns ate pelo contrario o documentario mostra todas as visoes possiveis dos 4 cantos do mundo.
Diego Tadeu Pinto em 03/01/2002Nota: 4
Uma ótima idéia realizada por competentes diretores e que, apesar de chato em alguns momentos (o mexicano é um saco), no geral é muito bom. Destaque para o curta do Sean Penn: genial!"
Matheus Henrique Batistella em 07/01/2002Nota: 4
Cada curta nos faz refletir sobre os impactos que o 11 de setembro provocou e ainda provoca sobre a população mundial! Maravilhoso e comovente o curta de Sean Penn, que mesmo sendo americano, não deixou-se sentir dó e tirou água da pedra em cima do evento! No mínimo: Pertubador!
Antônio Augusto em 11/01/2002
O filme e realmente uma bela producao para que os norte-americanos novamente se mostrem como vitimas,e um filme completamente imbecil e sem nexo.Um cineasta como esse devia trabalhar em alguma emissora bem ruinzinha fazendo uma daquelas merdas de novela que so servem para monopolizar a mente da populacao.Se eu tivesse que usar uma palavra para descrever o filme eu usaria:LIXO.
Este filme é horrivel. Quando vc acha que ele vai começar de verdade ele acaba. AFF
por JEH, 14/02/2012 às 03:36
Muito bom! O maiss curioso deste filme foi a escolha de um diretor até então especialista ...
por Fernando Schiavi Leite, 14/02/2012 às 00:25
Esse filme é simplesmente uma obra-prima do David Fincher, genial. Não me deu sono, não a...
por carlos_alberto_09, 14/02/2012 às 00:22
História original e ao mesmo tempo previsível, entretanto eu adorei o filme, fiquei torcen...
por B.Boy Jc, 14/02/2012 às 00:18