Akira Kurosawa (foto) é um dos diretores mais celebrados da história do cinema. Vencedor de um Oscar honorário em 1990, é responsável por obras memoráveis como Rashomon, Os Sete Samurais, Ran e Sonhos. Neste ano, caso ainda estivesse vivo, Kurosawa completaria 100 anos. Para marcar a data, o Instituto Moreira Salles, do Rio de Janeiro, organizou uma mostra com 21 filmes por ele dirigidos.
O evento tem início hoje e vai até 9 de abril. Além dos filmes já citados, serão também exibidos Kagemusha - A Sombra do Samurai, Yojimbo, Trono Manchado de Sangue, Anjo Embriagado, Cão Danado, Céu e Inferno, Dersu Uzala, Escândalo, Duelo Silencioso, Homem Mau Dorme Bem, Escândalo Silencioso, O Idiota, Os Homens que Pisaram na Cauda do Tigre, Madadayo, Não Lamento Minha Juventude, Sanjuro e Viver.
Serão também exibidos dois documentários relacionados ao diretor japonês: Japão, uma Viagem no Tempo: Kurosawa, Pintor de Imagens, de Walter Salles, que participará de um debate logo após sua exibição, às 19 h do dia 26/03; e A.K.: Retrato de Akira Kurosawa, de Chris Marker.
A programação completa da mostra está disponível no site do Instituto Moreira Salles. O ingresso custará R$ 10 e sua localização fica na Rua Marquês de São Vicente, 476, na Gávea.
andré luiz
Akira juntamente com seus filmes passou dos limites da telona para representar a cultura japonesa. Seus filmes, de uma abordagemideológica e psicológica, refletem o pensamento universal, e encantaram não só o Oriente como também o Ocidente. Para quem quer conhecer o cinema por Kuroshawa, indico: Kagemusha.
Rafael Vespasiano
Rapsódia em Agosto:
Mostra-se nesse filme que a ferida aberta pelas bombas atômicas lançadas contra as cidades de Nagasaki e Hiroshima, pelos americanos durante a Segunda Grande Guerra, teimam em não cicatrizar. De forma humana, sensível e comovente Kurosawa explora esse tema, sem cair na mesmice dos outros filmes sobre esse mesmo assunto. Ótimo!
nota: 8,0.
Rafael Vespasiano
Trono manchado de sangue:
Uma excelente adaptação para o cinema da tragédia "Macbeth" de Shakespeare. A base da trama da peça é mantida por Kurosawa, mas ele transfere a ação para o Japão dos samurais, incrível originalidade é demonstrada pelo diretor nessa relocação da ação; originalidade também demonstrada em várias cenas do filme, Kurosawa é o maior diretor japonês até hoje por essas circunstâncias. nota: dez!
Rafael Vespasiano
Yojimbo:
Uma história de samurai, só que transformada em comédia, pois Yojimbo se aproveita da situação de conflito numa cidade entre facções rivais, para ganhar dinheiro, mas sempre ele demonstra bom humor e sempre dá "tiradas" irônicas e sarcásticas. O humor fino e irônico é a característica primordial do filme. nota: 7,0.