Adoro Cinema
Porque cinema é muito mais do que pipoca!
 
 
Adoro Cinema .comAdoro Cinema Brasileiro.com.br
     Colunas  
O Blog Adoro Cinema!
 
Colunas
Geral    
Cena de Cinema    
Panorâmica    
Pedindo Bis    
Sétima Arte    
Tirando o Mofo  
Escurinho do Cinema    
Fora de Circuito    
Top 10 Brasil    
Top 10 EUA    
Matérias Especiais    
Diários Cinéfilos    
     
  Filmes
  Personalidades
  Promocine
  Interatividade
  Cinenews  
  Destaques  
  Equipe
  Festivais  
  Loja
  Primeira Visita  
  Contatos
 
 
 
 
Assista os melhores filmes de graça!
 

 
Hot Site Especial Indiana Jones
 
 
Tirando o Mofo
por Saulo Sisnado

Romances Imbatíveis


Dizem que o mês mais romântico do ano é maio, pois este é considerado o Mês das Noivas. Bem, não me identifico muito nesse lance de noivas, até porque a possibilidade de eu vir a entrar numa igreja vestido véu e grinalda é exageradamente remota, portanto prefiro acreditar que junho é o mês do romance, uma vez que é neste mês que comemoramos o Dia dos Namorados.

Motivado por esta data (os que lêem esta coluna sabem que sou um romântico incorrigível) resolvi fazer uma homenagem aos grandes romances do cinema. Com direito a tudo: galã, mocinha, música-tema, cena do beijo e, acima de tudo, com direito a muitos lenços de papel. Aliás, o Tirando o Mofo do mês dos namorados será todo dedicado ao tema e espero a participação de todos para eleger o melhor romance que já aportou na tela grande.

Os estudiosos dizem que o romance surgiu no cinema em 1896, quando Thomas Edison filmou o pioneiro beijo em The Kiss. Bom, daí pra frente os casais não pararam mais de se beijar... sempre na última cena, com direito a imagem congelada e um enorme The End escrito em letras itálicas.

Mas creio que o gênero passou a criar importância e levar centenas de pessoas ao cinema lá pelos anos 30, quando conhecemos a mais bela e sofredora das heroínas românticas: Greta Garbo. Mulher que amou como uma condenada em filmes como Anna Christie, Anna Karenina, Rainha Cristina e, principalmente, em A Dama das Camélias, onde a pobrezinha comeu a pão que o Diabo amassou, sofrendo pela tuberculose e pelo amor de um galã perverso.

Depois de Garbo, as portas para o cinema romântico se abriram de vez. E chegaram os dois melhores filmes da história, ...E o vento Levou e Casablanca, que, apesar de não serem exatamente romances, o sucesso de ambos se deveu ao carisma dos casais Vivien Leigh & Clark Gable e Humphrey Bogart & Ingrid Bergman. As músicas marcantes, as cenas antológicas, os beijos e os finais infelizes de ambos os filmes estão imortalizados nas memórias de qualquer amante da sétima arte.

Por sinal, os finais trágicos são a marca de quase todo bom romance. Heathcliff e Catarina, por exemplo, jamais conseguiram ficar juntos em qualquer adaptação de O Morro dos Ventos Uivantes e não foi diferente em 1939, quando William Wyler dirigiu sua excelente versão do célebre livro. Em 1940 a pobre Myra vivida por Viven Leigh se mata no final de A Ponte de Waterloo, depois que seu sonho de ser bailarina se esvai e Robert Taylor descobre que a menina ganha a vida como prostituta (acho que este filme é o campeão na categoria lenços de papel). Em Suplício de Uma Saudade, a lindíssima Jennifer Jones termina solitária depois que seu grande amor morre na guerra; como não poderia deixar de ser, os amantes estavam tão conectados que ela pressentiu a sua morte a quilômetros de distância. Mas de todos os finais infelizes, acho que Romeu & Julieta ganha com sobra, ainda mais quando levamos em consideração a versão de 1968 dirigida por Franco Zeffirelli. Ao lado de George Cuckor, Zeffirelli é o maior mestre no espetáculo do sofrimento alheio.

Em 1961, Warren Beatty se apaixonou por Natalie Wood em Clamor do Sexo, uma paixão adolescente tão violenta que os enlouqueceu literalmente e destruiu suas vidas; uma tristeza só! Assim como em Um Lugar ao Sol, quando o amor de Liz Taylor e Montgomery Clift não pode se perpetuar porque mandam o coitadinho para a cadeira elétrica (obviamente, ele é condenado por um crime que não cometeu).

Mas, além dos finais infelizes, também não podem faltar as grandes músicas. O que seria do chororô de Ryan O'Neal em Love Story se não existisse a música "Where do I begin"? Pior, como conseguiríamos assistir a Doutor Jivago ou Verão de 42 sem suas oscarizadas músicas? O clássico romântico Um Homem, Uma Mulher, com Anouk Aimee e Jean Louis Trintignant, perderia metade da beleza se suprimissem a imortal música-tema e as canções de Vinícius de Moraes que fazem parte da trilha sonora.

Mas não podemos falar em romances à moda antiga sem falarmos do casal Rock Hudson e Doris Day. Seus filmes românticos eram bastante sofisticados para a época e seguem os mesmos moldes das comédias românticas atuais. Infelizmente, nenhum filme do casal foi lançado em vídeo ou DVD. Mas podemos nos deliciar com a comédia romântica Carícias de Luxo, onde Doris contracena com Cary Grant. Filme muito bonitinho!

Por falar em comédias sofisticadas, Lauren Bacall e Gregory Peck protagonizam a comédia vencedora do Oscar de roteiro Teu Nome é Mulher, onde Lauren vive uma estilista de moda chiquérrima e Gregory Peck faz um jornalista esportivo, simples e machista. As barreiras sociais que os separam geram divertidas cenas.

Bem, por enquanto é só, mas durante junho teremos a árdua tarefa de eleger aqui no Tirando o Mofo o melhor romance de todos os tempos, estou esperando os votos.

Ah!, feliz mês dos namorados para todos!
 
Envie sua opinião sobre esta coluna.

Leia as colunas anteriores de Saulo Sisnando.
 
    Topo
 
  PROCURA


   ANÚNCIOS



 


Lista Completa de Filmes :|: Filmes em Cartaz :|: Filmes Inéditos :|: Atores :|: Diretores :|: Críticas :|: Pedidos :|: Colunas :|: Cinenews :|: Festivais :|: Fórum. :|: Promocine :|: Equipe :|: Anuncie
Adoro Cinema :|: Adoro Cinema Brasileiro
© Copyright 2001-2007A.C. Agência Digital - Todos os Direitos Reservados
Design por: Leo Faria Design