Adoro Cinema
Porque cinema é muito mais do que pipoca!
 
 
Adoro Cinema .comAdoro Cinema Brasileiro.com.br
     Colunas  
O Blog Adoro Cinema!
 
Colunas
Geral    
Cena de Cinema    
Panorâmica    
Pedindo Bis    
Sétima Arte    
Tirando o Mofo  
Escurinho do Cinema    
Fora de Circuito    
Top 10 Brasil    
Top 10 EUA    
Matérias Especiais    
Diários Cinéfilos    
     
  Filmes
  Personalidades
  Promocine
  Interatividade
  Cinenews  
  Destaques  
  Equipe
  Festivais  
  Loja
  Primeira Visita  
  Contatos
 
 
 
 
Assista os melhores filmes de graça!
 

 
Hot Site Especial Indiana Jones
 
 
Tirando o Mofo
por Saulo Sisnado

A família March

Todo ano era igual, acabava a Missa do Galo e éramos obrigados a aturar as musiquinhas de Judy Garland em "O Mágico de Oz". Esse ano foi diferente. Calaram a pobre Dorothy e nem o Totó deu as caras na telinha. Se por um lado pensei que ia dar graças a Deus, pois eu agüentava mais o filme de Victor Flemming, por outro, senti falta de um filminho adocicado no Natal. Faltou na TV uma boa fábula com uma bela moral da história no final.

Para os que também sentiram falta de um conto de fadas no Natal sem graça, ainda podem buscar salvação numa locadora de vídeo, locando qualquer adaptação do livro de Louisa May Alcott, Mulherzinhas. Dizem os entendedores de literatura que Alcott sempre escreveu livros pensando em dinheiro e que o clássico americano Little Women é uma bela porcaria. Bem, sendo porcaria ou não (eu li o romance e adorei), a verdade é que esse é um dos romances mais adaptados para a sétima arte, são - no mínimo- 4 adaptações cinematográficas, sem contar das inúmeras para a tv.

Entre as atrizes que fizeram parte da família March estão: Katherine Hepburn, Elizabeth Taylor, Janet Leigh, Susan Sarandon, Winona Ryder e June Allison.

Nas locadoras brasileiras estão disponíveis três versões do romance clássico. São elas: As Quatro Irmãs (1933), Quatro Destinos (1949) e Adoráveis Mulheres (1994).

Das três ótimas adaptações, a de 1933, apesar de ter Katherine Hepburn interpretando Jo e ser dirigida por George Cuckor - mestre dos filmes para chorar - é a mais chatinha de todas. Talvez por ser a mais antiga e termos algum problema em aceitar os cenários excessivamente falsos e as interpretações teatrais que são a marca registrada do cinema da década de 30.

Mas as outras duas adaptações são perfeitas. A de 1949 possui elenco estelar: June Allison como a maluquinha Jo, Liz Taylor como Amy e Janet Leigh (aquela que morreu no chuveiro em Psicose) como Meg. Essa é a versão que mais conseguiu roubar o espírito familiar do livro de Alcott e aquela onde houve maior preocupação com todas as mensagens positivas da história: respeito aos pais, bondade, honra, companheirismo, amizade, fraternidade, etc. Apesar de ter todos esses ingredientes, não é uma xaropada sem fim. É divertido, mesmo lembrando um pouco as novelas mexicanas, em especial quando as filhas chamam os pais de Mamãezinha-querida e Papaizinho.

No entanto, se a prateleira de clássicos da sua locadora não é lá grande coisa não precisa ficar arrasado, pois existe a versão de 1994, dirigida por Gillian Armstrong. Nem tenho medo de dizer que é a mais feliz adaptação da obra clássica. Apesar de ser um filme de época com valores meio desbotados, notamos que muita coisa na história é atual. As interpretações são contemporâneas e a direção é segura. Mesmo que as meninas de hoje não sejam tão desesperadas para casar e mesmo que não chamemos nossas mães de "mamãezinha-querida", é fácil se identificar com cada personagem; a meiga e responsável Meg, a tímida e doente Beth, a bela e antipática Amy e Jo, endiabrada e revolucionária.

A trama de qualquer das três versões gira em torno dos pequenos dramas destas mulherzinhas e de como superar os obstáculos com companheirismo e dignidade. Tudo contado do ponto de vista de Jo, sem dúvida a mais divertida das irmãs. Ela é escritora, atriz, militante feminista e muita gente até acha que ela é lésbica. Mas eu acho que isso já é idiossincrasia demais. A verdade é que Jo daria uma ótima tese de mestrado em literatura ou cinema americano, por sua visível oposição ao casamento, sua total falta de interesse para com as coisas que interessariam as moças da época e por ela sempre interpretar os papéis masculinos nas peças que monta com as irmãs.

Talvez por estes motivos, Jo é extremamente atual e ainda será por muito tempo. Sua prioridade profissional em despeito ao casamento, sua força e ousadia, sua luta em busca de realizar seus objetivos fazem de Josephine March uma mulher do século 21. Quando Jo vende seus cabelos para conseguir dinheiro para a mãe, vemos uma coragem instigante e nos questionamos se faríamos coisa de tal proporção, posto que na época uma mulher de cabelos curtos era uma coisa inaceitável.

Sem qualquer sombra de dúvida uma fábula sem precedentes que deve ser vista diversas vezes, tanto pela diversão quanto pelos questionamentos lançados (mesmo que involuntariamente). Três filmes para serem vistos no início do ano, época que sempre repensamos em tantas coisas e tentamos programar tantas outras. E, acima de tudo, três filmes para serem vistos sempre.
 
Saiba mais sobre "As Quatro Irmãs".

Saiba mais sobre "Quatro Destinos".

Saiba mais sobre "Adoráveis Mulheres".

Leia as colunas anteriores de Saulo Sisnando.
 
    Topo
 
  PROCURA


   ANÚNCIOS



 


Lista Completa de Filmes :|: Filmes em Cartaz :|: Filmes Inéditos :|: Atores :|: Diretores :|: Críticas :|: Pedidos :|: Colunas :|: Cinenews :|: Festivais :|: Fórum. :|: Promocine :|: Equipe :|: Anuncie
Adoro Cinema :|: Adoro Cinema Brasileiro
© Copyright 2001-2007A.C. Agência Digital - Todos os Direitos Reservados
Design por: Leo Faria Design