Adoro Cinema
Porque cinema é muito mais do que pipoca!
 
 
Adoro Cinema .comAdoro Cinema Brasileiro.com.br
     Colunas  
O Blog Adoro Cinema!
 
Colunas
Geral    
Cena de Cinema    
Panorâmica    
Pedindo Bis    
Sétima Arte    
Tirando o Mofo  
Escurinho do Cinema    
Fora de Circuito    
Top 10 Brasil    
Top 10 EUA    
Matérias Especiais    
Diários Cinéfilos    
     
  Filmes
  Personalidades
  Promocine
  Interatividade
  Cinenews  
  Destaques  
  Equipe
  Festivais  
  Loja
  Primeira Visita  
  Contatos
 
 
 
 
Assista os melhores filmes de graça!
 

 
Hot Site Especial Indiana Jones
 
 
Tirando o Mofo
por Saulo Sisnado

A Liberdade É Azul


Nós damos muito valor ao que vem de Hollywood. Utilizo-me de um eufemismo, a verdade é que para muitos de nós se um filme não saiu dessa fábrica é porque não presta. Tanto isto é verdade que quando Juliette Binoche ganhou o Oscar por O Paciente Inglês, em 1997, eu me lembro de ter ouvido algumas pessoas dizendo "Nossa! Ela começou com o pé direito". Falavam como se aquele filme tivesse marcado sua estréia na 7ª arte, falavam como se O Paciente Inglês tivesse sido o Baile de Debutantes de Juliette Binoche. Tudo isso impulsionado pela campanha milionária da Miramax, que quis mostrá-la assim.

A verdade é que (incontestavelmente) Juliette é uma das melhores atrizes que já surgiram no mundo cinematográfico e, se ela é assim, não foi por causa daquele filme de Anthony Minghela. Juliette Binoche já nos presenteou com várias interpretações impecáveis e ousadas, destacou-se em A Insustentável Leveza do Ser, Perdas e Danos, Os Amantes de Point Neuf, Rendez Vous, filmes que muitas vezes nem eram bons (ela já fez alguns filmes bem "ruinzinhos"), mas sempre interpretou suas personagens com uma dignidade invejável. Mas de todas as suas personagens, uma deixa qualquer espectador com o queixo caído e se perguntando "É essa mesma atriz que fez Chocolate?". Estou me referindo à personagem Julie, que ela interpretou em A Liberdade é Azul.

Julie é uma mulher extremamente triste e amarga que perdeu sua filha e seu marido num acidente de carro. A melancolia é tanta que Julie tenta fugir deste mundo cruel que a cerca e se tranca dentro de si, um universo mais triste e cruel que qualquer outro. Juliette Binoche encara a câmera com raiva, com ódio, parece que sempre está com os dentes trincados a força, empatando algo na garganta que pode explodir em pranto. O problema todo é que Julie não quer chorar.

A Liberdade é Azul gira totalmente em torno da figura de Juliette Binoche, suas tristezas e descobertas e é um filme belíssimo. E se você nunca viu um filme de arte, merece começar por esse aqui.

Uma obra triste e visualmente linda, onde tudo significa. A piscina, o abajur, os ratos, as cores. Por falar em cores, elas são uma beleza à parte no filme. Quase todo o filme é azul, um azul céu tão tranqüilo e que nos jogaria num ritmo lento se não contrastasse com a violência da história e o desespero da personagem. Um contraste entre a serenidade do azul e a angústia de Juliette Binoche.

O filme começa com a vida perfeita desta mulher indo ao chão, espatifando-se. E durante todo a história, não vemos um esforço sequer de Julie para juntar um caco de sua vida. Deixa sua vida permanecer destruída e prefere agonizar em ódio.

Além da interpretação irretocável de Juliette Binoche, que lhe valeu o César, A Liberdade é Azul possui uma música arrebatadora e forte que interage na história como poucas vezes foi visto em outro filme. Várias vezes tudo se apaga, como se num devaneio, e escutamos apenas os sons fortíssimos da música nos entrando nas entranha e nos arrepiando.

A Liberdade é Azul é o primeiro filme da trilogia de Krzysztof Kielowski, que continua com A Igualdade é Branca e A Fraternidade é Vermelha. Muitos dizem que o último é bem melhor, não concordo nem um pouco, Irène Jacob é uma grande atriz, assim como Julie Delpy (de A Igualdade é Branca), mas comparando-as a Juliette Binoche, em especial nesse filme, nada lhes resta.

Um filme de extremada beleza e sensibilidade, que mostra que Hollywood ainda precisa aprender (e muito) com o cinema europeu.
 
Saiba mais sobre "A Liberdade É Azul".

Leia as colunas anteriores de Saulo Sisnando.
 
    Topo
 
  PROCURA


   ANÚNCIOS



 


Lista Completa de Filmes :|: Filmes em Cartaz :|: Filmes Inéditos :|: Atores :|: Diretores :|: Críticas :|: Pedidos :|: Colunas :|: Cinenews :|: Festivais :|: Fórum. :|: Promocine :|: Equipe :|: Anuncie
Adoro Cinema :|: Adoro Cinema Brasileiro
© Copyright 2001-2007A.C. Agência Digital - Todos os Direitos Reservados
Design por: Leo Faria Design