Quarteto. Fantástico?
Não, Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado definitivamente não é um filme fantástico. Nem ao menos é um grande filme. Mas quer saber? É divertido pacas! Fui assistir na estréia e recomendo. O filme tem tudo o que geralmente me incomoda nesses descartáveis filmecos atuais. Ênfase total nos efeitos especiais, cenas de ação mirabolantes, rostinhos bonitos inexpressivos... enfim, toda aquela vaziez, toda aquela receita sebenta e manjada. Mas a produção tem algo que as outras não têm. Ela, nem por um micro segundinho, se leva a sério. Desde o começo isso fica bem claro. É como se o filme dissesse "Ok. Não vamos enganar vocês, isso aqui é só diversão, só". E se você não cria expectativas de assistir... Oh, aquela superprodução... Oh, os maiores efeitos especiais já vistos ou... Oh, o inesquecível final da grande saga. Então você se diverte. E se você for pro cinema já com esse espírito descomprometido (bem, eu já tinha visto o primeiro Quarteto Fantástico, então já sabia o que esperar, ou melhor, o que não esperar) então, você, meu amigo(a), passará duas horinhas bem estimulantes no caixote escuro. Por exemplo, a cena da roda-gigante em Londres é... caceta... rejuvenecedora! Me senti de novo aquele moleque que afanava as moedas do bolso do meu pai pra comprar gibis. E pra quem é chegado, o pacote ainda traz a curvilínea Jéssica Alba num uniforme apertadinho que é uma... uma... perdoe-me o trocadilho... uma Coisa!
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Até quem achou o primeiro filme meio boboca (e era mesmo) vai se surpreender com esse Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado. O diretor, o semi-desconhecido Tim Story, que antes de meter a mão no primeiro filme do Quarteto era conhecido como o diretor do medonho Táxi, decidiu fazer um filme mais... vá lá... sério, menos "aborrecente". Quem é fã dos personagens nos quadrinhos (fã de quadrinho é a criatura mais chata e fundamentalista da face da Terra, eu sei porque também já fui da gangue) também vai curtir. O Surfista Prateado, um dos personagens mais interessantes do universo Marvel, ficou bem bacana, bem feito, convence, e a história, tirando algumas licenças poéticas passáveis, também é bastante fiel aos comics (favor notar a espertíssima ponta de Stan Lee, criador dos personagens). Leve, divertido, curtinho - como todo bom filme de ação deve ser - e totalmente despretensioso, o filme vale o ingresso. Só aconselho a fugir dos fins de semana, quando as salas certamente vão estar lotadas dos meus arquiinimigos, os infames Adolescentes Pentelhos. Com esses aí nem com superpoderes.
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Diversões necessárias à parte me acho no dever de convocar os leitores dessa desimportante coluna a assistir um filme imprescindível. Uma Verdade Inconveniente é um documentário (vencedor de dois Oscars) onde o ex-quase-presidente dos Estados Unidos Al Gore fala sobre o aquecimento global, assunto que está mais do que na pauta do dia. Não quero enganar ninguém, o documentário é meio chato, meio arrastado, mas também é vital. Todo mundo sabe que o mundo está indo pras cucuias, virando uma enorme e nada interessante fogueira de São João. Mas uma coisa é você saber e outra é você ver como as coisas realmente estão indo mal. Gore sabe do que fala, desde os anos setenta o gringo estuda o assunto. O DVD já está há um tempinho nas locadoras, mas mesmo se assistindo atrasado (meu caso, é claro) é interessante ver a coisa. Aliás o tema do documentário é justamente esse, como mesmo atrasados podemos resolver esse singelo problema da panela de pressão global. Até porque ou se resolve isso aí... ou....
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Nossa brincadeira em escolher o filme perfeito foi ótima. Um montão de gente escreveu dando suas opiniões (na verdade poucos conseguiram falar de um filme só, inclusive este que vos escreve). Me orgulhei de verdade em saber que a galera que visita minha modesta coluninha é de um bom gosto terrível, gente de classe, chique. Gente que gosta e entende de cinema. É muito bom saber que sou lido por vocês. Obrigado, obrigado, obrigado. Casablanca (vejam só) foi disparado o filme mais citado, seguido de perto pelo Poderoso Chefão. Mas não ficou por aí. A Damaris Martins, sócia executiva aqui do meu e-mail, lembrou do Spartacus (grande D.!). Kubrick, Kirk Douglas, Ustinov, Tony Curtis e ainda o shakespereano Laurence Olivier. Bem... não preciso falar nada... O Márcio Domingues fechou comigo em Um Sonho de Liberdade e o Luis Fernando fez logo uma lista completa com doze(!) filmes, entre eles os incontestáveis Sociedade dos Poetas Mortos, Platoon e Dança com Lobos e, pra terminar bonito, o Celso Oliveira escolheu Quem Tem Medo de Virgínia Woolf? e A Primeira Noite de um Homem. Ambos cruzados de direita no queixo do mestre Mike Nichols.
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No mais, é isso pessoal. De novo agradeço pela participação bacana, pelos e-mails enviados, e espero contar com a participação de todos para num futuro próximo escolhermos o ... bem... quando chegar a hora eu explico.
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Pelo trailer o próximo Duro de Matar vai ser o bicho! Bandidos e canalhas se preparem. John McLane tá na área!