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| Panorâmica |
por
Roberto Cunha |
Os
Produtores - Musical no Tom Certo
O gênero musical foi explorado em demasia no passado,
mas perdeu espaço no mundo da sétima arte. A
incursão de Baz Luhrmann com Moulin
Rouge - Amor em Vermelho (2001) foi um retorno triunfal
e agora, esta produção de Mel Brooks promete
dar o que falar.
Desde o início do filme, o espectador já tem
uma idéia do que está por vir: um musical. Mas
a grata surpresa é saber que ele vai ser totalmente
costurado nos moldes antigos, com músicas contando
a história, incluindo os diálogos. O resultado
foi um belo trabalho de equipe com elenco e direção
afinados até o último fio de cabelo.
Nathan Lane e Matthew Broderick estão perfeitos como
a dupla de protagonistas. Mostraram boa química, tempo
de comédia e, sobretudo, talento para dançar,
cantar e conduzir um musical com maestria. Existem seqüências
que são verdadeiramente hilariantes e devem agradar
o público - mesmo aquele que não é chegado
num musical. Faz lembrar o auge dos bons e velhos filmes que
fizeram história.
E a turma coadjuvante não deixou por menos. Will Ferrell
pode não ser conhecido do grande público brasileiro
(sua mais recente aparição por aqui foi no recente
remake A
Feiticeira), mas sua atuação no papel de
um ferrenho defensor do "fuhrer" está impagável.
Uma Thurman também deu conta do recado no papel de
Ulla, uma "faz tudo" sueca que dança muito mais do
que o simples ula-ula.
Mel Brooks já contribuiu muito para o cinema mundial
e com este novo trabalho, que ele escreveu e produziu, sua
cota de participação aumentou consideravelmente.
Uma curiosidade é o gato preto do filme, que tem o
miado "meeelll" de Mel Brooks. O roteiro foi bem amarrado,
a direção conduziu com maestria todo o elenco,
inclusive, o de apoio. Aliás, Susan Stroman não
só dirigiu o elenco como meteu o dedo também
na excelente coreografia. Sua experiência no assunto
foi fundamental. Um show de dança e diversão
a serviço do entretenimento.
A fotografia estava belíssima e o som perfeito. A história
pode não ser novidade para muita gente, mas agrada
muito. Os
Produtores, com o perdão do trocadilho, foi muito
bem produzido. Vale o ingresso.
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