Adoro Cinema
Porque cinema é muito mais do que pipoca!
 
 
Adoro Cinema .comAdoro Cinema Brasileiro.com.br
     Colunas  
O Blog Adoro Cinema!
 
Colunas
Geral    
Cena de Cinema  
Panorâmica    
Pedindo Bis    
Sétima Arte    
Tirando o Mofo    
Escurinho do Cinema    
Fora de Circuito    
Top 10 Brasil    
Top 10 EUA    
Matérias Especiais    
Diários Cinéfilos    
     
  Filmes
  Personalidades
  Promocine
  Interatividade
  Cinenews  
  Destaques  
  Equipe
  Festivais  
  Loja
  Primeira Visita  
  Contatos
 
 
 
 
Assista os melhores filmes de graça!
 

 
Hot Site Especial Indiana Jones
 
 
Cena de Cinema
por Renato Martins

Suspense em Primeiro Grau
O novo filme de Morgan Freeman, mesmo com falhas, funciona


Ashley Judd, no esplendor dos seus 33 anos, está mais segura e bela do que nunca no papel de uma advogada durona que tem o seu marido acusado injustamente por um crime que não cometeu no passado. Com a denúncia, ela descobre uma infeliz verdade: que o marido não era exatamente quem dizia que era, até mesmo o nome era outro. Sim, ele esteve na linha frente de uma operação militar dos EUA em El Salvador no final dos anos 90. Mas ele jura que não é autor da morte de nove inocentes. O exército americano garante que ele é o culpado. Jim Caviezel, no papel do pobre homem acusado, está muito pior do que no filme da sala ao lado, O Conde de Monte Cristo. Chora demais, expondo suas bolitas azuis oculares quando chora copiosamente em diversas cenas. Mas, para provar seu amor, ele vai até mesmo para o detector de mentiras para provar sua inocência. Ah, e chora. Chora muito.

Morgan Freeman só aparece depois dos 30 primeiros minutos do filme, mas dá um show, como um velho advogado decadente que está tentando largar a bebida. Ele tem rancores com a corte militar e conhece-os a fundo, trazendo elementos surpresas para o julgamento que se desenrola durante o filme. As aparições do advogado Grimes (curiosamente semelhante a Crimes, que está título original e em português) não são muitas, mas são rápidas e eficientes. Ele nem surge muito no tribunal e cada vez que aparece nem é tão fantástico assim, como aqueles personagens que dão tacadas maravilhosas que deixam os espectadores - e o júri - embasbacado. Mas é óbvio que ele dá alguns lances certeiros.

O filme ganha com a presença de dois coadjuvantes singulares, que cumprem a tradicional parte engraçada da história, funcionando como uma espécie de elemento de quebra de tensão - já que o filme conduz o espectador com uma linha contínua de suspense. O tenente designado como advogado do ex-soldado é uma peça já pelo seu semblante. O ator Adam Scott (ainda muito desconhecido, fez Hellraiser e Star Trek em 96), arrancando risos a todos os instantes, se junta com a bela Amanda Peet (de Meu Vizinho Mafioso) para fazer um par bastante cômico. Ou melhor, cômico na medida certa.

Há, claro, coisas que incomodam. O exagero com que a nossa heroína é perseguida e sofre atentados - Ashley aparece mais de cara roxa do que de cara limpa durante a fita - e a tal "virada" no epílogo soam falsos e machucam um pouco a imagem de um bom filme de suspense e de tribunal, que remexe em valores jurídicos, militares e americanos. Para uma produção que se apresenta desde o início como provocadora, instigante e até mesmo crítica, escorrega nestes dois pontos e quase compromete seu todo. Mas ao somar os aspectos positivos (e logo abaixo, no parágrafo seguinte, vêm mais deles), o filme baseado no livro do estreante Joseph Finder sai ganhando. Não é uma obra-prima, mas me pareceu menos previsível do que outros filmes de Freeman, como Na Teia da Aranha, por exemplo. Mas fica abaixo do clima de mistério e da engenharia de roteiro de outros, como Beijos que Matam (onde pela primeira vez a dupla Freeman e Judd surgem na tela) e o recente Sob Suspeita (onde o ator duela na interpretação com Gene Hackman e a estonteante Monica Belucci corre por fora).

Mas o diretor Carl Franklin (de O Diabo Veste Azul e Águia de Aço 2) é esmerado em relação ao cuidado estético. Movimentos de câmera estonteantes e de deixar muito assistente de direção boquiaberto, logo no início do filme, dão um belo cartão de visita. O acompanhamento do carro da advogada Claire na lateral da Golden Gate e a chegada da personagem no escritório, quando a câmera gira e dança em volta da atriz, é realmente meticuloso e bem estudado. Uma fotografia diferenciada, envelhecida e propositadamente saturada mostra as cenas da história já passada, para distinguir da trama presente. E as belas imagens de São Francisco que pontuam o filme só confirmam essa atenção que o diretor dá e espalha com talento como molho por toda a extensão da película.

Bem, o fato é que Morgan Freeman mais uma vez encontra as respostas. Ele declarou, ao vir ao Brasil, que gosta de fazer esses papéis de "resolvedores" de problemas: detetives, policiais, advogados. Assim foi com o personagem Alex Cross, que esteve em dois de seus filmes. Aliás, o ator de Um Sonho de Liberdade e Amistad estrelou, no meio de tantos suspenses policiais, o ótimo A Enfermeira Betty, que passou rápido pelos cinemas do eixo Rio-São Paulo e no sul do Brasil nem chegou às telas. O irônico filme está chegando agora às locadoras em vídeo e DVD, uma ótima oportunidade para conferir uma outra faceta dele: Freeman interpreta um assassino. Diferente? Um outro extremo? Não. Um assassino não deixa de ser um "resolvedor de problemas"...
 
Envie sua opinião sobre esta coluna.

Leia as colunas anteriores de Renato Martins.
 
    Topo
 
  PROCURA


   ANÚNCIOS



 


Lista Completa de Filmes :|: Filmes em Cartaz :|: Filmes Inéditos :|: Atores :|: Diretores :|: Críticas :|: Pedidos :|: Colunas :|: Cinenews :|: Festivais :|: Fórum. :|: Promocine :|: Equipe :|: Anuncie
Adoro Cinema :|: Adoro Cinema Brasileiro
© Copyright 2001-2007A.C. Agência Digital - Todos os Direitos Reservados
Design por: Leo Faria Design