Panorâmica

O Último Mestre do Ar por Roberto Cunha

FALTOU FÔLEGO
19/08/2010 12

O diretor M. Night Shyamalan conquistou o mundo com o suspense O Sexto Sentido. Desde então, muitos cinéfilos de carteirinha esperam um filme melhor ou, pelo menos, igual. O Último Mestre do Ar não é a primeira tentativa, a última e muito menos o que esperam do cineasta.

Por outro lado, a turma que é chegada em fantasia pode gostar e os iniciados no desenho animado que originou este longa também. Ou não. Vai depender do grau de exigência.

O legal é que para que não entende patavinas, o roteiro dá uma força, explicando a ideia, coisa e tal. Na história, as nações representantes dos quatro elementos (Água, Terra, Fogo e Ar) viviam em harmonia até que a turma “inflamada” resolveu subjugar os outros. Ou seja, o vilão básico que quer conquistar o mundo.

Contudo, existe uma salvação para os dominados e ela chama-se Avatar. Não. Você não está lendo nada errado. O nome original deste filme é Avatar: The Last Airbender, mas eles perderam o direito de uso por causa daquele sucesso recente de James Cameron. Voltando à aventura em questão, o menino Aang é o Avatar, e o único que tem poderes de “dominar” todas as forças das natureza e manter o equilíbrio. Só que o carinha, veja você, tinha abandonado seu destino.

Tendo isso como pretexto para mostrar as cenas típicas de treinamento, uma colega de poderes um pouco atrapalhada, algum blábláblá goela abaixo, frases de efeito (“É no coração que as guerras são vencidas”), o filme tem sequências bonitas, combates legais com alguma plástica, mas a coreografia é cansativa. Chega uma hora em que aqueles movimentos podem perder a graça para muita gente. O figurino também é bacana e a trilha compatível com o que se vê (em 3D ou não) na tela grande.

Para os mais "antigos" (como o autor destas linhas), alguns detalhes parecem desnecessários, uma vez que foram pouco explorados. Para mim, o búfalo voador (Appa) só fez lembrar o clássico A História Sem Fim e o lêmure alado comporta-se como os monstrinhos de Gremlims. Pode até ser que no desenho animado original eles tenham funções importantes. No filme, são duas bobagens dispensáveis.

O humor é até moderado (mérito) e o amor acelerado, deixando tudo mais frágil. Assim, a sensação que dá é que O Último Mestre do Ar carece mesmo de um certo vigor para envolver mais o pessoal da poltrona, principalmente, o adulto. Mas como este - definivamente - não é o “elemento” visado, quem sabe haja fôlego juvenil nas bilheterias e o sucesso chegue - também - para este Avatar.

Comentários

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eduardoolmedo em 20/08/2010

o desenho é muito legal


espero que o filme não fuja da historia original

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stefanojosef em 20/08/2010

Acho q faltou ao colunista conhecer um pouco mais da história original, em que se baseia o filme.


O filme é baseado no livro água, primeira temporada por assim dizer do desenho. Não vi o filme , não podendo dizer se ele alcança oq se espera, mas vi vários vídeos em q as coreografias parecem bem coesas em relação ao desenho e ao contrário do q pensa Appa e Momo ( o lêmure), não são dispensáveis, sendo companheiros de jornada do avatar e tendo destaque no desenho.


Espero q o diretor não tenha estragado o filme, mas pelo q vi parece uma adaptação simples de ser feita e que parece bem executada.

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Roberto Cunha em 20/08/2010

A pior coisa que existe para quem escreve é não ser lido. Mas ser lido e não compreendido também não é fácil. No texto está bem clara a observação e a ressalva sobre os seres alados no filme. Sobre as coreografias está escrito que, embora bem feitas, podem ser cansativas para quem não conhece e gosta do original. O texto é sobre o filme e para quem conhece ou não a origem dele. Mas será sempre - e apenas - uma opinião. Tomara que você fique bastante contente com o resultado no cinema. Infelizmente, lá fora o filme foi um fracasso, ameaçando as respectivas sequências. Boas sessões!

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stefanojosef em 21/08/2010

De forma alguma pretendia ofende-lo com o meu comentário, até por que gosto dá sua coluna e concordo com a maioria das críticas que faz.Só disse q parece ter lhe faltado um pouco de conhecimento da história original, e de fato o filme tem q ser bom, com ou sem esse conhecimento. Fiz uma correção apenas quanto ao fato de Appa e momo não serem dispensáveis.Sei q o filme não foi bem nas bilheterias americanas, mas acredito q muito se deve tb a alta temporada de lançamentos, em q teve como oponentes continuações dos blockbusters Toy Story e Shrek, e a grata surpresa Meu malvado favorito. Como eu havia dito eu não vi o filme ainda, não sei dizer se é bom ou não, só disse q não era uma adaptação dificil, e q tinha tudo pra dar certo. Se deu errado podemos creditar mas um fracasso na carreira do nosso querido diretor. Apenas isso, de forma alguma pretendia desmerecer o seu comentário até porque depois de A dama na água eu posso esperar qualquer coisa do M.Night Shyamalan.

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Roberto Cunha em 21/08/2010

Sem problemas. Sem ofensas. Só não entendo por que, para entender a existência de um personagem, é preciso ver um desenho animado. O filme deveria ser suficiente e não dar esta sensação de que são dispensáveis. Assista no cinema. É bem feito, de bom gosto, mas muito pouco envolvente. Contudo, tem coisa muito pior por aí. Tenho dúvidas se merecia este destino.

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Daniel Castro em 24/08/2010

(Perdão por colocar meu comentário como resposta, ja que o site vive com problemas, não consegui postar la embaixo)


M. Night Shyamalan nunca foi bom diretor, fez um oba oba com o sexto sentido, mas de resto nunca fez nada de grandioso, dizem que esse desenho da Nickelodeon é legal, gostaria de assisti-lo antes da versão cinematografica. Não gosto de seus filmes, ele é cheio de bancar o Chico Xavier, com suas viagens espirituais, como se elas fizessem parte da realidade.

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Piments em 22/08/2010

Pois bem, vou entrar nesta discussão também. Ainda não assisti ao filme, e estou bastante empolgado para vê-lo, mas como disse a uma amiga há pouco tempo, o cinema hoje em dia, na maioria das vezes não está sendo o que deveria ser, ou seja, uma maravilha que tende a nos satisfazer ao máximo. O que está fazendo que as obras mais inteligentes e interessantes percam seu valor. Não vou ficar deprimido se chegar lá e o filme não me satisfazer. Na verdade, os filmes hoje, não são feitos para nos satisfazer, e sim para incrementar cada vez mais o comércio com produtos pré programados a gerar dinheiro e lucro. Então, vou aceitar o "boa sessão" e me contentar com o que vier. E ressaltando, o momo até mesmo no desenho me pareceu ser dispensável. Mas o Appa, ele tem grande importância, mas não sendo assim peça indispensável para o decorrer da história. Muito bons seus comentários Roberto.

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Jullio em 22/08/2010

Concordo com a stefanojosef 2° Comentário


Para vc criticar uma coisa vc precisar coisa bem ela bem aposto que o colunista nem a historia do desenho  conhece o desenho e dividido em três temporadas


1 Água ( 1° Filme)


2 Terra (2° Filme)


3 Fogo (3° Filme)


Cada filme da trilogia vai ser baseado em uma temporada !


Assim com antes de ver o filme(que seja baseado na historia de um livro ex: Harry Potter)  muitas gentes ler o livro para entender melhor a historia vc deveria ver o desenho para entender melhor o filme . Antes de sai digitando por ai o que não sabe!

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Roberto Cunha em 23/08/2010

Genial!! Agora, um filme ou um personagem para ser entendido precisa que - antes - o espectador conheça a obra que o originou. Parabéns! Já imagino o mundo inteiro assistindo ao desenho animado antes para - só - depois ir ao cinema. E vejo a Nickelodeon e emissoras que compraram a série, comemorando sua ideia incrível. Que tal a campanha: "Não vá ao cinema sem ver o desenho!". Dá pena de roteiristas e diretores que sempre quebraram a cabeça em várias adaptações que fizeram espectadores se aproximarem do original (desenho, livros etc), simplesmente, porque conseguiram contar uma história sem precisar de "intensivo".

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RaimundoJr em 05/10/2010

Pimeira vez aqui e ja vou dizendo a minha opinao sobre esse filme. Como grande fã da serie que sou eu simplismente odiei esse filme, porque ele fugiu totalmente da escencia do desenho exibido pela nickelodeon. Temos la um heroi que tem o enorme peso nas costas de ser o "salvador do mundo", mas que apesar de tudo encontra tempo para ser brincalhao, divertido e envolvente. Porem o diretor distorceu toda a historia inserindo mais reflexao religiosa, fugindo assim completamente do filme. Agora falando (ou tentando) falar como alguem que nao conhece a historia, realmente o enredo nao consegue te prender em nenhum momento, é totalmente pobre e chinfrim. Em resumo é um filme horrivel, sem graça que e uma decepçao para os fas e para quem nao conhece a historia

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Khalel em 01/03/2011

Discordo de você em alguns pontos RaimundoJr. Concordo que o filme não foi nem um pouco do poderia ter sido e que não consegue prender a atenção do espectador nem por um segundo. Porém discordo do ponto em que o filme fugiu drasticamente da história e explico por que:


O filme não foi baseado na série da Nickelodeon (exibida pela globo) e sim no mangá original, feito bem antes da série televisiva. O mangá possui alguns pontos divergentes da série televisiva, não só que diz respeito a aparência das personagens (como por exemplo o tio Hiro magro de cabelo rastafari) como também em relação à história.


Em uma entrevista os criadores de avatar falam da adaptação da série para a TV, onde foram necessárias algumas mudanças para que a classificação indicativa não fosse tão alta. Acredito que o diretor passou pelo mesmo problema e ainda um outro:


Como o primeiro filme busca sintetizar o Livro da água, tornou-se necessário fazer alguns cortes e alguns resumos ( o que desagrada e muito os fãs da série como eu e você) para não deixar o filme tão longo.


 


Não estou defendendo M. Night Shyamalan (acho que cometeu um erro crasso), mas tenho que levar em consideração que fazer uma adaptação como essa não é fácil, já que, basicamente, só existem duas opções:


Reescrever a história para o cinema (como foi o caso de Jumper) ou ser o mais fiel possível (como em senhor dos anéis).


M. Night Shyamalan tentou fazer as duas e acabou fazendo merda ( com o perdão da expressão...), deixando o filme quase sem sentido e sem emoção.


 


 


 


 

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Nicolau Salerno em 12/09/2011

Somente assiste ao filme ontem e procurei assisti-lo sob o olhar do diretor, sem analogias ao desenho. O filme possui uma estética plástica de alto nível, encantadora. Não é arte para prove clímax apenas, mas para encontar com uma história de magia, beleza e reflexão. Gostei muito.



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