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| Fora
de Circuito |
por Marcelo Guerra |
O Virgem de 40 Anos
Com uma narrativa sem muitas surpresas, que segue a risca
o padrão das comédias românticas americanas,
O
Virgem de 40 Anos surpreende e consegue arrancar boas
risadas, com um simpático protagonista e situações
de fácil identificação.
O filme conta a história de Andy (Steve Carell), um
típico nerd americano que, apesar de não ser
dos mais feios, chega aos 40 anos sem nunca ter transado.
A construção do personagem é um dos pontos
altos do filme. A caracterização feita pelo
ator, com movimentos contidos, sem tentar ser engraçado
e sem forçar a barra é perfeita. O personagem
é construído por imagens. Sua solidão,
sua timidez, tudo fica evidenciado em seus atos, no jeito
como se veste, no jeito como fala, como anda, enfim no visual,
sem precisar ser jogado na cara do espectador.
Na comédia um fator que causa o riso é o exagero
e o deslocamento, e é isso que o filme explora. Ele
pega todas as inseguranças e medos de um adolescente
que começa a descobrir o sexo, e transporta para um
cara de 40 anos. Quem já foi adolescente com certeza
se identificará com muitas das cenas e situações
vividas. Deslocando essas situações para um
homem de 40 anos, elas se tornam ainda mais engraçadas.
O filme também explora piadas com palavrões,
obscenidades e às vezes até cenas escatológicas,
porém tudo isso está dentro de um contexto,
nada é gratuito. As cenas não parecem ser forçadas
e por isso fazem com que o espectador entre na história
e se divirta bastante.
Um filme engraçado e divertido, com um narrativa que
segue os padrões das comédias románticas
de Hollywood. Não é um humor refinado, mas passa
longe do besteirol sem cérebro de muitas das recentes
comédias adolescentes americanas.
Para rir e se divertir sem compromisso.
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