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por Rodrigo Fernandes
O cinema de James Cameron tem a marca da ambição. Em todas as suas realizações o diretor canadense tentou de alguma forma elevar a sétima arte a outro patamar. Seja no hoje supercult O Exterminador do Futuro (1984), no tecno-cerebral O Segredo do Abismo (1989) ou no blockbuster Titanic (1997), Cameron de certa forma conseguiu seu intento tornando-se, no processo, um reciclador e um forjador de referências.
Avatar corre pelo mesmo caminho, mas a despeito de suas inovações não é uma fita original. A história do amor impossível que se debate em meio à guerra é um tema recorrente, de Romeu e Julieta ao Dr. Jivago passando por Pocahontas. Mas é no épico Dança com Lobos (1990) que Avatar encontra seu eco mais poderoso. Há de fato uma coleção bem vasta de semelhanças, como o empenho do soldado (humano) em se adaptar aos costumes da tribo (alienígena) e seu inevitável fascínio pelo modus vivendis dos “selvagens”. A paixão proibida pela nativa. O antagonismo e consequente reconhecimento dos outros membros do clã. A mudança de lado, a “traição”. Até a famosa caçada de búfalos ganhou sua versão com o protagonista caçando dragões alados numa cena de tirar o fôlego. Não seria nenhuma surpresa se Costner processasse Cameron por plágio.
Porém, uma vez mais o diretor vai além e fascina a platéia ao criar um planeta inteiro para ambientar sua trama. Embora Cameron não seja nenhum Tolkien, não há como não se impressionar com o mundo de Pandora. Bastam dez minutos de projeção para que o espectador se esqueça de que quase tudo que há na tela foi gerado por computadores. A ilusão é perfeita e hipnótica. A geografia do planeta nos remete imediatamente às fantásticas ilustrações do artista plástico Roger Dean, famoso por trabalhar nas capas dos discos da banda Yes. O design das máquinas futuristas lembram bastante a de outro filme do diretor, Aliens - O Resgate (1986). Aliás, essa autoreferência é marcante. Na produção oitentista os humanos colonizam um planeta hostil para exploração (com militares brucutus botando tudo a peder), o mesmo acontece com o mundo de Avatar. Sigourney Weaver, sintomaticamente, está nos dois filmes.
Assim, o grande mérito de Avatar não está na originalidade e sim na habilidade de seu diretor em costurar um sem-número de referências e citações óbvias e transformar tudo num filme que mesmeriza a platéia do primeiro ao último frame. Para juntar esses pontos familiares e transformá-los num conjunto inovador Cameron usa e abusa da ficção científica, gênero, não raro, maltratado na sétima arte, mas que nas mãos exigentes do diretor ganha uma expressão inaudita. Excelentes e excedentes, as produções do canadense não perdem tempo com subjetividades e beiram a truculência sensorial. Sua assinatura jamais caberia num contexto menos que bombástico. Para o bem ou para o mal, jamais veremos James Cameron assinando um pequeno drama vitoriano, uma comédia de costumes ou uma historieta passada num subúrbio arborizado. Mesmo a mais singela história de amor, para o diretor, deve estar num contexto extremo. Coisa que as platéias do mundo inteiro parecem aprovar. Com louvor e dólares.
Norman em 28/12/2009
Da forma como eu entendo o que é cinema, uma arte predominantemente visual, e considerando que a função predominante de um diretor é ser um administrador de recursos e talentos, eu considero James Cameron o melhor diretor do mundo. Ele é o líder, senão a única voz realmente efetiva na indústria do cinema a tentar melhorar os padrões técnicos de exibição de imagem. Os outros cineastas, que deveriam se juntar ao coro, ficam só na passiva, esperando pra ver o que vai acontecer... bem, mas voltando ao tema, Cameron é o melhor cinematografista que eu já ví, considerando que sou um fã de Kubrick. Lógico, que outras pessoas, baseadas em seus parâmetro dirão que há outros diretores melhores em dramaturgia, outros em roteiro... como eu disse antes, cinema é cinematografia, a arte da fotografia em movimento... nesse quesito, Cameron é o número um.
Como sou fã de Cameron, posso estar amenizando suas deficiências, mas eu acho os roteiros de Titanic e Avatar são perfeitos como blockbusters. Muita gente reclama de originalidade, etc, mas eu acho que qualquer mundança ousada nesses roteiros, implicaria em um público menor, e meu amigo, quando estamos falando de 200, 300 milhões de dólares, arriscar é coisa pra burros, não para pessoas sistemáticas como Cameron. Veja o caso de Avatar; não adianta querer que ele seja um Cidade de Deus. Avatar é o que tem de ser, e embore desagrade alguns, agrada uma ampla maioria. Enfim, Cameron é sinônimo de qualidade na pior das hipóteses. Outra coisa que eu admiro em Cameron é seu respeito pelas mulheres, seja como personagens e como platéia.
yyamamoto em 28/03/2010
O cinema não é uma arte predominantemente visual, é uma arte narrativa que usa recursos audiovisuais. Como disse o mestre Ingmar Bergman sobre o cinema contemporâneo: "Os diretores atuais são excelentes em criar imagens, mas poucos deles realmente tem algo a dizer."
Rodrigo Fernandes em 30/12/2009
Sem dúvida, Cameron está entre os grandes, incontestável. Porém, para mim, o cinema é a junção de várias maestrias. Há filmes, absolutamente "não-visuais", próximos de uma abordagem mais, digamos, teatral, que também são incríveis espetáculos. Cito dois, um das antigas " Quem tem medo de Virginia Woolf" e o recente "Dúvida". Ambos são a prova que a palavra também pode ser revolucionária.
NoSS em 17/02/2010
Sim.Este homem conseguiu dois recordes mundiais de bilheterias,com Titanic e seu mais novo "vírus" encapsulado,Avatar,em que ele chegou aos produtores e eles os disseram que essa tecnologia nao existia,mas ele ja era lembrado por Titanic... mas este homem queria mais,e guardou a idéia por 14 anos e criou a tecnologia em parceria com a 20TH Century Fox. Mas te falo uma coisa,James Cameron e o cara,e talvez o ultimo... Com a evolução da internet e downloads de filmes com internet cada vez mais rapidas e baratas,sem regras de pirataria(bem que tentam),talvez o recorde no cinema nunca seja batido.
Eduardo Loyola em 04/03/2010
James Cameron, epitáfio: Aqui jaz o pai do cinema-videogame. Exibido por exibido eu fico com o Peter Jackson.
Guiga em 04/03/2010
longe de ser um dos melhores, fez grandes obras como Exterminador e Alien, seus ultimos foram so bem em bilheteiria, pois os filmes são fraquinhos, Kubrick, Chaplin, Wilder, Capra, Bergman, Sica, Coppola, Sbielberg, Scorsese, Polanski, Tornatore, e tantos outros, esses sim considero os caras, por fazerem a maioria de seus filmes em verdadeiras obras, onde o roteiro e a direção faziam sentido, e não o efeito especial
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...Magnífico!!!!
por Jota Ninos, 14/02/2012 às 20:42
Diário de um Jornalista Bêbado
O filme é bem feito, bem dirigido, mas não é nada interessante mesmo baseado numa histór...
por Renan, 14/02/2012 às 20:26
É um bom filme.
por Otávio, 14/02/2012 às 19:33
Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor
Filme recomendado. Análise: roteiro bom, atuações boas, fotografia boa, trilha sonora reg...
por NEO, 14/02/2012 às 18:55