Adoro Cinema
Porque cinema é muito mais do que pipoca!
 
 
Adoro Cinema .comAdoro Cinema Brasileiro.com.br
     Colunas  
O Blog Adoro Cinema!
 
Colunas
Geral    
Cena de Cinema    
Panorâmica    
Pedindo Bis    
Sétima Arte  
Tirando o Mofo    
Escurinho do Cinema    
Fora de Circuito    
Top 10 Brasil    
Top 10 EUA    
Matérias Especiais    
Diários Cinéfilos    
     
  Filmes
  Personalidades
  Promocine
  Interatividade
  Cinenews  
  Destaques  
  Equipe
  Festivais  
  Loja
  Primeira Visita  
  Contatos
 
 
 
 
Assista os melhores filmes de graça!
 

 
Hot Site Especial Indiana Jones
 
 
Sétima Arte
por Francisco Russo

Idéia Desperdiçada
"A Liga Extraordinária" diverte, mas deixa a sensação de que poderia ser bem melhor

A idéia básica de A Liga Extraordinária é genial: reunir em uma mesma aventura grandes personagens da literatura mundial. Assim foram reunidos grandes livros da história, como 20.000 Léguas Submarinas e Drácula, retirando de cada um deles um de seus principais personagens. Como muitos destes livros já ganharam inúmeras adaptações para o cinema, boa parte do público já os conhece de antemão. Dois exemplos são Dr. Jekyll e Mr. Hyde, de O Médico e o Monstro, e Allan Quatermain, que foi protagonista de dois filmes estrelados por Richard Chamberlain na década de 80. A identificação com os personagens seria imediata.

E é justamente isto o que acontece. O melhor de A Liga Extraordinária é justamente conferir esta nova versão de personagens clássicos, velhos conhecidos do grande público que agora ressurgem em nova roupagem. Há uma grande quantidade de referências literárias dentro do filme, não apenas aos personagens da própria trama como também a outras histórias clássicas, como O Fantasma da Ópera. Para quem conhece as origens de cada personagem, ou de ao menos parte deles, este com certeza será um atrativo extra que o filme oferece.

Porém infelizmente A Liga Extraordinária deixa a desejar naquilo que mais se propõe: entreter o público. O início é até animador, com a primeira aparição de Allan Quatermain ainda na África e o início da formação da Liga Extraordinária. Porém tudo começa a desandar a partir da visita a Dorian Gray, mais exatamente quando Tom Sawyer entra na história.

Para quem não sabe, Sawyer não está presente na graphic novel de Alan Moore a qual o filme foi baseado. O personagem foi inserido no roteiro a mando dos produtores, que queriam um nome importante da literatura norte-americana para atrair o público local. O problema não é nem a inclusão do personagem, mas sim o modo como ele foi inserido na trama. A Liga Extraordinária é reunida por pessoas que possuem grandes dons, como a imortalidade de Dorian Gray e Mina Harker, a precisão com armas de Allan Quatermain e a genialidade científica do Capitão Nemo. Tom Sawyer não possui nenhum dom excepcional e, para se equivaler aos demais personagens, foi transformado numa espécie de espião americano, tendo também habilidade com armas. Só que esta transformação simplesmente desvirtuou completamente o personagem de seu original dos livros. Se em relação aos demais integrantes as semelhanças são visíveis isto não ocorre com Sawyer, até porque não é dada nenhuma explicação sobre como ele se tornou um espião. No fim das contas trata-se de um personagem totalmente diferente do livro, um típico herói americano que acabou sendo inserido na trama por razões de mercado e que, por acaso, possui o nome Tom Sawyer. Ou seja, acaba se tornando a antítese da idéia primordial da história, de inserir personagens clássicos e aproveitar seus talentos e características em uma aventura.

Caso este fosse o único problema de A Liga Extraordinária, ainda assim poderia ser relevado. Porém o filme tem problemas sérios na condução de seu roteiro e nas próprias cenas de ação. Na verdade há pouquíssimas cenas de ação com atores de verdade, já que a grande maioria ocorre envolvendo apenas personagens digitais e efeitos especiais. E, mesmo com elas, tais cenas se resumem ao ataque a Veneza e à batalha final. Pouco para o potencial dos personagens que A Liga Extraordinária tem em mãos.

Entretanto A Liga Extraordinária possui também qualidades. Uma delas atende pelo nome de Nautilus, o magnífico submarino do Capitão Nemo, que impressiona tanto pelas cenas externas quanto pelas internas. O detalhismo na direção de arte e no figurino dos personagens é algo a se destacar, também impressionando a quem assiste. O elenco como um todo aparece bem, sem grandes destaques. Sean Connery, o nome mais famoso do filme, assume com firmeza o posto de comando da Liga Extraordinária e, se não tem grandes cenas de ação, consegue segurar o personagem com seu carisma. Outro do elenco que consegue se destacar é Stuart Townsend, mesclando sedução e cinismo para compôr seu personagem, Dorian Gray.

O desenrolar da trama de A Liga Extraordinária revela ainda algumas surpresas para o espectador, que novamente serão mais apreciadas por quem conhece um pouco melhor os grandes clássicos da literatura mundial, seja através do cinema ou dos próprios livros. No fim das contas o filme diverte justamente por permitir que o público reconheça na tela personagens conhecidos já há tempos e vê-los em plena ação, com seus poderes que muitas vezes são ao mesmo tempo uma bênção e uma maldição. Somente isto já compensa o roteiro frágil cheio de reviravoltas, que pouco aproveita os personagens e ainda traz um dos piores finais já feitos por Hollywood nos últimos tempos. Ao término do filme, A Liga Extraordinária deixa a sensação de que poderia ser bem melhor se o roteiro fosse melhor trabalhado e o mercado não interferisse tanto.
 
Envie o seu comentário sobre esta coluna.

Leia as colunas anteriores do Francisco Russo.
 
    Topo
 
  PROCURA


   ANÚNCIOS



 


Lista Completa de Filmes :|: Filmes em Cartaz :|: Filmes Inéditos :|: Atores :|: Diretores :|: Críticas :|: Pedidos :|: Colunas :|: Cinenews :|: Festivais :|: Fórum. :|: Promocine :|: Equipe :|: Anuncie
Adoro Cinema :|: Adoro Cinema Brasileiro
© Copyright 2001-2007A.C. Agência Digital - Todos os Direitos Reservados
Design por: Leo Faria Design