|
 |
|
| Sétima
Arte |
por
Francisco Russo |
Garfield a la "Babe"
Sequência consegue ser ainda mais fraca que o original
O desenvolvimento dos efeitos especiais tem possibilitado que personagens de sucesso dos desenhos animados e quadrinhos cheguem ao cinema. Nos casos de animais, pode-se dizer que sem estes mesmos efeitos seria impossível a adaptação. Foi o caso de Scooby-Doo e é também de Garfield, que agora ganha seu 2º filme.
Em Garfield 2 merece destaque a melhora neste quesito específico. Se no filme anterior havia cenas em que a interação entre o Garfield digital e humanos não era convincente, aqui isto não ocorre. As poucas cenas em que há algum contato são muito bem feitas, sem deixar explícito ao espectador que o gato em cena na verdade não existe. Porém este é o único mérito deste novo filme. Mais uma vez Garfield foi infantilizado e, se ao menos desta vez ele não demonstra a insólita agilidade do filme original, está a mercê de uma história clichê, que provavelmente o leitor já terá visto em vários outros filmes.
Vamos então à história: Jon, o dono de Garfield e do cão Odie, está decidido a pedir sua namorada Liz em casamento. Na noite em que pretendia fazer o pedido ela anuncia que terá de ir a Londres, por causa de uma palestra. Jon, é claro, parte atrás de sua paixão. Garfield e Odie, é claro, encontram um meio de fugir do canil e também ir à capital inglesa. Em Londres vive um gato idêntico a Garfield chamado Prince, que herdou recentemente nada mais nada menos do que um castelo e leva uma vida de mordomias. Adivinhe, caro leitor, o que acontece a seguir.
Sim, eles trocam de lugar. Prince passa a levar a vida de Garfield e Garfield passa a ser Prince. E sim, eles usarão a experiência para conhecer o outro lado e valorizar o que possuem em sua vida verdadeira. Agora tente lembrar em quantos filmes esta idéia já foi explorada. Só usando a batida troca de identidades posso citar Se Eu Fosse Você, Sexta-Feira Muito Louca, "Vice Versa"...
Tem mais! No castelo de Prince há ainda uma fazenda, onde vivem os mais diversos animais - que falam entre si, sem que os humanos entendam os sons. Estes animais não são digitais, são verdadeiros. A idéia até é bem implementada, mas também não é nova: a impressão que passa é de rever o universo de Babe, o Porquinho Atrapalhado. Só faltou o encontro do porquinho com Garfield, o que obviamente não acontece.
Em meio às tradicionais perseguições, confusões e lição de moral no final, Garfield 2 decepciona. Até mesmo em relação ao filme original, que também não é nenhuma maravilha. De positivo, além dos efeitos especiais dos animais verdadeiros e digitais, fica apenas a curta duração, novamente inferior a uma hora e meia.
|
|
| |
|
| |
| |
| |
|
|
 |