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Promessas
para 2003
Leva
variada de filmes nacionais promete chamar a atenção
Ano novo,
vida nova. O velho ditado que é repetido ano após
ano pode ser perfeitamente aplicado ao cinema brasileiro em
2003. Em 2002 o público pôde acompanhar a consagração
de Cidade de Deus, que levou aos cinemas
mais de 3 milhões de pessoas, se tornou o filme brasileiro
de maior público desde a retomada e ainda vive a expectativa
de ser indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Houve
ainda filmes dos mais diversos estilos que, se não
conseguiram o mesmo sucesso de público, chamaram a
atenção da crítica e ainda ganharam prêmios
em festivais mundo afora, como Abril Despedaçado,
O Invasor e Madame Satã.
Isto sem falar no bom momento vivido pelos documentários
nacionais, com o sucesso no circuito de arte de Janela
da Alma e Edifício Master,
e ainda em filmes mais comerciais, como Avassaladoras
e Surf Adventures, que também marcaram
presença em 2002.
Para 2003 todos estes gêneros estarão mais uma
vez presentes, com várias promessas se destacando de
antemão. A principal delas é o aguardado Carandiru,
novo longa-metragem do diretor Hector Babenco (O Beijo
da Mulher-Aranha) que é baseado no best-seller
do médico Dráuzio Varela e conta histórias
ocorridas no presídio Carandiru, um dos principais
da América Latina. No elenco estão Luiz Carlos
Vasconcelos, Mílton Gonçalves, Caio Blat, Maria
Luíza Mendonça e Rodrigo Santoro, um dos destaques
do recente cinema nacional.
Além de Babenco mais um diretor consagrado estará
de volta às telas, já neste 1º semestre.
Trata-se de Cacá Diegues (Bye Bye Brasil), que estará
apresentando Deus é Brasileiro, comédia
estrelada por Antônio Fagundes e Paloma Duarte. Mas
o primeiro longa-metragem brasileiro a chegar aos cinemas
em 2003 será Separações,
nova comédia do diretor Domingos de Oliveira (Amores)
baseada em peça teatral de mesmo nome, que estréia
já no dia 3 de janeiro.
Para os primeiros seis meses do ano fica também a expectativa
pelo lançamento comercial de vários dos filmes
nacionais que fizeram sucesso em festivais de cinema no 2º
semestre de 2002. Um deles é Durval Discos,
grande vencedor do Festival de Gramado, que marca a estréia
da diretora Anna Muylaer e tem previsão de lançamento
para março. Amarelo Manga, vencedor
do Festival de Brasília; Seja o que Deus Quiser!,
eleito pelo público o melhor filme de ficção
do Festival do Rio; Cama de Gato, eleito
pelo público o melhor filme nacional da Mostra SP de
Cinema; e Dois Perdidos Numa Noite Suja,
vencedor dos prêmios de melhor diretor, atriz e roteiro
no Festival de Brasília, também devem entrar
em cartaz neste período, provavelmente após
a cerimônia de entrega do Oscar.
Para o período de férias alguns filmes brasileiros
estão programados para serem lançados. Já
no primeiro mês do ano o Rio de Janeiro poderá
enfim ver a comédia romântica Houve uma
Vez Dois Verões, que marca a estréia
de Jorge Furtado como diretor de longa-metragens e já
estreou em diversas capitais do país em 2002. Cristina
Quer Casar, mais nova parceria do diretor Luiz Villaça
e da atriz Denise Fraga, e Wood & Stock - Sexo,
Orégano e Rock'n Roll, animação
baseada nos personagens do cartunista Angeli, tem lançamento
marcados para fevereiro e março deste ano, respectivamente.
Na lista de filmes já prontos com previsão de
lançamento para 2003 estão ainda Gaijin
2, novo projeto da diretora Tizuka Yamazaki que já
tem seu trailer exibido nas salas de cinema; O Homem
que Copiava, mais novo filme dirigido por Jorge Furtado;
O Homem do Ano, drama estrelado por Murilo
Benício e Cláudia Abreu; Querido Estranho,
filme que marca o retorno de Daniel Filho como ator no cinema;
A Cobra Fumou, documentário que segue
a trilogia da BSB Cinema em contar a participação
brasileira na 2ª Guerra Mundial; Samba Canção,
longa de estréia do curta-metragista Rafael Conde;
Tempestade Cerebral, mais nova comédia
dirigida por Hugo Carvana e estrelada por Marco Nanini; e
ainda Desmundo, mais novo filme do diretor
Alain Fresnot.
Existem ainda os filmes que estão em fase de produção
ou finalização neste momento, possibilitando
seu lançamento comercial ainda este ano no circuito
ou até mesmo nos festivais de cinema do 2º semestre.
Destes o principal destaque é Lisbela e o Prisioneiro,
mais novo filme do diretor Guel Arraes (O Auto da
Compadecida), que traz no elenco os atores Selton
Mello e Débora Falabella. Outras promessas de sucesso
são Garrincha, a Estrela Solitária,
adaptação do livro homônimo de Ruy Castro
e estrelado por André Gonçalves e Taís
Araújo; O Redentor, novo filme do
diretor Cláudio Torres cujo roteiro é assinado
também por sua irmã, a atriz Fernanda Torres;
Os Normais, longa baseado na popular série
da Rede Globo; e O Dono do Mar, adaptação
do livro homônimo do ex-presidente José Sarney.
Entre os demais filmes que podem estrear ainda em 2003 estão:
Aurélia Schwarzenega, de Carlos Reichenbach;
O Vestido, de Paulo Thiago; e ainda Viva
Zapato, de Luiz Carlos Lacerda.
Como se pode perceber, quantidade de filmes nacionais em exibição
é o que não faltará em 2003. Muitos deles
com promessa de bons públicos e até mesmo indicações
a prêmios e participações em festivais
internacionais, como ocorreu este ano. Resta acompanharmos
e torcermos para que o cinema brasileiro siga conquistando
público e crítica, aumentando ainda mais sua
participação no mercado nacional.
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