Adoro Cinema
Porque cinema é muito mais do que pipoca!
 
 
Adoro Cinema .comAdoro Cinema Brasileiro.com.br
     Colunas  
O Blog Adoro Cinema!
 
Colunas
Geral    
Cena de Cinema    
Panorâmica    
Pedindo Bis    
Sétima Arte    
Tirando o Mofo    
Escurinho do Cinema  
Fora de Circuito    
Top 10 Brasil    
Top 10 EUA    
Matérias Especiais    
Diários Cinéfilos    
     
  Filmes
  Personalidades
  Promocine
  Interatividade
  Cinenews  
  Destaques  
  Equipe
  Festivais  
  Loja
  Primeira Visita  
  Contatos
 
 
 
 
Assista os melhores filmes de graça!
 

 
Hot Site Especial Indiana Jones
 
 
No Escurinho do Cinema
por Érika Liporaci

Crime e Paixão
 

Filme novo de Beto Brant no circuito é sempre um acontecimento que gera as mais altas expectativas. Cultuado desde seu primeiro longa, o surpreendente "Os Matadores", o cineasta paulista continuou demonstrando fôlego com o pouco visto Ação entre Amigos. Mas foi em 2001 que entrou de vez para o primeiro time, com o espetacular O Invasor. Agora Brant volta às telas com Crime Delicado, adaptação da obra homônima de Sérgio Sant'Anna.

O protagonista é Antônio Martins, um crítico teatral temido e solitário, que vive para sua carreira. Seus artigos são cuidadosamente elaborados, marcados pela objetividade e análise racional da arte. Arredio e cínico, tem sempre uma observação mordaz na ponta da língua. A simetria de sua vida é bagunçada quando conhece Inês, uma jovem atraente e ousada que não se deixa limitar pela deficiência física. Pelo contrário: trabalha como modelo para as criações eróticas de um pintor com quem vive uma relação que Antônio não consegue definir e, muito menos, entender. Violentamente apaixonado, Antônio sente-se corroído pela insegurança e a cada dia mais desnorteado neste mundo real e cheio de riscos que até então lhe era desconhecido.

Crime Delicado surpreende pela coragem de tocar em alguns temas considerados tabus, como a nudez e sensualidade da moça deficiente e até mesmo as circunstâncias do crime que dá título ao filme. Também é interessante o modo como a narrativa induz ao erro, iniciando a história pela perspectiva do protagonista - que, a despeito de ser um grande intelectual, é um total despreparado quando se trata de viver. Em determinado momento, ele mesmo declara: "sempre vivi na terceira pessoa". A criativa inserção de alguns trechos de encenações teatrais, além de apresentar o cotidiano do personagem, ajuda a entender como se estabelece tão rápido em sua mente uma atmosfera de ciúme e obsessão. Afinal de contas, Antônio vê o mundo através do filtro da arte que consome religiosamente. Há que destacar, ainda, o talento do sempre competente Marco Ricca, em mais uma interpretação na medida certa.

Não se pode negar que o filme possui várias qualidades, mas o resultado final está um pouco aquém da filmografia de Beto Brant. Após um começo hipnótico, a trama se dilui na segunda metade. Indeciso entre continuar a dissecar as distorções da personalidade do protagonista ou dar uma guinada para o drama criminal, o longa acaba não fazendo nem uma coisa nem outra e caminha para um desfecho meio frouxo. Nada contra finais abertos, existem vários desfechos abertos perfeitos - o de Flores Partidas é ótimo, só para ficar num exemplo recente -, mas no caso de Crime Delicado fica um certo vazio no ar quando os créditos finais enchem a telona. Impressão reforçada pela curta duração do filme, deixando o espectador frustrado com a impossibilidade de se aprofundar numa história que poderia render desdobramentos interessantíssimos.

 
Envie o seu comentário sobre esta coluna.

Leia outras colunas de Érika Liporaci no Adoro Cinema.
 
    Topo
 
  PROCURA


   ANÚNCIOS



 


Lista Completa de Filmes :|: Filmes em Cartaz :|: Filmes Inéditos :|: Atores :|: Diretores :|: Críticas :|: Pedidos :|: Colunas :|: Cinenews :|: Festivais :|: Fórum. :|: Promocine :|: Equipe :|: Anuncie
Adoro Cinema :|: Adoro Cinema Brasileiro
© Copyright 2001-2007A.C. Agência Digital - Todos os Direitos Reservados
Design por: Leo Faria Design