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Antes de tudo, é preciso dividir 5x Favela - Agora por Nós Mesmos, o filme, do lado social nele envolvido. O projeto tem enorme valor pelas oficinas técnicas promovidas em comunidades carentes do Rio de Janeiro, oferecendo a chance de adentrar e seguir carreira no cinema. Mas também não é por causa disto que o filme deva ser, necessariamente, elogiado. Ainda mais quando apresenta graves defeitos em sua realização.
O maior deles é a constante sensação de lição de moral que permeia o filme, muitas vezes apresentada de forma ingênua e moralista. O primeiro episódio, Fonte de Renda, é o maior exemplo. A história do jovem universitário que mora na favela e passa a levar drogas aos amigos, para conseguir dinheiro para bancar os estudos, serve ao velho lema “sou pobre, mas honrado”. Até a punição está presente, suficiente para que o protagonista perceba o delito sem sofrer um grande trauma. Tudo muito certinho, com a missão de transmitir uma lição aos espectadores. Só faltou o “não façam isso, crianças!” para ficar completo.
O terceiro episódio, Concerto para Violino, faz ainda pior. Na tentativa de mostrar, de forma explícita, a existência de policiais que também são bandidos, o que apresenta? Um policial que, para recuperar armas roubadas de um batalhão, entrega uniformes policiais e um arsenal nas mãos de bandidos rivais. E ainda desfilam à vontade nas ruas, quase que à espera de fotógrafos que registrem o feito. Por mais que esta dualidade exista, não é de forma tão escancarada. Ou seja, mais uma vez a ingenuidade fala mais alto para retratar um tema sério.
Por outro lado, o segundo episódio, Arroz com Feijão, desperta boas risadas. Graças especialmente aos seus intérpretes mirins, Juan Paiva e Pablo Vinícius, verdadeiras figuraças! Apesar de também contar com uma lição de moral embutida, sua história é narrada com leveza e tocando em questões polêmicas que, apesar de aparecerem como pano de fundo, chamam a atenção. É, de longe, o que há de melhor no filme.
Os outros dois episódios, Deixa Voar e Acende a Luz, são razoáveis. O primeiro explora uma situação real, o medo existente pela divisão da favela entre facções rivais, mas desliza em mudanças de comportamento bruscas demais, incompatíveis com o ambiente. Já o último apresenta a favela sob o estereótipo da bagunça animada. Funciona, mas não deixa de ser uma visão parcial sobre o local.
tales_cruz em 03/09/2010
Olá! Gostaria, antes, de dizer que sempre espero para ler a sinopse e criticas de um filme neste site antes de ir ao cinema. Parabéns ao pessoal do site (organizadores, criticos, etc.) Agora o filme! Estou anciosícimo para poder confrontar esta crítica com o próprio filme. Mas o que mais me deixou com a pulga atrás da orelha foi que, segundo a crítica em Concerto para Violino o comentário "Por mais que esta dualidade exista, não é de forma tão escancarada." me deixou com a sensação de que talvez, pois, visto esta é a visão Deles, essa deve ser uma ação escancarada para que vive na favela. E como eu moro num bairro relativamente bom e distante (fisico e socialmente) desta realidade, talvez posa achar que é um exagero, da mesma forma que estado unidenses e europeus considerão a nossa realidade mostradas nos filmes surreal.... Por hora é só, desculpem-me qualquer devaneio...
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o melhor dos 7 sem duvida
por kabal_win, 14/02/2012 às 12:20
Confuso e estranho,embora aos poucos mostre oque realmente propõe.No inicio,Kable(vivido po...
por Lukas Henrier, 14/02/2012 às 11:13
...Minha mãe vira e mexe fala nesse filme, ela gostou mais do que eu. Nesse e no O Maskara....
por Debora Christie, 14/02/2012 às 11:03
O título diz literalmente tudo.Você pode encontrar nesse filme apenas estes três substant...
por Lukas Henrier, 14/02/2012 às 11:02