2012

por Francisco Russo

Cataclisma Mundial
18/03/2010 3

2012
envie
comentar
newsletter
twitter
rss
separar os emails por vírgulas
limitado em 600 caracteres

Faça o login, para usar essa ferramenta.

Os filmes catástrofe começaram a fazer sucesso nos anos 70, seguindo a fórmula de um elenco estelar para ofuscar os na época limitados efeitos especiais. Assim foi Terremoto, Aeroporto, Inferno na Torre e outros tantos. Nos anos 90 eles ressurgiram, sob nova fórmula: efeitos maravilhosos, onde praticamente tudo era possível, e um elenco nem tão conhecido assim. O que contrabalançou o orçamento, já que salários astronômicos deixaram de ser pagos em detrimento de um maior gasto com a parte técnica. Neste período, um diretor em especial se destacou: Roland Emmerich. Mas pode chamá-lo de "sr. destruição".

Dos seis últimos filmes por ele dirigidos, apenas um não trazia como mote a destruição do mundo, ou de parte dele: O Patriota. De Independence Day a 10.000 A.C., seu trabalho sempre foi mais voltado às cenas de ação do que propriamente ao desenvolvimento de uma história. 2012 não é diferente. Como cinema pipoca, funciona bem. Os efeitos especiais são espetaculares, com impacto ainda maior em uma sala de cinema. É filme para ver em tela grande e som potente, sem sombra de dúvidas. O problema é o que fazer entre as diversas cenas de ação.

Há muito de O Dia Depois de Amanhã em 2012, a começar pela mola mestra da trama: um cataclisma inevitável, que faz com que a humanidade tenha que se virar para sobreviver. Se antes o culpado era o clima, agora é uma conjunção astral que faz com que explosões solares desestabilizem a crosta da Terra. Complicado? Nem tanto. Não há a menor intenção em justificar o ocorrido, o simples ato é suficiente. O prenúncio vindo do calendário maia é apenas mencionado, também sem grande desenvolvimento. A grande verdade é que tudo não passa de desculpa para que Emmerich possa fazer o que sabe melhor: destruir tudo. E desta vez em escala global, com monumentos e locais nunca antes demolidos pelo diretor. Entre eles, o Rio de Janeiro e seu ícone maior, o Cristo Redentor.

A semelhança também vem com o fato de que, assim como O Dia Depois de Amanhã, não há aqui um inimigo visível e que possa ser combatido. A inevitabilidade faz com que reste à humanidade apenas uma saída: buscar, a todo custo, sobreviver. Neste sentido, há aspectos interessantes na trama, em especial a influência do lado capitalista no plano de fuga traçado. Nem tanto por sua existência, mas pela forma realista como é apresentada. O contraste com ideais nobres e humanitários, apesar de previsível, merece atenção.

Só que, em meio a tantos prédios desabando, ondas gigantes e crateras abertas no solo, há uma série de situações e diálogos que beiram o ridículo. Cenas constrangedoras, como a da salvação do cachorro, que fazem com que se torça para que a próxima cena de ação venha logo. Não pela expectativa do que vem a seguir, mas para que o espectador seja poupado de momentos lacrimosos ou exagerados, onde os clichês predominam. É este desnível que prejudica 2012. Se por um lado há a excelência no apuro técnico, há também o descaso com o roteiro.

Apesar disto, está longe de se aproximar dos piores casos apresentados por Emmerich. Mantendo sua tradição de alemão que exalta o patriotismo americano, estão lá a nobreza do presidente e a valorização dos Estados Unidos na nave de fuga - é a única bandeira pintada no casco, preste atenção. Já os personagens, bem, eles não são tão importantes assim. Há o pai que consegue reunir a família em meio à catástrofe, o cientista preocupado com o bem da humanidade, aquele que acredita em teorias conspiratórias constatando a veracidade das informações que obteve, o empresário egoísta, a namorada descartável e interesseira... nada de propriamente novo. Mas este também não é o objetivo. 2012 segue à risca a fórmula dos filmes catástrofe, explorando - e bem - seus efeitos especiais. Para o que se propõe, é o suficiente.

Comentários

1257472169 eu thumb
Lucas Leão Alves
12/12/2009

Gostei da crítica, mas só uma observação: uma outra arca tem a bandeira da União Europeia pintada no casco também. ^^


Default thumb
Cleverson
03/01/2010

Vi o filme ontem no cinema, tinha pouca gente. Mas na minha opinião o filme estava ótimo, efeitos especiais nunca visto antes na história do cinema. Pena que só mostraram um pouquinho do Rio de Janeiro. Um dos filmes maís legais que eu ja vi. Tirando umas partes bem exageradas é claro, como na parte que o carro não bate em nenhum lugar, e o avião que não é atingido por nenhuma bola de fogo...Tirando essas partes o filme foi maravilhoso!!!


Default thumb
Deh
15/01/2010

Antes de assistir...as pessoas falavam ...ohhhh o filme é maravilhoso...mas só assistindo para ver....

 

Realmente o filme é bom...mas já assisti melhores...não gosto de filmes muito surreais....afinal se o mundo realmente acabar...vai acabar tudo...nada restará...

 

Ahhh.,...o carro nunca bate...o avião pilotado por um piloto que não sabe... muita viagem para se assistir...mas ta valendo gosto é gosto e não se discute....


Para deixar um comentário você precisa estar logado