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O efeito Avatar e a dimensão do 3-D

14-01-2010 por Roberto Cunha 1

Algumas constatações de 2009 vieram para ficar. Entre elas, duas são inexoráveis: a força do cinema 3-D e o toque de Midas de James Cameron.

O sucesso de Avatar mundo afora é impressionante e o filme, atualmente, segunda maior bilheteria de todos tempos, "singra" pelos cinemas mundiais atrás de outra criação (Titanic) de seu próprio criador.

No Brasil, grande consumidor de cinema (e com o ingresso ainda muito caro), a onda 3-D animou produtores e três deles se aventuram no segmento: Quem Tem Medo de Fantasma, de Cris D’Amato e Júlio César Saraiva Uchôa, Tainá 3, de Pedro Rovai, e um filme sobre a Cidade Maravilhosa, do produtor e músico americano Quincy Jones em parceria com Luiz Carlos Barreto.

Em termos de cinema, o número de salas teve um aumento expressivo, pulando de 23 no início de 2009 para 102 no começo de 2010, sendo uma delas, em Curitiba, 3-D Imax. Quando o assunto é bilheteria, os números são menores e representam 8% do que foi arrecadado e, de público, o percentual chegou a 5,5%.

Sobre a tecnologia, o que se fala é que os custos aumentam em até 50%. Ou seja, é quase como fazer um filme e meio. Nos bastidores, a Imax anunciou a criação de uma câmera digital 3D que promete levar o cinema e a televisão para uma outra dimensão. Um protótipo do equipamento será testado ainda neste ano e a ideia é disponibilizá-lo para o mercado em 2011. Entre as vantagens anunciadas, a eliminação de estoque de filme e, claro, melhor resultado nas salas Imax. E mais, a empresa anuncia interesse em criar um canal por assinatura para exibir somente produções em 3-D. Para isso, já existem conversas com os grupos Discovery e a Sony.

Enquanto isso, em Portugal, já tem neurologista alardeando sobre os perigos da tecnologia. Para Teresa Paiva, é preocupante ver crianças muito pequenas assistindo filmes como Avatar devido ao "forte estímulo sensorial provocada pelo efeito 3D". Embora não tenha embasamento científico, já foram ouvidas queixas de dores de cabeça e distúrbios de sono após a exibição do filme de Cameron. Segundo ela, uma paciente, depois de sua primeira experiência com o 3-D, sentiu-se agitada durante a noite porque o filme continuava a se projetar em sua cabeça. Será? Para reforçar a ideia, Paiva lembrou de casos conhecidos de descargas epilépticas com o uso de jogos de computador e luz estroboscópica.

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Fonte: Adoro Cinema - Coming Soon - IOL

Comentários

Nome do Usuario

nathalia em 13/10/2010

filme mto bom, pena que não deu pra assistir no cinemas!


ah fiquei sabendo que terá nova versãos em cortes!


quem sabe não vejo no cinemas!


 


 


 


 



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