O cinema está cheio de histórias de cineastas que produziram obras com orçamentos baixíssimos e tem até aqueles que ficaram famosos exatamente por perseguir este formato.
Roger Corman é um dos grandes representantes deste estilo batizado de Filme B e
Robert Rodriguez, reza a lenda, produziu seu primeiro longa
El Mariachi com parcos US$ 7 mil. E eles não são os únicos.
Agora, a novidade do momento chama-se Mark Price, funcionário de uma empresa de mensagens que vai exibir
Colin na Inglaterra, tendo gasto 50 euros, cerca de R$ 132,00 para sua realização. O detalhe curioso é que o cineasta diz que este montante foi gasto para comprar coisas como chá e café. Tudo começou porque o filme foi exibido em um festival de filmes de terror no País de Gales e acabou chamando a atenção dos organizadores, que recomendaram a produção para uma agente.
Depois disso,
Colin foi parar no
Festival Cannes e lá recebeu uma oferta para distribuição na Grã-Bretanha, onde chega nas salas britânicas junto com
Halloween II, em outubro. A produção começou em 2005, usando Gales e Inglaterra como locações, foi concluído em 18 meses, usou "
duas câmeras domésticas" (palavras do diretor) e foi realizado graças também ao uso das redes sociais Facebook e MySpace, por onde Price convocou pessoas para completar sua equipe, formada por cerca de 100 indivíduos, embora a maioria tenha sido, segundo ele mesmo, "
só amigos e amigos de amigos".
Colin conta a história de um zumbi a partir da perspectiva do próprio morto-vivo, fugindo do padrão dos filmes do gênero. O ator Alastair Kirton interpreta Colin, um homem que foi mordido por um zumbi e ressuscita como um deles. O longa tem cerca de 97 minutos de duração, muito sangue ("
corante alimentício - fornecido por um amigo- misturado com água quente") e cenas violentas.
Price ainda faz uso da internet para promover
Colin que recebeu o prêmio especial do júri do
Festival de Cinema de Revenant (Seattle, EUA), especializado em filmes sobre zumbis, e será exibido em outubro no
Festival Internacional de Cinema Fantástico da Catalunha. Ele escreveu, produziu, dirigiu e editou seu filme com a ajuda de um computador e alguns softwares básicos, como o Adobe Premier 6 que considera "
muito antigo".
Não acredita que vá ganhar muito dinheiro, mas se conformaa de receber o suficiente para rodar o próximo longa. Veja o trailer
aqui.
Fonte: Adoro Cinema - EFE